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sexta-feira, 27 de maio de 2011

“Oração de um demônio”

“Oração de um demônio?”, perguntará alguém. “Demônios não oram!”. Se orar é falar com Deus Pai ou falar com Jesus, este orou. Além de orar, fez uma bonita afirmação teológica. E tinha convicção do que falava. Isto vai encaminhar nosso raciocínio. “A oração de um demônio” vai nos ajudar a entender o que oração não é, e como deve ser. Analisemos o texto.

1. ORAÇÃO NÃO SIGNIFICA APENAS FALAR COM A DIVINDADE

O demônio se dirigiu diretamente a Jesus (v. 24). Definimos orar como “falar com Deus”. Eis um demônio orando. Orar não é só dizer palavras. O demônio gritou. Gritar não significa orar. Qual nosso sentimento? Nossa atitude é de reverência, de temor, de submissão? O demônio falou com Jesus, mas sem submissão, sem amor, sem respeito. Há hoje quem determina ou declara a Deus o que ele tem que fazer. Orar é um ato espiritual, que demanda fé (Hb 11.6). E fé não é arroubo. É entrega, rendição, confiança absoluta. É mais sentimento que palavra.

2. ORAÇÃO NÃO SIGNIFICA APENAS FAZER AFIRMAÇÕES TEOLÓGICAS


Todos nós fazemos afirmações teológicas, mesmo não sendo teólogos. O demônio fez uma bonita afirmação: Jesus era o Santo de Deus e tinha vindo para destruí-lo. Disse o que 1João 3.8 diria anos depois. O demônio falou dentro do ensino bíblico. Podemos saber muitas coisas da Bíblia, da cultura geral, da vida cristã, fazer afirmações teológicas, e não orarmos. É preciso internalizar o que dizemos. A fé não vem dos lábios, mas vem do íntimo, do fundo da alma.  Lembremos de Jeremias 29.13.


3. ORAÇÃO NÃO SIGNIFICA APENAS TER MUITA CONVICÇÃO DO QUE SE FALA

Segundo Hebreus 11.6 devemos ter convicção quando nos aproximamos de Deus. Mas orar é mais que isto. O demônio tinha certeza: “Sei muito bem que é você”.  Há gente que tem muita certeza, muita fé, muita convicção. Mas é existencial ou cognitiva? Do coração ou apenas da cabeça? O demônio sabia e obedeceu à ordem de Jesus: vv. 25-26. Mas não mudou sua natureza. Pode-se obedecer por medo. Oração é mais amor que medo. É mais submissão amorosa que acatamento de ordem. Para isto é preciso uma convicção que mexa com a estrutura da pessoa. Não basta saber. É preciso viver o que se sabe.

CONCLUSÃO


Se o título parecia exótico, ficou claro pelo conteúdo o que se queria dizer. Quando orar, não fique apenas repetindo palavras. Ponha a alma, ponha o coração, ponha seus sentimentos. Renda-se a quem você ora. Não basta dizer que Jesus é o Santo de Deus. Ele deve ser o Santo de Deus na sua vida. Não basta dizer que ele é Senhor, mas sim que ele é seu Senhor. Oração é vida, mais que palavras. Ore com sua alma e com seus sentimentos.

 Pr Isaltino Gomes
Fonte: Davar Elohim


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