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sábado, 21 de janeiro de 2012

"Se Deus existe realmente então tudo é permitido"




Bom, estou postando este texto de Noreda Somu, esperando ter aqui no blog uma acalorada discussão quanto a este assunto. Para que também sirva-me de introdução para um texto (ou uma releitura) que estou preparando com o título "Deus está morto". Quero deixar claro aos meus leitores que de forma alguma eu descri de Deus ou tornei-me ateia, e  muito menos meu esposo, mas eu e ele revemos alguns de nossos conceitos expandindo nossa visão para além do deus (ou deuses) que a igreja crê. Quero estar compartilhando com vocês (e já tenho compartilhado, assim como meu esposo também), o quanto minha visão de Deus e meu credo mudou e tem mudado nestes dois últimos anos. Quem acompanha meu trabalho desde o início com certeza já percebeu isto. Não atrevo-me a dizer que sou a dona da verdade e que minha interpretação está certa pois a ideia de uma hermenêutica correta é falha porque despreza a subjetividade de quem interpreta.
Este é um texto forte, com palavras fortes e que não recomendo a qualquer um, mas gostaria que todos lessem e deixassem sua opinião para poder-mos debater. Façam uma boa leitura e seja bem vindo a meu  mundo...


Anja_Arcanja


Desde muito tempo acredita-se que o homem necessita de algo que delimite suas pulsões perversas, talvez seja por isso que algum sábio do passado resolveu criar um Deus que punisse o mal praticado. Já escreveram que se Deus não existe, e a alma é mortal, logo, tudo nos é permitido, mas eu discordo desta afirmação e explico-me:

No passado Deus era vingativo, intolerante com a impiedade, egocêntrico, todo poderoso e protetor dos seus filhos. Mas como tudo evolui, não poderia ser diferente com Ele. Atualmente Deus veste uma nova roupagem. Hoje está muito mais fácil ser Deus, afinal, se algo de muito bom acontece, logo agradecemos a Deus, mas, se uma tragédia ocorre, culparemos ao Diabo ou, na melhor das hipóteses, ao próprio homem.

Deus teria um bom motivo para permitir o mal? Há um propósito para que uma criança seja morta por um estuprador, ou até mesmo seja atropelada por um carro, por mero descuido do adulto que não segurou a mãozinha dela? Será que Ele permite que um louco lance ácido sulfúrico no rosto de uma mulher linda porque ela não quis casar-se com ele? Ou, será que Ele irá condená-la se a justiça dos homens autorizá-la a fazer o mesmo com o indivíduo? Ora, é claro que Deus está vendo tudo isso.

O homem é totalmente responsável pelos seus atos, é o que todos dizem, mas quando este homem “livre” opta por não acreditar em Deus, receberá um castigo maior do que o merecido. Será mandado para o inferno onde sua alma viverá para sempre em sofrimento, sem chance de arrependimento. Então chego a uma conclusão trágica:

Realmente Deus existe (estou sendo irônico), e permite (por total incapacidade de impedir o homem livre de fazer o mal) que a humanidade se destrua. Ele fica lá no céu, de bermudão e havaianas, com um coco gelado numa das mãos e o controle remoto da sua tevê por assinatura de seis bilhões de canais na outra, zapeando de um para outro, assistindo apático cada um de seus filhos arquitetarem os mais hediondos crimes contra seus irmãos. Vez ou outra ele se detêm em um canal em particular, onde um pastor filho da puta está enchendo sua bola.

Fica então a pergunta:

Para que eu preciso de um Deus assim? Como pode uma pessoa acreditar que este Deus seja bom, quando sua vida está uma desgraça só? Como pode um irresponsável dizer para uma mãe enlutada, que Deus levou sua criança para morar no céu, e que o fato de ela ter sido estuprada antes de morrer foi permissão de Divina? Quem em sã consciência pode dizer que existe um Deus, ao mesmo tempo em que um louco resolve fazer uma limpeza étnica e tira a vida de seis milhões de seres humanos? Seria Deus o maior de todos os “voyeures”?

Dostoyevsky deveria ter escrito o seguinte: “ Deus existindo ou não, tanto faz, o homem pode fazer o que quiser de sua vida e da vida do outro”. Portanto, pouco me importa se existe a possibilidade de existir um criador. Vivo minha vida sem ele, encaro a morte como um processo orgânico e culpo apenas o homem pelo mal que nos assola. Este é o meu jeito de absolver Deus de todas as acusações feitas por ateus decepcionados com a religião e conseqüentemente com Deus.

Noreda Somu Tossan

34 comentários:

Roberto Anjos Freitas disse...

Seja feita vossa vontade assim na Terra como nos céus..., a questão é nossa visão do bem e do mal, o que é realmente mal e que é realmente bom. O que é pecado, e o que achamos que é pecado. Sinto seu cuidar até na hora da morte, questionar aquilo que não conhecemos plenamente, fica ente a certeza e a dúvida.

Roberto disse...

Eu entendo o sentimento do texto mas ainda assim acredito que Deus seja bom.

Há coisas maiores que Deus vê e a gente não e por isso ele acaba fazendo ou deixando acontecer coisas que aos nossos olhos ele não deveria deixar acontecer.

O livro A Cabana pode ajudar a começar a entender isso.

Gê! disse...

Acredito que Deus tenha sido umna das maiores, e melhores criações do homem, pois, foi através dela que se conseguiu o controle e a obediência da massa, do povão!

Essa conversa de querer 'DEITIFICAR", qualquer resposta que se dê à criação da vida, é phoda!

Entendo-nos como energia vinda do espaço e que, junto com toda a sorte de poeira cósmica, aliada as condições do planeta, surgimos em matéria; acredito na possibilidade da existência de mundos paralelos que, mais evoluídos, de certa forma, não sei como, influênciaram na nossa evolução, haja vista o Egito antigo; os Maias, entre outros perdidos, mas, dar como autoria de tudo isso a Deus, acho muita sacanagem, até por causa do que apresenta o texto acima, que tem muito a ver com os meus pensamentos e reflexões.

O inferno tornou-se real, nas mãos dos poderosos da Igreja Católica que, pegaram o coitado do Pan, Deus grego dos pastores e rebanhos e, o renominaram como Diabo, esquendo-se de todo o seu passado virtuoso, tudo por causa da sua aparência....Cambada de preconceituosos!

Quanto a mim, vivo muito bem, sem a necessidade de ajoelhar, rezar, ou pedir perdão. Sou o senhor do meu destino!

Gê!® (VORIB)جنيلدو

Anja_Arcanja disse...

Roberto, mas o que realmente é mal e o que realmente é bom? Como explicar a existencia deste deus para um pai que teve a filha de apenas dez anos estuprada e morta e depois queimada por um pastor evangélico? vide link: http://sargentoanderson.multiply.com/journal/item/382/382

Como explicar a ele que "foi a vontade de deus?

Eis a questão... "Não cai nenhuma folha seuqer se não for da vontade de Deus"... será?

Anja

Anja_Arcanja disse...

Roberto Soares, Grata pro seu comentário.

Se deus é bom, coimo pode então acontecer tantas coisas? será que ele está mesmo no controle de tudo?

se a resposta for sim, como entender "tamanho gesto de bondade" como no link que postei no comentário acima?

Anja

Roberto Anjos Freitas disse...

Quando se lê que Um tsunami destruiu e matou milhares de pessoas, é facil a fé se tornar fria já que pregamos que o Eterno é Amor. Explicar para um pai que Deus é amor depois do que aconteceu, impossível. Agora pergunto aonde esta em toda escritura o texto que diz que Ele precisa provar sua existência, aonde esse pai errou para seu presente ser tirado dessa forma tão brutal. Nós desenhamos "Um super heroi" esquecemos que o Eterno sempre existiu, e que o ser humano vive por sua permissão. Somos nada. Perante sua Grandeza.

Anja_Arcanja disse...

Roberto Anjos, Sempre é bom ter voce aqui em meu blog...

Talvez não tenha ficado claro a mensagem que quero passar. Quero entender o "deus dos evangélicos"... o deus que favorece a uns por serem dizimistas, outros por fazerem campanhas de oração... Quero entender como deus pode "passar no vestibular um candidato evangélico e um que não é tem que se esforçar para passar por "seus próprios méritos", se nada acontece se não for da vontade de Deus(sic), como é isto? Como pode Deus ser tão ególatra que quer ser louvado o tempo todo, mesmo duiante de horríveis acontecimentos que nos abala e faz=-nos ter vontade de amaldiçoa-lo e morrer! Que Deus é este que não se importa com seus filhos e despeja-lhes toda especie d e3praga e tragédias e diz-nos amar?[sic]

Onde está e quem é deus?

Anja

Anja_Arcanja disse...

Gê, grata por sua ressonancia.

Mas seria mesmo deus apenas um invenção humana? E se não for? E seu depois, no além, vier o paraíso para os seu filhos e para os ateus a parte mais desprezível do inferno?

E se deus de fato não existir e nada acontecer depois de nossa morte?

E... se nada vier depois?
Quem é e onde está Deus?

Anja



Anja

Claudio Nascimento disse...

Porque Deus existe?
Porque até em seminários de Ufologia, e no meio Ufológico dizem que os Et's também acreditam numa forção maior, porem não tem nenhuma religião.
Para qualquer ideologia ou filosofia que se voltar, tem um ramo que diz que Deus não exite e outro dizendo que sim.
O Diabo e o inferno foi uma tentativa de cobrir os erros do antigo testamento e outras maldades em um mundo totalmente no controle de Deus, fazendo a mentalidade Cristã imaginar varias tolices, tanto que ainda hoje na internet circula um vídeo que tem um texto o qual os cristãos atribuem ao Diabo, logo logo eles mesmo vão acreditar que isso é verdade, se já não acreditam.
A morte e todas as coisas ruins são coisas naturais do nosso mundo, são forças que precisam ser contidas pelo próprio homem, culpar a Deus pelos nosso próprios erros é meramente uma forma de tirar o nosso corpo fora, ainda mais se formos ateus, e mesmo culpar a religião é tolice por que existem países sem religião onde o Estado produz os mesmos padrões adotados pela religião.

Anônimo disse...

Pois é, assim como são as pessoas, são as criaturas. E, nessa qualidade, algumas coisas começam a se formar em meu juízo, ou na falta dele.
Dentre umas e outras, abandonar a necessidade humana de racionalizar um deus-criatura, qualquer que seja seu nome e número. Esses são os deuses que muitos dizem saber o que pensam, o que querem. São os deuses que alguém tem a arrogância de querer explicar e, convencidos de suas próprias explicações, neles são capazes de julgar seus atos humanos.
Esses deuses, se permitem ou deixam de permitir, não me interessa muito.
Mas acredito em Deus, sim. Tenho confiança nele, agarro sua mão estendida na minha insanidade de apoiar-me numa mão que vive na minha mente. Tenho confiança nele, a ponto de loucura de contar meus segredos, anseios, frustrações, pedir conselhos a ouvidos que vivem em meu imaginário.
Esse Deus, baseado somente na confiança de que existe como meu criador e de quem faço parte em natureza distinta mas que serei reintegrado a dele em curto espaço de tempo, só existe na ilogicidade da fé. E, na demência sob parâmetros humanos, sinto-o real e manifesto
Eu sequer consigo explicar a mim mesmo. Como pretender explicar esse Deus que creio, seus atos, suas permissões? Que relevância concreta há nisso, quando conceitos como bem e mal, bom e mau são absolutamente relativos?
Não. Em meus bate-papos com Ele, pretendo somente que me seja permitido uma coisa. O exercício do amor na permanência de minha confiança nEle. Como instrumento de sua vontade, não me interessa como se desdobre e se reflita. Se ocorre, há um propósito para isso e não me interessa definir ou explicar qual é, pois está além de meu alcance. Essa é a minha confiança.
O resto, bem é assunto para religiosos, o que decididamente não sou. Livre arbítrio x determinismo, naturezas naturante e naturada, conhecimentos intuitivos x demonstrativos e qualidades primárias e secundárias, tudo isso faz parte do ambiente maniqueísta de quem pretende explicar deus e o diabo na terra do sol.
E aqui, chove agora. Tempo nublado.
(FregaJr)

Frann disse...

Lembro-me muito bem de uma frase que muitos crentes irmãos, menos de convicção e muitos menos de religião, dizem engalanados de soberba: TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE. Como?

Pra satisfazer as necessidades da carne não é, pois a carne está ligada a nossa própria natureza, que quando não é vencida se torna um poderoso gigante contra o Espírito. “Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne; e estes opõem-se um ao outro; para que não façais o que quereis.” (Gl 5.17). Como?

Sei lá, o certo é que o EGO jamais vai compreender as coisas do espírito. Como?

Reprimir não pode. Penso que a melhor forma de saber ou discernir tá na compreensão, somente isso. Como?

Digamos que temos uma força interior muito mais avassaladora aque a fé, que Aleister Crowley chamada de VONTADE. Acho que é por ai.

Voz do povo disse...

Só lhe digo uma coisa, o mal provém do coração do homem e de seus maus desejos, corrupção e nada tem haver com Deus, um dia todos irão pagar pelos seus atos, quem planta colhe, pode ter certeza, mas Deus existe e está nos lugares imagináveis.

Roberto Anjos Freitas disse...

Fico muito honrado em poder contribuir com seu blog, minha visão é a seguinte: achamos que o Eterno nos serve. há um erro, pois em vez de liberdade adquirimos prisão, pois se coisas ruins acontece conosco achamos que o Eterno nos abandonou, Ele é justo o Messias deixa claro em seu sermão e dá enfase quando diz Ele faz chover sobre justos e injustos, esse deus que pregam é o inverso da imagem que Ele passa. Simplesmente não tem base teológica para esse deus, O deus dos evangélicos são suas próprias vontades como pode ser obra de deus comprar um som num valor de 10 mil reais e o irmão sem dinheiro para comprar remédio para sua doença. O verdadeiro Pai nosso que esta nos céus existe.

Frann disse...

"Só lhe digo uma coisa, o mal provém do coração do homem e de seus maus desejos, corrupção e nada tem haver com Deus, um dia todos irão pagar pelos seus atos, quem planta colhe, pode ter certeza, mas Deus existe e está nos lugares imagináveis"

Isso pode se concretizar em um reducionismo.
Acho que o maior problema de um indivíduo qualquer é pensar que não vai ser tentado. Ora, a tentação é boa, pois tão ação resulta em indivíduos melhores, porém o maior problema decorre justamente da não capacidade de inferir um aprendizado com a tentação. Sim somos a todo momento tentados. "O desejo é a nossa força motriz, é aquilo que nos impele em todos os sentidos; é como se fosse o vento para um barco à vela, ou o combustível para a máquina. Não 'funcionamos' sem o desejo". Entende. Vc vai ter que discenir ou pelo bem ou pelo mal, de qualquer forma vai ficar alguma coisa na consciência.
Agora, há uma barreira, muitos não sabem discenir. Culpam o diabo, os outros, o governo, o quem quer que seja, mas jamais vai acusar a sim mesmo.
Ex. O ministro Fernando BeZerra, da Integração Nacional, jura, com unhas e dentes que não cometeu delito nenhum e ainda di que suas ações foram aprovadas pela presidente Dilma. Veja, ele não conseguir achar erro, maldade, nem em seu coração nem nas suas ações, conclui-se que ele não tinha consciência do bem e do mal. Ele vai aprender com seus erros? Nunca, ele se acha um santo.

Anônimo disse...

Realmente estas são questões difíceis e os questionamentos não são novos.

Aqui se encontra basicamente O PROBLEMA DO SOFRIMENTO.

Isso tudo também me inquieta muito mas acredito que para entendermos melhor devemos deixar o nosso lado emocional de lado e usar mais a razão. Não me entendam mal.

Primeramente devemos entender que temos uma natureza diferente de Deus e por isso não entendemos tudo que ele permitiu ou criou. Li um livro a pouco tempo no qual consta uma analogia interessante.

Imagine um urso em uma armadilha e um caçador que movido por uma simpatia quer libertá-lo. Tenta conquiestar a confiança do urso em vão e percebe que será muito perigoso simplesmente abrir a armadilha, logo percebe que terá que dar um tiro de tranquilizante no urso. O urso então pensa que aquilo é um ataque e que o caçador deseja matá-lo não entendendo que isso está sendo feito por compaixão. Chega a conclusão incorreta porque não é um ser humano.

Se isso pode contecer com um urso e um humano porque não com nós humanos e DEus?

Outro dos vários argumentos que tentam entender a questão do sofrimento é que o mal pode ser uma evidência a favor de Deus. É isso mesmo. Lembre-se que deixei o lado emocional de lado (não sou um monstro...rs)

Se uma pessoa reagi com indignação ao sofrimento isso pressupõe que realmente existe um diferença entre o bem e o mal. Se usamos o padrão do bem para julgar o mal - dizendo acertadamente que esse horrível sofrimento não é o que deveria ser - siginifica que temos uma noção do que deve ser, que essa noção corresponde a algo real, e que existe, portanto , a realidade chamada bem supremo. Se deus não existe, onde nós encontramos o padrão de bondade pelo qual julgamos o mal como mal?

...

Claudio Nascimento disse...

Eu acho que essa conversa de que não podemos compreender a Deus por mais explicações que existam é um argumento muito bom para Agnósticos e Crentes religiosos de todas as crenças, porque é por essa premissa que, quando se questiona a evidencia de Deus é esse argumento que se utiliza quando todos os outros falham.
Eu posso entender o Deus Judaico-cristão sim desde que não me valha das Exegeses Cristãs, que estão sempre em metamorfose.
Porem se eu analisar esta com base em todo conhecimento conhecido principalmente a Antropologia poderei constatar que há tradições mais antigas e ocultas que podem indicar qual a realidade das religiões.
Faz necessário a analise de todos os mitos para se chegar a um denominador comum.
A morte por exemplo não é encarada da mesma forma em todas as religiões, para os egípcios o homem reencarnava, até chegar a um estado elevado, mas a questão da divindade reside exatamente na questão se essa realidade em que vivemos é a realidade ultima ou se após a morte podemos viver em outras dimensões, porque havendo Deus ou não, e a vida é somente aqui, então não interessa o que eu faço ou deixo de fazer...

Anja_Arcanja disse...

Francisco, querido amigo, fico feliz por poder contar com vc abrilhanto meu blog com seus comentários.

Bom, como voce citou Aleister Crowley , vou citar Spinoza e quero deixar esta incógnita para voce pois, segundo Spinoza não existe vontade!

"VONTADE E LIBERDADE EM SPINOZA - NÃO EXISTE ESCOLHA SOMENTE DESEJO

Spinoza nega que haja "faculdades" na mente, ou entidades tais como intelecto ou vontade, muito menos imaginação ou memória. A mente consiste das próprias idéias em seu processo e associação. Intelecto é meramente um termo para uma série de idéias; e vontade um termo para uma série de ações ou volições. A vontade é primeiramente pensamento de um curso de ações a ser seguido e, quando não há fatores contrários, a ação em questão inevitavelmente se segue. A ilusão de uma determinada escolha surge da ignorância do indivíduo das causas precedentes do pensamento e da ação. Assim, "vontade e intelecto são uma só e a mesma coisa"; pois uma volição é apenas uma idéia que, pela riqueza de associações (ou talvez pela ausência de idéias rivais), permaneceu tempo suficiente no consciente para passar à ação. Cada idéia transforma-se em ação a menos que seja sustada na transição por uma idéia diferente; a idéia é, ela própria, o primeiro estágio de um processo orgânico unificado do qual a ação externa é o desfecho.

O que é freqüentemente chamado vontade, como força compulsiva, deveria ser chamado desejo: é um apetite ou instinto do qual temos consciência. "Os homens pensam que são livres, porque têm consciência de suas volições e desejos, mas ignoram as causas pelas quais são levados a querer ou a desejar." Cada instinto é um artifício desenvolvido pela natureza para preservar o indivíduo. Por trás dos instintos está o esforço variado e vago de auto-observação (conatus sese preservandi). Spinoza vê isso em todas as atividades humanas e mesmo infra-humanas, como sua motivação básica. "Todas as coisas, quanto delas depende, esforçam-se em persistir em suas próprias naturezas; e o esforço com o qual uma coisa procura persistir em seu próprio ser, nada mais é do que a verdadeira essência daquela coisa." O prazer e a dor são a satisfação ou a repressão de um instinto; não são as causas de nossos desejos, mas seus resultados; não desejamos as coisas porque elas nos dão prazer; mas elas nos dão prazer porque as desejamos; e nós as desejamos porque temos que desejá-las. Conseqüentemente não existe vontade livre; as necessidades da sobrevivência determinam o instinto, o instinto determina o desejo e o desejo determina o pensamento (a idéia de vontade) e a ação. "As decisões da mente são apenas desejos que variam conforme as disposições". "Na mente não existe uma vontade absoluta ou livre; a mente é levada a querer isto ou aquilo por uma causa, que por sua vez, é determinada por outra causa, e esta por outra e assim por diante, até o infinito".

Bjux...
Anja

rodrigo disse...

O texto é tosco, pueril, limitado e ignóbil... em suma:"imperitus".

Anja_Arcanja disse...

Bem meus amigos, devido aos vários comments que estão entrando e infelizmente, alguns não poderei publicar por serem anônimos (ressalvo que abro exceções, esta é minha casa e mando eu!), e alguns de caráter ofensivos. Bom, vou postar um trecho de uma entrevista da filha de Billy Graham para apimentar mais ainda a discussão ok? vai no próximo comment

Bjux

Anja

Anja_Arcanja disse...

OLHEM ESTA E RESPONDAM: o pequeno treco da entrevista e o que o gentil cavalheiro "crente" fala.
(Frega, Frann, Claudio, Roberto, Gê...)


Entrevista com a filha de Billy Graham

A filha de Billy Graham estava sendo entrevistada no Early Show e Jane Clayson perguntou a ela:

"Como é que DEUS teria permitido algo horroroso assim acontecer nos EUA, dia 11 de setembro?

Anne Graham deu uma resposta extremamente profunda e sábia.

Ela disse: "Eu creio que DEUS ficou profundamente triste com o que aconteceu, tanto quanto nós. Por muitos anos nós
temos dito para DEUS não interferir em nossas escolhas, sair do nosso governo e sair de nossas vidas.


Sendo um cavalheiro como DEUS é, eu creio que Ele calmamente nos deixou. Como poderemos esperar que DEUS
nos dê a Sua bênção e Sua proteção se nós exigimos que Ele não se envolva mais conosco?"

À vista dos acontecimentos recentes.... ataque dos terroristas, tiroteio nas escolas, etc. Eu creio que tudo começou desde
que Madeline Murray O'' Hare (que foi assassinada e seu corpo encontrado recentemente), se queixou de que era
impróprio se fazer oração nas escolas americanas como se fazia tradicionalmente, e nós concordamos com a sua opinião.

Depois disso, alguém disse que seria melhor também não ler mais a Bíblia nas escolas... A Bíblia que nos ensina que
não devemos matar, não devemos roubar, e devemos amar o nosso próximo como a nós mesmos.
E nós concordamos.

Logo depois, o Dr. Benjamin Spock disse que não deveríamos bater em nossos filhos quando eles se comportassem mal,
porque suas personalidades em formação ficariam distorcidas e poderíamos prejudicar sua auto-estima. (O filho do Dr.
Spock cometeu suicídio) E nós dissemos: "um perito nesse assunto deve saber o que está falando", e então
concordamos com ele.
Depois alguém disse que os professores e os diretores das escolas não deveriam disciplinar os nossos filhos quando
eles se comportassem mal. Os administradores escolares então decidiram que nenhum professor em suas escolas
deveria tocar em um aluno quando se comportasse mal, porque não queriam publicidade negativa, e não queriam ser
processados. (Há uma grande diferença entre disciplinar e tocar, bater, dar socos, humilhar e chutar,etc.). E nós
concordamos com tudo.
Aí alguém sugeriu que deveríamos deixar que nossas filhas fizessem aborto, se elas assim o quisessem, e que nem
precisariam contar aos pais. E nós aceitamos essa sugestão sem ao menos questioná-la.
Em seguida algum membro da mesa administrativa escolar muito sabido disse que, como rapazes serão sempre
rapazes, e que como homens iriam acabar fazendo o inevitável, que então deveríamos dar aos nossos filhos tantas
camisinhas quantas eles quisessem, para que eles pudessem se divertir à vontade, e que nem precisaríamos dizer aos
seus pais que eles as tivessem obtido na escola. E nós dissemos, "está bem".

Depois alguns dos nossos oficiais eleitos mais importantes disseram que não teria importância alguma o que nós
fizéssemos em nossa privacidade, desde que estivéssemos cumprindo com os nossos deveres. Concordando com
eles, dissemos que para nós não faria qualquer diferença o que uma pessoa fizesse em particular, incluindo o nosso
Presidente da República, desde que o nosso emprego fosse mantido e a nossa economia ficasse equilibrada.
Então alguém sugeriu que imprimíssemos revistas com fotografias de mulheres nuas, e disséssemos que isto é uma
coisa sadia, e uma apreciação natural da beleza do corpo feminino. E nós também concordamos. Depois uma outra
pessoa levou isto um passo mais adiante e publicou fotos de crianças nuas e foi mais além ainda, colocando-as à
disposição na Internet. E nós dissemos, "está bem, isto é democracia, e eles têm direito de ter a
liberdade de se expressar e fazer isso".

Cont...

Anja_Arcanja disse...

Continuação

A indústria de entretenimento então disse: "Vamos fazer shows de TV e filmes que promovam profanação, violência e
sexo ilícito. Vamos gravar música que estimule o estupro, sexo, drogas, assassínio, suicídio e temas satânicos." E nós dissemos: "Isto é apenas diversão, e não produz qualquer efeito prejudicial.
Ninguém leva isso a sério mesmo, então que façam isso!"
Agora nós estamos nos perguntando por que nossos filhos não têm consciência, e por que não sabem distinguir entre o
bem e o mal, o certo e o errado, porque não lhes incomoda matar pessoas estranhas ou seus próprios colegas de classe
ou a si próprios...

Provavelmente, se nós analisarmos tudo isto seriamente, iremos facilmente compreender: Nós colhemos exatamente
aquilo que semeamos!
Uma menina escreveu um bilhetinho para DEUS, dizendo: "Senhor, por que não salvaste aquela criança na escola?"

A resposta Dele seria: "Querida criança, não me deixam entrar nas escolas!" Do Seu DEUS.

É triste como as pessoas simplesmente culpam DEUS e não entendem por que o mundo está indo a passos largos para
o inferno. É triste como cremos em tudo que os jornais e a TV dizem, mas duvidamos do que a Bíblia nos diz.

É triste como todo o mundo quer ir para o céu, desde que não precise crer, nem pensar ou dizer qualquer coisa que a
Bíblia ensina.

É triste como alguém diz: "Eu creio em DEUS", mas ainda assim segue a Satanás, que por sinal, também "crê" em
DEUS.

É engraçado como somos rápidos para julgar mas não queremos ser julgados!"

Anja_Arcanja disse...

E agora meus amados? como ficamos diante desta questão?

SERÁ ENTÃO QUE A CULPA POR DEUS NÃO "ATUAR" É NOSSA?

Reflitam e respondam...

Bjux...

Anja

Anja_Arcanja disse...

Rodrigo meu querido, publiquei seu comentário só pra dar uma gargalhada! Em nada sua crítica acrescentou além de nos fazer rir. E percebo que não é o texto que é tosco, pueril, limitado e ignóbil... e sim voce! Em suma: Indocte!

Liberte-se!!!kkkkk

Anja

Anja_Arcanja disse...

Em tempo: o comentário do gentil cavalheiro "crente" Rodrigo saiu antes do meu comentário.

JPSilveira disse...

Deus é a mais terrível invenção humana.

Tudo aquilo que o homem não consegue explicar, seja pela razão, seja pela fé, atribui a "uma força superior". Superior a que? Só se for a estupidez humana.

A fé funciona e realiza, mas não porque ela enseja uma ajudinha de deus... funciona porque nos coloca em sintonia com nossos próprios desejos, o que potencializa nossa força, confiança e determinação.

Não sou louco de minimizar, por outro lado, o proveito que as religiões podem ter causado à humanidade, mesmo com todas as injustiças de que também foram capazes. Foram o jeito que encontramos de domar a besta fera que nos habita.

Mas deus, decididamente, não cabe em qualquer concepção lógica... e lógica como é o kaos do universo.

E apenas para brincar um pouco com tudo isso, lembro de como as próprias religiões, de forma consciente ou não, mataram a charada mas não a trouxeram para sua vida consciente: deus é.

Ora, se deus é, não foi criado, nem criatura, pois sempre existiu... e, fica fácil daí também se depreender que nada foi criado. O que se entende por criação nada mais são que os processos e leis do acaso, do kaos, construindo as infinitas possibilidades da existência.

Se vivemos num universo (um lado apenas, ou melhor, um todo que não tem lado) tudo já estava aqui desde sempre e o máximo que se pode fazer com essas peças do quebra-cabeça foi juntá-las e rejuntá-las variando a forma e a possibilidade da criação... portanto, nada criado.

Mas, como precisamos do "colinho" do "Pai" para aplacar nossa mágoa pelas injustiças, ou seja, por aquilo que aos nossos olhos soam como injustiça, inventamos um deus que, em algum futuro, possa nos compensar pela falta de sentido que a injustiça causa.

Assim, se não decidi ou fiz a melhor escolha, e colhi assim o fruto de minhas escolhas, posso esperar um "segundo tempo" que compense minhas irreparáveis perdas. É compreensível, sob o ponto de vista humanamente psicológico...

Claudio Nascimento disse...

A resposta da Srta Graham foi inteligente, mas não foi suficiente.
Ela apenas exaltou a religião.
Porque do atentado de 11/09?
Primeiro porque os EUA com suas sanções fizeram dos Países Árabes, um lugar pobre se considerar suas fontes de Riqueza, atraindo para si o ódio dos árabes.
Para os árabes isso é uma disputa religiosas entre Evangélicos( Batistas, presbiterianas, Calvinistas, Protestante e todas as vertentes) e Islâmicos.
Para os Islâmicos os Evangélicos são na verdade satanistas, e chamam os EUA de Grande Satã ou Grande Prostituta.
Madalyn Murray O'Hair foi sequestrada e em vez de ser investigado seu desaparecimento disseram que ela fugiu com o Dinheiro da associação, se tivesse sido investigado talvez estaria viva até hoje, talvez não foi investigado por ser a mulher mais odiada da América(por ser ateia), depois que encontraram o corpo e que o assassino confessou os cristãos disseram que foi a "Mão de Deus" por que ninguém poderia parar o poder da Oração, Não sei de que Deus. Se o Deus que perdoa os seus inimigos morrendo na Cruz, ou o Deus que diz "Todas essas coisas te darei se prostrado me Adorares".

Claudio Nascimento disse...

Continuação...

Antes das orações saírem das escolas, já haviam históricos de violência com armas nas escolas desde 1800, e não poucos casos mas vários:História de tiroteios em escolas nos Estados Unidos

1700
A mais antiga conhecida dos Estados Unidos fotografar a acontecer na propriedade da escola foi o massacre da Pontiac escola Rebelião em 26 de julho de 1764, onde quatro Lenape American Indian entrou na escola perto da atual Greencastle , Pensilvânia, atirou e matou professor Enoque Brown, e matou nove ou dez crianças (relatórios variar). Apenas três crianças sobreviveram.
1800
• 02 de novembro de 1853 Louisville, Kentucky Um estudante, Matthew Ward, comprou uma pistola de auto-armar na parte da manhã, ia para a escola e matou Schoolmaster Mr. Butler para punir excessivamente seu irmão no dia anterior. Mesmo que ele atirou a queima-roupa Schoolmaster na frente de seus colegas, ele foi absolvido.

Um 30 de abril de 1866 editorial no New York Times manifestou-se contra os estudantes que carregam pistolas, citando "... pistolas sendo descartados no chão, bolas ou ser explodido de forma muito inconveniente. Um menino de 12 tem suas calças feita com uma pistola de bolso , e isso em um internato cheio de meninos, que, supomos, fazer ou querer fazer a mesma coisa Aconselhamos os pais a olhar para ele, e saber se fotografar é ser uma parte do curso escolar que pode. ser praticado em seus rapazes; ou então aconselhá-los a ver que os seus próprios rapazes estão devidamente armados com as mais aprovadas e mortal-pistola, e que pode haver uma chance igual, pelo menos, de sua fotografia a partir de ser baleado ".

Claudio Nascimento disse...

Continua...
• 8 de junho de 1867 New York City Na Escola Pública n º 18, um rapaz de 13 anos levou uma pistola carregada e nivelado, sem o conhecimento de seus pais ou na escola-professores, e atirou e feriu um colega de classe.
• 22 de dezembro de 1868 Chattanooga, Tennessee Um menino que se recusou a ser chicoteado e deixou a escola, voltou com seu irmão e um amigo, no dia seguinte para se vingar de seu mestre. Não encontrando o professor na escola, eles continuaram a sua casa, onde um tiroteio tocou para fora, deixando três mortos. Apenas o irmão sobreviveu.
• 09 de março de 1873 Salisbury, Maryland Depois da escola como Miss Shockley estava caminhando com quatro filhos pequenos, ela foi abordada por um Hall Sr. e tiro. O Schoolmaster correu para fora, mas ela estava morta instantaneamente. Salão jogou-se sob um trem naquela noite.
• 24 de maio de 1879 Lancaster, New York como o carro carregado com estudantes do sexo feminino estava saindo dos estábulos da escola, Frank Shugart um operador de telégrafo baleado e gravemente ferido Mr. Carr, Superintendente dos estábulos.
• 06 de marco de 1884 Boston, Massachusetts Quando a notícia de Jesse James atingiu a costa leste, garotos passaram a atuar da mesma maneira. Um artigo do New York Times diz: "Outra" Jesse James "Gang -" Word foi levado para a Delegacia de Polícia Quinta à noite que um número de meninos estavam usando a rua Concord-School-casa por algum motivo desconhecido, e um posse de funcionários foi enviado para investigar. A quadrilha espalhados na abordagem da polícia, e em seu vôo em desenhou um revólver e disparou contra Diretor de Rowan, sem efeito, no entanto. William Nangle, 14 anos, e Sidney Duncan, de 12 anos, foram capturados, mas os outros cinco ou seis escaparam, entre eles aquele que quem fez os disparos. Os meninos se recusou a revelar o objeto de sua reunião, mas acredita-se que um outro "Jesse James" organização foi quebrado ". [
• 15 de março de 1884 Gainsville, Georgia No meio do dia, um grupo de agricultores muito bêbado Jackson County deixou o Tavern Jug beber e atirar em seus revólveres enquanto se dirigiam na rua dirigindo as pessoas em suas casas. Quando eles se aproximaram da academia do sexo feminino, as meninas fugiram da escola para a escola onde a quadrilha seguiu xingando e atirando, atirando várias rodadas para a porta da frente. Ninguém ficou ferido.
• 04 de julho de 1886 Charleston, Carolina do Sul durante a Escola Dominical, Emma Connelly atirou e matou John Steedley para "difusão dos relatórios caluniosas" sobre ela, mesmo que seu irmão publicamente chicoteado-lo alguns dias antes.
• 12 de abril de 1887 Watertown, New York Edwin Bush, um estudante de uma escola do suicídio Potsdam normal cometidos por tiro na própria cabeça.
• 12 de junho de 1887 Cleveland, Tennessee Will Guess foi para a escola e matou a tiros a senhorita Irene Fann, professor de sua irmã pequena, para bater ela no dia anterior.
• 13 de junho de 1889 New Brunswick, New Jersey Charles Crawford virada sobre uma discussão com um administrador da escola, fui até a janela e disparou uma pistola em uma sala da escola lotada. A bala alojada na parede logo acima da cabeça do professor.

Por tudo isso considero uma falácia o argumento da Filha de Billy Gran

Anônimo disse...

Sobre o comentário da filha do Billy.
É essa idéia de deus que repudio. Sua singularização, quando ele só pode ser o incompreensível todo.
Ao trazê-lo à redução humana, deixa de ser deus e passa a ser chefe, xerife, alcaide.
Nessa arrogância é que a dita senhora fala da tristeza do deus dela quanto ao 11 de setembro da masma maneira como falaria de sua alegria pelas centenas de 11 de setembro que seu arrogante país promoveu em dezenas de iraques.
Com a mesma arrogância que Patton determinou a confecção de uma oração concitando deus a lutar a seu lado na véspera do natal de 1944.
Esse deus é midiático mesmo.
Desconfio de qualquer um que queira destrinchar a natureza de Deus, que pretenda definir sua vontade, que pretenda explicar a natureza de seu amor.
Porque Deus é o Amor. Amor é matéria do espírito, não da matéria.
(FregaJr)

Afonso Figueiredo disse...

"[...] É essa angústia que Kirkegaard chamava angústia de Abraão. Vocês conhecem a história: um anjo ordenou a Abraão que sacrificasse seu filho. Está tudo certo se é realmente um anjo que veio e disse: "Você é Abraão e sacrificará seu filho". Mas, cada um pode se perguntar, antes de tudo: "É realmente um anjo e eu sou mesmo Abraão?" O que é que me prova?" Havia uma louca que tinha alucinações: alguém lhe falava por telefone e lhe dava ordens. O médico lhe perguntou: "Mas quem é que fala com você?" Ela respondeu: "Ele me diz que é Deus". Mas que provas ela tinha, na verdade, de que era Deus? Se um anjo se aproxima de mim, que provas eu tenho de que é um anjo? E se ouço vozes, que provas tenho de que elas provêm do céu e não do inferno, ou do subconsciente, ou de um estado patológico? Que provas tenho de que se dirigem a mim? Quem prova que eu fui, de fato, designado para impor minha concepção de homem e minha escolha à humanidade? Eu jamais terei alguma prova disso, algum sinal para me convencer. Se uma voz se dirige a mim, sou eu que terei de decidir se esta voz é a voz do anjo; se eu considero que determinado ato é bom, sou eu que escolho declará-lo bom e não mau. Nada me designa como sendo Abraão. No entanto, sou obrigado, a cada instante, a realizar ações exemplares. Tudo acontece para cada homem como se a humanidade inteira estivesse sempre com os olhos sobre o que ele faz para agir de maneira semelhante. E cada um deve se perguntar: sou eu mesmo o homem que tem o direito de agir de forma tal a humanidade se oriente pelos meus atos? [...]"

SARTRE, Jean-Paul. "O Existencialismo é um Humanismo". Editora Vozes, Petrópolis, 2010 (tradução de João Batista Kreuch) pp. 29-30

Anja_Arcanja disse...

Penso eu, que o que importa não é se deus existe ou não, e sim em que Deus cremos! Em que Deus temos crido? No deus verdugo? No deus que presenteia seus fiéis dizimistas que se privam de tudo, abnegando-se dos prazeres que a vida nos oferece, levando uma vida de privações? Ou no deus do tudo pode e "tá tudo liberado"? Ou temos crido em nosso próprio braço. Digo, em nós mesmos? Deus é injusto ao não intervir no andamento dos acontecimentos e tragédias pessoais e coletivas do mundo? Ou justo por permitir que possamos colher os frutos de nossas inconsequentes atitudes?

O fato é que pessoas inocentes continuarão morrendo, tragédias continuarão acontecendo indiferente de que exista ou não um deus, deuses ou Deus! Mas então qual a proposta? Como lidar com tal situação?

Penso que devemos viver o reino de Deus aqui, pois é aqui este reino! Deus está em nós e sobre nós! Devo senti-lo no olhar de meus filhos, no beijo de meu esposo, na conversa com uma amiga... E posso senti-lo longe... é imanente e transcendente. Seja crendo que deus sou eu, ou que seja uma força maior no universo ou um deus galardoador e justo! O que de fato importa é como eu demonstro crer em Deus!

Vivo minha vida sem me importar com o céu ou inferno! Vivo o reino de Deus amando a meu esposo, meus filhos, amigos e procurando fazer o que está a meu alcance para ajudar e principalmente jamais excluir alguém de meu convívio, a menos que seja impossível de se conviver. Vivo o reino de deus nos prazeres que desfruto ao lado de minha família, na intimidade com meu esposo, na companhia de meus amigos… vivo o reino de Deus passando com sabedoria os momentos difíceis que atravesso e atravessamos como família…

Sendo assim, importa que Deus exista? Importa que eu seja meu deus? NÃO! Importa é como eu vivo e creio neste Deus! Seja em que deus creiamos penso que se todos tivermos em mente amar, respeitar a nosso próximo e o mundo em que vivemos, VIVEMOS O REINO DE DEUS AQUI NA TERRA! Pois o que é céu senão um estado de espirito? Então façamos o melhor para vivermos bem neste mundo, pois crendo ou não em Deus, estaremos vivendo em um mundo melhor.

Bjux...

Anja_Arcanja

Fabio Valle disse...

DEUS criou o universo e ainda tem gente questionado sua omissão.

A.Porto disse...

Se analisarmos o mundo de hoje, não é necessário deus, nem da religião para oprimir e controlar o povo.Vejam a poderosa china, e a minúscula cuba.
Dois países que seguem suas vidas alheios a deus e ao mundo .
A china no entanto, comercialmente agrada e desesagrada muitosm cuba é insossa.
Quanto a deus agisr neste mundo com juizo, até nisso quremos impor nosa vontade:
porque deus não castiga os falsos profetas (malafai, macedo, RR.soares, e tantos outros).
A manipulação da vida é algo inerente ao homem.
Até a ciência é manipulada pelo homem.
O assunto é extenso e inesgotável, mas por enquanto é isso.

João Batista disse...

Tanto o bem como o mal foram criados por Deus(Isaias45:7)
A questão não é quem criou o bem e quem criou o mal, pois tanto um como o outro foram cridos por Deus, mas sim de quem é a responsabilidade de lidar tanto com um como com o outro.A responsabilidade do mal não é propriamente de Deus,simplesmente por que Ele o criou.É simples de entender, quando eu aceito que Deus não está controlando tudo(como se pregam), mas sim que Deus criou tudo e depois entrgou o controle sobre essas coisa em nossas mãos(livre arbítrio),Galatas 6:7"tudo que o homem plantar, certamente ele colhera".Deus quando nos criou livres, ele entregou a responsabilidade do bem e do mal em nossas mãos, esse é o preço da liberdade que ele nos deu, e se fazemos tanto um como outro, não é culpa D´le, mas nossa.

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