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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

DEUS – UMA “HIPÓTESE” DESNECESSÁRIA


 

Quando Laplace encontrou a explicação para os pequenos desvios de Saturno e Júpiter, foi apresentá-la a Napoleão, o imperador lhe perguntou que lugar ocupava Deus em seu sistema. E o cientista respondeu orgulhosamente: “Senhor, não senti falta dessa hipótese”.

Um recente estudo sociológico nos permitiu saber que, as romarias a santuários que se especializavam em doenças hoje controláveis pela medicina viram diminuir o número de seus devotos, enquanto aqueles cujas enfermidades ainda não foram controladas pela medicina, continuam atraindo verdadeiras multidões de romeiros.

A religião primitiva nos dá conta que, para suprir suas carências, o homem sempre precisou lançar mão de um deus grande.

Todas as vezes que esses homens não entendem ou não conseguem fazer algo, eles levantam os olhos para o seu deus.

Freud diz que aos deuses foram atribuídas uma tríplice função para com o homem:

1. Espantar os terrores da natureza;

2. Conciliar o homem com a crueldade do destino;

3. Compensá-lo pelas dores e privações que a vida civilizada em comum lhe impõe.

O homem sempre usou Deus como um tapa-buraco de seu conhecimento imperfeito. Essa idéia de Deus está exatamente naquilo que ignoramos e não naquilo que conhecemos. Deus existe aonde o homem não é. Deus é grande aonde o homem é pequeno. Deus é tudo aonde o homem nada é.

Este conceito de Deus tem enfurecido os humanistas e com razão. Pois esse não é o conceito de Deus revelado em Cristo. O Deus revelado por Cristo não protege os homens do perigo no “seio materno”, pelo contrário Ele é capaz de abandonar seu Filho.

Não podemos continuar pregando o Evangelho com sinceridade sem reconhecer que temos que viver neste mundo “sem” Deus, porém “diante” de Deus. Deus em algum momento de nossa vida nos deixará ir ao “calvário” e lá nos abandonará, nos deixará sozinho, mesmo diante de nossos rogos incessantes. Ele simplesmente não veio. Ele simplesmente não está.

Deus, essa “hipótese” poderosa que intervêem sempre a favor de seus filhos, fazendo sempre o que eles desejam e dando a eles sempre o melhor desta terra, é desnecessária para aqueles que teve acesso à maturidade e reconheceu a sua real situação perante Deus – sem Deus no mundo, porém diante de Deus na mente.

Fonte: Conversa Teológica
Pastor Pedro Rocha

Um comentário:

Glencir disse...

Esse artigo está completamente equivocado quanto ao ensinamento bíblico a respeito das promessas do nosso Senhor Jesus. Apenas um exemplo: em João 16:33, o Senhor afirmou aos seus discípulos (extensivamente a todos os que também haveriam de chegar) "Tenho vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições (vales,perseguições, lutas), mas, tende bom ânimo, eu venci o mundo"; e em Mateus 28:20, ele prometeu "(...) eis que estou convosco todos os dias até, a consumação dos séculos". Portanto, não vivemos num mundo sem Deus, e sim, num mundo de homens descendentes de homens que se rebelaram contra o seu Deus, Criador e Senhor, e, continuam, - por vontade própria, ou, por ignorância - no caminho dos seus ancestrais. Porém, conforme João 3:16, "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça, mas, tenha a vida eterna"; e conforme João 17:3, "E a vida eterna é esta: que conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste". Outra coisa, não posso deixar de expressar a minha estranheza a respeito do nome do seu blog; não me parece conveniente para se referir a uma pessoa pretensa discípula do Senhor Jesus (evangélica).

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