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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

BABEL: A TORRE QUE NUNCA ELEVOU UM NOME


                                                                       
Focando na estrutura primária dos acontecimentos passados, deixo livremente os personagens da historia antiga, responder o que verdadeiramente aconteceu no evento  de BABEL.
Você Leitor deve está se perguntando:
- A intenção do homem não era elevar o seu nome quando construiu a TORRE DE BABEL?
A resposta é bem simples. Não!
- Então, o que aconteceu?
             
Tudo começa a se compreendido, quando focamos o significado da palavra "shem".

Gênesis no Capítulo 11 relata a historia de Babel sobre a proposta acadêmica das traduções Bíblicas.
Vejamos:

"Vamos construir uma cidade para nós,
e uma torre cujo topo alcançará os céus;
e vamos fazer um "shem"(nome)  para nós,
Para que não fiquemos espalhados na face da terra"

INACREDITAVELMENTE, O SUPOSTO CRIADOR DO UNIVERSO, NÃO GOSTOU MUITO DESSA IDÉIA.

"E o Senhor desceu, para ver a cidade e a torre
 que os filhos de Adão haviam erguido.
 E ele disse: "Observai !
Todos são como único povo com uma única língua,
e este é (apenas o começo das realizações) deles;
Agora, (tudo o que eles planejarem) fazer
não será (mais impossível para eles)".

A PARTI DAÍ O SUPOSTO CRIADOR DO UNIVERSO, DEMONSTRA UMA PREOCUPAÇÃO TAMANHA COM A ELEVAÇÃO DO SHEM(NOME) DO HOMEM. E SEM DEMORA, O CRIADOR RESOLVE TRAMAR COM SEUS AMIGOS OCULTOS , UM PLANO CONTRA OS HUMANOS.

"Venham, vamos descer, e confundir a língua deles:
Para que não consigam entender a linguagem uns aos outros.
E o Senhor o espalhou de lá sobre a face da terra e eles pararam de construir a cidade.
Portanto,  o seu nome será chamado de Babel.
Pois o Senhor misturou a língua da terra."


A tradução de shem como sendo "nome" ajudou a manter um conto inteligível durante gerações.

Os questionamentos são muitos...

Por que os antigos residentes de Babel se empenhariam a fazer um "nome", por que o "nome" deveria ser colocado sobre "uma torre cujo topo alcançará os céus", como o ato de fazer um nome cancelaria a dispersão da humanidade sobre a terra, Por que a reputação para si mesmo contrariou tanto o suposto criador e por que o ergue de um "nome" era considerado pela DIVINDADE como sendo um feito em que " tudo o que (eles planejarem fazer) não será mais impossível para eles" ?

A persistência das traduções bíblicas em pregar o "nome" sempre que se depara com  "shem" tem ignorado um estudo  publicado há mais de um século por G.M Redslob (em Zeitschrift der Deustschen Mor-gelandischen Gesellschaft), no qual ele corretamente indica que o termo "shem" e o termo "shamaim" ("céu) derivam da raiz "shamah", que significa " Aquilo que está apontado para o Céu ".

Começamos a ter uma compreensão maior quando o Antigo Testamento relata que o Rei  DAVI  "constriu um shem" para marca sua vitória sobre os arameus, Redslob diz que o rei Davi não "construiu um nome", mas montou um monumento apontado para o Céu.

Os textos Mesopotâmicos que se referem as Áreas internas dos templos onde e descrito as jornadas dos Elohim e como eles ascenderam aos céus junto com alguns mortais abre espaço para empregar o termo Sumério conhecido como "MU" ou seus derivativos semitas Shu-mu('aquilo que é um MU"), sham, ou shem que apontam Claramente para um OBJETO.
G. A. Barton( the Royal Inscriptions os sumer and Akkad) estabeleceu a tradução incontestável da inscrição do templo de Gudéia.
o seu MU deve abraçar as terras do horizonte ao horizonte"
Um hino dedicado a Ishkur, exaltando seu "MU emissor de Raios" que podia alcançar as alturas do céu.
Percebendo no entanto que "MU" ou "shem" pode significar um "objeto' e não um "nome", alguns acadêmicos têm tratado o termo como um sufixo ou um fenômeno gramatical que não requer tradução e que, portanto, deve se evitar o assunto por completo.
Porém não é difícil rastrear a etimologia do termo e a rota pela qual aponta para um OBJETO. Os Pilares de Pedras comemorativos com um "El" dentro dessas câmaras celestiais eram para simular um Objeto inflamável.

                                                 

Os Sumérios a chamavam de "Pedras que sobem". Os acadianos, babilônicos e assírios a chamavam de "Objeto que irradia luz". Os amoritas a chamavam de "objetos inflamáveis". Os hurritas e hititas chamavam de "Pássaro de fogo de pedra"

O antigo testamento fala do rei de Tiro(um centro fenício situado na costa ocidental mediterrânea) que o Senhor comandou o Profeta a Lembra-lo, perfeito e sábio, que nele fora capacitado pela divindade para visitar os Elohim:

"Tu foste moldado por um plano cheio de sabedoria, perfeito em beleza.
Tu estiveste no Éden, o jardim de Deus;
cada pedra preciosa era o teu bosque fechado(...)
Tu es um querubim ungido, protegido;
e eu te coloquei na montanha sagrada;
como um deus que tu és, movendo-te dentro das "pedras Inflamadas"

                                                   Inanna/Ishtar
                                                          


Um hino dedicado a Inanna/Ishtar e sua jornada no barco do Céu indica, de forma clara, que "MU" era o veículo no qual os Elohim cruzavam os Céus ao Longe e nas Alturas:

"Dama do Céu:
Ela veste o traje do Céu;
Com coragem ela ascende em direção ao Céu.
Sobre todas a terras Povoadas ela Voa em seu "MU".
Dama, que em seu "MU" nas alturas do Céu alegremente voa.
Sobre todos os cemitérios nela voa em seu "MU".

O "shem" por outro lado "era" um Memorial com um topo de FORMATO OVAL. Parece que ambos começaram a ser representados como simulações da "Câmara celeste", os veículos dos Elohim para ascender a morada celestial.
No Egito antigo, os Egípcios veneravam o BEN-BEN - um objeto com forma piramidal no qual os Elohim haviam chegado a Terra em tempos primordiais.
Os Faraós egípcios eram submetidos depois da Morte, a cerimonia de "abertura de boca", no qual eles eram supostamente transportados por um "shem" a morada Divina.


                                                             
ESSAS FOTOS FORAM TIRADAS NO TEMPLO DE ABYDOS, NO SUL DO EGITO. TEMPLO DE OSIRIS, O MAIS IMPORTANTE TEMPLO PARA O POVO EGIPCIO.

                                                             

A baixo Podemos analisar que na parte inferior direita é a representação clara dos MU's  e o espaço porto, incluindo o Barco do Céu que é descrito no hino a deusa Inanna.

                                                        
E você Leitor, acha que as informações sobre "shem" acabou por aqui???

Não podemos esquecer do REI GILGAMESH e sua jornada a morada dos Elohim na terra de Tilmun em busca de seu "shem".

Veja um dos contos:

"O Rei Gilgamesh rumo á terra de Tilmun colocou seu pensamento.
Ele diz ao seu colega Enkidu:
Ó Enkidu (...)
Deverei adentrar a Terra, arranjar meu "shem".
Nos lugares onde os "shem" eram lançados
Lançarei o meu "shem".

Gilgamesh na mesma jornada, pede conselho e permissão a UTU/Shamash  para entrar na Terra.

"Permita que eu entre na terra,
Permita que eu arranje meu "shem".
Nos lugares onde os "shem" são lançados,
Permita que eu lance meu "shem" (...)
Leva-me ao Local de aterrisagem (...)
Estabelecendo sobre mim tua proteção"!


Os Sumério classificavam os Mu(shem) como Carruagens celestiais. E a Bíblia é clara quando menciona O profeta Elias tragado por uma Carruagem de fogo.

 Você Leitor deve está se perguntando.
- Então, baseando se no significado primário da palavra "shem', essas manifestações eram aeronaves?

Segundo os Povos antigos, a resposta é Sim. E a Bíblia como um livro importante para o "contexto posterior" da historia humana, não é diferente. O que presenciamos até agora, é que os escritos hebraicos reverberam as mesmas manifestações, que só podem ser compreendida pelo conhecimento primário dos povos antigos.
É é fato que algumas interpretações acadêmicas(teológica) só serão honestas, quando deixarem de lado o preconceito que assumiram com relação aos outros povos. Pois uma interpretação equalizada e pautada em seus significados primários , segue automaticamente uma ordem cronológica, que nos revela as verdades históricas, a respeito das religiões que se sustentaram no silêncio do conhecimento mesopotâmico.
E já de antemão, Digo: em nenhum momento as criticas classificam os críticos como anti-semitas. Mesmo que alguns fanáticos religiosos possam nos rotular quando suas religiões são questionadas pela ótica que seus acadêmicos estabeleceram. É fato, que esse rotulo oportunista empregado a nós, é uma doença de projeção, já que os "antiocidentais" também são anti-semitas, pois não respeitam suas Origens e nem gostam da idéia de serem contrariados.


O EVENTO DA TORRE DE BABEL APARTI DE AGORA TEM UM SENTIDO MAIS APROPRIADO, SOBRE O ANTIGO CONHECIMENTO. RESPEITANDO É CLARO, AQUILO QUE PARA OS ANTIGOS, ERA DE FATO UMA MANIFESTAÇÃO DO QUAL COPREENDIAM EM SUAS LIMITAÇÕES.

Caminhando para o final dessa historia intrigante...É fato que o evento da Torre de Babel tendo como o objetivo lançar um Shem(Aeronave), não seria uma Obra apenas de Humanos. Com certeza a diversos relatos de Brigas entre os Elohim e que de certa forma Algum" El" estava Orientando o Povo de Babel a se libertar da escravidão do sistema dessas entidades celestiais.

Há Poucas dúvidas agora de que os contos bíblicos, assim como os relatos dos historiadores gregos de 2 mil anos atrás e seu antecessor Beroso, todos derivam de origem-Sumérias - mais antigas. A. H. Saice ( The Religion of the Babylonions) relatou ter lido em uma tábua fragmentada, no Museu Britânico, " a versão babilônica da construção da Torre de Babel"

Uma estela suméria , atualmente em exibição no Louvre de Paris, descreve muito bem o incidente narrado no Livro do Gênesis. Montada Por volta de 2300.ac., por Naram-Sin, rei da Acádia, o acadêmicos assumiram que ela retrata a vitória de um rei sobre seus inimigos. No entanto, a grande figura central é aquela de uma divindade e não de uma rei humano, pois a pessoa está usando um capacete adornado com Chifres - uma marca de identificação exclusiva dos elohim.
Além disso a estela revela um El pisoteando  os humanos em quanto eles comemoram o lançamento dos shem's, e o mesmo El observa o objeto de forma ameaçadora.

                                                                        

A conclusão mais óbvia equalizando a verdade no conhecimento mesopotâmico é que o relato bíblico transmite a mesma moral: as máquinas voadoras eram para os elohim e não para a Humanidade.

"Shem" mais delongas[sic] rsrs

Paz da arenáve!!!

Licença Creative Commons
BABEL: A TORRE QUE NUNCA ELEVOU UM NOME de Ricardo Gicquel é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Brasil.
Based on a work at omundodaanja.blogspot.com.
__________________________

Fonte:
 Livro I das crônicas da terra
autor Zecharia Sitchin
http://www.dominiosfantasticos.xpg.com.br/id567.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Torre_de_Babel

3 comentários:

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Interessante o texto, apesar de ser necessariamente longo para fundamentar uma tese tão polêmica no meio ocidental.

Tenho começado a estudar o assunto com mais reverência do ano passado pra cá, apesar de me faltar o conhecimento das línguas antigas.

Na visão mesopotâmica, os deuses teriam criado a humanidade para servi-los como escravos. E há quem defenda a ideia que que, por causa da interveção dos supostos deuses (se é que o termo deus pode ser confundico com a Inteligência Superior que criou o Universo), teria ocorrido uma intervenção na evolução humana pra que fôssemos "criados" à imagem e semelhança dos Elohim.

Assim, o direito mesopotâmico foi desenvolvido dentro da visao escravocrata, remetendo-se a um passado remoto em que homens serviam os deuses. Porém, há que se fazer uma distinção profunda em relação ao Eterno.

Como se vê em Shemot (Êxodo), HaShem é quem liberta os filhos de Israel da escravidão egípcia e propõe libertá-los daquela condição através da Torá.

Verdade é que a Torá hebraica significa a expressão do Direito construído por ex-escravos, daqueles que não servem a deuses, mas sim do Ser único e verdadeiro, Aquele que realmente deve ocupar o radiante lugar de Deus.

O Eterno é um!

Shalon.

Ivani Medina disse...

Penso que é por aí que os mistérios se dissiparão. Isto mais o conhecimento de si mesmo responderão a tudo.
Abraços

Ricardo Gicquel disse...

Oi Rodrigo!


A questão do monoteísmo de ex escravos oprimidos é questionavel.

Pois tal conteúdo
historico é controverso ao que os Egiptológos vem descobrindo. Sendo assim, não acho relevante o conteúdo geral do Exodo para chegar a um objetivo.

Por outro lado, creio que os Judeus mudaram a posição partriarcal de servidão a El Enlil(Sumérios)= El Elion por influencia de outros povos.


A substituição de El Elion para Yahweh Canaanita, provavelmente teve influências politicas de algum Sacerdote no egito(alo clero), que optou por um monoteísmo UNILATERAL.


E não é "mera" especulação pensar assim.


Pois a existência de MOISES é uma incognita, assim como sua estória que reverbera os mesmos contos Egipcios de abertura do Mar, circuncisão e etc... Fora os relatos sobre os sacerdotes que brigavam por questões de interesses Religiosos...

Vide Akenaton, que fundou uma religião e tambem optou pelo monoteísmo.

Elohim pelo pouco que tenho estudado a respeito do conhecimento mesopotamico, não tem nada haver com o Criador. Até Porque os mesmos Elohim acreditavam em um Criador.


Elohim pelas narrativas dos antigos, são seres de carne de "elevada" estatura (altissimo) e "majestosos" (Dotados de conhecimento).


Como seres atemporais, ampliaram mais ainda o tempo de suas vidas atraves do conhecimento, que os levaram provavelmente a criar o Pão e a água da vida, que posibilitava a regeneração de todos esses seres para um único objetivo, Evolução.


Esses arquitetos do universo, infelizmente os Elohim não deixaram uma explicação sobre o criador. Mas através de suas criações, sabemos que ninguem inventa nada.


Sendo assim, como Reflexo dos elohim, nós seres humanos de baixa estatura e elevação mental, temos a mesma sensação por ser imagem e semelhança dos mesmos.


A "criação" é algo que "é", ainda que seja "uma Incognita". É nela que (existismos e nos movemos), alcançando o entendimento de que no fundo não inventamos nada. Apenas "descobrimos" o que já está "CRIADO".


Paz da Criação!

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