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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

DENÚNCIA: AS TÉCNICAS DE CONVERSÕES USADAS PELO MOVIMENTO DE CRESCIMENTO DA IGREJA


Foi Ivan Pavlov (1849-1936), cientista Russo, Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1904, que demonstrou em suas experiências a teoria do reflexo condicionado. Pavlov descobriu três distintos e progressivos estados de inibição transmarginal. Sendo:

1º). A fase EQUIVALENTE, na qual o cérebro dá a mesma resposta para estímulos fortes e fracos.

2º). A fase PARADOXAL, na qual o cérebro responde mais ativamente aos estímulos fracos do que aos fortes.

3º). A fase ULTRA-PARADOXAL, na qual respostas condicionadas e padrões de comportamento vão de positivo para negativo, ou de negativo para positivo.

Com a progressão por cada fase, o grau de conversão torna-se mais efetivo e completo. Pavalov entendeu que são muitos e variados os modos de alcançar a conversão, mas o primeiro passo usual em lavagens cerebrais políticas ou religiosas é trabalhar nas emoções de um indivíduo ou grupo, até eles chegarem a um nível anormal de raiva, medo, excitação ou tensão nervosa.

Aparentemente, Jonathan Edwards descobriu acidentalmente as técnicas durante uma cruzada religiosa em 1735, em Northampton, Massachusetts. Induzindo culpa e apreensão aguda e aumentando a tensão, os "pecadores" que compareceram aos seus encontros de reavivamento foram completamente dominados, tornando-se submissos. Tecnicamente, o que Edwards estava fazendo era criar condições que deixavam o cérebro em branco, permitindo a mente aceitar nova programação. O problema era que as novas informações eram negativas. Ele poderia então dizer-lhes, "vocês são pecadores! vocês estão destinados ao inferno!". Como resultado, uma pessoa tentou e outra cometeu suicídio. E os vizinhos do suicida relataram que eles também foram tão profundamente afetados que, embora tivessem encontrado a "salvação eterna", eram também obcecados com a idéia diabólica de dar fim às próprias vidas.

Charles J. Finney foi outro cristão reavivalista que usou as mesmas técnicas quatro anos mais tarde, em conversões religiosas em massa, em Nova Iorque.

As técnicas são ainda hoje utilizadas por cristãos reavivalistas, cultos, treinadores de potencial humano, algumas reuniões de negócios, e nas forças armadas dos EUA, para citar apenas alguns.

O resultado progressivo desta condição mental é prejudicar o julgamento e aumentar a sugestibilidade. Quanto mais esta condição é mantida ou intensificada, mais ela se mistura. Uma vez que a catarse, ou a primeira fase cerebral é alcançada, uma completa mudança mental torna-se mais fácil. A programação mental existente pode ser substituída por novos padrões de pensamento e comportamento.

O Movimento de Crescimento da Igreja usa tais técnicas na maioria de seus programas de conversões. Vejam algumas destas técnicas mais comuns e como são utilizadas nas Igrejas.

1). A técnica do isolamento - O encontro ou treinamento tem lugar em uma área onde os participantes estão desligados do resto do mundo. Isto pode ser em qualquer lugar: uma casa isolada, um local remoto ou rural, ou mesmo no salão de um hotel, onde aos participantes só é permitido usar o banheiro, limitadamente.

2). A técnica da manutenção de um horário que causa fadiga física e mental - Isto é primariamente alcançado por longas horas nas quais aos participantes não é dada nenhuma oportunidade para relaxar ou refletir. Lanches rápidos ou alimentação fora do horário são utilizados com a finalidade de alterar a química interna, o que gera ansiedade e, espera-se, cause ao menos um ligeiro mau-funcionamento do sistema nervoso, que aumente o potencial de conversão.

3). A técnica para aumentar a tensão no ambiente – A voz ritmada do pregador, dramatizações teatrais, o ensino e os ‘testemunhos’ sobre ações demoníacas, música ritmadas, pessoas em transe, são algumas técnicas utilizadas para tornar um ambiente tenso. Lembre-se que a conversão religiosa acontece com maior facilidade quando se trabalha nas emoções de um indivíduo ou grupo, até eles chegarem a um nível anormal de raiva, medo, excitação ou tensão nervosa.

4). A técnica da incerteza - Basicamente, os participantes estão preocupados quanto a serem notados ou apontados pelos instrutores; sentimentos de culpa se manifestam, e eles são tentados a relatar seus mais íntimos segredos aos outros participantes, ou forçados a tomar parte em atividades que enfatizem a remoção de suas máscaras. Um dos mais bem sucedidos seminários de potencial humano força os participantes a permanecerem em um palco à frente da audiência, enquanto são verbalmente atacados pelos instrutores. Muitos desfalecem, mas muitos enfrentam o stress por uma mudança de mentalidade. As igrejas utilizam a pregação sobre os pecados secretos, não confessados e conclamam a confissão verbal ou escrita ou fixação destes pecados, ou faltas cometidas numa cruz, previamente colocada em um lugar onde acontecerá a cartase (purgação das emoções reprimidas).

5). A técnica da introdução de jargão – São introduzidos novos termos que tem significado unicamente para os "iniciados" que participam. Linguagem viciosa é também freqüentemente utilizada, de propósito, para tornar desconfortáveis os participantes. Um dos programas de conversão de massa utilizado atualmente pelo Movimento usa o jargão “é tremendo”, para definir o Encontro.

6). A técnica do controle do humor – Os pregadores utilizam de palestras e técnicas para controlar o humor dos participantes. Até que todos recebam o doutrinamento completo, o choro, a tristeza, o lamento são explorados em extremo, ao menos até que os participantes sejam convertidos. Então, divertimentos e humor são altamente desejáveis, como símbolos da nova alegria que os participantes supostamente "encontraram". A chegada destes indivíduos ao templo é saudada com fogos, gritos, saltos, danças, música alta e palavras de motivação, como forma de acolhimento.

7). A técnica do evento planejado regularmente - Os novos convertidos são fanáticos. Pelo menos muitas pessoas se tornar aptas para começar ministrar, e uma boa porcentagem é programada mentalmente de modo a assegurar sua futura lealdade e colaboração ao seu pastor ou a sua organização. Para ter os programados na mão os pastores irão organizar evento planejado regularmente, para manter o controle. Como os primeiros cristão revivalistas descobriram, um controle de longo prazo é dependente de um bom sistema de acompanhamento. Pessoas que participam do programa, mas não participam de um grupo que viva ou respire a técnica ensinada tende a esfriar ou ‘desconverter’ num período de 5 a 6 meses, daí a necessidade da Igreja através de seu pastor ‘entrar’ na visão ou no programa de crescimento. Os pastores e líderes que fazem parte de um destes programas também têm necessidade de ser mentoriado, daí a participação regularmente dos mesmos em conferências, seminários de treinamento e etc.

Em suma o que estamos vendo atualmente no cenário evangélico brasileiro, não é avivamento espiritual, mas o avivamento de uma técnica há muito descoberta.

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