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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

PERDAS E GANHOS DOS CASAMENTOS ABERTOS


PERDAS E GANHOS DOS CASAMENTOS ABERTOS

União mais honesta ou imaturidade? As opiniões de Regina Navarro Lins e Flávio Gikovate sobre o poliamor

Ricardo Donisete, especial para o iG São Paulo



Com uma admirada relação de 18 anos com a atriz Julia Lemmertz, o global Alexandre Borges, de 45 anos, causou polêmica em entrevista recente ao declarar que o casamento aberto pode ser sim uma opção de relacionamento. Para a psicanalista e escritora Regina Navarro Lins, relações que abrem mão da exclusividade sexual são tendência para o futuro. Mas qual futuro é esse? “Não é possível fazer uma previsão precisa, em 10, 20 ou 30 anos”.


Na opinião de Regina, os modelos tradicionais de relacionamento não estão dando conta de atender as necessidades de grande parte da população. “O número de pessoas infelizes, insatisfeitas e frustradas no casamento é imenso. Por quê? Porque nós vivemos sobre o mito do amor romântico, que prega várias mentiras: que as pessoas vão se transformar numa só, que nada mais vai lhe faltar, que o amado vai te completar em tudo, que quem ama só tem desejo pelo amado, não tem desejo por mais ninguém. É calcado na idealização”, analisa a psicanalista. Flávio Gikovate, psicoterapeuta e autor de vários livros, entre eles “Uma história do amor... Com final feliz” (MG Editores), discorda da ideia de que o casamento aberto possa ser cada vez mais comum. “Em minha experiência clínica e numa visão realista, não vejo os casais buscando esse tipo de contexto. A infidelidade exclusivamente sexual continua não sendo interessante para a maioria das mulheres, de modo que muitas acabam se envolvendo sentimentalmente. O envolvimento sentimental fora do casamento é sempre problemático e com frequência acaba sendo causa de separação”, aponta ele. “O casamento aberto é uma tentativa de conciliar o aconchego romântico com a liberdade das pessoas solteiras, e isso não creio que venha a funcionar. Não creio sequer que venha a ser ansiado pelas pessoas mais vividas e maduras”, completa. 


A ideia do casamento aberto floresceu de maneira mais evidente nos anos 60 e 70, como uma das inúmeras consequências do surgimento da pílula anticoncepcional. “A ideia era dar liberdade sexual especialmente para as mulheres e para quem já estava casado e não havia tido experiências sexuais com outros parceiros antes do casamento, que acontecia muito mais cedo e com as moças inexperientes”, explica Gikovate.


Na época, ficaram famosas as chamadas “Festa das Chaves”, bem representadas no filme “Tempestade de Gelo” (1997), estrelado por Kevin Kline e Sigourney Weaver. Nessas ocasiões, os casais colocavam as chaves dos seus carros em um pote. No final da noite, as mulheres pegavam um chaveiro qualquer no recipiente e passavam a noite com o dono dele, que obviamente não poderia ser o seu marido. 

Apesar de aberto, o casamento que permite relações extraconjugais também tem regras. “Toda relação é regida por códigos, que podem ser verbalizados ou não. As pessoas combinam o que elas querem pra vida delas. Algumas pessoas exigem que o outro conte. Eu acho uma bobagem, você tem que ter um espaço só seu, que o outro não entra. Eu já vi casais que dizem: ‘você só pode transar uma vez com cada pessoa’”, conta Regina. “Às vezes não precisa dizer ‘não gosto disso ou daquilo’, basta um comentário sobre um filme que você viu, o jeito que você conta, o sorriso que você dá. O outro vai percebendo o que você espera da relação e o que não espera”, prossegue a psicanalista. 

“A regra é que não pode haver envolvimento emocional. Isso é curioso, pois não é coisa que se decide”, comenta Gikovate, jogando “água fria” na ideia do poliamor. “A monogamia não é natural e isso parece impressionar muito algumas pessoas. Acontece que quase tudo o que fazemos é antinatural: aprender a não urinar na cama durante a noite, respeitar as regras básicas de etiqueta”, continua o psicoterapeuta. “Outro aspecto é a dificuldade atual de homens e mulheres de aceitarem limitações ao pleno exercício de seus desejos, coisa própria de uma cultura que não valoriza esforços e sacrifícios e está sempre muito voltada para o prazer – como se todos tivéssemos nos transformado em crianças mimadas que não podem ser frustradas ou contrariadas”, finaliza. 

Na defesa das relações múltiplas, Regina diz que as pessoas só precisam responder a duas questões quando estão numa relação. “As pessoas não têm que se preocupar se o seu parceiro transa ou não transa com alguém. Homens e mulheres só deviam responder: Me sinto amado? Me sinto desejado? Se a resposta for sim para as duas, o que outro faz quando não está comigo não me diz respeito, não é da minha conta. Se as pessoas entendessem isso, iam viver muito melhor”, sentencia.


16 comentários:

Pr. Cesar disse...

Esta prática como tantas outras semelhentes não convém a pessoas regeneradas. Isto é trevas! Alguns usam textos do A.T. para justificar essas práticas. Apanhar o contexto do VT a fim de justificar a bigamia hoje, é algo que viola o espírito do Evangelho; pois, Jesus disse que não foi assim desde o princípio. Afinal, o caminho do Evangelho não é para trás, mas para frente, para as coisas melhores e excelentes, e não para as concessões à Queda, as quais nos são “remédios”, embora jamais devam ser propostas como projeto de existência.Propor esse tema num país como o nosso, no qual o que existe é a galinhagem promiscua, é como ir a Bangu I com uma teologia da violência baseada em Sansão. Ou seja: gera apenas o estimulo para que se faça a mesma coisa, só que com “as bênçãos de Deus” — conforme o teólogo ou a concessão que se busca nele encontrar.

Anja_Arcanja disse...

Pastor César, é sempre um prazer ter voce aqui em meu blog, Olha, gostei muito de seu comentário, mas vou rebate-lo, como faço com todos ok?

Bom, mas vejo por outros ângulos também

Primeiro: Quantos homens passam boa parte da noite na internet em programas virtuais com prostitutas virtais, por conta de viverem um casamento baseado em uma falsa santidade? Isto, quando não o fazem na vida real, frequentando lugares propícios para esta prática na calada da noite? (não falo de não crentes, mas de cristãos).

segundo:quantas mulheres vivem frustradas por terem abdicado de sua sensualidade em prol de uma (falsa) santidade?

Devemos levar em consideração todos os fatos e os dois lados da moeda. Devemos ter em mente que a Deus nos chama a compreender na Bíblia além do que se está escrito e ter-mos a noção exata do que é ou não pecado em nossas vidas.

Penso que o fato de se estar aberto a um diálogo, pesar os prós e os contras de nossos relacionamentos deve ser sim levado em consideração, tendo em mente que o pecado para Deus é uma questão cultural e não de âmbito coletivo.

vou postar em seguida dois dos comentários referentes a este mesmo artigo, feitos no blog de meu esposo.

Anja_Arcanja disse...

Comentários feitos no blog Poemas e Reflexões de autoria de meu esposo sobre este mesmo artigo:

Priscila Anjo disse...
Que postagem incrível!
"A monogamia não é natural". Engraçado essa naturalização das coisas, né? Bourdieu fala disso, quando afirma que as coisas foram tão interiorizadas, que pensamos ser naturais.
Esse estranhamento precisa acontecer mesmo. Independente de discordar ou não, que seja por opção pessoal, e não por acreditar que "essa é a lei natural das coisas".
Monogamia é uma invenção, construída culturalmente. Precisamos ter consciência disso, assumindo ou não um relacionamento aberto.
Se é evolução ou apenas a realização de desejos e impulsos, é preciso pensar.
Mas o importante é que haja amor e respeito num casamento. Não adianta ficar casado/a por obrigação, pelo acordo, e não haver respeito, amor, desejo.
Bom, como disse a psicanalista Regina, vai levar um tempo. Mas as coisas estão mudando. Já falamos sobre o assunto!

30 de setembro de 2011 15:59

Anderson Luiz de Souza disse...
Priscila, como sempre voce por aqui em minha casa lendo minhas postagens e a cada dia me conhecendo mais e melhor rsrsrs é um prazer ter voce "em minha casa". Entre e fique a vontade, afinal ela é nossa casa!

Sim! é preciso sim acontecer este estranhamento, eu vou além, tem que haver um confrontamento de nossas ideias e conceitos sobre a relação do casal, pois o que percebemos hoje? UMA FARSA! isto mesmo, uma farsa. O casamento baseado na monogamia é uma farsa, mas os homens não aceitam serem "traídos", mesmos quando eles traem e até mesmo quando suas esposas descobrem. Mas mesmo nestas situações, quando o homem descobre ter sido "traído" (como que se fosse ele dono do corpo de sua mulher), não aceita e põe fim a um casamento de anos por não suportar a ideia de que não é dono exclusivo do corpo de seu cônjuge.

Mas eu vejo um ponto negativo, como diz Gikovate, não há uma receita para impedir o envolvimento emocional, pois quem pode mandar nos sentimentos do coração? De fato é um assunto polemico eu tenho uma opinião formada a respeito disto (voce sabe bem qual é) rsrs, e hoje temos que estar abertos para ideias que se contradizem ao que chamamos (ou chamam, já que eu não chamo assim) "natural".

Com a liberdade feminista e a mulher ocupando a cada dia mais espaço num mundo onde só homens andavam, ela descobriu que tem sim desejo por outro homem, coisa mais que comum, pois isto acontece com os homens porque passam grande parte do dia fora de casa em seu trabalho, em seu mundo externo, mundo que as mulheres também estão ocupando agora (já não era sem tempo) e descobrindo novos olhares, novos sonhos, novas fantasias, enfim, o mundo onde só homens habitavam e as "solteiras", agora é habitado em grande escala por voces, mulheres sensacionais que são, e por consequencia há um desejo crescente em se ter uma relação mais aberta (repito: já não era sem tempo rsrs), Mas claro que há de se analisar caso a caso, casal a casal para que se saiba em que terreno vão pisar e em que mares navegar, mas o princípio é apenas um: RESPEITO MÚTUO! Respeito na coletividade e na individualidade.

Obrigado pelo comment Pri Anjo

Abraço (beijo) carinhoso.

Anderson

30 de setembro de 2011 18:01

Penso que estes dois comentários podem trazer-nos mais esclarecimentos e contribuir para comentários futuros, acalorando a discussão.

Priscila Anjo disse...

Trevas? Queda?
Calma!! Vamos pelo menos refletir a respeito?

A proposta não é uma putaria, a fim de satisfazer aos desejos promíscuos e egoístas das pessoas. Não se trata de traição, de voltar atrás com o acordo com a/o companheira/o.
Se trata de um novo ACORDO, harmonia entre duas pessoas, um outro tipo de pacto.
Se o casal entra em consenso, e busca ainda o respeito e amor dentro do matrimônio, não há maldade.

É fato que muitos casais monogâmicos acabam tornando-se hipócritas, e buscam, mesmo que virtualmente, outras formas de satisfazerem-se fora do casamento. Isso é ruim. Isso é "treva". Essas atitudes quebram o pacto entre o casal.

A proposta aqui não é baixar uma lei a favor da poligamia. Cada casal tem suas combinações, e que sejam respeitadas, mesmo quando o outro não vê.

Mas se existem aquelas/es (evoluídas/os) que, SEM DESRESPEITAREM E DEIXAREM DE AMAR suas/seus parceiras/os, assumem esse tipo de relação, devem ser toleradas/os por isso, sem serem simplesmente julgados e condenados pelos que pensam diferente.

Onde está a "bênção de Deus"? Não está no amor?
O AMOR deve ser pregado e buscado acima de tudo!
O amor é a base do matrimônio, e com ele o respeito, a tolerância, a busca pela felicidade do outro.
Não vejo como uma abertura na relação poderia destruir isso.

As coisas mudaram em nossa sociedade. E mesmo sem admitir, até os fundamentalistas se adaptaram a essas mudanças, de acordo com a relativização que lhes apraz.
Vários textos bíblicos são reinterpretados todos os dias, mesmo pelos literalistas. Usar a Bíblia para justificar algumas coisas e condenar outras não é justo, nem sincero.

Enfim, discordando ou não, respeite.

Posso garantir que MUITOS casais que optaram pelo relacionamento aberto, tem um casamento abençoado por Deus, baseado no amor, respeito mútuo e honra, coisa beeem difícil de presenciar hoje em dia em casais monogâmicos, inclusive os cristãos.

Reflitam a respeito ;)

Anja_Arcanja disse...

Querida amiga, muito obrigada mesmo pelo seu comentário, como eu já te conheço pessoalmente e sei de sua honestidade e transparência, não poderia esperar menos que isto! Ou seja, transparência, honestidade e integridade. É sempre bom receber sua visita em meu blog, minha casa onde exponho meus pensamentos. Sua singular inteligência e perspicácia só vêm abrilhantar meu blog e contribuir para a melhor compreensão de meus leitores.

Queria ressaltar aos leitores que observem bem o texto, pois, não se trata de práticas promiscuas, adúlteras e o que mais lhes vier a mente! Na verdade o texto tenta resolver um problema que já está entranhado em nosso meio, seja no seio evangélico, seja na sociedade de modo geral. Não podemos fechar os olhos para esta realidade: Maridos que se aventuram ou na net, ou em programas reais com prostitutas e esposas frustradas em casa! Já há muito que isto acontece e que diremos? Por ser escondido seria aceitável? Seria mais "honesto"? Seria menos "promíscuo"? ABSOLUTAMENTE NÃO!
A proposta que apresento é sim ousada, mas não é desonesta, não é hipócrita e muito menos "trevas" rsrs já que pecado para Deus é uma questão cultural! Então sejamos ao menos razoáveis em nossos comentários, e tentem não ser hipócritas falando de algo que não vivem, ou seja, um casamento baseado em monogamia. Pois, amar e respeitar são acima de tudo ser sincero com seu cônjuge.

Fecho este comentário com uma frase de Ricardo Gondim: “Dogmatismo é recusa de pensar e fundamentalismo, raiva de quem pensa.”

Grata, Anja_Arcanja

Lixeira Teológica disse...

Oia amigas e ouvintes que estão zoiando.. Esta é uma opinião bem pessoal heim? sei lá, sou da opinião que se não consegue mais viver com a pessoa deve se separar...

Vá viver livre e free, transa com quem quizer, faz o que quizer e assume solitário a responsabilidade de suas escolhas...

Anja_Arcanja disse...

Leandro, Este é o porém! A questão está além disto, não é o fato de não conseguir mais viver com a pessoa e sim se preencher lacunas que não são plenamente preenchidas, pequenas coisas que escapam aos olhos a percepção, pois como humanos seremos sempre falhos em alguns detalhes por menores que sejam. Claro que não prego isto como sendo uma regra, apenas apresento uma opção. Aos que sentem esta necessidade e por pensarem estar "pecando", não ousam sequer tocar no assunto e continuam com suas vidas promíscuas as escondidas.

Querido, Grata por sua ressonância.

Anja_Arcanja disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anderson Luiz de Souza disse...

Estas práticas? Outras semelhantes? Posso prejulgar que “estas práticas assim como outras semelhantes” deva também estar a pornografia digital. Apenas fazendo referencia a uma das facetas da “promiscuidade oculta nossa de cada dia”! É mais que sabido que não somente os ditos sem religião e os simples membros e ocupantes dos bancos de nossas igrejas, mas também está impregnada na classe clerical, digo isto não como indouto, mas como um membro deste clericato que cansou-se de ver e ter que calar-se diante de tanta hipocrisia, abdiquei em prol de estar em paz com minha consciência.

O texto acima não nos conclama a promiscuidade aberta, ao contrário, nos convida à razão e possibilita nos afastar da promiscuidade velada que muitos casais vivem. Esta opção me parece ser mais sincera e honesta do que a mentira em que estão submersos muitos casais que conheço (apenas que conheço), e os que eu nem conheço? Rsrs

A visão distorcida de pecado que a maioria tem, além de cegar os olhos para a realidade que vivemos como seres humanos, nos cega o entendimento e tapa nossos ouvidos para o convite do Soberano Deus que nos conclama a entender em sua palavra, muito mais do se há para ler! Devemos sempre ir além, ver além, amar além…

Assim nos tornaremos mais santos, pois seremos menos hipócritas!

Deixo esta frase como reflexão:

‎"Se tivéssemos que nos enganar sobre Deus, seria melhor fazê-lo exagerando a sua bondade do que endurecendo a sua justiça"

- Santo Afonso de Ligório

leonardo disse...

sou totalmente a favor de que o casal chegue a um acordo nesta area...
sempre acho que o respeito ao parceiro(a) e acima de tudo respeito propio, e aquela honestidade são mais importante que esta falsa monogamia.

Fabio Valle disse...

Sempre que surge na mídia uma ideia ou um comportamento fora dos padrões, pululam debates inflamados. Surgem os defensores da Moral, seres espirituais demais, e, em sentido oposto estão os liberais, aqueles que defendem a modernidade e a liberdade, ou seja, o tudo pode. Nas igrejas evangélicas a pregação é a de combater as práticas mundanas, só que nunca há uma pregação social, no sentido de abrir os olhos dos fiéis a buscarem melhores condições de vida pela prática da socialização e transformação do seu local. Nunca vi, nem sequer uma pequena tangência sobre um assunto de interesse público, sempre a tônica é a mesma e desgastada guerra contra o "mundanismo", "nova era", maçonaria, mas nunca jamais contra às injustiças sociais, pois estas não rendem cabrestos morais.

Roberto Anjos Freitas disse...

Bem antes eu era ignorante e néscio, pois não buscava resposta para questões por exemplo sexo, eu penso em particular que uma relação aberta não dá certo, pois conheço um casal de amigos que pratica esse tipo de relacionamento e quando estou com os dois conversando, percebo uma grande confusão de sentimentos, entre eles. Sempre se questionam de forma acusatória, são inseguros, na verdade dá pra ver no olhar dos dois um profundo arrependimento, fora o risco de uma doença sexual, conheço um casal homossexual que pratica também e vivem perguntando pra si se ele gosta mais do outro e por aí vai. Não acho errado um casal de comum acordo abrir a relação. Eu particularmente não estou aberto a esse tipo de relacionamento, minha esposa também não. Na minha opinião um casal para não cair em desacordo com as Escrituras no sentido de traição essa opção fica um pouco fora da realidade, se bem que nunca conversei com nenhum outro casal, Não vejo como pecado o casal abrir sua relação. Eu não abriria. Mas busco forma de todo o dia estar com minha esposa não em relação a sexo somente, na verdade tudo. E Sempre busco melhorar a relação sexual entre nós dois assim como ela também. Um abraço e particularmente continue colocando assuntos assim tenho certeza que muito leem seu blog para ofender, mas com certeza dentro de suas mentes há dúvidas que são esclarecidas com um simples post Fica na Paz e que o Altíssimo mostre e dê sabedoria para ensinar o caminho.

Jorge_MG disse...

Li: "Esta prática como tantas outras semelhentes não convém a pessoas regeneradas".

E me pergunto: será que Deus faz acepção de pessoas conforme exercem sua sexualidade? Conforme vivem ou não suas necessidades e desejos emocionais e sexuais?

A Bíblia está clara, Deus não faz acepção de pessoas.

Então, não há como chamar relacionamentos e casamentos abertos, amor livre e poliamor de trevas. A não ser que Deus tenha nos criado de um modo completamente errado e que o diabo tenha nos conferido a nossa sexualidade. Isso, por sua vez, seria atribuir poder de criação ao diabo, coisa que esse obviamente não possui. O diabo não cria, o diabo engana!

Logo: relacionamentos abertos, casamentos abertos, amor livre e poliamor não vêm das trevas mas são opções bem mais naturais do que a monogamia forçadamente imposta.

Pelo outro lado, eu não justificaria esses relacionamentos necessariamente com trechos do AT, pois há muitas tradições patriarcais e machistas envolvidas. Salvo que abra uma brecha e afirme que o que deve ser permitido ao homem deve ser igualmente permitido à mulher.

E isso não caracteriza bigamia. Bigamia é quando uma pessoa é casada com duas pessoas do sexo oposto. Agora, onde que a Bíblia fala sobre como devemos manejar nossa sexualidade no casamento? Ou fora do casamento?

A Bíblia condena a traição, o adultério. Por exemplo, casar com uma pessoa abastada por interesse, monogamia nenhuma eliminará essa traição! Aliás, historicamente é justamente a monogamia que causou esse materialismo todo! Aí a queda!

E quanto ao casamento, o próprio Jesus diz que no princípio não foi assim: no princípio as pessoas não casaram (vide Adão e Eva: onde eram casados?; e um teste que fiz uma vez: não ha como registrar num software de genealogia a qualquer casamento do AT por informação insuficiente). Não importa se casados ou não, se transamos a dois, a três, a quatro, ou mais ainda; importa que o façamos honestamente, cuidando do bem-estar e do prazer das outras pessoas também e não usando os corpos delas como acontece na prostituição e no sexo ocasional e fugaz.

Se o caminho do Evangelho é prá frente e não pra trás, que tal nos despedirmos da monogamia e vivermos nossas sexualidade e nossas emoções de uma maneira mais autêntica e condizente à nossa humanidade?

Não quero impôr a não-monogamia a todo mundo, de jeito nenhum! Mas não agüento ver como os defensores da monogamia se vêem no direito de imporem as regras deles a todo mundo! Da mesma maneira, não defendo a prostituição, nem a promiscuidade desenfreada (galinhagem promíscua); defendo é uma não-monogamia responsável e prazerosa para todos os envolvidos que simplesmente inclua o corpo na ordem que Deus nos transmitiu: "Amai-vos uns aos outros".

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Por que razão temos tantos casais infelizes e frustrados na sociedade ocidental?!

Será apenas porque as pessoas não estão tendo sorte na vida sexual?

Sinceramente, vejo a nossa falida sociedade numa permanente busca de prazer e de significação pra vida, sem nem ao menos reverenciar princípios basilares. E um deles é o AMOR que deve ser a pedra fundamental de toda e qualquer relação.

No Oriente, tanto nos países muçulmanos quanto na politeísta Índia e na taoísta China, geralmente os noivos não escolhem com quem desejam se casar. Eles simplesmente aprendem dentro de casa através dos pais que devem fazer o outro feliz. Assim, o amor é algo que vem antes do gostar e este surge com o tempo como uma cobertura do bolo.

Não que a vida conjugal seja uma perfeição no Oriente, mas vejo que, entre eles, há uma tolerância maior. Pois não são as emoções que movem os casais, mas sim a vontade de amar e de fazer o outro feliz (não a si mesmo). É algo totalmente incompatível com o nosso estilo de vida ocidental, mas que tem a ver com o modo de pensar bíblico. Até mesmo porque a visão de mundo alcoraíta dos muçulmanos decorreu de interpretações do cristianismo e do judaísmo.

Creio que, quando o amor é o fundamento da relação, os casais vencem as dificuldades que encontram pela frente. Homens e mulheres aprendem a amar mesmo nos momentos de restrição sexual (não de abstinência) e têm a consciência de que estão juntos para formar uma família, criar filhos conforme a Torá e darem o bom exemplo através de suas vidas.

Instintivamente falando, é certo que a monogamia trata-se de uma forçação de barra para determinadas espécies enquanto outras são naturalmente monógamas. Porém, no caso do homem, existem ambos os comportamentos. Há casais vivendo harmonicamente na monogamia enquanto outros partem para uma poligamia legitimada (no caso dos casamentos em outras culturas) ou disfarçada (as traições conjugais dos maridos e esposas no Ocidente). E, mesmo nos países onde a poligamia masculina é aceita, há sempre um ciúme natural entre as esposas do mesmo marido. Só que nada disto é pior do que homens e mulheres viverem na mentira debaixo da quebra de um pacto de fidelidade.

Mas será que a adoção de um casamento liberal seria alternativa para aplacar o desejo das pessoas em experimentarem parceiros diferentes?

Penso que não! Antes uma atitude desta leva a um sentimento de insaciedade diante da vida tornando, no fim das contas, tudo vazio e sem graça devido à dissolução de princípios basilares. Durante uma relação sexual, laços de alma são feitos entre as pessoas e, desta maneira, ocorre um apego tal como houve no caso entre Diná e Siquém (Gn 34.8) e todos esses envolvimentos inapropriados podem levar a um embotamento dos sentimentos, maculando a pureza das relações conjugais e sexuais.

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Continuando...


Creio que o ser humano como um ser consciente não pode simplesmente ir seguindo os instintos. Ele tem poder de discernir as situações e se antecipar na conclusão sobre onde um determinado caminho vai dar. Sim! Nós podemos fazer nossas projeções e imaginar nas consequências do que será depois se eu, por exemplo, que sou um homem casado, ir pra cama com uma outra mulher que conheço na internet. Na hora do ato, meu corpo poderá até sentir grande satisfação, porém, quando meus olhos se abrirem, irei me arrepender profundamente do que fiz.

E isto ocorre não apenas em relação ao sexo inapropriado, mas também diante de todas as situações instintivas tipo agressões físicas, palavras ofensivas, mentiras, furtos, etc. Pois nem tudo aquilo que é atrativo será necessariamente construtivo. E, como se sabe, o fato de um casal optar por uma vida sexual livre trocando cada um de parceiro, é conduta incompatível com a conjugalidade.

Como formar uma família e criar filhos se o papai e a mamãe transam com pessoas diferentes, marcando encontros por aí ou recebendo gente estranha no quarto onde dormem?!

Como haverá respeito entre os dois no dia seguinte?

Como terão ânimo para a tarefa sacrificial de criarem filhos, o que necessariamente, obriga os pais a abrirem mão de tantos prazeres pelo bem da nova vida que colocaram no mundo?

Por estas e outras é que ainda prefiro a monogamia ou, no máximo, tolero a poligamia masculina praticada num contexto excepcional de ignorância dentro de sociedades que ainda não conhecem o salvador Evangelho de Cristo (como pastor jamais mandaria que um novo convertido na África ou na Ásia jogasse suas esposas "no vento" onde não terão outra sorte senão a prostituição). E, por assim pensar, acredito que a verdadeira felicidade no casamento é encontrada justamente numa vida amorosa com suas indispensáveis restrições, inclusive no campo sexual, já que não será todo dia que o homem conseguirá que sua esposa esteja disponível para transar com ele. Tanto por causa da menstruação (Lv 18.19) como por qualquer outras situação excepcional na vida do casal que não permita aos dois o relacionamento sexual frequente como Paulo orienta (1Co 7.5). E creio que, dentro da busca do amor elevado e não apenas da plena satisfação física, o casal consegue de fato encontrar a verdadeira felicidade.

É o que penso.

Paz!

Lays disse...

Nesse caso é melhor que as pessoas não se casem. Afinal, se querem ter relações com outras pessoas, por que se prender a uma? E vamos ser realistas que no popular isso significa adultério, só que com um nome mais "moderno".
Isso é totalmente contra os princípios para a formação de uma FAMÍLIA, total falta de compromisso com o outro. Isso é "desculpinha" de pessoas que querem trair sem precisar se esconder.

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