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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

É possível ser gay e cristão?

Essa carta aberta tem como objetivo trazer a tona o tema: Homossexualidade e Cristianismo, tomando como base a ciência e a Teologia Inclusiva. Não podemos permitir que o preconceito se perpetue. A ignorância e a intolerância devem deixar de existir e dar lugar ao esclarecimento.Todos nós devemos buscar os fatos por trás das realidades dadas, assim, estaremos comprometidos eticamente com a construção de um mundo melhor, mais igualitário e justo.
Vivemos num Estado laico, ou seja, o âmbito CIVIL não pode nem deve sofrer influências da religião. Geralmente verificamos que os argumentos utilizados para condenar a homossexualidade retratam um preconceito religioso, ou seja, se baseiam na religião para condenar os homossexuais.
A religião não pode em nenhuma hipótese servir como parâmetro para condenação dos homossexuais nos espaço civil. A sociedade deve aprovar o casamento gay, a adoção de filhos por casais homossexuais, independentemente do que a religião diz, pois a mesma não pode influenciar nas decisões políticas e civis de um Estado laico. Os homossexuais constituem grande parte da sociedade Brasileira, são cidadãos que votam, pagam impostos e deveriam ter os seus direitos civis assegurados. O poder legislativo deveria tomar como base para suas decisões o que a ciência diz, pois nela está o pensamento comprovado, legitimado, aprovado, experimentado. Cientistas dos mais diversos campos são unânimes em afirmar que a homossexualidade é natural ao homem (genero humano), que é normal e deve ser aceita. 
No campo religioso algumas igrejas Protestantes e Evangélicas já voltaram os seus olhares para o fato de que os homossexuais devem ser aceitos. Temos como exemplos as igrejas americanas: Presbiteriana, Anglicana, Episcopal, Batistas do Sul, ICM; No Brasil verificamos as igrejas: Contemporânea (com sede no RJ), Comunidade Cristã Nova Esperança - CCNE (com sede em SP, Natal, São Luís, Fortaleza), Igreja Para Todos, entre outras. São os defensores da denominada Teologia Inclusiva. Corrente que deveria ser estudada por todo cristão nato, genuíno, comprometido com o Reino de Deus e a ética cristã.    
A teologia inclusiva faz um estudo através do contexto histórico crítico, aprofundado e minucioso, dos textos Bíblicos utilizados para condenar os homossexuais, e, consegue provar de formar ímpar que Deus aceita os homossexuais e que a Bíblia não os condena. Em língua portuguesa ainda são poucos os livros de Teologia Inclusiva, entre eles podemos citar dois “bestsellers”: Homossexuais e Ética Cristã, do padre Bernardino Leers e José Antonio Trasferetti, ambos doutores em teologia, e, O Que A Bíblia Realmente Diz Sobre A Homossexualidade, de Daniel A. Helminiak.     
De acordo com a Teologia da Inclusão, nenhum versículo Bíblico deve ser lido sem o seu contexto crítico histórico. A regra de ouro da Hermenêutica é que qualquer passagem bíblica deve ser vista e mantida dentro de seu próprio contexto. Tomemos como exemplo uma notória forma de como tirar passagens bíblicas de seu contexto: Mateus 27:5 “... retirou-se e foi se enforcar”, Lucas 10:37 nos fala que Jesus disse: “...Vai, e faze da mesma maneira”, lendo ao pé da letra poderíamos dizer que as passagens Bíblicas estariam incentivando o suicídio. Levítico 25:44 declara que se pode possuir escravos ou escravas desde que tenham sido comprados em um dos países vizinhos, lendo de forma fundamentalista poderíamos dizer que a Bíblia aprova a escravidão. Em Corintios o apostolo Paulo relata que mulheres devem ficar caladas na igreja, literalmente poderia  afirmar que as Mulheres não podem falar nas igrejas, e, existem também as passagens Bíblicas que utilizam para condenar os homossexuais! O fato é, será que é isto mesmo que a Bíblia realmente quis dizer? Os teólogos inclusivos afirmam que não, toda via, para explicar com clareza é preciso se fundamentar nos aprofundados e longos estudos da Teologia Inclusiva. Estudos básicos podem ser encontrados em www.ccne.org.br e www.igrejacontemporanea.com.br
É demasiadamente trágico que uma Igreja Cristã e a própria sociedade exclua os homossexuais, não há base científica para tal. É necessário que as religiões cristãs dialoguem sobre o tema, que ouçam a voz dos excluídos e de seus defensores: “É preciso que troquemos o preconceito pela aceitação, pelo acolhimento de todos independente de raça, cor, sexo, idade ou orientação sexual”, está é a bandeira dos teólogos da Teologia Inclusiva. Além do mais precisamos seguir o exemplo de Cristo, Ele ama a cada um, e, de modo algum faz acepção de pessoas ou lança fora aqueles que o confessam como Senhor de suas vidas. 
Nasce uma esperança, uma luz no fim do túnel, para todos que são homossexuais e desejam ser cristãos! Nas Igrejas Inclusivas é possível servir a Cristo independentemente da orientação sexual.


Bruno lima

10 comentários:

ORMES DE PAULA disse...

Apóstolo Paulo, a meu ver, foi um dos maiores instrutores quanto ao procedimento do Cristão; e, em uma de suas citações ele nos informa:Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam 1 Cor. 10:23.- Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, Gálatas 5:19- Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. Romanos 8:8 Agora, chupe essa manga: Vós julgais segundo a carne; eu a ninguém julgo. João 8:15

Vinícius C. disse...

Palavras sábias ! não tenho mais nada a falar, sofremos muito e quando vemos algo assim, é de se emocionar.
Obrigado.

Afonso Figueiredo disse...

A questão está em averiguar se a heterossexualidade é a norma e o ideal da sexualidade humana, não só para a espécie como também para cada indivíduo concretamente considerado. Isso deve esclarecer se temos em conta que, ainda hoje não conhecemos com plena exatidão a origem da heterossexualidade e duvidamos que esta seja um elemento que pertence ao conteúdo da revelação, ou seja, é uma norma contingente de mera reflexão sóciocultural. Há que perguntar-se se a imagem bíblica do homem é um conteúdo revelado por Deus ou constitui mera reflexão socioculturalmente condicionada sobre a divisão do gênero humano em varão e mulher, uma concepção explicável historicamente, mas que não é lícito sancionar como verdade eterna e imutável.

Afonso Figueiredo disse...

Deveríamos nos perguntar se um conceito essencial e metafísico da natureza humana exige que todas as suas propriedades ocorram de maneira necessária e inequívoca em cada um dos indivíduos e, se existem essas propriedades, é preciso incluir nelas a heterossexualidade. Com este pressuposto haverá de se explicar por que esta natureza é contrariada tão vigorosamente pela existência concreta de muitos indivíduos. Essa discordância minoritária poderia ser explicada como uma limitação, uma incapacidade real, a partir a existência viva e singular de não poucos indivíduos?

Afonso Figueiredo disse...

Em todo caso, a homossexualidade como comportamento básico e fundamental é admitida como uma coisa da qual o indivíduo que a experimenta não pode prescindir, nem a ela renunciar sem que, em seu inconsciente, ela permaneça como um poder ativo e neurotizante. O homossexual verdadeiro sente sua atração sexual com a mesma força e naturalidade que o heterossexual sente a sua. Então, em que se apoia a qualificação de antinatural ou contra a natureza dada a seu impulso e manifestações? Evidentemente no fato de que não se ajusta à norma do heterossexual. Sancionamos como norma universal e unicamente válida uma norma essencialista, a heterossexualidade. Isso é legítimo? Responde à concreta e irrepetível configuração que deve adquirir a natureza individual de cada pessoa? Não poderíamos admitir que essa discordância minoritária fosse julgada antinatural por ir contra a norma universal e genérica, mas natural por ocorrer em indivíduos concretos?

Afonso Figueiredo disse...

Se a ciência pode hoje concluir que a homossexualidade não é uma enfermidade nem pode ser tida como desvio da natureza, por outro lado, ao que parece, resulta intransformável, surge imediatamente uma série de interrogações: Pode-se continuar defendendo sua antinaturalidade e sua pecaminosidade objetiva? É correto e positivo considerar a relação homossexual como uma ocasião próxima de pecado, com obrigação de evitá-la? É valida a solução de impor ao homossexual a obrigação de superar e mudar sua inclinação, ou se manter em continência? Por que considerar moralmente justificada uma relação homossexual no âmbito espiritual e pessoal e condená-la se atinge manifestações erótico-sexuais?

Fabio Valle disse...

Caro Afonso Figueiredo, a psicologia sempre tratou o homossexualismo como doença, já para filosofia, homossexual é a mulher que pensa ser homem ou o homem que pensa ser mulher, o fato é que estão usando uma tática da KGB para incutir na sociedade que ela é homofóbica, quando na realidade um homossexual rico jamais terá problemas de aceitação enquanto o pobre sempre será tolhido devido sua condição de pobreza.

Fabio Valle disse...

Jesus deu a bunda ? Jesus se esfregou em homem ? Jesus tentou imitar a fala de uma mulher ? Como conciliar esta contradição ?

Faustino Junior disse...

"Mudaram o modo de suas relações íntimas por outro contrário à natureza". Essas são as palavras bíblicas do Apóstolo Paulo. Tentem achar algum "contexto histórico" ou outro qualquer que dê significado relativo a essas palavras?

Anônimo disse...

É possivel sim.

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