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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

DEUS SEGUNDO SPINOZA



“Pára de ficar rezando e batendo o peito”!

O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti. Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa. Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.

Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau. O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer. 
Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho... Não me encontrarás em nenhum livro!

Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho? Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor. Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti? Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?
Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti. Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia. Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas. Eu te fiz absolutamente livre.

Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro. Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno. Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse. Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei. E se houver, tenha certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste... Do que mais gostaste? O que aprendeste? Pára de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar. Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja?

Aborrece-me que me louvem, Me cansa que agradeçam. Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. Te sentes olhado, surpreendido?... Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar. Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres? Para que tantas explicações? Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro... Aí é que estou batendo em ti.


* Baruch Spinoza ou Bento de Espinoza (1632-1677), filósofo holandês, de família judaico-portuguesa. Spinoza defendeu que Deus e Natureza eram dois nomes para a mesma realidade, a saber, a única substância em que consiste o universo e do qual todas as entidades menores constituem modalidades ou modificações.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

“A Gula” - O Pecado Santo! (By Anderson de Souza)




 A gula é um dos pecados mais ignorados no meio evangélico. O “crente” comete este pecado com a consciência limpa e tranquila. Simplesmente o ignora. Repreendem ferozmente a quem fuma ou bebe sendo evangélico, mas, por algum motivo a gula é para o “crente” um pecado bastante aceito e melhor, totalmente aceito.  Interessante é que os mesmos motivos alegados pelos “santos glutões” para condenar quem fuma e bebe como, por exemplo, a saúde e o vício, são aplicáveis também a quem come exageradamente. É mais que sabido que todo excesso é prejudicial à saúde e portanto, quem fuma exageradamente ou bebe exageradamente ou ainda come exageradamente estão passíveis de danos irreparáveis a saúde. Sendo assim eu pergunto que diferença há entre ser glutão ou beber e fumar?
Ao que me parece a comida funciona como uma válvula de escape (digo isto com base em não poucas pessoas que pude observar este comportamento) em que o individuo (crente) que não bebe, não fuma e frequentemente se abstêm dos prazeres que Deus em sua infinita sabedoria nos proporcionou,  em prol de uma santidade que invariavelmente não os levará a lugar algum (como por exemplo se abster dos prazeres sexuais), é acometido por uma ansiedade que o faz comer exageradamente e mesmo tendo saciado sua fome, ainda continua com uma sensação de vazio e continua comendo! É como se fosse um direito adquirido, pois, não fuma, não bebe, e não faz um tanto de outras coisas, então exageram (e como exageram) na comida, afinal, podem tudo naquele que os fortalece.
Escrevendo aos filipenses, Paulo se refere àqueles cujo “deus é o ventre” (cf. Fil. 3,19), isto é, o alimento. Apetites físicos são uma analogia de nossa habilidade de nos controlar. Se somos incapazes de controlar nossos hábitos em relação à comida, isso é uma indicação de que provavelmente também somos incapazes de controlar outros hábitos, tais como os da mente (cobiça, avareza, raiva), e somos incapazes de não fazer parte de fofocas e conflitos. Não devemos deixar nossos apetites nos controlar, mas devemos ter controle sobre nossos apetites (Leia Deuteronômio 21:20, Provérbios 23:2, 2 Pedro 1:5-7, 2 Timóteo 3:1-9 e 2 Coríntios 10:5). A habilidade de dizer “não” a qualquer coisa em excesso – “autocontrole” — é um dos frutos do Espírito que pertence a todos os Cristãos (Gálatas 5:22). Podemos comer e beber com moderação e gosto, mas não podemos fazer da comida um meio só de prazer; isso desvirtua a alimentação. Santo Agostinho dizia que temia não a impureza da comida, mas a do apetite. Ele escreve uma página sábia sobre isso: “Vós me ensinastes a ingerir os alimentos como se tratasse de remédios”. E o líder pacifista indiano Gandhi afirmava que “a verdadeira felicidade é impossível sem verdadeira saúde, e a verdadeira saúde é impossível sem o rigoroso controle da gula. Todos os demais sentidos estarão, automaticamente, sujeitos ao controle quando a gula estiver sob controle”.
Então meu conselho é que em tudo que formos fazer (seja comer ou beber), sejamos moderados, pois tanto a comida (CLIQUE AQUI) (E AQUIcomo a bebida ou ainda o cigarro fazem mau a nossa saúde. Não estou dando uma de santinho, pois eu mesmo bebo, claro que com moderação assim também me alimento com a mesma moderação! Sejamos prudentes.


Meu esposo,

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A Gula o Pecado Santo de Anderson L. De souza é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Brasil.
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O NEOPAGANISMO NO MEIO EVANGÉLICO – CRENDICES ENTRE NÓS


O Iluminismo pensanva que, caso houvesse qualquer intervenção divina no mundo dos homens, tal intervenção seria “filtrada” pela alma humana que, então, ao lembrar-se dos exemplos das entidades divinas (por exemplo, a vida de Jesus ou dos santos etc.), inspiraria atos mentais, de caráter intelectual e moral. Mas não foi assim que as coisas evoluíram em nossos tempos recentes. No movimento de proliferação de igrejas dos anos noventa, e que continua agora mais forte que nunca, ninguém é “tocado” pela inspiração dessa maneira. Na competição para arrecadar almas pagantes ou almas que pela presença conferem poder ao pastor (que ele pode reverter em poder político e financeiro), as igrejas perceberam que precisam criar um sistema facilitador em relação às proibições. Deixaram de falar da ética do Reino em relação ao Indíviduo como Imagem de Deus, ao relacionamento com o próximo e a solidariedade com o oprimido e passaram a enumerar regras que vão desde o lugar onde um ‘crente’ deve ir, até o que este ‘fiel’ deve ouvir ou pronunciar.


Criaram o efeito mágico das palavras. Principalmente as palavras de ‘maldição’, as únicas que realmente tem poder sobre a vida deles, pois vivem de proibições de palavras ‘fortes’ tais como: ‘pobreza’, ‘miséria’, ‘coitado’, ‘pobre’, ‘morte’, etc. A estas palavras eles refutam desde o “tá amarrado”, eu “rejeito”, até o tradicional toque na madeira, ou ‘peguei no verde’ (rsrsr).

De igual modo não é tão forte as palavras de ‘bênção’, haja visto que falar de ‘riqueza’, ‘dinheiro’, ‘saúde’ (ainda que na hora do espirro), “vais ganhar na mega sena da virada”, (que os crentes dizem não apostar, kkk), não funcionam, mesmo que o fiel diga com toda ‘fé’, ‘eu recebo’. (#ironia rsrs)

Os novos crentes também reconstruíram as rotas sagradas do turismo espiritual. A ida a Israel não como visitação a um lugar histórico e emblemático tem crescido assustadoramente, os crentes vão lá pra tentar “sentir” alguma “coisa”. E deve sentir mesmo, tais os relatos que de lá temos ouvido. Na maioria das vezes, ‘conversa pra boi, (digo ovelha), dormir’.

De lá trouxeram o famoso shoffar, um instrumento de som horrível e deram a ele um sentido magico, que levam todos ao delírio espiritual. Quem tem um shoffar hoje tem o poder na mão. Eu já vi um sujeito arrancar aplausos, gritos e frenesi da platéia simplesmente com algumas ‘sopradas’ desafinadas.

Sem contar que outros objetos sagrados que povoam os templos e as casas dos fiéis, a um preço altíssimo, movimentam uma cifra milionária no mercado da fé. Já temos representante comercial para tais objetos tirando pedido nas igrejas, fazendo desta sua ‘gorda’ e próspera carteira de clientes. Os pastores (leia-se compradores e vendedores) não perdem as promoções, as novidades, os lançamentos da indústria da fé. E vendem. E como vendem!!!!!!

Essas e outras besteiras de crentes nada mais é que um resto de neopaganismo tipo bárbaro que vem sendo reconstruído e trazido para dentro das igrejas evangélicas. No entanto os crentes não se apercebem que estão fazendo papel de tolo, e isso se deve ao fato do emburrecimento bíblico-teológico que vem tomando conta dos arraiás da crentaida.

É claro que tudo isso é ajudado por outros mecanismos, principalmente o atrativo do “milagre”, da “cura imediata” ou da “salvação” que, enfim, não é a salvação contra o Mal, e sim a salvação financeira ou o desemprego ou a falta de sorte etc. Ou seja, o Mal se traduz em males da cada um, em um sentido moral bem empobrecido. O pastor promete dar ao fiel não um Deus ou um Jesus ou coisa parecida, nos cânones do cristianismo que conhecíamos antes dos anos noventa. Ele promete dar um Mágico, alguém do Além que pode ser chamado, a qualquer momento, para resolver problemas cotidianos. O azar na vida é coisa mostrada como produto de uma entidade denominada “Demônio”. A sorte pode ser restabelecida pela fé, uma fé esvaziada de religiosidade, ou seja, algo que se faz sentir a partir do pronunciamento de palavras do tipo “Sangue de Jesus tem poder”, exatamente como Mandrake poderia dizer “Abracadabra”.


Do meu amigo pessoal,
Pr. Pedro Rocha

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Feliz Natal



A abelha beijou a flor. A flor beijou a abelha.
Não importa se era uma flor de campo, pequena e insignificante aos olhos dos desatentos.
Era linda. A abelha viu nela a flor de sua vida.
E doou-se no beijo e no abraço de suas asas.
Para a flor, não importa se era só uma abelha, voando solitária.
Era linda. A flor abriu-se a ela, nutriu-a, doou-se com tudo que tinha.
A alegria de suas cores e beleza de seu néctar.
E amaram-se no complemento.

A abelha voou, a flor murchou.
Nos tempos da vida, começos e fins se sucedem e confundem.
Já para o amor, não importa o tempo.
O amor é atemporal, eterno.

Amaram-se, na perpetuidade dos instantes,
na perenidade dos momentos,
na infinitude das entregas.

Que neste Natal,
sejas tu uma abelha, sejas uma flor, não importa,
a doação do amor, o reconhecimento da amizade e a paz de espírito vivam em ti,
no verdadeiro espírito do Natal.
Ainda que longe das árvores, dos enfeites, mas dentro do coração.
Na felicidade mágica da vida.

E assim permaneça em 2012.

E assim permaneça por todo o sempre.

Um Feliz Natal

Do amigo Frega Jr.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Teólogos tradicionais questionam a existência de Adão e Eva e pedem uma fé para o século 21




Pesquisas do Instituto Gallup e do Pew Research Center afirmam que quatro em cada 10 americanos acreditam na existência literal de Adão e Eva. Esta é uma das crenças  centrais de grande parte do cristianismo conservador, e dos evangélicos em particular.

No entanto, recentemente alguns estudiosos conservadores passaram a afirmar em público que já não conseguem acreditar no relato de Gênesis como antes. Perguntado sobre o fato de sermos todos descendentes de Adão e Eva, Dennis Venema, biólogo cristão da Trinity Western University, respondeu: “Isso vai contra todas as evidências genômicas que reunimos ao longo dos últimos 20 anos, então não é algo provável”.

A pesquisa do Genoma Humano

Venema diz que não há maneira de rastrear a humanidade até um único casal. Ele diz que com o mapeamento do genoma humano, está claro que os humanos modernos surgiram a partir de outros primatas – muito antes do período literal de Gênesis, que seria apenas alguns milhares de anos atrás. Dada a variação genética da população atual, ele diz que os cientistas não conseguem conceber uma população abaixo de 10.000 pessoas, em qualquer momento em nossa história evolutiva.

Para reduzir tudo a apenas dois antepassados, Venema explica: “Você teria que postular que houve uma taxa de mutação absolutamente astronômica que produziu todas estas novas variantes, em um período de tempo incrivelmente curto. Esses tipos de taxas de mutação não são possíveis”.

Venema é membro da BioLogos Foundation, um grupo cristão que tenta reconciliar fé e ciência. Esse grupo foi fundado por Francis Collins, um evangélico que atualmente lidera o Instituto Nacional de Saúde.

Venema faz parte de um grupo crescente de estudiosos cristãos que dizem desejar ver sua fé entrar no século 21. Outro é John Schneider, que até recentemente ensinou teologia no Calvin College, em Michigan. Ele diz que é hora de encarar os fatos: “Não houve Adão e Eva históricos, nem serpente, nem maçã, nem queda que derrubou o homem de um estado de inocência”.

“A evolução torna bastante claro que na natureza e na experiência moral dos humanos, nunca houve qualquer paraíso perdido”, diz Schneider. ”Acho que os cristãos têm um desafio, um trabalho grande em suas mãos para reformular algumas das suas tradições em relação os primórdios da humanidade.”

Dennis Venema indica o caminho que reconciliaria as posições: “Se ler a Bíblia como poesia e alegoria, assim como tem partes históricas, você poderá ver a mão de Deus agindo na natureza – e na evolução. Não há nada a temer fazendo isso. Não há com o que se preocupar É realmente uma boa oportunidade para termos uma compreensão cada vez mais precisa do mundo. A partir de nossa perspectiva cristã, esse é um entendimento cada vez mais preciso de como Deus nos trouxe à existência”.

Este debate sobre um Adão e Eva históricos  não é apenas mais uma disputa, pois parece estar dividindo a intelectualidade evangélica norte-americana.

“O evangelicalismo tem uma tendência a matar seus jovens talentos”, diz Daniel Harlow, professor de religião no Calvin College, uma escola cristã reformada que tem a queda literal de Adão e Eva como parte central de sua fé.

O Calvin College não aceitou ele ter escrito um artigo questionando o Adão histórico. Seu colega, o teólogo John Schneider, escreveu um artigo semelhante e foi pressionado a demitir-se após 25 anos trabalhando na faculdade. Schneider está vivendo agora de uma bolsa de pesquisa da Universidade Católica Notre Dame.

Vários outros teólogos bem conhecidos de universidades cristãs têm sido forçados a se demitir por causa desse debate. Alguns veem um paralelo com um momento histórico anterior, quando a ciência entrou em conflito com a doutrina religiosa.

“A controvérsia da evolução hoje é um momento tão crucial quando o julgamento de Galileu”, diz Karl Giberson, autor de vários livros que tentam conciliar cristianismo e evolução, incluindo A Linguagem da C iência e da Fé, escrito em parceria com Francis Collins.

Giberson – que ensinava física no Eastern Nazarene College, entende que esse ponto de vista tornou-se muito desconfortável na academia cristã – e o questionamento de Adão e Eva é semelhantes ao que experimentou Galileu no século 17, quando desafiou a doutrina católica que afirmava que a Terra girava em torno do sol e não o contrário. Galileu foi condenado pela igreja e levou mais de três séculos para o Vaticano para expressar arrependimento por seu erro.

“Quando você ignora a ciência, acaba pagando caro”, diz Giberson. ”A Igreja Católica pagou um alto preço durante séculos por causa de Galileu. Os protestantes fariam muito bem se olhassem para esse fato e aprendessem com ele.”

Outros teólogos dizem que os cristãos não podem mais se dar ao luxo de ignorar as evidências do genoma humano e dos fósseis apenas para manter uma visão literal de Gênesis. ”Este assunto é inevitável”, diz Dan Harlow do Calvin College. ”Os evangélicos precisarão enfrentá-lo ou apenas enfiar a cabeça na areia. Se fizerem isso, perderão qualquer respeitabilidade intelectual que possuem.”

Albert Mohler, do tradicional Seminário Batista do Sul, explica: “No momento em que você diz ‘temos que abandonar nossa teologia para ter o respeito do mundo’, acaba ficando sem a ortodoxia bíblica e sem o respeito do mundo”.

Mohler e outros dizem que, se outros protestantes querem acomodar-se à ciência, não devem se surpreender se isso os fizer negar a fé.


Amotinado em Histórias e Parábolas


Outra postagem interessante sobre o assunto CLICA AQUI


Via:PavaBlog

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Sexo anal é pecado? (Anja_Arcanja)


Sexo anal: como se entregar a este prazer sem esbarrar na Bíblia?
Esta é uma dúvida que incomoda e tortura a muitos casais hoje em dia. Mas, há casais que simplesmente fazem, e fazem porque gostam! Estariam “em pecado”? Seria mesmo pecado fazer sexo anal com seu esposo/a ou namorado/a?

Romanos 1: 26 nos diz:   
26 - Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. 

E como relevar isto? Vamos a outro texto da Bíblia que seriam relevantes para que cheguemos a um entendimento mais claro desta questão:

I Coríntios 11:6
6 - Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também. Mas, se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu.
(Não só este verso de 1Co-11 mas todo o capítulo)
Quem hoje segue este preceito a não ser em poucas igrejas? Este é o ponto! Devemos procurar ver e entender o contexto histórico e não apenas o contexto imediato em que foi escrita a Bíblia para ter-mos de fato uma visão clara sobre a questão. Não podemos de forma alguma nos prender a textos sem nos basear no contexto para ter-mos o pretexto de privar-nos em dar e receber prazer.

Lemos em Tito 1:15
15 - Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados.
O senhor criou nossos corpos e nenhuma parte deles é naturalmente imperfeita. Deus nos criou para que tenhamos vida em abundância e vivamos com prazer, sexo anal é apenas uma das maneiras de se chegar a este fim.

Embora o ânus seja realmente usado para eliminação de resíduos alimentares não é tão sujo quanto se pensa, especialmente após um bom banho e uma ducha higiênica. A falta de higiene pode ser responsável não apenas pela disseminação de doenças e males durante o sexo anal, mas também através do sexo vaginal. Eliminação é um processo natural criado por Deus, é apenas nossa concepção humana que nos faz achar que é algo sujo. Tem muito mais  a ver com inprints psicológicos dos sacerdotes do que com a Vontade Divina. O ato de urinar torna o pênis ou a vagina imundos? Nós suamos, temos espinhas, isso torna nossa pele imunda de ser tocada? A Bíblia está cheia de referências de rituais de purificação que se resumem a água, uma ducha e sabão.

Além disso, o ânus tem uma diferença de mais de 2 graus do que a vagina, deixando-o mais quente, ele também possui mais músculos, o que cria uma experiência diferente. O orgasmo anal é um dos quatro tipos de orgasmo que uma mulher pode ter, além do vaginal, clitoriano e o do ponto G. Claro que assim como o sexo vaginal ele pode ser doloroso se não houver cuidado por parte e ambos os parceiros.

Se a idéia de contato direto com esta área ainda lhe parece anti-higiênica, o simples uso da camisinha resolverá este problema.

Não há mal nenhum em se praticar sexo anal, desde que haja respeito entre o casal, ou seja, o que é bom para o homem, pode não ser bom para a mulher, pois não são todas que gostam e muitas não ficam a vontade ou sequer conseguem relaxar e sentir da fato prazer no sexo anal. E isto é um fator que o homem deve levar em consideração, pois o prazer tem que ser mútuo. Em uma relação onde só um sente prazer é uma relação egoísta e desrespeitosa.  Ninguém pode ser encorajado ou coagido a fazer algo que não se sinta confortável.

É uma forma de prazer que deve satisfazer a ambos e não apenas a um. Não adianta o homem dizer que “com jeitinho vai”, porque não vai! Para que a mulher sinta-se a vontade e tenha prazer no sexo anal pode-se levar certo tempo. Isto depende muito mais do homem (que na maioria dos casos é apresado) do que da mulher. A mulher precisa de muito mais estimulo  na relação do que o homem. Então meus queridos, caprichem nas preliminares! Digo isto no sexo convencional, que dirá então no anal? Então não tenham medo de perder tempo (pois na verdade estão é ganhando) nas preliminares ok?

Portanto, carinho, respeito e amor são a base do sucesso de qualquer relacionamento.
Postarei abaixo links sobre sexo oral, sexo antes do casamento e relacionamento aberto. Espero que gostem da leitura e deixem seus comentários.


Anja_Arcanja



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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Baixem as armas, sacerdotes. Baixem o tom, profetas. Ateus e agnósticos, optem pela brandura. Dialoguemos.

Gorjeios e grunhidos
Ricardo Gondim

Acabei de ver “A pele que habito” de Pedro Almodóvar com o estômago revirado. Identifiquei-me com o vilão da história. Eu me via como a encarnação da personagem fictícia. Quantas vezes tentei fazer os outros ficarem parecidos com um modelo de minha mente. Nesse anseio, alucinei. Eu já cheguei a considerar-me  capaz de mudar quem eu quisesse – mal sabia que eu só queria fabricar objetos de prazer e de ódio.
Transformei minhas alucinações em certezas. Fiz da vocação um instrumento de domínio. Pior, tentei tornar-me capataz de um Deus que moldaria o mundo ao meu padrão.
Recordo uma fábula de Rubem Alves. “Certa feita, os urubus tomaram o poder na floresta e impuseram seu estilo de vida a todos os animais. Sua culinária, sua moda, sua estética e mesmo suas preferências musicais tornaram-se o padrão de referência para todos. Os pintassilgos, muito cordatos, esforçavam-se sobremaneira para corresponder às exigências dos urubus. Entretanto, os pobres pintassilgos não conseguiam se acostumar ao cardápio de carniça que deveria substituir sua dieta de frutas, tampouco conseguiam andar como os urubus, reproduzir-lhes os requebros e os grunhidos que os urubus chamavam de música. Observando os desajeitados pintassilgos, os urubus concluíram sumariamente: ´Não adianta. Um pintassilgo sempre será um urubu de segunda categoria’”.
A beleza de qualquer floresta depende da diversidade. Os urubus são necessários, mas o mundo constrangido aos seus modos ficaria soturno, feio, grotesco. A beleza da vida está no respeito à identidade do outro. A grandeza de qualquer pessoa ou grupo reside em sua capacidade de coexistir com o diferente, sem a tentação de esmagar os que não dançam o dois-pralá-dois-pracá de desde sempre.
Nas relações assimétricas, ou os fortes abrem mão do poder ou eles esmagam os fracos. O bom convívio passa pela Lei Áurea de todos os credos: “Trate o próximo como você gostaria de ser tratado”. Força bruta não muda nada – sequer muda alguém. Estupidez entrincheira opostos, acirra preconceitos, exarceba ódios.
Tertuliano, um dos primeiros pensadores cristãos, dizia: “Deus, quando dá o poder… assim com o mesmo poder delega nele a imitação de sua paciência”. Ou seja, quem se enxerga comissionado por Deus a representá-lo, deve, obrigatoriamente, sentir-se impulsionado a manifestar a paciência divina e não a brutalidade. Será que Tertuliano ruminava a frase de Paulo: “Não sabes que é a bondade de Deus que leva o homem ao arrependimento”? (Romanos 2.4).
Uma teocracia evangélica se degradaria, rapidamente, em um reino de urubus. O sonho de consolidar o cristianismo como um Sacro Império deve manter-se sepultado nos escombros dos tempos medievais.
Baixem as armas, sacerdotes. Baixem o tom, profetas. Ateus e agnósticos, optem pela brandura. Dialoguemos. A humanidade cansou-se de guerras. Prefiramos ouvir a multicolorida sinfonia de Bach à cadência monótona dos hinos marciais. Temos tanta injustiça para enfrentar, tantos miseráveis para socorrer, tantos indefesos para cuidar. Não criemos mais uma guerra porque achamos nosso gorjeio, o mais afinado.

Soli Deo Gloria


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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

É possível ser gay e cristão?

Essa carta aberta tem como objetivo trazer a tona o tema: Homossexualidade e Cristianismo, tomando como base a ciência e a Teologia Inclusiva. Não podemos permitir que o preconceito se perpetue. A ignorância e a intolerância devem deixar de existir e dar lugar ao esclarecimento.Todos nós devemos buscar os fatos por trás das realidades dadas, assim, estaremos comprometidos eticamente com a construção de um mundo melhor, mais igualitário e justo.
Vivemos num Estado laico, ou seja, o âmbito CIVIL não pode nem deve sofrer influências da religião. Geralmente verificamos que os argumentos utilizados para condenar a homossexualidade retratam um preconceito religioso, ou seja, se baseiam na religião para condenar os homossexuais.
A religião não pode em nenhuma hipótese servir como parâmetro para condenação dos homossexuais nos espaço civil. A sociedade deve aprovar o casamento gay, a adoção de filhos por casais homossexuais, independentemente do que a religião diz, pois a mesma não pode influenciar nas decisões políticas e civis de um Estado laico. Os homossexuais constituem grande parte da sociedade Brasileira, são cidadãos que votam, pagam impostos e deveriam ter os seus direitos civis assegurados. O poder legislativo deveria tomar como base para suas decisões o que a ciência diz, pois nela está o pensamento comprovado, legitimado, aprovado, experimentado. Cientistas dos mais diversos campos são unânimes em afirmar que a homossexualidade é natural ao homem (genero humano), que é normal e deve ser aceita. 
No campo religioso algumas igrejas Protestantes e Evangélicas já voltaram os seus olhares para o fato de que os homossexuais devem ser aceitos. Temos como exemplos as igrejas americanas: Presbiteriana, Anglicana, Episcopal, Batistas do Sul, ICM; No Brasil verificamos as igrejas: Contemporânea (com sede no RJ), Comunidade Cristã Nova Esperança - CCNE (com sede em SP, Natal, São Luís, Fortaleza), Igreja Para Todos, entre outras. São os defensores da denominada Teologia Inclusiva. Corrente que deveria ser estudada por todo cristão nato, genuíno, comprometido com o Reino de Deus e a ética cristã.    
A teologia inclusiva faz um estudo através do contexto histórico crítico, aprofundado e minucioso, dos textos Bíblicos utilizados para condenar os homossexuais, e, consegue provar de formar ímpar que Deus aceita os homossexuais e que a Bíblia não os condena. Em língua portuguesa ainda são poucos os livros de Teologia Inclusiva, entre eles podemos citar dois “bestsellers”: Homossexuais e Ética Cristã, do padre Bernardino Leers e José Antonio Trasferetti, ambos doutores em teologia, e, O Que A Bíblia Realmente Diz Sobre A Homossexualidade, de Daniel A. Helminiak.     
De acordo com a Teologia da Inclusão, nenhum versículo Bíblico deve ser lido sem o seu contexto crítico histórico. A regra de ouro da Hermenêutica é que qualquer passagem bíblica deve ser vista e mantida dentro de seu próprio contexto. Tomemos como exemplo uma notória forma de como tirar passagens bíblicas de seu contexto: Mateus 27:5 “... retirou-se e foi se enforcar”, Lucas 10:37 nos fala que Jesus disse: “...Vai, e faze da mesma maneira”, lendo ao pé da letra poderíamos dizer que as passagens Bíblicas estariam incentivando o suicídio. Levítico 25:44 declara que se pode possuir escravos ou escravas desde que tenham sido comprados em um dos países vizinhos, lendo de forma fundamentalista poderíamos dizer que a Bíblia aprova a escravidão. Em Corintios o apostolo Paulo relata que mulheres devem ficar caladas na igreja, literalmente poderia  afirmar que as Mulheres não podem falar nas igrejas, e, existem também as passagens Bíblicas que utilizam para condenar os homossexuais! O fato é, será que é isto mesmo que a Bíblia realmente quis dizer? Os teólogos inclusivos afirmam que não, toda via, para explicar com clareza é preciso se fundamentar nos aprofundados e longos estudos da Teologia Inclusiva. Estudos básicos podem ser encontrados em www.ccne.org.br e www.igrejacontemporanea.com.br
É demasiadamente trágico que uma Igreja Cristã e a própria sociedade exclua os homossexuais, não há base científica para tal. É necessário que as religiões cristãs dialoguem sobre o tema, que ouçam a voz dos excluídos e de seus defensores: “É preciso que troquemos o preconceito pela aceitação, pelo acolhimento de todos independente de raça, cor, sexo, idade ou orientação sexual”, está é a bandeira dos teólogos da Teologia Inclusiva. Além do mais precisamos seguir o exemplo de Cristo, Ele ama a cada um, e, de modo algum faz acepção de pessoas ou lança fora aqueles que o confessam como Senhor de suas vidas. 
Nasce uma esperança, uma luz no fim do túnel, para todos que são homossexuais e desejam ser cristãos! Nas Igrejas Inclusivas é possível servir a Cristo independentemente da orientação sexual.


Bruno lima

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Homofobia não é liberdade de expressão


Tenho visto muita gente falar que aquele político que não se diz o nome tem o direito de manifestar suas ignorâncias homofóbicas. Outros também dizem o mesmo sobre religiosos que gritam contra gays e querem exorcizá-los. E ainda tem quem defenda o "direito" de pessoas serem contra casamento gay.

De trás pra frente: A quem pode interessar um casamento gay a não ser aos gays que vão se casar? No que o casamento de uma pessoa interfere com a vida da outra? Como alguém consegue ser contra uma coisa que não tem nada a ver com ela?

Misturando tudo: Realmente todo mundo tem direito ao próprio gosto, por mais incompreensível que isso seja. Sim, porque qualquer um que pare pra pensar vê como é incompreensível não se gostar de homossexuais, sendo que a homossexualidade só interfere com a vida do próprio indivíduo. Sem contar que a maioria que fala que não gosta de gays, convive, e gosta de muitos gays, sem nem saber que são gays. Por isso a visibilidade muda muita coisa, ao demonstrar para o intolerante a grande tolice que é o seu pensamento.

Enfim, pra encurtar conversa, a gente tem visto muito "preconceito em represália", principalmente dirigido às religiões. Aí é que entra o ponto. Religião sim é liberdade de expressão. Todo mundo deve ter garantido o direito de acreditar no que quiser, e da forma que lhe fizer bem. Agora, se essa crença passa a interferir com a vida do outro, principalmente no sentido de condenação, limitação legal e até mesmo incitação à violência, a coisa muda de figura. Tudo tá muito certo enquanto fica no campo individual, da mesma forma que é totalmente individual ser gay ou hétero e ninguém vê gays na rua tentando converter os outros ou qualificar como certo ou errado modos de vida diferentes dos seus.

Ser homofóbico é questão de foro intimo, e cada um que busque internamente suas razões. Agora, manifestar homofobia não tem nada a ver com liberdade de expressão, e já tá passando da hora de certos grupos radicais e fundamentalistas aprenderem a separar as coisas. O recado vale também para alguns "moderninhos de plantão", ávidos por demonstrar tolerância injustificável com este equívoco de conceitos.

Beijão!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Todo cristão deve estar aberto a uma compreensão cada vez mais exata da verdade (By Afonso)

                                                                                                                                       
Por Afonso Celso Figueiredo

Todo cristão deve estar aberto a uma compreensão cada vez mais exata da verdade. Por difícil e estranho que nos possa parecer, isto tem de ser aplicado de maneira especial ao tema da homossexualidade.

Obriga-nos o compromisso com a verdade declarar que há paradigmas diferentes de leitura da Bíblia, e que a partir de paradigmas diferentes de leitura podemos chegar a conclusões diferentes a respeito dos mesmos textos bíblicos.
                                                                                                                                                    

No que concerne à homossexualidade, apoiando-se em uma leitura fundamentalista há cristãos que a consideram pecado por ser contrária à natureza (o que quer que se entenda por esse termo). Outros grupos, entretanto, fundamentados em uma leitura histórico-crítica da Sagrada Escritura chegam exatamente à afirmação contrária: a homossexualidade não é pecado, exatamente por ser uma condição natural dentro do panorama geral da sexualidade humana.

Questionado sobre a pecaminosidade ou não da homossexualidade, tenho para mim que qualquer líder cristão deveria deixar claro que há tal pluralidade de opiniões, esclarecendo, com imparcialidade seus rebanhos a respeito de todos os argumentos em que se apoiam.

Agora, uma igreja pode falar que negros são sujos, são uma sub-raça e que merecem voltar à condição de escravos, porque essa é a vontade eterna e imutável de Deus que estaria expressa na Bíblia? Pode dizer que mulheres são seres inferiores, que não podem trabalhar e estudar, e que devem ser propriedade dos maridos? Pode dizer que pessoas com deficiência física são incapazes e por isto devem ser afastadas do convívio social por não serem ‘normais’? Não, não podem. Da mesma forma, que igrejas não poderão dizer que ser gay é uma doença mental, que tem tratamento, que uma pessoa gay nunca poderá ser feliz e que tem de se ‘regenerar’, pois afinal, isso desborda da sua competência.

Afinal, a homossexualidade (na verdade, a sexualidade humana em geral) só recentemente tem sido objeto de estudo científico; o que nos autoriza a pensar que ela fica à margem da Bíblia, da tradição e da reflexão teológica. Afinal, sabemos hoje muito mais do que S. Paulo ou do que os Padres da Igreja sobre a fisiologia e a psicologia da atividade sexual.

Provavelmente isso dará um pouco mais de trabalho para os adeptos da leitura fundamentalista da Bíblia: terão de estudar mais, terão de se apropriar de outros métodos hermenêuticos e exegéticos, para dizerem às suas congregações que a leitura literalista da Bíblia não é a verdade absoluta.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Sinais de que você é um cristão intolerante



01. Você nega vigorosamente a existência dos deuses de outras religiões mas fica extremamente ultrajado quando alguém nega a existência do Deus que você acredita.

02. Você se sente insultado e rebaixado como ser humano, quando vê cientistas dizerem que nós evoluímos a partir de outras formas de vida, mas não vê nenhum problema em acreditar na bíblia que diz que fomos criados de um punhado de terra.

03. Você ri dos politeístas, mas acha normal em acreditar na trindade.

04. Você fica ruborizado e nervoso quando ouve falar das atrocidades praticadass em nome de Allah, mas não está nem ai quando houve falar dos genocídios e infanticídios cometidos pelo Deus cristão/Jeová, como os feitos aos bebês do Egito, e a eliminação grupos étnicos incluindo mulheres crianças e animais. Sem contar as atrocidades cometidas contra mulheres, negros e quem não professasse a fé cristã na idade média.

05. Você desdenha das crenças hindus e suas deidades humanas, dos gregos com sua crença no relacionamento entre deuses e humanos, mas não vê problemas em acreditar que Maria foi concebida do espírito santo, e que esta deu a luz a um homem-deus que foi morto, ressuscitou e ascendeu ao céu.

06. Você está disposto a gastar seu tempo procurando incongruências nas teorias científicas, fruto de muito trabalho, pesquisa, tecnologia e discussão que estabeleceram a idade da terra (4,55 bilhões de anos). Mas não vê problema algum em acreditar em algo estabelecido por homens pré-históricos sentados em suas tendas que supunham que a terra tinha apenas algumas gerações e que ela era quadrada.

07. Você acredita que a população inteira do planeta, com a exceção dos que acreditam na mesma crença que você, passará a eternidade em um inferno infinito de sofrimento e humilhação, mas também acredita que sua religião é a mais tolerante e amável que existe.

08. Enquanto toda a ciência moderna, física, química, historia, geografia, geologia e biologia falharam em convencer você, por alguma razão você ainda continua achando que um idiota que grita, pula, rola no chão, “fala em línguas” e pede seu dinheiro tem todas evidências para você.

09. Você atualmente sabe menos (decorar não vale) do que muitos ateus e agnósticos sabem sobre a bíblia, cristianismo e história da igreja, mas continua se chamando de cristão.

Via conexão da graça

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Tattoo e a bíblia (By Ariovaldo Jr.)

Resolvi postar este texto do Ariovaldo em meu blog por conta dos questionamentos que tenho recebido a respeito deste assunto. Este é o segundo e espero que seja o último.



“Sabe o que é? Estou com dúvida sobre se posso ou não fazer uma tatuagem. O que o senhor, pastor, me aconselha?”
Claro que não, seu idiota! Se você ainda tem dúvidas, está mais do que claro que NÃO DEVE fazer. Mas como vira e mexe ainda sou obrigado a responder este tipo de pergunta, gostaria de fazer uma reflexão objetiva e definitiva sobre tatuagens.
Por: Ariovaldo Jr

Minha tatoo e o principal motivo de meu nick

FATOS SOBRE TATUAGEM QUE NÃO PODEM SER DESPREZADOS

Dói. Então se sua tolerância à dor é baixa, não se arrisque.
Não sai. Por mais moderno que sejam os lasers prometidos pelo seu dermatologista, sempre ficam pequenas cicatrizes (algumas nem tão pequenas assim).
Não conseguirá trabalhar em qualquer lugar. Claro que isto está mudando, principalmente nos grandes centros. Mas ainda não é a realidade na maior parte do Brasil.
Três de cada cinco pessoas que fazem tatuagem se arrependem nos dois primeiros anos. Portanto pense bem antes de tatuar o nome da sua namorada ou a cara da sua mãe. Do jeito que as pessoas não andam levando relacionamentos a sério, nem depois de casado tá dando pra tatuar o nome “dela”. E a cara da sua mãe ficará horrível em forma de tatuagem. Fica parecendo aquelas fotos pintadas que se colocam em túmulos.

Dói mesmo! Mas é suportável. Tatoo de meu esposo


O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE TATUAGENS

Na verdade a Bíblia não diz nada. E ao mesmo tempo diz tudo. Tanto os legalistas que são radicalmente contra tatuagem, quanto os liberais extremistas, tentam forçar a amizade utilizando textos ao pé da letra, sem levar em consideração o contexto. Pois analisemos algumas passagens bíblicas:

PASSAGENS BÍBLICAS UTILIZADAS EM REFERÊNCIA A TATUAGENS

“Não fareis lacerações na vossa carne pelos mortos; nem no vosso corpo imprimireis qualquer marca. Eu sou o Senhor.” (Levítico 19:28)

Esta passagem é utilizada por boa parte dos radicais que adoram estuprar o contexto da palavra de Deus. Conforme está escrito, tanto o fazer lacerações quanto o imprimir marcas, referem-se especificamente ao culto aos  mortos. Portanto, como nem toda tatuagem refere-se a adoração de defuntos, não dá para generalizar. Outro ponto importante é que no mesmo capítulo, especificamente no versículo 27, há outra afirmação interessante:

“Não cortareis o cabelo, arredondando os cantos da vossa cabeça, nem desfigurareis os cantos da vossa barba.” (Levítico 19:27)

Percebe como o mesmo texto que ordena que não sejam impressas “marcas” sobre a pele também ordena que está vetado os cortes de cabelo do tipo “cuia” e também o barbear-se adequadamente? Por que um versículo deve ser levado ao pé da letra e o imediatamente anterior a ele não? Paulo explica isso na carta aos Gálatas, discorrendo acerca daqueles que queriam guardar a circuncisão mesmo após conhecerem a Cristo:

“E de novo testifico a todo homem que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei.” (Gálatas 5:3)

Então ou pega o pacote completo da Lei, ou aceita de uma vez que somos chamados pela graça. Esta graça não implica em ausência de responsabilidades, mas em consciência transformada. Quem faz, deve saber o por quê e estar plenamente ciente de que prestará contas por suas ações.

O segundo argumento bíblico utilizado é de que nosso corpo é o TEMPLO DO ESPÍRITO SANTO e, portanto, não devemos profaná-lo. Juro que gostaria de saber de onde provém este conceito. Mas vamos lá! Primeiramente é importante observar bem o texto em que a expressão “templo do Espírito” aparece:

“Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (1 Coríntios 6:19)

Está explícito no texto como Paulo refere-se ao ESPÍRITO QUE HABITA EM “VÓS”. Na realidade nosso corpo não pode ser chamado individualmente de templo do Espírito, pois segundo explica mais detalhadamente o apóstolo Pedro:

“Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo.” (1 Pedro 2:4)

Minha tatoo no tornozelo


Somo pedras. Parte da edificação que é chamada de TEMPLO DO ESPÍRITO SANTO. Individualmente não passamos de meras pedras. Apenas coletivamente somos EDIFICAÇÃO. O mais interessante é como esta edificação é composta por pedras de todos os formatos e tamanhos. É fundamental que cada um encontre seu lugar, onde há ajuste perfeito entre as partes próximas, de modo a compor o todo. A beleza da igreja de Cristo está na diversidade e não na uniformidade. Assim, não serão cores, impressas ou de nascença, que farão com que esta edificação espiritual seja profanada. Além de que, há milhares de outras pequenas coisas moralmente aceitas que podem denegrir igualmente a “beleza” do corpo que é uma pedra viva. Exemplos? Lá vai alguns:

Comer demais, comer coisas que não são saudáveis, desnutrir-se por privar-se de coisas que não são saudáveis, maquiagem definitiva, silicone nos seios, lipoaspiração, vida sedentária, beber refrigerante demais, não beber água suficiente, tomar sol em demasia sem usar protetor solar… Dá pra citar milhares de pequenas coisas que detonam com nosso corpo. Muito mais do que uma tatuagem.

A proposição bíblica fundamental para todo aquele que deseja seguir a Cristo é EQUILÍBRIO. Deus nos criou para comermos de todas as árvores do jardim. Basta termos moderação e compreendermos claramente quais os LIMITES estabelecidos. O problema é que geralmente as pessoas só conhecem seus limites depois de ultrapassaá-los. Se você for tolo e fizer isto com tatuagens, será tarde demais. Portanto, MODERAÇÃO É BEM VINDA!

E pra encerrar, o terceiro argumento mais utilizado pelos que procuram justificativas bíblicas para condenar tatuagens:

“Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!” (Mateus 18:7)

Este talvez seja o argumento mais fraco, porém tem seus fundamentos. Pensem comigo: o que vem a ser literalmente um escândalo? Penso que seja aquilo que faz com que destrói pessoas, afastando-as da fé em Cristo e da sã doutrina. Assim sendo, uma tatuagem realmente até pode ser chamada de escândalo, de acordo com o contexto de cada um. Uma família pode criar aversão à fé do filho simplesmente porque discorda das decisões que este toma ao tatuar-se por pressão social da igreja que faz parte. Pode parecer idiotice, mas já vi dúzias de pessoas tatuarem até mesmo a logomarca da igreja.

No entanto, este argumento não qualifica tatuagens como proibidas, pois nem todas provocam necessariamente escândalos. Cabe a cada um discernir o quanto é conveniente e lícito tatuar-se. Cada um precisa assumir a responsabilidade por suas ações, levando em conta não apenas estes poucos textos bíblicos citados, mas também toda a mensagem do evangelho. Sabendo que cada um prestará contas pessoalmente ao próprio Deus.

Não seja burro. Na dúvida, NÃO FAÇA!
E na certeza, procure um profissional competente.

“e tudo o que não provém da fé é pecado.” (Romanos 14:23b)




quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Discípulo de Jesus e membro de igreja evangélica: ao mesmo tempo, (quase) impossível

TBy Raoni
A cada dia, a igreja evangélica se esforça em me mostrar sua total diferença em relação à vida que Jesus propôs. Resolvi, então, registrar aqui o porquê da quase que total incompatibilidade entre ser um discípulo de Jesus (cristão) e um membro de igreja (aqui fico com uma parcela denominada evangélica).

Por falar em denominação, o que o cristianismo tem de mais diabólico é a sua capacidade de auto divisão. Essa conversa de "Somos uma Igreja só, apenas temos jeitos de ser diferentes" é, no mínimo, ridícula. Cada um, em sua facção, acredita pertencer à melhor delas. Se minto, então peço a todos os pastores que retirem de seus prédios as placas que indicam a respectiva denominação e digam: "Somos uma Igreja só". E, é claro, que parem com a corrida (quase que armamentista) de quem "converte" mais pessoas fazendo "missões" na África.

2 ilusões bem trabalhadas na igreja evangélica são as de mérito e culpa. Os membros realmente acreditam que sua espiritualidade é medida pela assiduidade nos cultos e pelas atividades desenvolvidas (meios transformados em fins em si mesmos) e, por isso, são merecedores de certas recompensas divinas e elogios ("Fulano é uma benção, consagrado"). Por outro lado, ao faltar a uma determinada reunião, logo a pessoa justifica(pra ela mesma em sua pesada consciência) o porquê de sua ausência, temendo a punição divina (e pastoral) por ter preferido ir ao Maracanã a estar em sua igreja. Com a ilusão de culpa, portanto, a igreja se transforma num sistema de controle muito eficaz.

A igreja evangélica insiste em afirmar que aquele prédio é a casa de Deus, que o altar(?) é lugar sagrado e que passar 2 ou 3 horas de domingo ali é mais espiritual (e importante) que almoçar entre familiares ou amigos; o evangelho do não (não beba, não fume, não dance) é pregado em detrimento do evangelho de Jesus (sim, ame; sim, perdoe). Aliás, um manequim qualquer de loja não bebe, não fuma, não dança e, nem por isso, vai pro Céu.

A salvação tornou-se sinônimo de ascensão social. O calvinismo e o Arminianismo aqui entram em cena e procura traços de uma pessoa salva: empresário bem-sucedido? Ok! Foi promovido mais de uma vez em um ano? Ok! Passou no concurso público? Ok! Aprovado pro Céu!

Em penúltimo lugar e não menos importante, hoje em dia é muito fácil andar com a Bíblia embaixo do braço. Estranho comparar nosso mundo ocidental fácil de ser cristão com a dificuldade de pregar o evangelho em Atos. Até porque hoje a pregação é restrita aos que já são "de dentro". Se der tempo, falamos aos "de fora" quem é esse Jesus.

Por último, essa comparação que observei outro dia em um livro é sensacional: afirma categoricamente certo autor que os evangélicos são os novos fariseus. Cá entre nós, motivos não lhe faltam para tal comparação: os fariseus surgiram num momento de decadência do judaísmo com o objetivo de resgatar a "pureza" da religião, enquanto os protestantes surgiram num momento de decadência do cristianismo para resgatar a "pureza" da religião; os fariseus eram reconhecidos como pessoas justas e separadas do mundo, não tocavam o que era imundo e compareciam regularmente aos templos, o que é totalmente compatível com os protestantes de hoje, os quais ajudaram a transformar a mensagem de Jesus em religião dominical das doutrinas corretas (embora a católica tenha sido pioneira nisso), possuem um modo de vida exclusivista (e anti-Jesus) e, ao mesmo tempo, são reconhecidos como pessoas boas e ordeiras.

Alguns acham esses motivos insuficientes para se abandonar a igreja evangélica. Tascam um "a Igreja é feita de pessoas imperfeitas" e pronto! Tudo está justificado. Outros apontam que isso tudo é a existência do joio no meio do trigo. Acredito que não é nem um, nem outro. A igreja institucional destruiu a mensagem de Jesus e, paradoxalmente, manteve viva a sua memória. E, infelizmente, temos que conviver com essa realidade.


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

NA MINHA CASA TEM ÁRVORE DE NATAL. E NA SUA?

Quando cheguei à igreja, na minha adolescência ainda, os crentes comemoravam o natal com dramatizações, poesias, músicas e, sobretudo com enfeites natalinos, dentre estes estava a tão “demonizada” árvore de natal.

Passado os tempos os crentes não sei por que carga d’água de repente descobriram que é pecado, é maldita o pobre pinheiro natalino. Coisa do “demo”.

Assim os filhos dos novos crentes jamais aprenderam a linda música “noite feliz”, nem puderam admirar ou curtir o enfeite de uma árvore de natal, conseqüentemente o mistério da encarnação também não é lembrado neste dia.

Dizem que a árvore de natal é pagã. Ora, Lutero entre os Protestante foi o primeiro a enfeitar uma delas para demonstrar aos filhos como ficou o céu na noite do nascimento do Filho de Deus.

Não sei por que esta fobia ou esta perseguição contra a árvore de natal. A Bíblia sempre usou a figura da árvore para transmitir seus mais sublimes e às vezes complicados mistérios. Por exemplo:

1. Para explicar a origem do pecado, lá está a “árvore do conhecimento do bem e do mal”

2. Tem querubins com espada inflamante guardando a entrada para a “árvore da vida”

3. Na visão de Ezequiel a água que sai debaixo do templo sara as águas e faz brotar as árvores, num símbolo do ressurgimento da nação eleita;

4. Na praça da nova Jerusalém tem uma árvore que alimenta e cura as nações com seus frutos;

5. E foi de uma árvore que fizeram o tronco da crucificação do Homem-Deus.

Ora, poderíamos encher esta e outras páginas com a metáfora da árvore nas Escrituras, os escritores fizeram farto uso dela em seus ensinos.

A didática da árvore natalina também vai longe. Podemos utilizá-la para uma lição de meio ambiente, como uma lição de prosperidade tão em alta entre os novos irmãos, e outras formas além do enfeite é claro.

Mas se a árvore de natal é paganismo, neste mês eu sou pagão, enfeitei um coqueiro no jardim de minha nova residência. Mas se isso é paganismo estou de mãos dadas com os pagãos evangélicos, por exemplo:

1. Também acho que é paganismo ter um punhado de terra de Israel para efeitos de consagração;

2. Também acho que é paganismo ter um pouco de água do Jordão para efeitos de aspersão;

3. Também acho que é paganismo ter uma “toalhinha” do Apóstolo Valdomiro;

4. Também acho que é paganismo ter o sabonete da “purificação” do R.R. Soares;

5. De igual modo é paganismo ter a rosa do “descarrego” do Macedo;

Em suma somos todos pagãos e não sabemos, e se sabemos nos defendemos entrincheirados em nossas hermenêuticas fajutas e descomprometidos com a mensagem do Encarnado.

Mas graças a Deus somos pagãos amigáveis; eu como na mesa deles e eles tomam o cafezinho em minha casa admirando ou “amarrando” a minha árvore de natal.

Pedro Rocha.

Esta reflexão do pastor, ex-professor (mas sempre nosso mentor), e amigo pessoal Pr. Pedro Rocha, é a mais pura realidade para os dias de hoje. Ter uma árvore de natal em casa e mostrar a nossos filhos o verdadeiro sentido do natal, mostrar como ficou o céu com  nascimento do Filho de Deus; Que mal há nisto? Eu por sinal, só vejo Bem! Comungar com familiares, dar presentes aos filhos e sobrinhos, com relação aos presentes, poderia alguém dizer que se é a comemoração do nascimento de Jesus, ele quem merece o presente e que este presente nada mais é que ao invés de presentear meus filhos, eu devo dar o valor em dinheiro dos presentes a igreja, e desta forma estar presenteando a Cristo, mas posso garantir que 90% dos pastores que pregam este engodo, fazem com esta "oferta extra" as mesas de suas casas mais fartas no natal. 

Ora, mas qual foi mesmo a razão pela qual veio ao mundo o Filho de Deus, a saber Jesus Cristo? Não seria exclusivamente para nos presentear com o dom gratuito da vida? Deus não nos agraciou com este presente, a morte de seu Filho na Cruz pagando em nosso lugar o castigo de que éramos merecedores e culpados?

 Então, por que não celebrar com minha família e presentear meu filhos mostrando-lhes por alusão o presente recebido da parte de Deus para remissão de nossos pecados? Pois em minha casa tem sim árvore de natal e espero que esta mensagem sirva a meus leitores para que façam o mesmo em suas casas, apresentado-lhes o verdadeiro sentido do natal. Mas na minha casa não tem rosa ungida, toalhinha, meia ungida, martelinho santo de "thor", sabonete, óleo, água ou terra de Israel, ou qualquer dos amuletos "sagrados" que a igreja tem usado nos dias de hoje, mas tem sim árvore de natal!

Não vou nem falar aqui sobre sair-mos nesta época para realizar as "boas-obras", pois isto já deve estar inserido em nosso contexto de vida como regenerados que somos, pois as boas-obras é um reflexo de nossa regeneração. Mas aos que por falta de meios físicos e dinheiro (pois este tem faltado a todos nós), é também uma boa hora para se reservar parte do décimo terceiro e ajudar a fazer sorrir uma criança, uma família... nosso semelhante...

NÃO! Eu não vou dar oferta especial para a igreja instituição, não vou dobrar meu dízimo, não darei o dízimo de meu décimo terceiro salário, antes, vou investi-lo em minha família e meu próximo e sei que é nestas atitudes que Deus se alegra!

SIM! NA MINHA CASA TEM ÁRVORE DE NATAL E NA SUA TAMBÉM DEVERIA TER...

Pense nisto,

Anja_Arcanja e Anderson



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