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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Por que nossas vidas são tão interessantes para outras pessoas? (By Bruna)


      

Independentes da existência das redes sociais, sempre existiram pessoas para se interessar pela vida alheia, para observar os outros e querem saber o que se passa tanto de ruim como de bom com os outros. Você nunca percebeu isso? Você nunca pensou em qual seria o motivador do interesse por pessoas, que às vezes, os curiosos nunca as viram pessoalmente?
Antes de tudo, precisamos entender o porquê dessas pessoas terem tanto interesse pelo que se passa fora de suas vidas. Não seria um escape para não terem que enxergar o que não está bom em suas vidas? Não seria um desgaste muito grande ocasionado por suas escolhas que nem sempre as levaram a se sentirem plenos e melhores consigo mesmas?
Claro que é uma atitude normal termos ídolos – pessoas com as quais nos identificamos e até encontramos nelas algumas características nossas, mas não seria demais não se interessar por suas próprias vidas em prol de espiar a vida dos outros?
Há pessoas que até adoram se sentirem expostas e acham até que quanto mais expostas, melhor para si mesmo, enquanto outras preferem a discrição como um modo de terem paz e seguirem com suas vidas, sem se preocupar com os olhares atentos de terceiros.
Mas, enfim, o que tem de tão interessante em observar a vida alheia? Ter assunto para conversar? Estar atualizado sobre o mundo das fofocas e intrigas? Por que temos momentos em que somos mais curiosos sobre o outro do que em algumas circunstâncias de nossas vidas?
Por que não estamos tão atrelados aos nossos compromissos, aos nossos próprios desafios diários que há sempre uma sobra de tempo para descobrirmos algo sobre uma pessoa que a consideramos interessante?
O ser humano, desde sua origem, sempre buscou comparações entre os mesmos de sua espécie, entre os sexos diferentes e assim, construiu para si parâmetros sobre o que é belo e o que é feio, do que é certo e o que é errado. Isto nós continuamos a fazer na atualidade, analisando a maneira como os outros se colocam, se mostram e pensam sobre os mesmos fatos que vivenciam.
Também não podemos nos esquecer do comportamento de fuga que podemos gerar, julgando as escolhas dos outros para não encararmos de fato o que escolhemos ou deixamos de escolher para nós mesmos. Isto ocorre porque no nosso íntimo, ainda acreditamos que temos a capacidade de olhar mais facilmente para os erros dos outros e repará-los do que enxergar o que não nos agrada em nossas vidas.
Enquanto acharmos que a solução de nossos problemas é respeitar a receita vivida por outros que deram certo na vida deles, vamos manter esse olhar, esse pensamento na vida alheia, mas nunca vamos descobrir o nosso próprio caminho, o que realmente pode nos dar satisfação e plenitude.
Não podemos projetar na vida dos outros o que não conseguimos ou nem mesmo tentamos ter ou ser para nos realizar. É preciso cada um de nós entender que precisamos ter uma análise profunda sobre nós, sobre o que cria em nós nossas vontades para que, a partir deste ponto, seja traçado o que de fato queremos alcançar.
Se você neste momento está dando mais importância à vida dos outros que à sua, busque uma reflexão sobre o que causa esse comportamento em você, de repente do que você quer fugir e não quer enxergar em sua própria vida. Busque aceitar melhor o que passou, descubra o que tem de maravilhoso em ser você mesmo e em tomar as rédeas de sua própria vida.


Bruna Rafaelle

Um comentário:

Renata Valente disse...

Amei seu comentario, o irmão, olhou mesmo rsrsrs que curioso, mas você é o máximo amiga, sou sua fã. beijos linda.

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