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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Deus está morto! (uma morte lenta, cruel e dolorosa)


Deus está morto! (uma morte lenta, cruel e dolorosa)

Não se surpreendam com minha afirmação.  Nietzsche disse isto com muita sabedoria, e foi duramente criticado e muito mal interpretado. Antes de expor o porque de ter eu feito tal constatação e afirmação vamos tentar entender um pouco do que Nietzsche disse:

“Deus está morto! Deus permanece morto! E quem o matou fomos nós!”

Entendê-la literalmente, como se Deus pudesse estar fisicamente morto, ou como se fosse uma referência à morte de Jesus Cristo na cruz, ou ainda como uma simples declaração de ateísmo são ideias oriundas de uma análise descontextualizada da frase, que se acha profundamente enraizada na obra de Nietzsche. 
A frase não é nem uma exaltação nem uma lamentação, mas uma constatação a partir da qual Nietzsche traçará o seu projeto filosófico de superar Deus e as dicotomias assentes em preconceitos metafísicos que julgam o nosso mundo — na opinião do filósofo, o único existente — a partir de um outro mundo superior e além deste. A morte de Deus metaforiza o fato de os homens não mais serem capazes de crer numa ordenação cósmica transcendente, o que os levaria a uma rejeição dos valores absolutos e, por fim, à descrença em quaisquer valores. Isso conduziria ao niilismo, que Nietzsche considerava um sintoma de decadência associada ao fato de ainda mantermos uma "sombra", um trono vazio, um lugar reservado ao princípio transcendente agora destruído, que não podemos voltar a ocupar. Para isso ele procurou, com o seu projecto da "transmutação dos valores", reformular os fundamentos dos valores humanos em bases, segundo ele, mais profundas do que as crenças do cristianismo.

Segundo ele, quando o cheiro do cadáver se tornasse inegável, o relativismo, a negação de qualquer valoração, tomaria conta da cultura. Seria tarefa dos verdadeiros filósofos estabelecer novos valores em bases naturais e iminentes, evitando que isso aconteça. Assim, a morte de Deus abriria caminho para novas possibilidades humanas. Os homens, não mais procurando vislumbrar uma realidade sobrenatural, poderiam começar a reconhecer o valor deste mundo. Assumir a morte de Deus seria livrar-se dos pesados ídolos do passado e assumir sua liberdade, tornando-nos eles mesmos deuses. Esse mar aberto de possibilidades seria uma tal responsabilidade que, acreditava Nietzsche, muitos não estariam dispostos a enfrentá-lo. A maioria continuaria a necessitar de regras e de autoridades dizendo o que fazer, como julgar e como ler-o-mundo. (Ref. Prof P.Rocha.)




Agora vou tentar explicar meu ponto de vista; minha constatação.

Deus está morto! Pois a igreja (com toda sua pluralidade de denominações) e a religião que, como seus dogmas, o prenderam dentro das páginas de um livro, fazendo-o adoecer.

Deus está morto! Desde a tão louvada e aclamada reforma protestante (que nada reformou), a tinta e o papel lhe causaram uma intoxicação alérgica e como estava preso há alguns séculos, sua saúde debilitada quase não suportou passar pela reforma protestante.

Deus está morto! Pois não suportou a “força” das orações dos poderosos e poderosas senhores e senhoras da fé, pastores, bispos e os temíveis (até por Ele) apóstolos, que com suas orações e suplicas e determinações, torciam o já debilitado braço do ex-todo poderoso. Lesões e fraturas tornaram-se comuns, e como tinha que curar, e passar nos mais diversos concursos públicos, vestibulares, presentear com bens matérias a seus filhos, fieis dizimistas, não tinha sequer tempo de se auto curar.

Deus está morto! Pois todos conclamam para si o direito de posse sobre o “deus” verdadeiro, mas sequer sabem de fato ouvir sua frágil e debilitada voz que diz: liberte-me filho, das páginas deste livro, pois minha palavra é viva e vocês estão matando-me e de fato não me conhecem e não conhecem minha Palavra.

Deus está morto! Pela hermenêutica falha e exegese torta, oriundas das mais diversas escolas de teologias[sic] em que não há lugar para a razão e ciência, antes, prevalece-se a cegueira da fé e as interpretações hora preconceituosas, hora cheias de ódio e rancor. Sequer levam em conta que, toda ideia de uma hermenêutica certa é falha porque despreza a subjetividade de quem interpreta.

Deus está morto! E permanecerá morto, pois enquanto não pararmos de ouvir nosso próprio ego, abrirmos mão de nossos preconceitos e até conceitos, não conseguiremos jamais ouvir sua voz. Não conseguiremos jamais interpretar sua palavra, que é viva e eficaz.  

Procure ver Deus além das paginas dos livros de teologia, fora dos templos e fora da religião, tente encontrar a Deus fora das páginas de sua bíblia. Procure Deus fora da caixa, pois só assim encontrarás o Deus vivo! Ouse…

Pense nisto…

Anderson e Anja_Arcanja
Sola gratia




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Deus está morto! (uma morte lenta, cruel e dolorosa) de Rozana Anja_Arcanja e Anderson L. Souza é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Brasil.
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5 comentários:

Claudio Nascimento disse...

Em todas as tradições religiosas Deus esta morto.
Não morto no significado de falência de sua autoridade, e influência, ou na falência de seus órgãos vitais.

Essa Letargia é simbolizada pela sonolência ou descanso do Criador.

Em uma tradição anonima YAHWE dorme e os anjos tomam conta do universo instaurando assim o Caos, devido a disputa de poder e autoridade.

Na Própria Bíblia demonstra Deus em Letargia quando diz: E descansou de Suas Obras.

Na tradição Indu, Brama cria o universo e depois dorme e continua em seu sono.
Como se o ato da Criação Pelo Deus Uraniano Primordial fosse um orgasmo intenso e vivido que dando origem a todas as formas de Vida, e condições de auto manutenção, depois causasse essa letargia Eterna no Criador, diz a lenda que após o Caos se tiver consumado no céu e na terra devido a ganancia dos homens e dos anjos, uma classe angelical por fim acordará o Eterno para julgar suas criaturas que aprontaram enquanto ele estava em um sono profundo.
Será?

Roberto Anjos Freitas disse...

Na minha opinião Nietzsche, foi sábio em suas afirmações, realmente a forma de controlar a vida das pessoas, com dogmas teoria disso teoria daquilo, correntes e todo os séculos de carga que o Messias morreu para nos libertar. Se olhar com a mente aberta o que está escrito não é uma afirmação absurda e sim um ponto de vista de uma pessoa inconformada com toda a sorte de falta de contexto tanto histórico como social que se ensina. E Anja sua colocação está corretíssimo.

Marcio Mendes disse...

Não consigo te entender se voce não concorda com o que luthero fez como pensa que ainda tem salvação pros meros cristãos de hoje, luthero teve seu momento e foi muito útil e ele mesmo disse que a reforma nunca acaba.

Metanóia e reforma já!

cleide Feitoza disse...

Não posso discordar do fato de que muitas vezes a religião não cumpre o papel a que se destina. Mas tenho que colocar que Jesus não dormiu, trabalhou pelo ser humano durante todo o tempo que esteve na terra, amou, curou, deu alimento, ensinou, protestou. E mais válido que qualquer teoria que queira contradizer isso, trouxe esperança. Não reclamou de fazer isso, na verdade quebrou regras e padrões da época, resgatou animais no sábado, perdoou adultério. Treinou seus discípulos para continuarem suas obras e treinar outros. E nos prometeu estar conosco todos os dias até o fim dos tempos. Neste espaço de tempo, o ser humano, vem uma porção se degenerando sim, mas outra está se desenvolvendo espiritualmente, ajuda, ama, intercede. E concordo a reforma nunca acaba.

Carlos (Voz do povo) disse...

O problema são teorias enriquecedoras e o mercantilismo da fé, o ser humano fica em segundo plano, as curas são vendidas a todo preço banalizando a religião. Esse foi e será um grande problema, empurrar um Cristianismo de qualquer jeito em países de origem Muçulmana onde são extremistas, e o individualismo, os primeiros Cristãos não podem nem deve ser comparado aos de hoje, hoje em dia o materialismo fala mais alto. Carlos voz do povo.

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