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sexta-feira, 13 de maio de 2011

POR QUE ME TORNEI A-RELIGIOSO

POR QUE ME TORNEI A-RELIGIOSO

Eu tenho sérios problemas com a religião. Desgostoso com a religião, dificilmente vocês não irão me ouvir ou ler a respeito de minhas críticas a esse mal terrível que é a religião. Mas não quero apenas criticar, quero também apresentar algumas razões para a minha acidez sobre a religião.

1. A religião é apenas um reflexo - A religião é um reflexo apenas do homem de si mesmo, buscado na realidade fantástica do céu, de onde ele busca um modelo de super-homem, para consolá-lo em suas fraquezas e debilidades, com isso a religião castra e limita as possibilidades de luta do homem, tornando-o dependente do céu e dos rituais que o coloca em contato com este céu;

2. A religião é uma criação do homem que se perdeu de vez - A religião é criada pelo homem como a sua autoconsciência e auto- consentimento de que está perdido e ainda não se encontrou ou que se perdeu de vez, não lhe restando outra opção se não o altar da religião, gerando um escapismo do mundo do qual ele é filho e produto. Isso o leva a lutar ou transferir sua revolução diária para o “outro mundo”, gerando uma fuga da realidade;

3. “A religião é o ópio do povo” – Tomando emprestada a célebre frase de Karl Marx aceito sua teoria que “A religião é o soluço da criatura oprimida, o coração de um mundo sem coração, o espírito de uma situação carente de espírito. É o ópio do povo.” (Karl Marx)

4. A religião é promotora de uma felicidade ilusória no povo - É a forma encontrada para cegar e ensurdecer o povo que vive num vale de lágrimas, muitas das vezes provocada pelos governantes com aquiescência dos sacerdotes mentores deste engano. O homem precisa acordar, agir e organizar sua realidade como um homem que recobrou sua razão e levantou de seu sepulcro existencial.

5. A religião é apenas um sol fictício que se desloca em torno do homem enquanto este não se move em torno de si mesmo. Tornando-o auto-alienado, não se importando com sua história nem com a história de seus circunstantes. Não vendo o mundo como ele é nem exercendo sua missão transformadora, pois o mesmo está impelido pela esperança de um discurso apocalíptico em que finalmente as coisas serão o que terão que ser.

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