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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

APOSTILAS TEOLÓGICAS - BIBLIOLOGIA

BIBLIOLOGIA


 


  










INTRODUÇÃO



A). Termos:

  • Bíblia
  • Escrituras
  • Palavra de Deus

B). Posições Teológicas  em Relação à Bíblia:

§         Racionalismo.
§         Romanismo
§         Misticismo
§         Neo-ortodoxia
§         Seitas
§         Ortodoxia

1. A ORIGEM DA BÍBLIA

1.1.OS CHAMADOS ‘ORIGINAIS’

 Os originais da Bíblia são a base para a elaboração de uma tradução confiável das Escrituras. Porém, não existe nenhuma versão original de manuscrito da Bíblia, mas sim cópias de cópias de cópias. Todos os autógrafos, isto é, os livros originais, como foram escritos pelos seus autores, se perderam.

1.2. O ANTIGO TESTAMENTO EM HEBRAICO
  
O quadro seguinte ensina graficamente como estão agrupados os livros que formam o Antigo Testamento, em nossa bíblia.

A Lei

Poéticos e de  Sabedoria
Profetas Maiores
Profetas Menores

Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Históricos, Josué, Juízes, Rute, 1Samuel, 2Samuel, 1Reis, 2Reis, 1Crônicas, 2Crônicas, Esdras, Neemias, Ester.

Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cantares.

Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel, Daniel.

Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias.


1.3. O NOVO TESTAMENTO EM GREGO

 O mais antigo fragmento do Novo Testamento hoje conhecido é um pequeno pedaço de papiro escrito no início do Século II d.C. Nele estão contidas algumas palavras de João 18.31-33, além de outras referentes aos versículos 37 e 38.

1.4. OUTROS MANUSCRITOS

Além dos livros que compõem o nosso atual Novo Testamento, havia outros que circularam nos primeiros séculos da era cristã, tais como:
§         as Cartas de Clemente,
§         o Evangelho de Pedro,
§         o Pastor de Hermas,
§         e o Didache (ou Ensinamento dos Doze Apóstolos).

 No Século IV d.C. foi estabelecido entre os concílios das igrejas um acordo comum e o Novo Testamento foi constituído.


Os dois manuscritos mais antigos da Bíblia em grego podem ter sido escritos naquela ocasião - o grande Codex Sinaiticus e o Codex Vaticanus.

Provavelmente, esta tenha sido a primeira vez que o Antigo e o Novo Testamento  foram apresentados em um único volume, agora denominado Bíblia.


2. HISTÓRIA DO TEXTO DA BÍBLIA NA IGREJA

A história do texto da Bíblia na igreja pode ser dividida em vários períodos básicos, de modo especial com referência ao Novo Testamento:

1)      o período de reduplicação (até 325),
2)      o período de padronização do texto (325-1500),
3)      o período de cristalização (1500-1648)
4)      o período de crítica e de revisão (1648 até o presente).

3. EXISTEM ERROS NAS CÓPIAS DOS MANUSCRITOS ?

Encontramos os seguintes tipos de erros nos manuscritos:
1.      Erros Involuntários: Cometidos pelos escribas do N.T., que podem ser classificados da seguinte maneira: devido a sua falta ou defeito de visão, defeitos de audição ou falhas mentais.

2. Erros Intencionais: Erros que não se originaram de negligência ou distração dos escribas, mas antes de suspeita de alteração, principalmente doutrinária.

3. Acréscimos Naturais ou de Notas Marginais

4. COMO O TEXTO DA BÍBLIA FOI PRESERVADO


A. O TEXTO DO ANTIGO TESTAMENTO

 

O AT foi escrito primariamente em hebraico, o idioma dos israelitas.

B). O TEXTO MASSORÉTICO

Este texto surgido no século VI d. C., os chamados  massoretas ( nome derivado da “tradição”) acrescentaram um sistema de pontinhos e traços embaixo, acima e na lateral das consoantes para garantir de que o texto seria lido corretamente.

C). O TEXTO DO NOVO TESTAMENTO

O NT foi escrito em grego, idioma da maioria dos cristãos primitivos. Todos os manuscritos de todos os livros do NT foram perdidos. Desde o início cópias desses escritos começaram a ser feitas, visando a distribuição entre as igrejas, e depois, cópias, cópias de cópias, e depois, cópias de cópias de cópias, geração após geração, à medida que envelheciam exemplares mais antigos.

D). MATERIAIS DE ESCRITA

1.      O papiro: Feito de fatias do caule do papiro, uma planta aquática que crescia no Egito.
2.      O pergaminho: No século IV d. C. o papiro foi substituído pelo pergaminho. Era feito a partir do couro de bezerro ou cordeiros, com granulação fina, e é muito durável.
3.      O rolo: Para cartas mais extensas, ou livros, eram colocadas folhas lado a lado, para formar rolos. O rolo normalmente tinha aproximadamente 9 metros de comprimento e de 23 a 25 cm de altura.
4.      O códice: Passou a substituir o rolo a partir do século II d. C., tem essencialmente a mesma forma dos livros modernos, com páginas coladas num único lado. A manufatura de Bíblias em manuscritos cessaram com a invenção da imprensa no século XV.

E). FORMA DE ESCRITA

·        Uncial: Letras maiúscula sem separação de palavras;
·        Cursivo: Letras minúsculas e separação de palavras.



F). TEMOS O TEXTO “ORIGINAL” DA BÍBLIA ?

A resposta é não. Existem hoje aproximadamente 4 mil manuscritos conhecidos da Bíblia ou de partes da Bíblia, feito entre os séculos II e XV d. C.

Os manuscritos mais antigos do NT que hoje possuímos também foram copiados alguns séculos depois de terem sido escritos os livros ou as epístolas. Sendo eles:

·        Códice sinaítico, descoberto em 1844 por um estudioso alemão, no mosteiro de Santa Catarina, ao pé do sopé do monte Sinai;
·        Códice vaticano, pertence a Biblioteca do Vaticano desde 1481;
·        Códice alexandrino, escrito no século V, em Alexandria, no Egito. Está no museu Britânico desde 1627.

5.      A QUESTÃO CANÔNICA 


A). DEFINIÇÃO E IDÉIA DE CÂNON

A palavra “cânon” deriva de um termo hebraico que significa “junco” ou “vara de medir”. A palavra veio eventualmente a significar catálogo ou lista de livros. Cânon, portanto, é a coleção de livros que passaram pelo testes de autenticidade e autoridade realizados pela Igreja. 


B). A FONTE DA CANONIZAÇÃO
A Canonização de um livro da Bíblia, de acordo com o pensamento protestante, não significa que a nação judaica ou a igreja tenha dado a esse livro a sua autoridade canônica; antes significa que sua autoridade, já tendo sido estabelecida em outras bases suficientes, foi consequentemente reconhecida como pertencente ao cânon e assim declarado pela nação judaica e pela igreja cristã.

C). O CÂNON DO ANTIGO TESTAMENTO
Não se sabe exatamente quando foi resolvido que a Bíblia hebraica (nosso AT) deveria ser limitada aos 39 livros que agora contém, considerados o cânon do AT. É provável que o cânon do AT tenha chagado à sua forma final nos séculos imediatamente anteriores aos dias de Cristo. Nos dias de Cristo, essa obra era referida como “as Escrituras” e era ensinada com regularidade e lida publicamente nas sinagogas, e considerada entre o povo a “Palavra de Deus”.

B. O CÂNON DO NOVO TESTAMENTO

O desenvolvimento do cânon do Novo Testamento começa com os escritos dos apóstolos. Embora os apóstolos ainda vivessem, e debaixo de sua própria supervisão, coletâneas de seus escritos começaram a ser organizadas para as igrejas e acrescentadas ao AT como a Palavra de Deus. Vejamos estes indícios:
·        Paulo reivindicava para seus ensinos a inspiração de Deus (1 Co 2.6-13; 14.37; 1 Ts 2.13);
·        A intenção de Paulo era que suas epístolas fossem lidas nas igrejas (Cl 4.16; 1 Ts 5.27; 2 Ts 2.15);
·        Paulo citou como parte das Escrituras: “O trabalhador merece o seu salário” (1 Tm 5.18). Essa frase não se acha em nenhuma parte da Bíblia, a não ser Mateus 10.10 e Lucas 10.7, evidência de o evangelho de Mateus ou Lucas já existia e de que era considerado Escritura;
·        Pedro classificou as epístolas de Paulo com “as demais Escrituras” (2 Pd 3.15,16)
·         João reivindica a inspiração divina para o Apocalipse (Ap 1.2);
1). Quadro dos locais aonde apareceram pela primeira vez os vários livros do NT
LOCAL
LIVROS

Palestina

Mateus, Tiago e Hebreus (incerto)

Ásia Menor

João, Gálatas, Efésios, 1 e 2 Timóteo, Filemon, 1 e 2 Pedro, 1,2,3 João, Judas e Apocalipse

Grécia

1 e 2 Coríntios, Filipenses, 1 e 2 Tessalonicenses, Lucas (incerto)

Creta

Tito

Roma

Marcos, Atos e Romanos

2). A data do cânon
Em 397 d.C. o concílio de Cartago estabeleceu formalmente o cânon do NT ao ratificar os livros do NT conforme os conhecemos, expressando o que já fora decidido pelo julgamento unânime das igrejas.
3). O Critério Canônico (do Novo Testamento): Adotam-se 5 critérios canônicos.

1). Apostolicidade: O livro deveria ter sido escrito por um dos apóstolos ou por autor que tivesse relacionamento com um dos apóstolos (imprimatur apostólico).

2) Universalidade: Quando era impossível demonstrar a autenticidade apostólica, o critério de uso e circulação do livro na comunidade cristã universal era considerado para sua aferição canônica. O livro deveria ser aceito universalmente pela igreja para dela receber o seu imprimatur.

3). Conteúdo do Livro: O livro deveria possuir qualidades espirituais, e qualquer ficção que nele fosse encontrada tornava o escrito inaceitável.

4).Inspiração: O livro deveria possuir evidências de inspiração.

6. A DOUTRINA DA INSPIRAÇÃO DAS ESCRITURAS

A). DEFINIÇÃO
 É a operação divina que influenciou os escritores bíblicos, capacitando-os a receber a mensagem divina, e que os moveu a transcrevê-la com exatidão, impedindo-os de cometerem erros e omissões, de modo que ela recebeu autoridade divina e infalível, garantindo a exata transferência da verdade revelada de Deus para a linguagem humana inteligível (ICo.10:13; IITm.3:16; IIPe.1:20,21).

B). TEORIAS DA INSPIRAÇÃO
1)      Teoria da Inspiração Dinâmica: Afirma que Deus forneceu a capacidade necessária para a confiável transmissão da verdade que os escritores das Escrituras receberam ordem de comunicar.
2)      Teoria do Ditado ou Mecânica: Afirma que os escritores bíblicos foram meros instrumentos (amanuenses), não seres cujas personalidades foram preservadas. Se Deus tivesse ditado as Escrituras, o seu estilo seria uniforme.
3)      Teoria da Inspiração Natural ou Intuição: Afirma que a inspiração é simplesmente um discernimento superior das verdades moral e religiosa por parte do homem natural.
4)      Teoria da Inspiração Mística ou Iluminação: Afirma que inspiração é simplesmente uma intensificação e elevação das percepções religiosas do crente.
5)      Inspiração dos Conceitos e não das Palavras: Esta teoria pressupõe pensamentos à parte das palavras, através da qual Deus teria transmitido idéias mas deixou o autor humano livre para expressá-las em sua própria linguagem.
6)      Graus de Inspiração: Afirma que há inspiração em três graus. Sugestão, direção, elevação.
7) Inspiração Verbal Plenária: É o poder inexplicado do Espírito Santo agindo sobre os escritores das Sagradas Escrituras, para orientá-los (conduzí-los) na transcrição do registro bíblico, quer seja através de observações pessoais, fontes orais ou verbais, ou através de revelação divina direta, preservando-os de erros e omissões, abrangendo as palavras em gênero, número, tempo, modo e voz, preservando, desse modo, a inerrância da Esrituras, e dando à ela autoridade divina.

C). PROVAS DA INSPIRAÇÃO
1) O A.T. afirma sua Inspiração: (Dt.4:2,5; IISm.23:2; Is.1:10; Jr.1:2,9; Ez.3:1,4; Os.1:1; Jl.l:1; Am.1:3;3:1; Ob.1:1; Mq.1:1).
2) O N.T. afirma sua Inspiração: (Mt.10:19; Jo.14:26;15:26,27; Jo.16:13; At.2:33;15:28; ITs.1:5; ICo.2:13; IICo.13:3; IIPe.3:16; ITs.2:13; ICo.14:37).
3) O N.T. afirma a Inspiração do A.T. (Lc.1:70; At.4:25; Hb.1:1, IItm.3:16; IPe.1:11; IIPe.1:21).

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