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domingo, 22 de janeiro de 2012

Devaneio



Devaneio
       
Deste que vi seu corpo nu.
Parte de minha sanidade se foi.
Fico extasiado e meus sonhos tomam
forma, sabor e cheiro.

E viajo a um universo aonde posso tocar-te, e imagino em tê-la em meus braços.

E vou a até a raiz de seu corpo, e beijo seus pés, aonde sua vaidade se revela, na fragrância do vermelho que decora suas unhas, corro meus lábios secos até seu calcanhar e beijo um pingente em forma de anjo.

Sinto um sorriso discreto e terrivelmente revelador. 
Seus sentidos, afloram e fecha os olhos. Consigo ver sua pele se contrair em direção aos seus joelhos que, se abrem,  Ao acariciar suas pernas macias e morenas. Que loucura!  Contemplar tamanha fusão entre o belo e o delicado.

Ah!!! Meus olhos desfrutam sua delicada flor, já não consigo manter meu corpo tão longe, de seu quadril cheiroso, marcado pelo o impetuoso Sol.
    
E beijo suas coxas e, consigo sentir sua artéria femoral, seu coração pulsando e, seu adocicado suor molha meus lábios... com  minha língua busco com zelo,  de forma suave tocar sua vulva nua, beijo seus grandes e molhados lábios, sinto quando seu abdome treme e me revela todo seu intenso tesão.

Seus urros de prazer soam como uma canção de amor, que queima minha alma! Penso estar perdido, e simplesmente fico feliz, e continuo minha jornada até seus lábios.

Toco  em seu singelo umbigo, e sinto suas mãos, acariciar meu rosto e a percebo ainda tremula, e corro com a língua até seus seios perfumados com um cheiro doce de madeira.

Beijo seu pescoço e ao mesmo tempo, suas pernas me puxam para dentro de você.
Gemidos de prazer, e o barulho das estocadas frenéticas invadem meus ouvidos, seus olhos se perdem no espelho que refletem meu corpo feliz sobre o teu.

Convido-a a virar-se.

Sua costa tatuada e suada me chama a abraçar seu corpo. Ainda cansada por várias ondas de orgasmos que teve ao longo de nossa dança...

Eu me uno a ela.

Já não consegue esconder a dor, me arranha a coxa, e geme de prazer e me incita a entrar mais.
E minha alegria se faz completa, quando a encho de gozo,  satisfeita, essa endiabrada mulher cheia de veneno e vinho, olha em meus olhos e sorri, zombando do meu estado de êxtase ... 

E então... acordo com alguém cruel e desavisado a me chamar, meu coração rapidamente desanima e minha visão volta para a foto sem foco. Minha amada esposa pergunta se estou louco. Escondo meu membro ainda rígido, e respondo... quase.

Roberto dos Anjos.   

Um comentário:

Gê! disse...

Pobre, coitada esposa, que, no sono, sonhava comigo
e, apenas acordou em susto, pensando que já era dia,
de chamar-se viúva,
daquele que tanto lhe dera, sofrimento e solidão.
Já não era sem tempo, o tempo da libertação!

Tadinha, de tão desolada,
ficou triste, em desepero,
esperava o momento de ter a mim,
por inteiro.

Só assim, a tua alegria,
poderia voltar,
Já que em mim conseguia,
aquilo que iria lhe consolar!

Gê!® (VORIB) جنيلدو

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