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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Apostilas teológicas - A História da igreja

HISTÓRIA DA IGREJA I
 


Atos: - Ações, feitos.

Outros Nomes: 1) História dos Atos do Espírito Santo
                        2) Evangelho do Espírito Santo
                         3) Livro da Demonstração da Ressurreição

Autoria:- Lucas, o evangelista - Ele era médico(Cl.4:14).Companheiro do Apóstolo Paulo(II Tm.4:11; Flm.24).

O livro é dirigido a Teófilo, aristocrata romano, que possivelmente morava em Roma. Atos não tem começo e nem fim. Ele é a continuação do Evangelho de Lucas, tendo final aberto, pois a História da Igreja se estende até aos nossos dias e somente com a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, poderá então concluir-se ao seu fecho.

Provas a favor de Lucas:
        
O uso dos pronomes “nós” e “nos”(16:10-17; 20:5; 21:18; 27:1 e 28:16). Passagens que apontam definitivamente para Lucas, o médico(Flm.24; Cl.4:14).

NOTA: Lucas atendeu juntamente com Paulo o chamado à Macedônia, ficou responsável pelo trabalho em Filipos cerca de 6 anos e, mais tarde, esteve com Paulo em Roma, durante a prisão domiciliar. Foi provavelmente neste período que o livro de Atos foi escrito. Se tivesse sido mais tarde, seria difícil explicar a ausência de fatos como o incêndio de Roma, o martírio de Paulo e a destruição de Jerusalém.

Importância do Livro:
        
Atos nos oferece o registro da expansão do  Cristianismo desde o dia da descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes, até a chegada de Paulo a Roma(para pregar o Evangelho na capital do mundo). Sob este aspecto, é o registro das coisas que Jesus começara  fazer na terra, como o cabeça da igreja e doador do Espírito Santo(1:2; 2:33), inclusive o Livro é chamado por alguns de Atos do Espírito Santo.
         -
O Livro cobre um período de 30 anos, onde ocorreram importantes transições. A princípio, o Evangelho foi pregado apenas para os judeus, e a Igreja Primitiva era composta de cristãos judeus, mas com a entrada de gentios a igreja foi se separando cada vez mais do judaísmo.
        
Doutrinas que foram mais tarde desenvolvidas aparecem em forma seminal em Atos: o Espírito 1:8; o reino 3:21; 15:16; o governo da igreja 11:30; a salvação dos gentios 15:14.

O livro enfatiza:
         -a prática da doutrina
         - fornece princípios de trabalho missionário.
         - revela padrões para vida da igreja.

OBS:  É confirmado de forma notável, por descobertas arqueológicas, a exatidão histórica da narrativa de Lucas.

Conteúdo:
        
Nos primeiros doze capítulos do livro, as figuras importantes são Pedro, Estevão, Filipe, Barnabé e Tiago. A partir do capítulo 13, quem domina é Paulo. O livro pode ser dividido segundo os limites geográficos mencionados na Grande Comissão - 1:8.
        
As duas divisões primárias da literatura do Novo Testamento são os Evangelhos e as Epístolas. Os Evangelhos prepram o cenário para o surgimento da Igreja, enquanto que as Epístolas o seguem. O título do livro foi dado mais ou menos em 150 A.D. Paulo e Pedro, na verdade dividem  o livro, pois os demais apóstolos recebem pouca atenção.
        
O livro de Atos dos Apóstolos contém rica teologia de Missões, Vida Eclesial, Cristologia, Pneumatologia e Escatologia.
        
É importante descobrir a unidade e continuidade da obra de Lucas. O livro não pode ser claramente entendido, se separado do Evangelho de S. Lucas. Teríamos o primeiro e o segundo livro de Lucas. Comp. Lc.24:44-49; At.1:8 e At.1:4.

NOTA: Importância Histórica e Cultural das três civilizações de maior relevância na era de Atos dos Apóstolos.
        
         a) A influência grega: filosofia, linguagem. Os filósofos gregos incentivaran as atividades intelectuais.
         b) A influência romana: ordem, justiça, império universal. Quando o Cristianismo surgiu, os romanos eram os senhores do mundo. O mundo romano incluia todas as terras que seriam alcançadas pelo Cristianismo durante os três primeiros séculos da era cristã.

Fatos importantes:

         # A unificação dos povos sob o domínio de Roma, foi a chave para o advento do Cristianismo que é uma religião de caráter universal, sem fazer distinção de raça, etc.
         # A Pax Romana - Não havia muitas guerras sob este domínio. O Cristianismo pretendia o domínio espiritual universal e a paz  favoreceu sua expansão.
         # A paz nas viagens pelo mar, com a extinção dos piratas.
         # A tranquilidade nas viagens por terra, por causa das ótimas estradas que foram construídas, o ótimo policiamento, favorecendo o intercâmbio comercial entre os povos.
         c) A influência judaica: religião. Os hebreus ou judeus - Povo indicado para mordomos da verdadeira religião. Tinham a mais alta concepção de Deus e o mais alto ideal de vida moral. Os judeus nos deram o V.T., e contribuiram muito com a crença monoteísta(um só Deus), com a lei moral elevada e a esperança de um Salvador.

OBS: O livro foi escrito no grego Koinê(dialeto comum). Esta é a língua em que foi escrito o N.T.




Data:
        
Aproximadamente em 50 A.D. o império romano abrangia a Europa(ao Sul do Reno e do Danúbio), a maior parte da Inglaterra, o Egito e toda Costa Norte da África, como também grande parte da Ásia desde o Mediterrãneo à Mesopotâmia. Era um domínio pela força e pela inteligência.

         Oscila entre 61, 62 A.D.
        
As atividades de Paulo até o ano 62 A.D. se encontram incluídas em Atos. Sendo assim, não poderia ter sido antes.

O livro não inclui a morte de Paulo. Indicando que não poderia ter sido escrito depois de 62 A.D.

Alguns objetam essa data dizendo que Atos tenha sido escrito depois do Evangelho de Marcos. Entretanto, Marcos e Lucas foram companheiros de Paulo quando de sua prisão escreveu Colossenses (4:10,14), provavelmente antes da morte de Paulo - pouco antes. 

No entanto, não está totalmente fora de cogitação que Marcos e Lucas tenham sido completados por volta do ano 64 A.D. e Atos tenha sido escrito logo depois da morte de Paulo.

Situação Política:

Domínio romano, cujo poder estava nas mãos de Lúcio Domício Ahenobardo Nero(54-69). Esse pacífico de início, fica transtornado de repente. Assassinou a sua mãe Agripina(59 A.D.) e outros entre os quais um parente chegado e até o irmão(Britanicus). Chegou a perpetuar o incêndio em Roma(64 A.D.), do qual culpou os cristãos, levando à morte, segundo a tradição, a Pedro e a Paulo.

Propósito:

EVANGELHO DO CRISTIANISMO - Parece que Lucas não se preocupou com a CRONOLOGIA e sim com a TEOLOGIA através dos fatos históricos. Seu objetivo era apresentar a história de tal maneira que os propósitos de Deus pudessem ser vistos claramente.
EVANGELHO DO ESPÍRITO SANTO - O prólogo de Atos dá indicação de que a atividade de Jesus, iniciada nos Evangelhos, seria continuad no livro de Atos sob a orientação do Espírito Santo(1:2). A ênfase está na obra do Espírito Santo e NÃO na doutrina sobre o Espírito Santo que é tratada em Carismatologia e Pneumatologia. A obra a que me refiro é não a obra do Espírito mas a obra levada a efeito PELO Espírito Santo.

JESUS COMO SENHOR UNIVERSAL - A palavra Senhor é citada 98 vezes no livro de Atos e 74 vezes no livro de Lucas. Jesus é Senhor tanto dos judeus como dos gentios.
        
A igreja iniciou-se com um movimento judeu, mas o Evangelho cruzou as fronteiras do racionalismo e racismo prejudiciais e tornou-se um movimento universal. Lucas era gentio e como tal, teve interesse especial em que o plano de Deus o incluísse.
        
Sendo Jesus o personagem central e a sua vinda a este mundo o acontecimento central da História da Igreja, é natural que consideremos a história antes de sua vinda como sendo a preparação para tal, e a história após a sua morte, ressurreição e ascenção como o registro do desenvolvimento do Reino dos céus estabelecido por Ele aqui na terra.

O livro divide-se em três partes:
        
         a) em Jerusalém - 1-7.
         b) Judéia e Samaria - 8-12.
         c) até aos confins da terra - 13-28

É uma obra dirigida principalmente aos não-crentes, defendendo o Cristianismo, afirmando que não era um ramo herético do judaísmo e nem uma organização política contra Roma. Era portanto, em parte uma apologia dirigida aos pagãos, sobretudo aos romanos. Não podemos negar que é um livro dirigido à Igreja Cristã Universal.

A história da Igreja, portanto, abrange o mundo pré-cristão e o mundo cristão. De 30 a 44 AD. - Jerusalém foi o centro da Igreja Cristã. De 44 a 62 AD. - Paulo fez de Antioquia o centro das missões estrangeiras. De 62 a 100 a.C. - João fez de Éfeso o grande centro da Igreja.
O LIVRO DE ATOS
1.8 -          Em Jerusalém - Evangelização urbana. Em toda Judéia e Samaria - Evangelização nacional. Até aos confins da terra - Missões estrangeiras.

1:1 - O Primeiro Livro - Isto é, o livro de Lucas.
        
Teófilo - Isto é “amigo de Deus”ou “amado de Deus”- era provavelmente um oficial romano, (ver título Excelentíssimo - Lc.1:3) indicava uma posição oficial em 23:26; 24:3; 26:25.

1:3 -  Quarenta dias - Única menção à duração ao ministério de Cristo na terra entre sua ressurreição e ascenção.

1:5 -  Batizados com o Espírito - Promessa cumprida pela primeira vez no dia de Pentecostes.

1:6 -  Restaures o reino a Israel - O reino messiânico davídico milenar, estabelecido sobre a terra. O tempo de sua vinda não é revelado(Mt.24:36,42).

1:7 -  Israel não foi eliminado definitivamente do plano de Deus, portanto, a resposta de Jesus não foi censura. Os discípulos haviam de fazer a sua parte e não preocupar-se em saber épocas ou tempos “... que o Pai determinou por seu próprio poder”.
        
Profetas pregaram a vinda do Reino de Deus. Ezequiel 36 e 37 diz que o Reino significaria principalmente a libertação e a restauração de Israel. Esta libertação significaria questão de honra para a santidade de Yahweh, cujo nome havia sido profanado pelas nações que haviam feito Israel cativo.

Israel provavelmente tenha se contaminado(aparentemente) com idolatria durante o exílio, mas as nações pagãs achavam que a derrota de Israel era por fraqueza de Yahweh diante de seus deuses. O estabelecimento do reino a Israel significaria então uma prova contra esses argumentos.
        
Lucas mencionou o fato de que o povo estava em situação de grande expectativa a respeito do Messias(3:15). A morte de Jesus na cruz não diminuiu a fé dos discípulos, ao contrário, acrescentou nova dimensão à natureza do reino.
        
Jesus friza que o Reino de Deus não viria com aparência exterior e os discípulos não deveriam se enganar com os “messias”interessados em estabelecer um reino político.
Parece que Jesus quis dizer que o Reino viria através do testemunho dos discípulos, isto porque o reino se estabelece na terra a medida em que os homens ouvem e atendem à pregação do Evangelho, submetendo-se a Jesus, pela fé.
        
O ministério terreno de Jesus não terminara, apenas teria prosseguimento pelos discípulos, mas o poder que determinou o ministério de Jesus seria o mesmo que permearia o ministério, agora feito pelos discípulos.

1:9 -  A nuvem corresponde a glória(da presença) “xequina”.

1:11 -          Os discípulos realizariam as obras do Reino no poder do Espírito, é isto que os vs. de 6 a 11 querem dizer, e isto tudo ocorreria enquanto aguardariam a volda de Jesus “... do mesmo modo como o viste subir...”. Essa volta será pessoal e visível(Ap.19:11-16).

1:13 -          Pode ser que este “cenáculo” tenha sido o lugar onde fora realizada a última ceia, provavelmente um compartimento da casa de Maria(mãe de João Marcos), que era um lugar de reunião para os cristãos de Jerusalém.
        
Lucas indica que os apóstolos obedeceram a ordem de Jesus e permaneceram em oração com Maria, mãe de Jesus, Maria Madalena, uma outra Maria, Salomé, Susana e outras.
        
Marcos narra que os irmãos de Jesus foram: Tiago, José, Judas e Simeão e parece que eles tiveram dúvidas sobre o ministério de Jesus aqui, provavelmente tenham se convertido após a ressurreição. Em I Co. 15:7, Jesus aparece a Tiago e este parece ter se tornado mais tarde um grande líder na igreja de Jerusalém.


O Caso de Judas

O destino de Judas:

         1) Mt.27:3-10 - Judas suicidou-se.
         2) At.1:18-20 - Lucas disse que ele comprou uma propriedade(note que ele teve tempo para isto e precipitando-se, rompeu-se pelo meio e suas entranhas se derramaram).
         3)  Eusébio(um historiador cristão de Cesaréia) registra uma versão que recebeu dos escritos de Papias, Bispo de Hierápolis(cerca de 128 d.C.), segundo a qual Judas inchou e foi esmagado por uma carroça.
         4) Judas apostatou.

Depois de Jesus ter sido preso e trazido a Pilatos, Judas expressou a sua tristeza por causa do seu feito, devolvendo as 30 moedas de prata. Os sacerdotes decidiram que o dinheiro que correspondia a sangue inocente, poderia ser usado(de acordo com a lei) para comprar um terreno, a fim de construir um cemitério para estrangeiros.

         A Escolha de Matias

1:15 -          Denota a liderança exercida por Pedro naquela Assembléia da Igreja Primitiva. O grupo dos 120 era composto, provavelmente, por pessoas vindas da Galiléia e Jerusalém. Paulo diz que Jesus apareceu na Galiléia a mais de 500 irmãos(Co.15:6).
        
A interpretação de Salmo 109:8 levou a igreja em Jerusalém a escolher um substituto para Judas - Matias. Neste Salmo, o próprio Deus, segundo interpretação daquela igreja comissionava outro homem, para assumir a missão do traidor, ainda que o ministério fosse intransferível. No entanto, 13 anos mais tarde, com a morte de Tiago(por Herodes) não houve substituto(At.12).
        
As qualificações necessárias ao substituto revelam a natureza da função apostolar(At.1:21-22). O apóstolo deveria ter estado com Jesus desde o batismo até a morte, e ter presenciado alguma aparição de Jesus após a ressurreição.
        
A função ou missão específica do apóstolo era relatar as atividades e ensinos de Jesus e poder mostrar que Ele é um Senhor vivo. Embora 500 irmãos na Galiléia tenham visto uma das aparições de Jesus, somente 2 foram julgados aptos à substituição(José Justo e Matias).
        
Lançar sortes - Deve ter seguido a tradição judaica de se escrever  nomes em pedras colocando-as numa vasilha, que era girada até que uma delas caísse no chão. em situações especiais, considerava-se que a pedra que saísse, não seria por acaso, mas orientada por Deus.

Três aspectos caracterizam as resoluções na Igreja Primitiva:

         1) O fato de que a interpretação ou compreensão da Escritura determinou a medida a ser tomada;
         2) A participação de todos;
         3) A determinação do que era a vontade de Deus através da oração.
        
Antes, a igreja usava lançar sortes, mas depois do Pentecostes, os crentes se tornaram a comunidade do Espírito Santo, o qual lhes dava orientação divina necessária.

A IGREJA REVESTIDA DE PODER
2:1-41

A grande tarefa de levar o Evangelho, havia sido dada a um pequeno grupo de discípulos. Se esta se limitasse apenas à Palestinha, que tinha mais ou menos 4 milhões de pessoas, teríamos a proporção de 1 cristão para 30.000 judeus sem salvação(isso sem incluir, é claro, os gentios). Humanamente falando, seria uma tarefa impossível.

         PENTECOSTES - No V.T. é chamada Festa das Primícias, Festa da Colheita e Festa das Semanas. Os judeus  que falavam grego chamavam de Festa de Pentecostes, por ser observada no quinquagésimo dia após a Páscoa.
        
A Festa do Pentecoste era proclamada como dia de Santa Convocação, quando ninguém trabalhava, exceto nas atividades relacionadas a ela. Os homens tinham obrigação de ir ao santuário em Jerusalém(Lv.23:21).

Nesta ocasião dois pães eram assados(feitos com trigo e sem fermento) e trazidos para fora da tenda da congregação e movidos pelo sacerdote na presença do Senhor, junto com a oferta pelo pecado e com as ofertas pacíficas, que expressavam agradecimento. Era um dia de júbilo(Dt.16:16-17).

Dia em que de forma especial, o povo rendia graças pelo abundante suprimento da colheita e estava vinculada à memória do livramento de Israel da escravidão egípcia. era a festa mais frequentada mesmo com os perigos durante a viagem por causa das más condições do tempo. Vinham judeus e gentios prosélitos da Judéia e de outras nações para participar desta festa anual. 

         O Pentecoste Cristão: Comemoração da descida do Espírito Santo em cumprimento a promessa de Cristo.
        
Atos 2:1-21 - O Espírito foi derramado no dia de Pentecostes. Pedro levantou-se e explicou para o povo que isto era o cumprimento da profecia de Joel e a prova de que os “últimos dias” havia começado.
        
A primeira vinda de Cristo marcou o início dos últimos dias. Por isto, o Espírito Santo foi derramado, pois Joel tinha profetizado que isto aconteceria nos últimos dias. Era o início do cumprimento da nova aliança profetizada por Jeremias - a lei escrita nos corações.

Depois deste derramamento houve o declínio e a noite escura. Agora estamos experimentando a subida da restauração antes da segunda vinda de Jesus, e novamente o Espírito está sendo derramado, desta vez no mundo todo. Isto também é um cumprimento da profecia de Joel, pois ainda estamos nos últimos dias. Os últimos dias começaram com a primeira vinda e terminarão com a segunda. O Espírito Santo foi derramado no início dos últimos dias e agora está sendo derramado no fim.





Há contrastes e comparações bem interessantes:

   PENTECOSTES JUDAICO  

Comemorava colheita de alimento(primícias)

        PENTECOSTES CRISTÃO

Comemorava a colheita dos primeiros homens.     
Comemorava o fruto da terra.
Comemorava o cumprimento da promessa de Deus a nós.
Correspondia ao dia em que a Lei Mosaica foi dada no Sinai.
Marca o início da lei escrita no coração humano.
Está associado ao Sinai, que assinalou o começo de uma nova vida para Israel, longe da escravidão do Egito.

Marca o princípio de uma nova vida no Espírito Santo; marca o fim da escravidão ao esquema deste mundo.

O Pentecostes trouxe unidade entre judeus e gentios - I Co.12:13. A presença atuante do Espírito Santo é a característica distinta da igreja.

O ESPÍRITO SANTO NO V.T.

         Estava presente na criação - Gn.1:2.
         A palavra hebraica(língua usada no V.T.) para Espírito também significa “vento”ou “sopro”, “... o Espírito de Deus pairava ...”
         Agraciou pessoas com sabedoria, compreensão e habilidade manual(Ex.31:3-5).
         Os juízes de Israel foram supridos de sabedoria e vitória nas guerras pelo Espírito(Jz.3:10).
         Samuel recebeu poder fora do comum(Jz.14:6)
         O Espírito era o forte das mensagens proféticas, e o profeta sem o Espírito, era considerado falso(Mq.3:8).    







O SERMÃO DE PEDRO

“O Dia do Senhor” - A princípio, refere-se às bençãos de Deus e à libertação do seu povo da ação do inimigo. No oitavo século a.C. Amós proclamou que este dia seria um dia de juízo, mas não dos inimigos de Israel, e sim, que os pecados de Israel trariam sobre eles a ira divina(Amós 5:18).
        
Na época de Joel, a ira divina se manifestou com a praga dos gafanhotos; o povo foi convidado ao arrependimento, e assim recebiam as bênçãos do Senhor através do derramar do seu Espírito. Pedro achou que este dia era chegado. Dia de benção para os que tinham se arrependido e dia de julgamemto para os rebeldes.

Argumentos de Pedro para mostrar a importância da ressurreição:

         A vida terrena de Jesus foi narrada por um poder divino fora do comum(2:22-24), o apoio de Deus foi total ao seu ministério.
         Salmos 16:8-11 - Davi não falava de si mesmo porque sua carne se decompôs depois depois do sepultamento(2:25-31).
         Seu testemunho pessoal(2:32-33). Os discípulos testemuharam as aparições do Senhor ressurreto.

Pedro fechou seu sermão dizendo que a ressurreição fez de Jesus tanto Senhor quanto Messias(2:34-36). O povo não aceitou o tipo de Messias que Jesus era, mais Deus, demonstrou sua aprovação ressuscitando-o de entre os mortos.

ATOS 2:37-47
O Evangelho de João registra a promessa de que, quando o Espírito viesse, haveria de convencer o mundo do pecado de não crer em Jesus.
        
Isso se cumpriu no Pentecoste. Os que ouviam o sermão, perguntavam o que deveriam fazer, e a orientação de Pedro foi “arrependam-se e cada um seja batizado ...” A orientação não foi, sejam batizados para perdão dos pecados, mas sejam batizados porque os pecados já foram perdoados.
        
O versículo 39 mostra a universalidade da promessa. A conversão de pessoas de várias nações naquele dia, explica a rápida expansão do Evangelho no mundo romano de então.
        
O crescimento rápido exigiu providências rápidas quanto ao ensino do povo. Não sabemos quanto tempo os novos convertidos ficaram em Jerusalém mantendo contato com os apóstolos, mas deduz-se que tenha sido tempo suficiente para aprenderem o necessário sobre Jesus e seus ensinos.
        
Atos 2:37-42 - No final do discurso de Pedro, os ouvintes perguntaram a ele e aos demais apóstolos: “que faremos, irmãos?”
        
O vs. 38 fala sobre três coisas que lhes foram aconselhadas:
         = início - arrependimento);
         = confirmação, evidência pública - batismo nas águas;
         = e selo - batismo com Espírito Santo.
        
Há algumas orientações interessantes nos vs. 38 e 42, que falam sobre condição, evidência e capacitação. Para reestabelecer relacionamento com Deus, é necessário arrependimento, que é evidenciado pelo batismo nas águas, e tem o batismo com o Espírito Santo como poder para a vida cristã diária(2:38).

         É interessante notar que a igreja:
        
         = perseverava na doutrina dos apóstolos;
         = na comunhão;
         = na partir do pão e;
         = nas orações.
        
# A doutrina dos apóstolos é a doutrina bíblica, manifestada de forma prática na vida de homens que a evidenciavam em seu caráter. 
         # Comunhão é a vida da igreja. É mantida com Deus e com os irmãos - é vertical e horizontal.
         # Partir do pão é uma expressão visível da comunhão que temos com Deus e uns com os outros.
         *Comunhão fala mais do relacionamento invisível e espiritual.
* Partir do pão fala mais da manifestação prática e visível desta comunhão.
         # Oração fala do contato íntimo com Deus. Oravam com tanta intensidade e fé que até se abalava o lugar onde se reuniam. Se estas quatro coisas forem restauradas ao ponto de perseverarmos nelas, veremos a igreja novamente vivendo uma vida afinada com o propósito divino.

Atos 2:43 - Na Igreja apostólica havia sinais e prodígios e em cada alma havia temor.

Sinais e prodígios sem temor produzem escândalo, curiosidade e sensacionalismo.
        
O ministério dos apóstolos produzia sinais e prodígios, e temor.
        
Não devemos esperar só a restauração de sinais e prodígios, mas também a restauração do temor. 

Pv. 1:7 - Ec. 12:12,13 - Sem temor não há maneira de conhecer nada. Temor é início de tudo. Conhecimento sem temor não é conhecimento verdadeiro.

Atos 2:44-46 - No meio dos sinais e prodígios das multidões que se convertiam; em meio ao temor e graça, havia um outro elemento - a comunidade.

“Todos os que criam estavam unidos, e tinham tudo em comum”. O comunismo é a falsificação do princípio de comunidade dos bens materiais. Ao invés de trazer amor, harmonia e liberdade, tem trazido ódio e escravidão. A verdadeira comunidade descrita nestes versículos de Atos, é aquela baseada no amor uns pelos outros.

A motivação para esse compartilhar foi o amor e não a imposição como ocorre no comunismo. Vários cristãos vendiam algumas de suas propriedades(isso não significa que vendiam tudo e ficavam sem ter onde morar e sim que vendiam o que estava sobrando. Podemos dizer isso, ao notarmos que as reuniões aconteciam de casa em casa)para suprir as necessidades dos mais pobres e assim todos ficavam bem. A ênfase era o não apego aos bens materiais, embora nem todos pensassem assim. Vemos o clássico caso de Ananias e Safira que não abriam seu coração para esta vida de genuíno compartilhar.

As Evidências do Poder do Reino(Atos 3:1-26)

Os irmãos da Igreja Primitiva não deixaram de participar das cerimônias judaicas no templo de Jerusalém. Pedro e João estavam indo a uma dessas reuniòes de oração, às quinze horas.
        
Durante esta caminhada, a atenção dos apóstolos doi direcionada para um homem coxo desde seu nascimento, há 40 anos atrás.

A Cura de um Coxo(3:1-10)

Segundo o versículo 16, Jesus é o mediador, através do qual podemos ser curados. Porém, ele não cura, simplesmente por curar. Em Atos 3, a cura em questão não tinha a simples finalidade de remover o problema físico do coxo; mas, sim, de chamar a atenção do povo para Jesus e criar mais uma oportunidade para a pregação do Evangelho.
        
A cura do coxo à Porta Formosa do templo, não foi o primeiro nem possivelmente o mais admirável milagre operado pelos apóstolos a partir do Dia do Pentecostes, mas foi escolhido entre outros e mereceu registro na história, porque deu lugar a que os apóstolos despertassem a atenção das autoridades judaicas, provocando, da parte destas, para a Igreja Cristã, a primeira oposição séria. Todo esse episódio constitui uma importante secção de Atos, porque revela-no a ousadia com que a igreja se incumbia de seu papel.
        
A narração do milagre por si só é interessante, instrutiva, viva e dramática. Pedro e João são os agentes do feito maravilhoso. Nos Evangelhos eles aparecem integrando a roda íntima de Cristo. Ei-los agora ainda como companheiros, na direção da Igreja de seu Senhor.

Os dois apóstolos “subiam ao templo para a oração da hora nona”, nisto vemos que, tanto quanto todos os seus outros companheiros cristãos, eles ainda se consideravam judeus, leais a todas as cerimônias e formas de culto nacional.
        
Sobem ao templo e já estão prestes a passar do pátio exterior para o interior da casa de Deus. Para isso tem de atravessar a porta “Formosa”, assim chamada por ser magnífica a sua fabricação, em bronze coríntio.

A atenção deles é atraída para um pobre aleijado, coxo de nascença, que durante anos era trazido diariamente para esse lugar público, onde tinha oportunidade de “pedir esmolas aos que entravam”. Implorando uma caridade dos apóstolos, a esperança de receber alguma coisa foi aguçada ao ouvir Pedro responder: “Olha para nós”.
        
Imaginamos qual não foi seu susto, ao lhe dizer o apóstolo: “Não possuo nem prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda!” Pedro quis dizer, certamente, que desejava dar-lhe uma coisa não menos, porém mais valiosa do que o ouro e a prata. E ofereceu ao pobre desamparado a cura de que precisava.
A expressão “em nome de Cristo”, queria dizer que a ordem foi dada, em virtude de tudo quanto havia sido revelado e declarado a respeito de Cristo, como Salvador vivo e divino. A tal oferecimento a confiança do coxo correspondeu de pronto. Então Pedro, “tomando-o pela mão direita, o levantou”, não para lhe dar vigor aos pés, senão para lhe fortalecer a fé.
        
“De um salto se pôs em pé, passou a andar e entrou com eles no templo, saltando e louvando a Deus. Viu-o todo o povo a andar ... por isso encheram-se de admiração e assombro”. Foi com efeito uma cura notável, porque o homem era bem conhecido, inúmeras pessoas podiam identificar o aleijado de mais de quarenta anos, agora, num instante, gozando “saúde perfeita”, desde o momento em que pôs sua confiança no Cristo vivo.



Essa história simboliza verdades dignas de consideração.

A raça humana pode estar aí representada por esse coxo, lançado a margem do templo de uma verdadeira vida de real serviço ao próximo e de legítimo culto a Deus. Fraco, desamparado e sem esperanças, o gênero humano precisa do poder transformador que sobrevém a todos quantos confiam em Cristo.

A humanidade precisa menos de esmolas que renovação espiritual; menos de caridade que energia para suster-se a si mesma em pé. Cabe à igreja estender-lhe a destra de um ministério de amor; oferecer-lhe alívio, expressar-lhe simpatia, deve no entanto, fazê-lo “em nome de Jesus Cristo”, e inspirar fé no Senhor, o único que pode curar e salvar.

Além disto, este milagre atesta a realidade do Reino de Deus.

Isaías tinha proclamado a era messiânica em que “o coxo saltará como o cervo, e a língua do mudo cantará de alegria”- Is.35:6. Portanto a cura significa um ato da misericórdia divina, mas também é um sinal da vinda do Reino de Deus em Cristo.

O SEGUNDO DISCURSO DE PEDRO
ATOS 3:11-26

O milagre atraiu a atenção do povo e Pedro se utilizou da oportunidade para falar a respeito de Jesus.
        
Ele corrige o povo dizendo que foi “em nome de Jesus”que a cura ocorreu e não por poder nele mesmo, e que Deus estava, neste milagre, glorificando a Jesus.
        
Jesus havia sido condenado como impostor ao afirmar algumas verdades sobre si. O povo optou por um salteador, em lugar do Autor da vida. Mesmo com seu egoísmo, Pilatos foi mais justo que os judeus.
        
Pedro afirmou que Deus levantou Jesus e apontou para o coxo, agora, curado, como prova dessa realidade. Pedro dá continuidade ao seu sermão, referindo-se ao fato de que o V.T. contém profecias a respeito do Messias.

O Messias sofredor de Is.53 não era aceito pelos judeus, e nem associado ao Messias prometido. No entanto, Pedro reconhece a ignorância do povo quando matou Jesus, e os chamou ao arrependimento, que é a condição para se obter o perdão dos pecados.
        
Além de Isaías, Pedro cita o texto de Dt.18:15,16,19, que prediz a vinda de um profeta semelhante a Moisés. É certo que se eles aceitassem esta associação teriam que aceitar a palavra de Pedro. Moisés dizia que quem não desse ouvidos a este profeta, seria destruído. Jesus falava com autoridade e não como os escribas e fariseus.

NOTA: O escriba mesmo, como o temos no N.T., apareceu depois do exílio babilônico. Se reuniam em famílias e associações, depois passaram a ser um bloco político, formando o lado dos fariseus, como encontramos no N.T. Eles eram mestres e intérpretes da lei.

PROBLEMAS ENFRENTADOS PELA IGREJA PRIMITIVA
ATOS 4:1 E 6:7

Muitos judeus foram acrescidos à igreja, após convencidos pelo Espírito, e passaram a aceitar a Jesus como seu Messias, o que significava adotar uma nova concepção do Reino. Passariam a ver não um reino militar e de poder político que dominaria as nações, mas adotariam uma idéia de que este reina, era o poder de Deus vencendo as forças de satanás.
        
O Reino e a igreja estão intimamente relacionados, mas não são a mesma coisa.

         O Reino: É o domínio de Deus nos corações e vidas do povo. Para existir o reino é necessário: O Rei, os súditos e um território. No caso deste Reino, o rei é Jesus; os súditos somos nós; o território, o nosso coração.
         A Igreja: É composta de cidadãos do Reino que se reúnem a fim de dar expressão estrutural ao Reino de Deus e executar a ordem da Grande Comissão.
        
Os discípulos experimentaram a paz, a harmonia e a vitória, por outro lado, muito cedo sentiram a oposição e as ameaças por parte dos judeus que não creram em Jesus como Messias.

A Oposição dos Saduceus:

O vocábulo vem de “sundikos”, significa “advogado”ou “defensor da justiça”.

Eles negavam a providência divina, a recompensa e o castigo depois da morte, a existência da alma, a ressurreição(At.23:8), a existência de anjos(At.23:8), do céu, do inferno e do diabo.
O Sinédrio, principal conselho judicial dos judeus, sentiu-se alarmado com o rápido crescimento do Cristianismo.Embora sob o domínio romano, sua atuação estivesse apenas a aspectos religiosos. O Sinédrio era composto por dois grupos: fariseus e saduceus.
        
Os Fariseus - O nome no grego, é “farisaios”, que vem do adjetivo aramaico que significa “separado”, “dividido”. Eles mesmos se autodenominavam “santos”. O nome fariseu talvez lhes tenha sido dado pelos inimigos, pelo fato de viverem separados do povo temendo a imundície.

Os Saduceus - Eram os da classe aristocrata de sacerdortes. Mantinham suas ambições políticas e econômicas, ao mesmo tempo em que procuravam manter-se nas boas graças dos romanos. Negavam a doutrina da ressurreição e por isso mesmo, encarceraram Pedro e João, pois estes proclamavam a ressurreição de Jesus como fato já realizado e como garantia da ressurreição de outras pessoas.

O crescimento do Cristianismo poderia causar embaraços às ambições econômicas e políticas dos saduceus. Pedro e João foram presos também porque, além de estarem, assumindo o papel de líderes religiosos(autoridade que só o sinédrio podia dar), pregavam a ressurreição de Jesus.
        
A aceitação de Jesus como Senhor enfraquecia o poder do Sinédrio; e, se Jesus fosse o Senhor, eles teriam errado ao condená-lo. Nesse embaraço eles fariam uma entre duas coisas: admitir o erro ou proibir a pregação. Optavam pela segunda.
        
Os fariseus estavam satisfeitos com o aspecto do Cristianismo que advogava a ressurreição, pois era um de seus pontos fortes, no entanto, os saduceus levaram os apóstolos a julgamento, afinal, a esta altura, o número de cristãos era 5.000, número considerável apara ferir-lhes o orgulho, embora fosse proporcionalmente pequeno, se comparado ao número de palestinos.

O Julgamento de Pedro e João - 5:22

O milagre levado a efeito pelos apóstolos, tinha alvoroçado o povo. Na tentativa de abafar o movimento, antes que se espalhasse mais, os apóstolos foram conduzidos perante o Sinédrio.
        
O Sinédrio era formado de autoridades(a família do sumo sacerdote), por anciãos(cidadãos com certo grau de liderança popular) e pelos escribas(estudiosos da lei, principalmente os fariseus). Nesta época, Caifás era o sumo sacerdote. Anás, seu sogro assumira este posto de 6 a 15 A.D., mas mesmo depois disto era considerado por alguns, como sendo ainda o sumo sacerdote. 
        
O Interrogatório começou com perguntas a respeito da autorização para pregar, pois segundo eles, os apóstolos estavam sem as devidas credenciais.
        
O Espírito Santo “do Pentecostes” veio sobre Pedro, capacitando-o a responder ousadamente e a anunciar Jesus diante do Sinédrio.
        
A cura do coxo evidenciou a aprovação de Deus à obra dos discípulos. Pedro não tomou honra para si, explicando que o poder atuante fora o de Jesus, a quem eles haviam crucificado; mas que Deus o levantara de entre os mortos. Em tudo isso, Pedro estava dizendo que havia recebido de Deus e não de um corpo judicial humano, as credenciais para pregar.
        
O Sinédrio não tinha como negar a cura, e além disso, a prisão dos apóstolos havia colocado em risco suas relações com o povo. Então, reunido à parte, o Conselho chegou a conclusão de que sua autoridade poderia ser exercida proibindo a pregação, mas tudo ruiu quando Pedro lhes disse que convinha obedecer a Deus do que a homens.
        
Pedro e João afirmaram que sua experiência com Cristo era superior ao preparo que recebiam os rabis. Entendiam que sua tarefa era testemunhar de algo que viram e viveram.     Ao serem soltos, os discípulos foram contar aos irmãos o que lhes acontecera e o povo se regozijou no Senhor. De fato, a referência do Salmos 2:1 e 2 expressa a confiança dos cristãos em que toda a sabedoria e força da parte dos inimigos não resistiria diante do Senhor e do seu Cristo(ungido).

Os judeus e gentios(romanos), sob a liderança de Caifás, Herodes e Pôncio Pilatos, haviam tentado derrotar a obra de Deus em Cristo, mas ela cresceu mais depois da morte de Jesus que antes dela. Os discípulos estavam convictos de que a oposição continuaria falhando, por isso não levaram em conta as ameaças do Sinédrio. Pediam a Deus que os revestisse de coragem para proclamarem a sua Palavra e realizarem milagres para honra e glória do nome de Jesus. O Senhor lhes respondeu as súplicas e como prova, o lugar em que estavam reunidos, tremeu.
        
É interessante notar que o revestimento com o Espírito Santo não foi uma experiência válida de uma vez por todas. Os discípulos foram revestidos no dia de Pentecostes. Esta era a promessa do Pai, e o cumprimento da palavra prenunciada por João Batista. Pedro estava entre estes, mas teve uma nova experiência de revestimento de poder quando estava perante o Sinédrio, e Pedro também estava entre aqueles que oravam por revestimento de poder e coragem para anunciar a Palavra.

UM SUMÁRIO DA VIDA DOS CRENTES E O EXEMPLO DE BARNABÉ
ATOS 4:32-37

A unidade entre os crentes é mencionada novamente. A oposição não causou divisões nem tão pouco impediu as atividades. Isso se deve ao poder do Espírito Santo atuante entre eles. Sua nova vida no Reino era caracterizada por gozo e abundância, ao mesmo tempo em que iam experimentando a graça divina. 
        
Parece que os cristãos de Jerusalém foram alcançados pela nobreza bem cedo. Os necessitados da Igreja Primitiva eram assistidos por aqueles que possuindo bens, os vendiam e entregavam o dinheiro aos apóstolos para ser distribuído com aqueles que tinham necessidades.
        
Barnabé(cujo nome era José) teve um significado especial na Igreja Primitiva. Seu nome significa “filho da consolação”, isto, talvez devido ao fato de ter confortado  os necessitados com a venda de suas propriedades. Sua generosidade era movida não por desejo de reconhecimento ou honra, e sim por sentimentos puros e motivação baseada no amor aos irmãos e na honra ao Senhor. Esta atitude e motivação é bem diferente daquela manifestada por Ananias e Safira.

Ananias e Safira - A Grande Decepção - 5:1-11
Estes ficaram impressionados com a dedicação de Barnabé e mais ainda com as honrarias que este recebera; sendo assim, venderam sua propriedade e deram parte do dinheiro aos apóstolos, mentindo ser o valor total.
        
A palavra “reteve”(v.2), é a mesma usada para Acã(Js.7:1). O pecado de avareza resultara em mentira e hipocrisia. A motivação de Ananias era ser reconhecido pelo povo.
        
A morte destas duas pessoas, poderia ter sido em virtude do choque que levaram ao saber que haviam sido descobertos. Mas seria um tanto inexplicável o fato de os dois terem morrido da mesma forma, por razões puramente naturais; a despeito disto. Deus poderia ter usado meios naturais para cumprir seus propósitos. O incidente dá ênfase ao fato de que é perigoso tentar enganar a Igreja e o Espírito Santo.
Pedro deixou claro que ninguém era obrigado a vender suas propriedades e dar o dinheiro para ajudar os pobres. O grande pecado deles foi a hipocrisia - querer aparentar algo que não eram, nem tinham feito.
        
Este temor é conveniente quando:
         a) Afasta da igreja o pecado e a hipocrisia - cf.13
         b) Aumenta a  santidade e sinceridade - II Co.7:1
         c) Cria um espírito submisso e obediente - (2:42,43)
         d) Evita a tentação a Deus - (5:9)
         e) Confirma a presença de Deus

O verso 11 parece ser o primeiro no livro de Atos a fazer referência à comunidade cristã como “igreja”. (Alguns autores não aceitam o uso deste termo em Atos 2:47, dizendo que ali não aparece o termo “ekklesia” na linguagem original do N.T.{grego}).

Na versão do V.T. para o grego a palavra “eklesia”é usada para traduzir a palavra hebraica “qahal”, que significa “congregação”. Provavelmente Pedro tenha usado este termo, para dar à comunidade dos salvos a idéia da “nova congregação de Israel”. O N.T. passa a denonimar a congregação dos crentes locais ou o povo de Deus universal sem distinção de raça ou língua.
        
A Igreja continuava a experimentar a graça divina. O poder de Deus era evidenciado através das mãos dos apóstolos, seus servos.
        
As ameaças contra a Igreja continuavam, mas nem por isso se  intimidaram. Seu lugar de reuniões era público - o pórtico de Salomão, uma galeria coberta, com duas fileiras altas do lado leste do átrio dos gentios.
        
O v.13 usa a expressão “os outros”; não sabemos ao certo quem eram eles, provavelmente fossem judeus não crentes que tinham medo de interferir na atuação dos apóstolos após o incidente de Ananias e Safira. Muitos dos que criam continuavam a se unir ao Senhor. A cura de enfermos e a expulsão de demônios continuavam a evidenciar a realidade da presença atuante do poder divino.
        
A proibição quanto a pregação não fora obedecida e o número de cristãos crescia cada vez mais, tornando-se uma séria ameaça aos saduceus, e às tradições do judaísmo. Os apóstolos foram presos novamente, visto que desobedeceram a ordem do Sinédrio. Do ponto de visto dos líderes, os apóstolos eram:

         a) heréticos que continuavam a proclamar que Jesus era o Messias, em franca oposição à decisão do Conselho de que a alegação messiânica a respeito de Jesus era blasfema e digna de morte;
         b)  potencialmente perturbadores da ordem;
        
Durante a guerra dos Macabeus, Judá tinha conseguido certa independência do domínio grego, e esperava que com a liderança de Davi ou Judas macabeu, poderia conseguir independência total para sua terra. O temor dos saduceus era de que o cristianismo, um movimento bem popular, se tornasse numa revolta das massas judaicas, que seriam dominada pelos romanos, e eles, por sua vez, reafiam fortemente contra os conquistadores romanos. Se sua autoridade fosse atingida, o respeito e honra de que gozavam da parte do povo declinaria.

Os apóstolos tinham orado, não para se livrarem da responsabilidade da pregação e sim, para que tivessem ousadia na pregação da mesma. Eles foram presos novamente, só que desta vez, todos os apóstolos foram com eles. Os saduceus foram bem violentos e pensaram até em matá-los. Os apóstolos foram açoitados e levados para a prisão com toda segurança; mas à noite foram soltos por um anjo do Senhor. Grande confusão tomou conta do Sinédrio ao descobrir isso. Em seguida chega a notícia de que eles já estavam no templo, proclamando a Cristo!!! Foram novamente trazidos ao Sinédrio e interrogados pelo Sumo Sacerdote.
        
Afirmar que Jesus era justo, era o mesmo que dizer que os líderes eram injustos. Se o povo continuasse a crer nos apóstolos, o Conselho seria desacreditado. Pedro, por sua vez, reafirmou em nome do grupo que obedecer a Deus era muito mais importante. O que será que Pedro queria dizer com esta afirmação?

Creio que dizia que os absolutos de Deus não deveriam ser violados para obedecer aos “absolutos” humanos. Pedro afirmou que a lealdade à pátria, família, sociedade e política é importante, mas a lealdade a Deus suplanta a lealdade a tudo mais.

A corajosa declaração de Pedro acusando os líderes judaicos de homicídio, era demasiadamente forte para que pudessem aceitá-la. Decidiram matar os apóstolos, quando o sábio conselho de Gamaliel evitou que isso ocorresse.

Gamaliel da escola Hillel, (que provavelmente era seu avô), era quem liderava os pronunciamentos dos fariseus. Estes seguiam uma linha de interpretação mais liberal da Lei. Gamaliel também era mesre de Paulo(At.22:3). 

Usou dois exemplos para fortalecer seu argumento:
         a) Outro grupo, liderado por Teudas, havia sido mal sucedido.
         b) Judas, da Galiléia liderou uma revolta contra os romanos no ano 6 A.D., mas foi derrotado por Herodes, o Grande.
        
Deus e sua obra não poderão ser derrotados por homens. Também, Deus não precisa de homens que defendam sua obra e sim de homens que estejam dispostos a serem usados por Ele na expansão da sua obra, ao invés de tentarem protegê-la.  
A Igualdade de tratamento Dentro da Comunidade
Atos 6:1-7

Os judeus dividiam-se em dois grupos gerais:

         a) Os hebreus que mantinham as tradições dos pais e se recusavam a associarem-se com estrangeiros; e,
         b) Os gregos ( helenistas ) que eram tolerantes para com os gentios, dos quais aceitavam alguns costumes.

Os apóstolos eram os líderes da Igreja Primitiva. Eles eram responsáveis pela distribuição de mantimentos, por proclamarem o Evangelho, pela pregação, e passavam muito tempo em oração. Com o crescimento da igreja, as responsabilidades administrativas de distribuição de alimentos tornaram-se um fardo.

As viúvas helenas e hebréias estavam bem perto dos apóstolos, mas as helenas foram negligenciadas. Assim escolheram sete irmãos(Atos 6:5) que seriam responsáveis por isso. Provavelmente estes tenham sido os primeiros diáconos.

As qualificações destes homens:
         a) Deveriam gozar de boa reputação dentro da comunidade
         b) Deveriam ser cheios do Espírito Santo
         c) Deveriam ser sábios em suas decisões práticas

Os sete tinham nomes gregos, o que significa que eram helenistas. Suas atividades não estavam limitadas ao servir às mesas. Dois deles, Filipe e Estevão, tornaram-se bons evangelistas e pregadores; é interessante a informação que Lucas nos dá a respeito de Estevão. Nicolau, era um prosélito de Antioquia, isto significa que era um gentio convertido ao judaísmo, antes de se converter ao cristianismo. Com isto, o evangelho começou a se expandir mais ainda, atingindo Samaria rumo aos confins da terra.
        
Atos 6:7 - Parece que Lucas fechou uma parte de seu livro com este versículo. ele mostrou como a igreja cresceu em Jerusalém e que muitos judeus tinham aceitado a Cristo como  Messias e Salvador, inclusive muitos dos sacerdotes seguiram o caminho da fé.

A oposição não pode deter a marcha de expansão do  evangelho. Satanás, mesmo utilizando seus melhores instrumentos, não conseguiu impedir o crescimento do Reino, e isto em razão dos discípulos se apropriarem do poder de Deus, pela fé, ao tempo em que se dispuseram a um testemunho fiel.

PERSEGUIÇÃO E CRESCIMENTO DA IGREJA
ATOS 6:8 e 8:40

O cristianismo deve ter sido levado a muitas províncias romanas pelos judeus que estiveram presentes no dia de Pentecostes. O ministério dos apóstolos foi primeiro aos judeus, tendo como centro Jerusalém. Entre os sete eleitos para auxiliar na distribuição de alimentos, havia homens com visão universal do Evangelho. Lucas os apresenta e passa a narrar a dimensão teológica da expansão do Evangelho.

A Acusação de Estevão - 6:8-15

Lucas inicia falando da espiritualidade de Estevão(vs.5 e 8), que contrasta com o relacionamento ritualista, legalista e formalista dos judeus. As cerimônias religiosas em nada influenciavam na maeira como tratavam o próximo; Deus não tinha liberdade para orientá-los quanto a sua vida diária e eram egoístas teológica, espiritual e intelectualmente.

Estevão foi envolvido num debate com judeus procedentes das províncias da Palestina(vs.9 ess). Estes tentaram de todas as formas incriminar Estevão, como não conseguiram, partiram para o argumento dos fracos - dizendo que Estevão havia blasfemado contra Deus e Moisés(vs. 11 ess).

O mais importante para os judeus era o templo e a lei de Moisés. A afirmação de Estevão vai contra a esperança nacionalista dos judeus e contra o legalismo dos fariseus que criam que o Messias viria quando os judeus cumprissem totalmente a lei ao menos por um dia.
        
Estevão afirma que Deus não está limitado ao templo. Usando o V.T. Estevão prova que Deus se manifesta também em outros lugares, não só no templo(Deus é um Deus universal). Ao contrário os judeus criam que Deus habitava em Jerusalém(a Cidade Santa).
        
Fatos do V.T. usados por Estevão:
         . Gn.12:1ss - Harã e Egito
         . Jos. 24:31-32
         . Deus aparece a Moisés não em Jerusalém mas no Sinai(Arábia terra dos Midianistas).
         . No deserto

Assim, ficou claro que o Deus Yaweh, poderia ser encontrado por qualquer povo, e em seus territórios; que não precisavam ir a Jerusalém para encontrá-lo a fim de prestarem sua adoração. “Deus não habita em templos feitos por mãos humanas”.

O orgulho dos fariseus os levou a assumir uma posição de “nós estamos certos”, “Deus está comigo, porque sou correto”, por isso rejeitavam Jesus e Estevão.

O paralelo entre José e Jesus é claro, e Estevão faz uso deste recurso também. Moisés foi outro exemplo citado. Os fariseus tinham grande confiança na lei. Estevão diz que Moisés não nascera na Terra Santa e nem tão pouco recebera a lei no Monte Sião.
        

As interpretações tradicionais separavam os gentios dos judeus. Estevão pregava contra essa interpretação incorreta, e por isso foi acusado de estar mudando “os costumes” que Moisés nos legou.
        
A conclusão da mensagem foi bem chocante para os líderes judaicos, pois são acusados de terem “duras cerviz, e de serem incircuncisos de coração e ouvido”.

Se constituiram nos autênticos “filhos de seus pais”, que dantes rejeitaram os líderes escolhidos por Deus(6:52). Aqueles que se orgulhavam de guardar a lei, que afirma: “não matarás”, foram os que mataram a Jesus e estavam as vésperas de transgredirem a lei de novo.

Atos 7:54-60

Os líderes judaicos seguiram o exemplo de seus pais. Eles se enraiveceram e rangeram os dentes contra Estevão. O trauma sofrido pelo Sinédrio os impediu agir com justiça. Levaram Estevão para fora da cidade e o apedrejaram.

Estevão não estampava derrota em momento algum. Estando prestes a morrer teve uma visão da glória de Deus e de seu vitorioso Servo-Filho-Rei à sua direita. Desde que o Reino não estava limitado a uma organização terrena e física, a morte não destruiria o movimento do Reino nem os seus cidadãos. As últimas palavras foram legítimas de um legítimo cidadão do Reino. “Senhor não lhes imputes este pecado”.

Paulo Entra em Cena
Atos 7:57 e 8:1-3

Saulo -  nome hebraico; Paulo - nome romano.

Fatos sobre ele:

         - Zeloso da lei - religioso
         - Provavelmente era o líder do grupo que apedrejou Estevão (7:58) e estava de acordo com isso(8:11)
         - Era um fariseu(23:6) orgulhoso de guardar a lei, embora tenha se unido a outros fariseus na quebra da mesma.
         - Nasceu em tarso, capital da Cilícia(9:11 e 22:3)
         - Era da tribo de Benjamim(Fil.3:5)
         - Tinha grande satisfação em sua herança religiosa e de cidadania romana(Atos 22:2,28)
         - Envolvia-se real e profundamente naquilo que cria
         - Foi aluno de Gamaliel. Tinha cerca de 20 anos quando ingressou nesta escola rabínica.

A partir de Estevão, a perseguição passou a ser mais ampla contra a Igreja. Quando a Igreja em Jerusalém foi perseguida, os seus membros “se espalharam pelas regiões da Judéia e Samaria”(exceto os apóstolos)(8:1).
        
Após a morte de Estevão, o movimento cristão cresceu ainda mais e tornou-se cada vez mais forte. Assim, Saulo começou a devastar a Igreja(8:3).

Efeitos da Perseguição Sobre a Igreja
Atos 8:4-8

         . Os cristãos se espalharam.
         . Filipe pregou em Samaria, o que prova que o silêncio esperado não veio.
         .O preconceito ainda era grande para com os samaritanos.

Os judeus não conseguiam perceber que Moisés se casou com uma midianita, que quatro dos doze filhos de Jacó, eram filhos de Zilpa e Bila, que não eram israelitas, e que Davi era descendente de Rute, a moabita.

O orgulho e preconceito cegaram os judeus. Filipe não foi contaminado por esta cegueira, embora fosse judeu grego, pregou em Samaria.

O Mago Simão Creu, Mas Não se Converteu
Atos 8:9-13

Assim que os apóstolos em Jerusalém souberam que os samaritanos estavam se convertendo, enviaram Pedro e João para lá. Eles haviam crido e sido batizados mas não haviam recebido o poder capacitador para a vida diária. Os apóstolos lhes impuseram as màos e eles receberam o Espírito Santo. Muitos milagres aconteceram através da instrumentalidade destes.
        
Simão ficou impressionado e quis comprar o poder e/ou sucesso deles. Na realidade, ele queria ocupar um lugar que só pertencia a Deus. Simão foi confrontado e roga que Pedro ore por ele, para que o castigo não lhe caísse sobre a cabeça.




Atos 8:25-40

O Evangelho se espalhou rapidamente entre os judeus e fora levado a Samaria. Lucas mostra agora como o Evangelho se expandira ainda mais ao ponto de incluir os prosélitos gentios. Depois de Pedro e João constatarem o avivamento em Samaria, pregavam em outras vilas samaritanas. Filipe recebeu orientação do anjo(Mensageiro do Senhor) para testemunhar ao etíope.
        
Este etíope era prosélito do judaísmo, que estava voltando de sua adoração em Jerusalém, lendo o profeta Isaías.O cumprimento da comissão de Jesus envolvia o espalhar do evangelho para além de Samaria, ao mundo gentílico. O primeiro passo foi a conversão do etíope. O judaísmo o impedira de integrar-se totalmente a eles, e ele pergunta: “Que me impede de ser batizado?”, e querendo saber se sua nacionalidade ou condição física também o impediriam de ser cristão. 

PREPARAÇÃO PARA A EXPANSÃO DOS GENTIOS
ATOS 9:1-11-18

Os samaritanos eram uma mistura de judeus e gentios. Depois da pregação de Filipe, Pedro e João foram constatar a realidade da conversão deles. A igreja não podia recusar-se a crer que Deus aceitava os samaritanos, depois que estes(os samaritanos) receberam o Espírito Santo.
        
Atos 9:1-19

Saulo havia determinado destruir a igreja nascente. Ele conseguiu, do Sumo Sacerdote, autorização para extraditar judeus da sinagoga de Damasco. Note que ele não se contentou em perseguir só os cristãos de Jerusalém. Tudo indica que o Sumo Sacerdote tinha autoridade para emitir documentos de extradição dos judeus que, de alguma forma tivessem ofendido a religião judaica. Paulo queria trazê-los a Jerusalém, para julgamento e possível condenação à morte.

A experiência de Saulo no caminho de Damasco não pode ser explicada em termos de um acontecimento natural. Acontecimentos físicos são utilizados muitas vezes por Deus como símbolos para a comunicação de verdades espirituais. Ao levantar-se, estava cego e assim ficou por três dias. O encontro com Cristo significava uma mudança completa em sua vida e seus conceitos. Ele que tinha se insurgido contra a inclusão de gentios, no reino de Deus, tornar-se-ia, agora, o Apóstolo aos gentios.

A conversão de Paulo retira toda dúvida sobre o poder que o Evangelho tem para mudar terminantemente vidas pecaminosas. Ele tinha sido o mais ardoroso opositor ao cristianismo e o que mais tinha lutado para destruí-lo.

Lucas dá atenção a reação de Ananias, demonstrando o terror que este nome provocava entre os cristãos. Somente depois que o Senhor lhe revelou que Saulo era um vaso escolhido para levar o Evangelho aos gentios é que Ananias se acalmou e aceitou a incumbência de ir até Saulo. Aquele que causava sofrimento, agora estava pronto a sofrer por Cristo. Ananias foi ao local indicado e Saulo tem restaurada sua visão e fica cheio do Espírito Santo(v.17). Ele se juntou aos cristãos de Damasco e logo começou a proclamar que Jesus é o Filho de Deus.

Fatos de Atos 9:19-30

         = Saulo ficou alguns dias com os discípulos
         = Não cansava de proclamar Jesus como filho de Deus
         = Os que ouviram na sinagoga ficaram atônitos
         = Paulo passa de destruidor dos cristãos a perssuasor, que queria levar outros a crerem “nesse nome”
         = Os discípulos estavam desconfiados, a princípio
         = Os judeus não cristãos estavam impressionados
         = Saulo como profundo conhecedor do V.T., mostrava  aos  judeus de Damasco que Jesus era o cumprimento das Escrituras Messiânicas
         = Os discípulos ajudaram-no a fugir num cesto
         = Saulo vai para Jerusalém onde fica 15 dias com Pedro. Os discípulos tiveram medo dele. Mesmo que 3 anos já tivessem passado, lembrança da crueldade de Saulo era bem viva na mente dos cristãos. Barnabé foi quem primeiramente confiou em Saulo.

Barnabé é notável: estendeu as mãos às viúvas necessitadas, a um Saulo suspeito e a um João Marcos rejeitado.
        
Os judeus helenistas passaram a perseguir Saulo com desejo de vingança. Quando alguns irmãos de Jerusalém ouviram isto levaram Saulo até o posto de Cesaréia, onde, de navio, embarcou para Tarso.
Atos 9:31-34

É praticamente um sumário da Expansão na igreja na Palestina.

Após falar sobre Saulo, Lucas volta ao assunto da expansão da igreja na Judéia, Galiléia e Samaria. Saulo se convertera e a igreja desfrutava paz e crescia. Um exemplo é o ministério de Pedro em Lida. Um homem chamado Enéias foi curado e com isso muitos se voltaram para o Senhor.

As notícias sobre os milagres chegou a Jope e na ocasião da morte de Talita(Dorcas, grego), mandaram chamar Pedro, que orou pela moça e ela ressuscitou. Com este milagre muitos dalí creram no Senhor. Pedro ficou um tempo em Jope, morando com Simão o curtidor.

A Conversão de Cornélio - 10:1-48

Cornélio era um centurião romano temente a Deus. Era comandante de 100 soldados pertencentes à corte italiana constituída de 600 homens. Residia em Cesaréia, Quartel General do Procurador de Samaria, Judéia e Iduméia.

A cidade de Cesaréia era habitada por gentios e judeus; e havia sido reconstruída por Herodes, o Grande, em 12 a.C. Seu nome foi dado em homenagem a Cesar Augusto.

Às três horas, ele teve uma visão, e assim, foi instruído a enviar mensageiros a Jope para buscar Pedro que lhe diria o que fazer para ser salvo.

A Visão de Pedro - Vs.10-48

Enquanto os enviados de Cornélio estavam viajando para Jope, Pedro subiu ao terraço a fim de orar, e teve uma visão.A mais forte aplicação desta visão é quanto ao relacionamento entre judeus e gentios. Ambos foram criados por Deus. Esta visão foi um  preparo para Pedro receber os enviados de Cornélio, que embora fossem gentios, eram também aceitos por Deus para a salvação.
        
O significado da visão só foi claro a Pedro a partir do momento em que os criados de Cornélio chegaram.

Pedro foi com os criados de Cornélio, acompanhado pelos irmãos de Jope. É interessante a expectativa de Cornélio pela chegada de Pedro; ele preparou tudo, convidou sua família, e, quando Pedro chegou, Cornélio caiu a seus pés e o adorou. Isso não era comum, visto que Cornélio era romano e Pedro, um judeu.

Pedro explica o que fez ir àquela casa; ele sabia que seria criticado pelos demais irmãos judeus(11:2 e ss.). Se nos colocarmos no lugar de Pedro, veremos que não seria tão simples assim, quebrarmos nossos próprios costumes e práticas nacionais e aceitar estrangeiros para poder ajudá-los, especialmente se se tratasse de elementos que pertencessem à nação que conquistou e domina a nossa.

Ao chegar a casa de Cornélio, Pedro indagou sobre o motivo pelo qual fora solicitada sua vinda. O anfitrião lhe fala da visão que teve e pede a Pedro para repartir com eles o que o Senhor o encarregara. em sua saudação inicial Pedro reconheceu que Deus não faz acepção de pessoas.

Os judeus estavam enganados ao pensarem que Deus os havia escolhido devido a seus méritos, quando na verdade a escolha ocorrera para que estes servissem ao Senhor e o fizessem conhecido perante as outras nações.
        
Deus não tem favoritos, foi a grande lição a Pedro naquele dia. O sermão de Pedro destaca tópicos principais:

         1. O ministério e ensinos de Jesus - v.38
Pedro dá ênfase ao fato de Deus ter ungido Jesus com o seu poder pelo Espírito Santo, o que se evidenciou pelos milagres e curas que operou.
        
         2. A morte e a ressurreição de Jesus
Pedro mostrou a morte de cruz e a realidade da ressurreição de Jesus. Uma das primeiras tarefas dos apóstolos era de testemunhar a respeito da aparição de Jesus após a ressurreição.

         3. Jesus é o Messias
Os ensinos de Jesus, interpretados à luz de sua morte e  ressurreição deveriam ser proclamados ao povo, porque cada um é responsável perante o Juíz indicado por Deus.



         4. O cumprimento do V.T.
Os profetas predisseram a vinda de um Messias sofredor. O sistema sacrificial do V.T. se constitui em preparo para sua morte vicária na cruz.

         5. A disponibilidade de Jesus em perdoar os pecados.
O clímax do sermão de Pedro foi quando ele afirmou que “quem crer nele, receberá o perdão dos pecados”- 43.

Pedro não recusou, mas mostrou relutância a pregar a um estrangeiro, ao passo que Filipe pregou (regozijando-se) ao etíope. Pedro necessitou de uma atuação especial de Deus para que aceitasse o fato de que os gentios também podem ser recebidos no Reino de Deus, pelo novo nascimento.

Enquanto Pedro falava, veio o Espírito Santo sobre os que atentamente ouviam. Esta dádiva  foi atestada pelo falar em línguas e o exaltar a Deus.
        
O falar em línguas era necessário para que Pedro e seus companheiros se convencessem da realidade de que os gentios poderiam ser batizados e recebidos na igreja.
Nada impedia a entrada dos gentios ao reino dos céus e sendo assim, a idéia que impedia o batismo em nome de Jesus foi derrubada.

A Defesa de Pedro - 11:1-18

A vinda de Pedro a Cesaréia não ficou anônima. Logo os judeus da circuncisão ficaram sabendo e decidiram contender com ele a respeito - v.2.

Os judeus se dispunham a associar-se com os gentios circuncidados, inclusive estes ficavam no átrio do templo, uma repartição fora da sala de culto dos judeus, mas era muito difícil a aceitação dos incircuncisos.

O orgulho dos judeus era claramente estampado no fato de exigirem que os gentios se circuncidassem. Eles eram judeus dominados por romanos, mas ainda assim se achavam superiores por causa da “eleição divina”. os estrangeiros tinham que submeter-se aos rituais judaicos para adorar a Deus.

Isso tudo é fruto da teologia rabínica, na qual agradar a Deus, significa apenas guardar a lei, idéia essa que leva à esperança de um Messias político.  

Pedro é chamado a prestar contas sobre seu envolvimento com os incircuncisos. Então lhes conta sua visão em Jope, destacando a voz do céu: “o que Deus purificou, não chames de imundo”- v.9. Narrou o que o Espírito lhe disse: “Vá sem constrangimento”- v.12, disse que havia levado mais seis judeus para constatarem os fatos a respeito da conversão dos gentios.

O orgulho e preconceito certamente levaram os judeus cristãos a lamentar que Deus tenha dado oportunidade também aos gentios, de terem acesso à vida.

ATIVIDADES EM ANTIOQUIA, JERUSALÉM E CHIPRE
        
A cegueira espiritual impediu os cristãos judeus de abrirem totalmente as portas da igreja aos gentios. Cornélio e sua família foram revestidos do Espírito Santo, e receberam as línguas, a fim de demonstrar aos cristãos judeus que esses gentios tinham também sido aprovados por Deus como cidadãos do Reino.

A aceitação do Evangelho em Jerusalém começava a diminuir quanto à intensidade. A perseguição fez com que os cristãos se espalhassem, mas por onde quer que fossem pregavam a Palavra.

A questão agora era: reformar o judaísmo ou desligar-se dele

Os principais fatores de tensão entre líderes judaicos e cristãos foram:
         a) A aceitação da messianidade de Cristo e o nascimento espiritual para a entrada do Reino;
         b) A atitude em relação à entrada de elementos não judeus no Reino;
         c) O senso de responsabilidade quanto à ordem de levar o Evangelho aos gentios.

Os cristãos mais antigos tiveram dificuldades em concordar plenamente com as realidades contidas nesses fatores, por isso convocaram uma reunião da igreja em Jerusalém para discutir sobre o assunto.

Conversões Gentias em Antioquia - 11:19-30

Como o Evangelho é levado a Antioquia - v. 19-21

Por ocasião da experiência referente a Cornélio, Pedro reconheceu que o enchimento dos gentios com o Espírito santo eram uma prova de que estes foram incluídos por Deus no plano da salvação, e não podiam ser impedidos de demonstrar publicamente, através do batismo em nome de Jesus Cristo, a sua identificação com os demais cristãos.

O início da pregação aos gentios se deu com Filipe(ao eunuco). A igreja agora estava mais disposta a reconhecer a universalidade da salvação provida por Deus.

Quando a perseguição que se levantou nos dias da morte de Estevão espalhou os discípulos de Jerusalém, alguns atravessaram a Fenícia e chegaram até Antioquia. Os refugiados procuraram inicialmente  as comunidades judaicas a fim de compartilhar com elas a sua fé. Homens de Cirene, no norte da África, estiveram presentes no dia de Pentecostes e ouviram o Evangelho. Alguns dos cristãos foram a chipre, como resultado da perseguição.
        
Parece que entre os vs. 19 e 20, há um espaço de alguns anos. Imediatamente após a morte de Estevão, o Evangelho ainda era pregado só aos judeus. Alguns anos mais tarde, cristãos de Chipre(no Mediterrâneo) e de Cirene(norte da África) homens de Deus sobre os quais Estevão exercia influência, transferiram-se para Antioquia, (na Síria). Foram estes que testemunharam aos gentios. A pregação aos gregos, em Antioquia, parece ter sido realizada após a conversão do eunuco e de Cornélio. 

Barnabé em Antioquia - 22-24

Barnabé é enviado a Antioquia para confirmar os fatos sobre a conversão de gentios, o que indica que ele era de muita confiança. Ao certificar-se de que a graça divina os havia alcançado, seu coração se encheu de gozo.


Paulo em Antioquia - 25-26

Tantos se converteram ao Senhor que precisaram de ajuda na instrução dos novos na fé. Barnabé vai para Tarso a procura de Saulo e ambos voltam para realizarem esta tarefa.

NOTA: Os gentios convertidos necessitavam de instrução sobre o V.T.
        
Foi em Antioquia que os discípulos foram, pela primeira vez, chamados cristãos. A palavra “cristãos” vem de duas partes:
         a) uma era aquela que continha a idéia messiânica hebraica;
         b) a outra, é que o sufixo latino indicava “adepto”. Os cristãos eram portanto, os adeptos do Messias.

Atitudes dos cristãos num período de fome - 27-30

Profetas como Ágabo vieram de Jerusalém anunciando um período de fome que viria sobre o mundo. E isto aconteceu nos tempos do imperador Cláudio(41-54 A.D.).

Os novos cristãos gentios mostraram a genuinidade de sua fé mandando contribuição para aliviar as necessidades dos irmãos judeus, na Judéia.

Os de Jerusalém devem ter sido atingidos mais severamente pela fome. Saulo e Barnabé foram os representantes oficiais para levarem a oferta. O fato é que eles eram judeus e seriam melhor recebidos pelos irmãos de Jerusalém.

Nova perseguição na Judéia - 12:1-25

Lucas volta à história da igreja em Jerusalém. A breve introdução à história da igreja em Antioquia denota que foi naquela oportunidade, dentro da expansão da Igreja Primitiva, que o ponto-chave do processo se transferiu de Jerusalém para Antioquia.

A perseguição de Herodes - 1-5
        
Os doze tinham sidos presos na época da morte de Estevão, mas não foram condenados à morte. Depois de um período de tranquilidade, nova perseguição se inicia, agora por Herodes(Agripa), que aproveitando-se do conflito entre judeus e cristãos, manda matar Tiago e aprisionar Pedro; uma ótima coisa para ganhar a simpatia dos judeus.

A ação de Herodes e a reação dos judeus, mostra claramente que os cristãos não eram muito agradáveis aos judeus não cristãos, em Jerusalém. Tiago(o apóstolo), filho de Zebedeu e irmão de João foi também decapitado. Pedro fora detido por ocasião da festa dos pães asmos e Herodes adiou sua execução, pois não queria violar a lei. Assim, este seria executado após a Páscoa.

A libertação de Pedro - v. 6-16

A igreja orava porque cria nos resultados.

Pedro, em sua prisão(provavelmente na torre de Antônia, onde Paulo também foi detido - 21:34-23:30) estava atado a dois soldados e outros dois guardavam as portas da prisão. Ele dormia tranquilamente quando o anjo apareceu. O interessante é que esta era a noite anterior à sua execução!!!

Depois de se convencer de que não estava sonhando, Pedro reconheceu a mão do Senhor nesta libertação. Seguiu para a casa de Maria, mãe de João Marcos, onde a igreja estava reunida em oração.
Uma criada chamada Rode foi abrir a porta; reconheceu a voz de Pedro, mas em sua alegria esqueceu-se de abrí-la. Foi ao grupo reunido e lhes contou que Pedro estava alí. em sua incredulidade, pensaram que fosse o anjo guardião dele. Como Pedro continuou batendo, eles foram abrir a porta e encheram-se de alegria ao vê-lo.

Pedro levanta a mão a fim de chamar a atenção de todos os que estavam reunidos e lhes ecreveu como o Senhor o livrara da prisão, e pediu que fossem “dar a notícia a Tiago e aos outros irmãos”(12-17). O Tiago de 12:17 era o principal líder de Jerusalém(este era o irmão do senhor - Gl.1:19). Depois deste incidente, os apóstolos como grupo desaparecem da narrativa de Lucas. Nas poucas menções que Lucas faz sobre a igreja em Jerusalém, Tiago é o líder.

Não se sabe para onde Pedro foi. A igreja católica acredita que Pedro tenha ido para Roma, onde provavelmente tenha se tornado o primeiro papa. Não há evidências sobre isto. Lucas não menciona Pedro em seu registro da chegada de Paulo a Roma no ano 60 A.D.

Frank Stagg observa que, quando Paulo chegou à Roma, parece que nenhum dos apóstolos estava lá, pois os judeus vieram a ele para saber algo mais a respeito “dessa nova seita”. É possível que Pedro tivesse trabalhado, na própria Palestina, em áreas rurais, até a morte de Herodes Agripa, no ano 44 A.D.

A saída de Pedro da prisão, deixou Herodes(e os seus soldados) bem perturbados, embora tenha executado os soldados que o estavam guardando.

A morte de Herodes agripa - 20-23

A menção da morte de Herodes, foi para mostrar que o Senhor Jeová continua a ter em suas mãos o controle da história. Era tão orgulhoso, que morreu devido a não reconhecer que só a Deus deveria ser atribuída toda a Glória.
Um pequeno sumário - 24-25

Mais um problema enfrentado pela igreja, o do perigo de perseguição por parte das autoridades políticas, tinha sido superado com a morte de Herodes Agripa. Os cristãos agora estavam livres para testemunharem abertamente, e a “Palavra de Deus cresceu e se multiplicou”.

Lucas, agora, volta à narração que deixara no cap. 11 v. 30. Atos 12:25 é a afirmativa que marca a transição entre o final das atividades de Barnabé e Saulo em Jerusalém, e o seu retorno a Antioquia, para nova etapa de atividades. João Marcos, o filho de Maria(dona da casa onde a igreja se reunia), os acompanhou nesta viagem.

         Primeira Viagem Missionária de Paulo.

Missionários: Paulo, Barnabé, e João Marcos, 13:4 e 14:26.

Lugares visitados e eventos principais:
ÞA Ilha de Chipre, onde o procônsul se converteu e o nome de Saulo foi mudado para Paulo no livro de Atos, 13:4-12.
ÞPerge e Panfília, onde João Marcos abandonou o grupo, 13:13.
ÞAntioquia da Pisídia, onde Paulo prega um grande sermão na sinagoga, 13:14-41. A oposição dos judeus e a obra entre os gentios, 13:44-49.
ÞExpulsos da cidade pelos judeus, os missionários vão a Icônio. Aqui eles trabalham durante algum tempo,  mas surge uma perseguição e ele fogem para  Listra  e  Derbe, 14:6.
ÞA cura do coxo em Listra resultou na tentativa do povo de adorar a Paulo e a Barnabé, mas os judeus promoveram oposição e Paulo foi apedrejado. Imperturbáveis, os dois heróis escapam para Derbe, onde pregam o evangelho o evangelho e ensinam a muitos, 14:8-20. Deste ponto os missionários retornam pela mesma rota, visitando e organizando as igrejas.

Em Antioquia da Síria apresentam um relatório da viagem, 14:21-28.

Concílio de Jerusalém

Nem todos concordavam com Paulo em que o Novo Concerto fora estabelecido pela fé, ao invés de o ser pela circuncisão. A fim de tentar resolver problemas relativos à imposição de costumes e tradições do V.T. aos gentios, os líderes das Igrejas de Antioquia e Jerusalém se reuniram em conferência.

Alguns cristãos judeus foram da Judéia a Antioquia e começaram a impor cargas sobre os irmãos.

O cristinanismo nascera do judaísmo, mas o que o judaísmo deveria permanecer e o que deveria ser banido?

Ficou decidido que Paulo, Barnabé e outros dos líderes iriam a Jerusalém para tratarem disso. Ao passarem pela Fenícia e Samaria, visitaram as igrejas da região e lhes contaram sobre a conversão dos gentios e estes se regozijaram, o que favoreceu a posição deles na conferência. A liderança de Jerusalém os recebeu calorosamente.

Visitas na volta a Antioquia da Síria - 21-28

Derbe era uma pequena cidade e muitos se tornaram discípulos, o que significa que boa parte da população se rendeu a Cristo.
Depois disto, Paulo visitou as igrejas em Listra, Icônio e Antioquia(v. 21-28).

Esta visita teve como objetivo:
         1) dar-lhes orientações relativas ao Evangelho, solucionando problemas iniciais;
         2) encorajá-los a enfrentarem eventuais perseguições;
         3) indicar presbíteros.

A volta de Antioquia da Pisídia para Perge era feita em pouco tempo. Assim os apóstolos pregavam em Perge enquanto esperavam um navio em Atália(v.25).

         A Decisão da Conferência - 22-29
(a) O assunto em disputa, 15:5-6.
(b) O argumento de Pedro a favor da liberdade cristã, 15:7-11.
(c)  Paulo e Barnabé relatam suas experiências, 15;12.
         (d) Palavras de Tiago e a decisão do concílio a favor de eximir aos gentios das regras da lei, 15:13-29. Os apóstolos enviam Judas e Silas a Antioquia, como portadores da carta do concílio à igreja, 15:27-30.

Não houve oposição do parecer de Tiago, pelo menos Lucas não menciona tal fato. Ele observa que os apóstolos e presbíteros, com “toda a igreja”, concordavam com a sugestão.

Os apóstolos(Paulo, Barnabé, Barsabás e Silas) foram designados a levar uma carta, contendo a decisão da conferência à igreja de Antioquia. A carta assegurava às igrejas dos gentios que a igreja em Jerusalém não apoiava a posição de homens da Judéia, os quais ensinavam que os gentios precisariam ser circuncidados e guardar os costumes de Moisés. Ela mostrava que os irmãos da Judéia que foram a Antioquia impor os seus pontos de vista não tinham total apoio da igreja em Jerusalém(v.24).

Vê-se claramente a atuação do Espírito Santo na vida dos participantes desta conferência, por isso houve êxito.
A vida no Espírito não escraviza ao uso de certos costumes e regulamentos, ao contrário, o Espírito dá liberdade e orientação para um serviço cristão real.

v. 30-35 - Após lida a carta, todos se encheram de regozijo. Parece que a igreja de Antioquia era composta basicamente de gentios. A tristeza estava afastada. O jugo caíra.

O verso 34, omitido por alguns manuscritos, acrescenta que Silas permaneceu em Antioquia. Paulo e Barnabé continuaram em Antioquia por mais um tempo ensinando e pregando.

         Segunda Viagem Missionária de Paulo - 15:36; 18:22

Eventos preliminares. Um desacordo entre Paulo e Barnabé acerca de João Marcos, Silas é escolhido por Paulo para acompanhá-lo na viagem, 15:36-40.

Lugares visitados e principais eventos:

ÞVisita às igrejas da Síria e Cilícia, 15:41.
ÞEm Listra, Timóteo se une aos missionários, que visitam várias cidades da Ásia Menor, fortalecendo as igrejas, 15:41 - 16:5.
ÞO Espírito os guia a Trôade, onde Deus os chama à Europa por meio de uma visão, 16:7-10.
ÞEm Filipos, as autoridades encarceram a Paulo e Silas; o carcereiro se converte, 16:12-34, e os apóstolos estabelecem uma igreja.
ÞO próximo importante acontecimento é a fundação de uma igreja em Tessalônica, onde se levanta uma perseguição e eles vão a Beréia, 17:1-10. Aqui os missionários encontram alguns fiéis estudantes da Palavra, que são receptivos, 17:11-12.
ÞUma tormenta de perseguições se abate novamente sobre eles, e Paulo vai a Atenas, deixando o estabelecimento da igreja a cargo de Silas e Timóteo, 17:13-15. Em Atenas, Paulo encontra a cidade cheia de ídolos e prega um sermão na colina de Marte, mas poucos se convertem à fé, 17:15-34.
ÞEm Corinto, Silas e Timóteo se unem a Paulo e fundam uma igreja. A obra é levada a cabo em meio a perseguições que duram dezoito meses, 18:1-17.
ÞApós um tempo considerável, Paulo se despede dos irmãos e parte para a Síria, fazendo breve escala em Éfeso, e termina sua viagem em Antioquia, 18:18-22. 
Þ 
Þ 
Þ 
Þ 
         Terceira Viagem Missionária de Paulo - 18:23 - 21:15

Lugares visitados e eventos principais:
ÞVisita às igrejas na Galácia e na Frígia, 18:23
ÞParêntese. Apolo em Éfeso, 18:24-28
ÞPaulo regressa a Éfeso e encontra um grupo de discípulos ainda não perfeitamente instruídos, e os dirige à vida mais plena do Espírito, 19:1-7
ÞContinua sua obra em Éfeso durante dois anos, 19:8-10. O Senhor mostra-lhe que aprova o trabalho, outorgando-lhe o dom de curar, 19:11-12. Os pecadores se convertem e muitos queimam seus livros de magia, 19:11-20.
ÞLogo se levantou um alvoroço entre os artífices, pois estes temiam que os ensinos de Paulo destruíssem seu negócio de fabricação de ídolos, 19:23-41.
ÞPaulo sai de Éfeso, e depois de visitar as igrejas da Macedônia  vai à Grécia, 20:1-2.
ÞDepois de três meses na Grécia, regressa a Macedônia e vai a Trôade, onde prega, 20:3-12.
ÞDe Trôade vai a Mileto e manda chamar aos anciãos efésios. Em Mileto, entrega uma mensagem de despedida aos anciãos, 20:17-38.
De Mileto Paulo começa a sua viagem de regresso a Jerusalém, advertido pelo Espírito dos sofrimentos que ali esperam, 21:1-

Viagem de Paulo, Como Prisioneiro, a Roma - 27:1 - 28:16
Þ(a) A primeira etapa da viagem, 27:2-13.
Þ(b) A tempestade e a fortaleza espiritual de Paulo, 27:14-36.
Þ(c) O naufrágio e o livramento, 27:38-44.
Þ(d)As experiências na Ilha de Malta, 28:1-10.
Þ(e)A chegada a Roma e seu ministério alí, 28:16-31.

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