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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Entre Adão, Símios e Murídeos... De Onde Viemos e Para Onde Vamos?



Deus precisa de alguém que o fique glorificando? Ou de alguma coisa que o faça? Por vaidade? Ou narcisismo? Não estamos pura e simplesmente trazendo a lógica limitada humana pra tentar entender Deus?

Não! Deus não precisa, mas criou o homem para o louvor de sua glória! E sabemos como louvar a nosso criador? Como louva-lo? Fazemos mesmo isto? Se Ele me criou para tal fim, qual a maneira certa de fazer isto? Eu não poderia dizer que tenho a resposta certa, mas a que tenho é a que vivo... Eu (nós como gênero humano), louvamos a Deus em nosso modo singular e plural de viver. Desfrutando de nossa humanidade intensamente. Gozando com limites os prazeres da vida. Amando a nosso próximo. Ajudando-o, respeitando-o, sendo um com meu esposo, sendo de fato uma mãe... Enfim, louvamos a Deus nas mínimas coisas e nos pequenos detalhes da vida! Até nos momentos mais difíceis louvamos a Deus sabendo como atravessar e transpor estes momentos.  A vida se vive em louvor a nosso criador (mas a igreja ainda não sabe disto rsrs). É assim que penso: devemos emprestar significados a cada momento da vida, cada abraço, cada beijo, cada relação sexual, (rsrs), em cada gesto, em cada, em cada... Fazendo de cada momento um momento único que não voltará de novo...

Deus é absolutamente ilógico, e só na loucura da fé podemos admiti-lo. Porque conhecemos dimensões de nosso mundo, de nossa natureza. E, nessas dimensões, a irracionalidade do infinito não é presente. O conceito de desde sempre é ilógico, incompreensível. Imaginar possível conhecer a natureza de deus por nossa lógica sempre se baseará em sofismas e esbarrará no inexplicável da pergunta: e antes, e antes, e antes. O antes e o depois são inexplicáveis para nós, condicionados a início e fim, em nossas dimensões.
Hoje temos elementos suficientes para assegurar que o mundo têm milhões (ou bilhões) de anos solares e que durará outro tanto, até ser incorporado e absorvido pela morte solar. Isso é incontestável, geologicamente comprovado, arqueologicamente também. A presença humana é registrada há mais de 40 mil anos, uma mísera fração de tempo geológico terrestre. Um cocô de mosca. Também comprovadamente, não há um tronco comum, pois as egressões de DNA podem assegurar isso. A evolução humana também não pode ser contestada, como o geocentrismo também não resistiu. Então, a dúvida. Porque se insiste nas figuras míticas e simbólicas de adão e Eva?

Com certeza! Adão e Eva para mim não passa de parábolas, uma tentativa do homem de explicar nossa criação. Assim também como não creio na existência histórica de Jó e também não acredito na historicidade do livro de Jonas, a Bíblia está cheia de parábolas e uma delas é a criação descrita em Gênesis. Para mim houve sim uma incontestável evolução do ser humano, mas veja, não alio a isto uma espécie como, por exemplo, o macaco ou o rato, pois, nosso DNA assemelha-se mais com o de rato do que com o de macaco! srsr  as figuras simbólicas de Adão e Eva, veio exatamente da necessidade que nos é inerente, de sabermos de onde viemos e para onde iremos... perguntas... e mais   perguntas tentando explicar a nós mesmos os porquês, como, quando!
E, se não houve um Adão histórico, não houve uma queda histórica, assim também como não houve a serpente. Então de onde viria o pecado? Não seria o fato que em nosso livre arbítrio escolhemos o que era mal ao invés do que era bom? Fazendo assim necessário Deus se esvaziar dele mesmo, fazendo-se humano para nos mostrar como seria ou é a forma que Ele quer que vivamos?

E o big bang? Os ruídos eletromagnéticos estão aí cabalmente comprovados. O número de Planck também. O que é maravilhoso, numa seqüência tão precisa que pequeníssimas variações implicariam na impossibilidade de criação do universo. Isso tudo sabemos. As partículas ainda buscadas, mas que serão encontradas em algum momento no campo da física quântica, como o bóson de higgs, por exemplo, trazem e trarão cada vez mais luz e explicações a um universo que sabemos ser finito, mas em expansão. Se é finito, o que há depois? Outro universo? E entre eles?
Tudo isso, por maiores que sejam as evidências físicas, nos manterão sempre vivas as perguntas antes e depois. Porque somos limitados em nossas dimensões.
Se não alcançamos essas explicações – a própria dimensão tempo nos dá nós na cabeça ao imaginar os buracos de minhoca (wormhole), como pensar em logificar Deus? Nisso eu vejo a grande falha gnóstica, em tentar a compreensão do que chamam cristo interno.

Este tema me fascina e assim que possível eu gostaria de discutir com você mais sobre ele, pois eu creio que este big bang foi o "haja luz"! Penso que a ciência e a teologia andam de mãos dadas e não em sentidos opostos. E é sim finito este universo e ainda há um longo caminho a percorrer até que se chegue este fim! E o que há depois? Nossa alma não voltaria a sua origem, esta Luz? (será?) Nossas limitações em saber e compreender isto sempre e sempre irá nos rondar... Até que se chegue o fim… E SE NADA VIER DEPOIS?

E mais, se cremos que Deus pode fazer tudo, pode também fazer outros deuses? Quantos? Infinitos?
Se Deus é infinito, esses deuses criados seriam também ele, dado sua infinitude?
Ora, com certeza há dimensões que não alcançamos.

Deus sendo onipotente poderia fazer uma pedra tão pesada que Ele mesmo não pudesse pegar?
Deus não poderia ir contra sua natureza! Portanto, não criaria outros deuses ou semideuses, ou uma pedra que ele mesmo não pudesse pegar...

Imagina uma nuvem. É formada de água, em natureza não líquida, mas água. Imagina seja ela a única fonte de água pura. Mas as nuvens não são somente água. Nelas também há ar, poeiras, outros elementos.
Essa nuvem chove. Condensa-se em gotas que se precipitam à matéria concreta, com determinados fins. Cada gota, de per si, tem um corpo físico, delimitado pela tensão superficial. Circunscreve-se.
Viaja da nuvem a terra. Ao chegar, deixa de ser a gota. Funde-se a outras gotas, forma os arroios, regatos, rios. Cumprem sua missão no conjunto, mantendo sua natureza original de água. Evaporam na substância original – água – e voltam à nuvem, fonte de todas as águas.

Vamos a nós. Temos nossa natureza divina vinculada a um corpo físico. Nessa natureza, a divindade e outras substâncias que turvam a própria água. Vivemos nossa vida, uma viagem com início e fim. Cumprimos nosso papel de depuração das impurezas e retornamos à fonte, a Deus.
E Jesus, mais próximo a nós. E outros iluminados também? Possivelmente essa natureza divina neles fosse o próprio Deus, a água da nuvem sem impurezas. Como forma de dizer às gotas – a todas elas – a forma de retornarem à nuvem – a Deus – sem as impurezas e assim purificarem o todo, retirando e filtrando as desarmonias ou impurezas que conspurcam a água vaporizada, fonte de todas as águas. Ou Deus, fonte de todas as vidas.

Sei que é viagem, mas tão explicável quanto qualquer outro assunto inexplicável.

O fato é que não quero explicar Deus. Apenas quero confiar, crer que Ele existe. Não me interessa sua natureza, mas creio que faço parte dele, dele vim, a ele voltarei. Isso não é nenhuma teoria reencarnacionista, nem de penalizações, culpas, expiações. Sou somente um instrumento, enquanto personificado, do todo. Vivo, na vida terrestre, sou uma gota. Fora dela, sou apenas água, não uma molécula de água. E sou não sendo. Como os componentes de uma molécula de água compõem-se não em água, mas no todo.
Eu não sou. Mas Eu Sou o que Sou.

Theologando, dialogando, filosofando…

Anja e Frega Jr.


Anja_Arcanja


Licença Creative Commons
Entre Adão, símios e murídeos de Rozana Anja_Arcanja e FregaJr. é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Brasil.

24 comentários:

Anderson Nascimento disse...

OPA!! tema complicado de novo!

A questão envolve 01 verbo e um infinito de substantivos.

Mas antes, VOCES ACREDITAM EM ANJOS?
e ai ANJA?

rsrs


Aqui vai minha postagem:

"ACREDITO NA QUIMICA, NA EVOLUÇÃO, NA FISICA, NA GEOGRAFIA, NA MATEMATICA... todas estas de uma maneira bem peculiar e relativa;
.
.
.

Mas o que tenho certeza, o que acredito mesmo, A UNICA VERDADE ABSOLUTA
.
.
.
É QUE DEUS EXISTE!

FCReations - Luis Rato disse...

Uma vez li um livro chamado algo como 'Deus e a Ciência' (não sei ao certo..) que falava que particularmente o livro de Génesis é um livro de 'principios' não de ciência, logo o que devemos tirar dele são principios não tratados cientificos...
Pelo que o teu post é sobre isso mesmo que acredito... uma pergunta que sempre me questionei foi: então o Adão teve filhos com a Eva, mas uns capitulos mais à frente 'do nada' os filhos começam a guerrear com outras tribos.. (Espera aí! De onde sairam as outras tribos?) certo?
Por isso, tenho para mim que Adão e Eva podem até ter existido, mas num contexto que nem eu nem ninguém está apto a dizer como foi, e como dizes (e bem) basta-me o principio...
Bjs
Luis Rato

Pr. Cesar disse...

é um tema inquietante... eu creio que Deus criou o mundo como ta descrito na Palavra... se é uma metafora, pode ser! creio em Jó e em jonas, eles existiram... assim como a Palavra diz... mas isso é só entreternimento intelectual... Só com o absurdo da fé...é possivel crer na Palavra assim como Ela é.
e tbm isso não influencia na salvação, pois Ele fez as coisas assim, em meio a mistérios, para que nós fiquemos nestes debates... Ele é Deus...

Anônimo disse...

Interessante um ponto comum. Em nenhum de nós discute-se que Deus exista, pois é um assunto de fé, ilógica como é.
Mas essa fé pode ser cega. Penso que é cega quando circunscrita à forma. Pode ser uma fé pela opção de sê-la, renovada a cada instante. Essa privilegia o conteúdo, o ensinamento, em detrimento da forma.
Não creio na letra lida ao pé da letra. Isso seria muito simples. Porém discutível. Primeiro, pelos séculos de transmissão por tradição oral, depois pela contextualização cronológica e sócio-cultural. Mas creio que a mensagem ela é adequada ao estágio, ao contexto.
Desa forma, a mensagem perpetua-se, não o procedimento.
Deus não deixou de sê-lo, na fé, quando o héliocentrismo restou comprovado. Deus não deixou de sê-lo quando suspenderam-se apedrejamentos ou interstícios de purificação protocolares.
Deus continua sendo na mensagem, não na letra.
A verdade que liberta não são nossas verdades individuais e humanas, portanto escritas com todos os pontos e vírgulas por homens. A Verdade é outra. Essa liberta.

ORMES DE PAULA disse...

ESTOU LONGE DE PODER DISCUTIR ESTE ASSUNTO COM VOCÊS. A UNICA COISA CONSISTENTE PARA MIM, É QUE: DEUS EXISTE. ELE É ONIPOTENTE, ONISCIENTE E ONIPRESENTE. MINHA VIDA É FRUTO DELE E QUERO VIVER PARA ELE. SEM ELE, NADA SOU, NADA SINTO, NADA POSSO. A ELE, TODA HONRA, TODA GLÓRIA E TODO PODER, PARA SEMPRE, AMÉM. ABRAÇOS, AMO VOCÊS.

Roberto Anjos Freitas disse...

Isso é assunto de profunda complexidade que envolve centenas de cientistas de todo o mundo. Principalmente os que defende a fé, com certeza as Escrituras consta partes que são poéticas e eu particularmente acredito, que nós fazemos parte da Escritura Viva e não apenas escrita, muita coisa histórica nas escrituras são de escritores hebreus daquela época, e ficou muitas lagunas e se existe alguém sério neste ramo de publicação da palavra, muita coisa precisa mudar. No concílio católico que decidiu como a bíblia seria composta, ficou pelo menos uns 24 evangelhos fora. Com relação a Adão e Eva fica evidente a parábola pois a simplicidade do que é narrada na verdade a criação de todas as coisas fica um assunto muito resumido, e parece que o tempo e espaço depois da criação fica fora de contexto. Fica mais evidente a Vida dos Patriarcas que o Gênesis propriamente dito, a existência de Deus é claro e incontestável. Só que todo Teólogo que estudou sabe que Deus é um título e é dado a todo ser que de alguma forma se manisfesta de forma sobre natural, como em civilizações antigas, mas isso é assunto para outra hora, na verdade a fé ela é fundamentada no invisível e não em coisas apoupáveis, só a complexidade que é o homem e os outros seres vivo, a harmonia do corpo humano as coisas que os seres humanos criam e descobrem já é uma prova da existencia incontestável do Eterno Criador. Sou a favor de que os que tem acesso a teologia seja mais claro com o povo escolhido, esta dúvidas e outras são por que os pastores não discutem isso nas suas igrejas, com medo de trazer confusão ao povo, na verdade a fé é simples, no passado os "primogênitos" da fé eram pessoas simples e com certeza pouco se incomodavam em provar a existencia do Eterno, e sim de viver a fé de maneira sobrenatural. Rompendo com todas as barreiras que nos divide. Por isso quando perguntado ou deixado no ar um questão como essa fica esse mistério.

rodrigo disse...

Com asas sob asas lá vai o homem (gênero) fazendo-se metáfora de si mesmo, ou seja: "um pouquinho de barro animado conjecturando em seu auto-engano.

Ari disse...

vc é corajosa e se expôs. parabéns!
vc falou da necessidade da fé loucura, mas, rebateu as afirmações da fé com a ciência. Seria isso possível, uma vez que são de naturezas diferentes?
como a fé pode ser irracional se só é facultada a seres racionais?
Interessante, que, quase tudo que vc disse que está atestado, está, de fato, sob júdice. Até o big-bang, uma vez q os ganhadores do nobel de física provaram q não houve desaceleração na expansão do universo.
há, também, a recente descoberta dos italianos de que os neutrinos são mais velozes do que a luz, o que põe sob júdice a própria teoria da relatividade.
e, por que Deus faria outros deuses, se nos criou para a sua glória? Isso não dividiria a glória que fomos criados para prestar?
abraço!

Anja_Arcanja disse...

Anderson, Boa pergunta! Anjos... sua pergunta estaria fora do contexto? Cheguei a pensar que sim! Mas em outra análise, percebi que não. Dentro de um texto onde o criacionismo caminha junto com o evolucionismo, onde e em que contexto estariam os anjos? EU ACREDITO! Apenas acredito, mas não como todos os veem: com asas etc... tenho uma visão singular sobre estes que são os mensageiros divinos. Mas e vc? Acredita? E em anjas?? hehehe

Há, mas a parte final de seu comment eu amei!!! Sim! só há uma verdade absoluta: Deus! Trazendo para o mundo carnal e mortal, onde estaria inserida esta verdade? Nas páginas da bíblia? Não! Deus, sendo a Verdade, e não podendo haver outra verdade mesmo que escrita, se fez carne e habitou entre nós!

Abraços,

Anja.

Anja_Arcanja disse...

Luis, nada a acrescentar a seu comment, pois,

BASTA-NOS O PRINCÍPIO...

Bjux da Anja

Anja_Arcanja disse...

Frega, interessante sua percepção. Pois a existência de Deus, que só é possível se crer por meio de uma fé ilógica dentro de nossa lógica e pequenez, é fato indiscutível.

Assim como voce, não creio na letra ao pé da letra!

Bjux da Anja

Anja_Arcanja disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anja_Arcanja disse...

Tio Ormes,
Grata por seu comment, mas em hipótese alguma posso concordar com voce quando diz estar longe de poder discutir tal assunto, sei bem de seu potencial.

sim, concordo com todo o restante de seu comentário: Sem Deus não somos nada e acrescento: Só nos basta saber o princípio...

Anja_Arcanja disse...

Roberto, de fato há muita coisa ainda por esclarecer e se formos entrar a fundo nas origens da bíblia e até antes dela, poderemos descrer totalmente. Não apenas da bíblia, mas em um deus que tem sua origem em plágios de outros deuses!

Mas veja bem, não descreio, apenas creio! Mas crer não é supor??? e o que é supor? não seria imaginar?

Mas o fato de crer-mos num Deus que plagia outros deuses, só me afirma algo que há muito já sei: O Deus desconhecido e adorado por nós, é o mesmo que um imperador maia adorou como sendo o criador dos deuses sol, terra, lua, mar e natureza. É o mesmo Deus que os asiáticos adoravam. O mesmo Deus que os índios adoravam... gregos, troianos.... enfim...

Com relação a escrituras a de fato muito coisa a ser revista e está sendo! Mas se isto poderia mudar algo, há isto já é outra história!

Obrigada pelo seu comment,
Anja

Anja_Arcanja disse...

Pr. Ariovaldo, fiquei muito feliz por ter em meu "blogmundo" um comment seu!

VC DISSE:"vc é corajosa e se expôs. parabéns!"

Uns atribuem-me coragem, outros, loucura!

VC DISSE: "vc falou da necessidade da fé loucura, mas, rebateu as afirmações da fé com a ciência. Seria isso possível, uma vez que são de naturezas diferentes?"

Para mim fé e ciencia devem caminhar de mãos dadas, embora suas naturezas sejam diferentes.

VC DISSE: "como a fé pode ser irracional se só é facultada a seres racionais?"

As vezes a fé cega nos faz regressar a era Pré-Histórica, cegando nossos olhos e fazendo-nos iguais aos animais irracionais, onde só sobrevive o mais forte! Mas a fé racional nos induz a duvidar sempre. A loucura da fé ilógica nos faz crer mesmo sabendo que crer é supor e supor é imaginar... mas ainda assim CREMOS!

VC DISSE: "e, por que Deus faria outros deuses, se nos criou para a sua glória? Isso não dividiria a glória que fomos criados para prestar?"

Deus sendo onipotente poderia fazer uma pedra tão pesada que Ele mesmo não pudesse pegar? NÃO!Deus não poderia ir contra sua natureza!

Mas assim como Deus não faria outros deuses, pois não dividiria sua glória, muitos homens tratam de ocupar esta brecha, fazendo-se eles mesmos semideuses, requerendo adoração e louvor!

Penso eu pastor, que devemos viver o reino de Deus aqui, pois é aqui este reino! Deus está em nós e sobre nós! Devo senti-lo n o olhar de meus filhos, no beijo de meu esposo, na conversa com uma amiga... E posso senti-lo longe... regendo a terra e o universo. O mesmo Deus que está por detrás do sol, está no olhar de uma criança.

Quero viver o reino de Deus aqui...

Grata pela ressonância,
Abraços,
Anja

Marlene disse...

O assunto é realmente muito escitante.O fato é que eu também não quero explicar Deus. Apenas quero confiar, crer que Ele existe. Não me interessa sua natureza, mas creio que faço parte dele, dele vim, a ele voltarei. Valeu Anja.

soraya princess disse...

"De onde viemos e para onde vamos?"

(Pra quem tem preguiça de pensar esta é uma pergunta absurda, rs)

Fazendo uso de nossas "meias verdades", pra tentar responder tal questionamento.
Uma vez meu irmão estava lendo o livro de genesis, e soltou a seguinte pergunta: como e com quem caim se casou se havia somente adão, eva e o próprio caim logo após a morte de abel claro, como se suscedeu essa história?!.
uma pergunta leva a outra.
Mas, a VERDADE e resposta absoluta, é que DEUS existe!
DEUS E A CIÊNCIA PODEM SIM ESTAR NO MESMO LUGAR, E REPLETO DE QUESTIONAMENTOS. A prova disso pra mim, foi quando pude compreender a anatomia, neuroanatomia, fisiologia e outras ciências que estudam o funcionamento do corpo humano, pois é incrivel como DEUS foi perfeito nos minimos detalhes, pensou em tudo. Porém me pergunto, porque DEUS escolheu o neurônio como a única célula que uma vez lesionada não se regenera?
como já falei, DEUS pensou em tudo.Já estudo as meias verdades pra essa pergunta.

Pra concluir o pensamento, uso a frase da propaganda do canal futura.
"não são as respostas que movem o mundo, mas sim as perguntas"

(minha opinião nua e crua)

Netanias Alves de Lima disse...

Oi, Anja,

gostei do texto. E achei ótimo ler suas reflexões. Eu aprecio pessoas que pensam de forma diferente da maioria. Então, parabéns pelas suas postagens, por propiciar um espaço de pensar além das aparências e do que está por aí dito como verdade.

Um beijo.

Franklin Rosa disse...

O NEGÓCIO É O SEGUINTE, EU CREIO NA TEOLOGIA DA GEMA DIVINA, OU SEJA, SE MINHA TEORIA DA REGRESSÃO ESTIVER CERTA, NÓS VIEMOS DO FIOFÓ DA GALINHA E PARA VAMOS VOLTAR!!!

E QUEM ACRESCENTAR OU SUBTRAIR UMA VÍRGULA SEQUER DESSA PROFECIA, EU PINCHAREI SOBRE ELE AS MALDIÇÕES CONTIDAS NO LIVRO DAS REVELAÇÕES DO PAI KILIN DE YESHUA!!!

CÓCÓRICÓKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK!!!!!!

Franklin Rosa disse...

APROVA LOGO MINHA PROFETADA GALINÁCEA AÊ ANJA REBELDE!!! rsrsrs

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Boas reflexões! Achei ótimo ter colocado na ilustração da postagem o Jesus crucificado!

É justamente dentro da ideia de sermos fenômenos da Vida que eu entendo a necessidade do auto-sacrifício diante de situações específicas, visto que não podemos viver egoisticamente para nós mesmos. Tanto a vida do meu próximo como a minha são igualmente importantes e devem ser preservadas. Viver sozinho não faz sentido e viver sem a existência do meu próximo também não. E, coincidentemente, é o que o Talmud ensina.

Assim, atos de heroísmo onde colocamos a própria vida em risco sem necessidade, a princípio não seriam mesmo aconselháveis. Porém, há casos extremos, quando a sobrevivência do grupo encontra-se em jogo, que o caminho do auto-sacrifício precisa ser tomado.

Observe que, na natureza, vemos atitudes deste tipo até entre os animais. A mãe, afim de proteger os filhotes, é capaz de brigar e de morrer por eles. Ou seja, o auto-sacrifício chega a ser uma atitude instintiva dos bichos em defesa da preservação da espécie ou do grupo como se todos os membros do bando fossem um.

Igualmente pode acontecer quando os homens estão vivendo em unidade, o que é muito comum nas tribos igualitaristas onde há um sentimento coletivista natural no homem nativo onde ele e o grupo são um.

Assim, eu entendo que pode haver casos excepcionais onde o auto-sacrifício se torne necessário. Dietrich Bonhoeffer, um dos caras que estimo muito na história do cristianismo, pregou e participou dos sofrimentos de Cristo numa situação onde talvez não haveria outra saída. Ou ele colaborava com Hitler. Ou ele fugia da Alemanha. Ou ele enfrentava o regime nazista.

Entendo que uma atitude destas, como foi a de Jesus Cristo, trata-se de uma consciência da vontade em que deve-se entregar uma vida pela Vida. Logo, Cristo foi o desejo consciente e aí consigo entender o filósofo Schopenhauer quando ele fala da "negação da vontade pela própria vontade".

De certo modo, isto tem um pouco a ver com o que pregavam os epicuristas que eram uma espécie de hedonistas. Para os epicuristas é coerente sacrificar um prazer menor em favor de um prazer maior. Por exemplo, deixo de satisfazer um desejo imediato que vai me trazer dores e sofrimentos para futuramente poder gozar de algo que será mais duradouro e sólido.

Contudo, não é a satisfação imediata de desejos, ou mesmo se for planejada, que trará cura para a mente humana. Mas é a consciência de que pertencemos ao todo, que somos partes de um coletivo e não indivíduos isolados donos de sua própria vontade.

Quando se crê em Deus, pode-se concluir que tudo está em Deus e que Deus está em tudo (não que tudo seja Deus como prega o panteísmo). Então, pode-se desta maneira orar com algum entendimento a parte do Pai Nosso que fala: "seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu".

Jesus deu o seu corpo pois cria que a Vida ele não perde porque é parte Dela. E tentando explicar a ressurreição na linguagem de hoje, o que posso dizer é que, após a morte, nossa energia permanece integrada aos cosmos, une-se ao todo e retorna a Deus. Só que já não mais se encontra restrita a um corpo físico que até então estava animado por tal fôlego. E isto que estou falando acima é puramente científico porque a Física já demonstrou que somos todos energia. Que até a matéria é também energia...

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Continuando...


Mas em cada época, o homem buscou entender o Mistério dentro de sua cosmovisão. Seja nos tempos da Torá mosaica, quando falava-se que Iahweh Elohim soprou nas narinas de Adam e este se tornou uma alma vivente (nefesh). Ou numa visão mitológica posterior quando passaram a imaginar uma comunidade celestial de seres com corpos e formas representados pelas coisas terrestres. Ou ainda na mitologia espírita de que existam cidades invisíveis de pessoas mortas em volta da atmosfera terrestre como no filme "Nosso Lar".

Mas de fato, Jesus tinha plena fé que vivia e viveria, o que lhe deu confiança para dar seu corpo e derramar seu sangue na cruz. E fez isto de maneira bem diferente dos sacrifícios de animais que existiam até então no judaísmo, os quais de maneira alguma poderiam expiar pecados, mas eram apenas figuras, representações...

Muitas das vezes os cristãos ortodoxos querem limitar a morte de Jesus a um sacrifício substitutivo como se tivesse ocorrido naquele momento da Cruz uma transferência de pecados para o Messias à semelhança do animal morto. Contudo, quem se limita a esta visão acaba não entendendo a amplitude da obra salvadora de Jesus.

Amiga, veja que aquela cruz era para os malfeitores e não para Jesus, o qual não tinha contra si nenhuma condenação. Ele não poderia pensar desta maneira?

"não tenho nada a ver com os problemas das pessoas que vivem neste mundo. Elas fazem mal e guerra uns aos outros. Elas se matam e destróem a si mesmas. Elas estão sempre em desconexão com a Vida. Então pra que eu vou me importar? Pra que vou dar enfrentamento ao problemas que aflige o cotidiano delas? Pra que vou me desgasar com as causas dessa gente já que eles mesmos são a causa do mal em que vivem?"

E Jesus podia muito bem ter dado as costas para tudo aquilo, ter saído de Jerusalém num disfarce qualquer, levado Maria Madalena pra cama, feito filhos nela, depois arrumado até uma amante como no filme dirigido por Martin Scorsese e morrer velho, amargurado com o mundo pelas asneiras do Homos demens e decepcionado consigo mesmo por ter deixado de contribuir com o melhor do seu potencial para transformar o mundo em sua volta.

Mas Jesus compreendia o sentido da Vida e mostrou com o seu exemplo que, se queremos ver o mundo redimido de seu pecado, precisamos ter a mesma disposição e o desapego de Jesus às necessidades do corpo físico, bem como sua coragem para enfrentarmos a nossa própria cruz.

Assim, penso que a humanidade não verá o tão aguardado e idealizado amanhecer messiânico, uma nova era de paz como sonhado pelo profeta Isaías, se ela não passar pela cruz de modo que cabe à Igreja voltar a fazer como fez Cristo. Até porque a nova era messiânica não será algo pronto e acabado, mas é algo que construímos.

Suponho, que a visão de Schopenhauer pode muito bem ter se baseado em reflexões dele sobre Cristo e os Evangelhos, embora sabe-se que o filósofo foi o responsável por introduzir o Budismo e o pensamento indiano na metafísica alemã. E daí a sua ideia sobre anulação da vontade relaciona-se com a experiência do "Nirvana", estado em que o homem alcançaria a única felicidade real e estável.

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Concluindo...


Contudo, a distinção entre os fenômenos e a coisa-em-si (noumenon) é uma ideia que Schopenhauer extraiu do pensamento de Kant. Segundo Kant, Noumenon não poderia ser objeto de conhecimento científico, conforme a metafísica clássica. E para Schopenhauer o mundo não é mais do que representações e Noumenon ele diz que é a Vontade.

Muitos fundamentalistas vêem o pecado como uma conduta que separa o homem de Deus e que trás condenação à morte e ao inferno. Pois bem. Tal entendimento é verdadeiro mas ao mesmo tempo é metafórico. E, se não for analisado de maneira também metafórica, corremos o risco de termos uma visão reduzida e restrita sobre o que é pecado e o lavar de pecados.

A Cruz é o maior ensinamento para que o homem vença o poder do pecado! É abrindo mão de seu egoísmo que o homem pode então ceder quanto aos seus interesses próprios e lutar até à morte pela transformação do mundo. Pois, quando você não está mais preso a si mesmo, nada te impede mais de fazer a vontade do Pai, de lutar pela verdadeira Vida da qual a nossa vida no corpo é apenas um fenômeno, uma representação.

É neste sentido, minha irmã, que o pensamento de Arthur Schopenhauer vem de encontro ao entendimento que tenho construído identificando-se com o sacrifício de Cristo. Pois não estou a falar da remoção de um pecado nos autos processuais do Fórum divino (representação muito ultrapassada e inconveniente). Estou falando do erro conflitual que tem nos levado a uma permanente desconexão e que nos impede de desfrutarmos a era messiânica idealizada pelos profetas.

Abraços.

Gilber†o Ângelo Begia†o disse...

anja gostei muito deste texto ali eu vejo uma anja com asas que não tem medo de voar e olha todos os lados e todas as possibilidades se você mudar alguma coisa hoje penso que cortará uma de suas asas rsrsrsr

Parabéns!

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