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sexta-feira, 13 de maio de 2011

O CONFLITO ENTRE ISRAEL E PALESTINOS - ISRAEL TAMBÉM NÃO É “FLOR QUE SE CHEIRE”!

O CONFLITO ENTRE ISRAEL E PALESTINOS - ISRAEL TAMBÉM NÃO É “FLOR QUE SE CHEIRE”!

Durante muito tempo os cristãos sempre olharam Israel como a “menina dos olhos de Deus” e jamais ousaram se colocar contra ou criticar as ações de Israel, seja a mais atroz que fossem. O medo de ser considerado anti-semita e atrair a “maldição de Deus” também é forte argumento para a cristandade se manter ou neutra ou do lado de Israel seja o que for que Israel esteja praticando.

Particularmente penso bem diferente da maioria dos cristãos. Principalmente daqueles que de forma supersticiosa buscam “unção” e contato com Jeová através das romarias e peregrinações a “terra santa”. A famosa “terra santa”, supre o mercado supersticioso do Brasil ‘evangélico’ desde a barrenta água do Jordão até os mais raros óleos de unção.

Mas hoje a conversa não gira em torno deste mercado. A questão é mais complexa, Israel como nação não é “flor que se cheira”. E além de não querer cheirar esta flor, gostaria de explicar o porquê da minha opção.

1. DESMENTINDO AS MENTIRAS ACERCA DE ISRAEL

Algumas mentiras plantadas na opinião pública pela propaganda americana e sionista

1. "Aquela região sempre esteve em guerra". Durante mais de 900 anos a paz entre muçulmanos, judeus e cristãos reinou na Palestina e em todo o Oriente Médio, sendo quebrada apenas no início do século XX.
2. "Os Palestinos não cumprem os acordos de paz". A guerra étnica que Israel, com poderoso apoio americano, perpetra contra os Palestinos é um genocídio de que os Palestinos se defendem como podem. Cada acordo de paz, desde 1948, remove uma porção do território palestino e Israel jamais respeitou. O último acordo, Oslo, 1993, reduziu para 22% o território concedido à Palestina pela ONU em 1948. A Palestina aceitou, mas Israel não respeita e não permite a criação do Estado Palestino. Segue confiscando terras dos Palestinos diuturnamente.

3. "Os Estados Unidos são neutros". Os EUA gastam mais dinheiro enviando armamento e dinheiro para Israel do que em seus próprios Estados federados, portanto são tudo, menos "neutros".

4. "Todos que discordam do Estado de Israel são anti-semitas". Israel está em violação direta da legislação internacional. Pratica cotidianamente mais de 20 crimes contra os direitos humanos (devidamente analisados pela Anistia Internacional, incluindo aprisionamentos arbitrários, torturas, fuzilamentos, destruição de casas com seus habitantes desesperados no interior, de crimes de guerra - bombardeios de vilas pacíficas para desalojar moradores e criar assentamentos, expropriação de territórios internacionalmente reconhecidos, etc. Tais atos sejam eles praticados pela Alemanha de Hitler ou pelo Estado de Israel com o apoio dos EUA merecem o repúdio internacional, isto não constitui anti-semitismo.

2. VERDADES ACERCA DO CONFLITO RECENTE

Há duas questões primárias, que estão na raiz destes conflitos contínuos desde a criação do Estado de Israel até o dia de hoje:

1. O efeito desestabilizante de se manter um Estado com preferências étnico-religiosas, particularmente quando é massiçamente composto por um povo de origem externa – a população original do que é hoje Israel era composta por 96% de muçulmanos e cristãos. Nos territórios ocupados por Israel, refugiados muçulmanos e cristãos são proibidos de retornar as suas casas e aqueles que vivem no Estado de Israel são submetidos à sistemática discriminação.
2. O estrangulamento econômico e ao vandalismo praticado por Israel contra todos os aspectos de representação cultural palestina. O documentário “Peace, Propaganda and The Promised Land”, dirigido por Sut Jhally e contando com a participação de intelectuais e ativistas judeus, ocidentais e palestinos, percebe-se como é difícil a vida dos palestinos nos territórios ocupados, dentre as dificuldades eles destacam algumas atitudes praticada pelos israelitas:

• Destroem bairros inteiros de casas palestinas – sob a falsa alegação de se tratar de “retaliação” a homens-bomba – a fim de que se construam luxuosos condomínios israelitas.
• O fornecimento da vital água corrente às populações nativas restringe-se há 2 horas por semana enquanto, nos vizinhos condomínios judeus fechados mantêm-se piscinas e regam-se plantas ostensivamente todos os dias.
• E verdade que os palestinos têm controle sobre suas próprias casas durante algum tempo (jamais sabem quando suas vivendas podem ser consideradas “de interesse da segurança nacional de Israel” e assim perder seu direito a moradia), contudo, todas as estradas e passagens dentro do território que em 1948 a ONU decretou ser o Estado Palestino, mas Israel jamais respeitou, são controladas por Israel.
• Os habitantes palestinos resistem como podem à contínua ocupação militar israelense e o confisco de propriedades fundiárias na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Estes espaços, reduzidos em 22% do que foi decidido pela ONU em 1947, deveriam se tornar o Estado Palestino, segundo os acordos de paz de Oslo, de 1993. Contudo, uma vez que Israel não apenas posterga há já 15 anos o cumprimento dos Acordos de Oslo como vem ampliando o confisco e a ocupação de terra naqueles territórios, os palestinos se rebelam.
Ora, tanto Israel quanto os palestinos tem sua parcela de contribuição neste conflito. Não defendo Israel só porque ele é o ‘povo de Deus’ do AT, escolhido para o propósito de fazer o nome de Jeová conhecido entre outras nações. Também não estou aqui morrendo de “amor” pelos palestinos. Mas Israel também não é flor que se cheire.

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