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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Já que é pra falar a verdade. Eu não quero ter um filho gay!



       Sou mulher, humana! Ser humano e tenho dois filhos (meninos), mas. Eu, dentro em mim, jamais queria que fossem homossexuais! NÃO, eu não quero! Tenho que dizer a verdade! Ah! Mas, não tenho como escolher, como optar e nem orientar, isto está além de meu alcance de mãe, e muito além do direito de escolha deles! Porque não se escolhe ser, apenas se é! Somente isso. Nascem assim, são assim. A mim, resta apenas o amor de mãe; um amor inesgotável, o amor feminino de Deus.

       Se um de meus filhos fosse (ou for) gay, será que eu amaria mais a um que outro? Não! Mas, ao mesmo tempo, contradigo-me, e penso que talvez sim! Talvez dispensasse maior amor ao filho gay, por sua fragilidade, sensibilidade e pior, pelo preconceito sofrido por ter nascido gay, em um país onde a homofobia impera, onde pastores vão a todas as mídias condena-los (aos gays), onde cinco truculentos mastodontes se sentem no direito de espanca-los  apenas por ele ser gay, por ser diferentes deles, por conta da orientação sexual  e, assim, representarem uma ameaça a espécie humana[sic]. Onde pastores entram em blogs LGBT e ofendem, agridem em "nome de deus"; um deus que não existe e se existe,  é um Deus que é só amor, um deus de amor, o Amor!

       Não! Eu não quero. Quero um filho que seja humano. Que respeite seu próximo e não o julgue pela cor da pele, religião, classe social e principalmente pela sua orientação sexual. Seja ele homo ou hétero. Apenas irei ama-lo, ama-lo e ama-lo!...

       Não nos cabe escolher sobre a sexualidade de nossos filhos, só nos cabe aceitar. Mas eu não queria um filho gay, porque sei que ele sofreria demais nas mãos de pastores, padres, e da maioria da sociedade, que por sua vez, não aceita a homossexualidade como natural. E de fato não é! A homossexualidade é mais que natural, é "SUPERNATURAL".

       E é só este o motivo de não querer um filho gay, pois, qual a mãe que amando seu filho iria querer vê-lo sendo agredido, ofendido e, quem sabe, até morto pelo simples fato de ser gay? Basta-nos lembrar a recente e trágica história de Alexandre Ivo (sei que muitos nem se lembrarão, mas a mãe dele com certeza ainda chora a morte de seu filho, que aos 14 anos foi espancado até a morte por ser gay!). Ponho-me a imaginar a dor desta mãe que não teve como proteger seu filho, não teve e nem pode! Mas se pudesse ela estaria lá e morreria tentando defende-lo! NÃO! EU NÃO QUERO TER UM FILHO GAY! Por medo de, tão precocemente ter que enterra-lo, morto por homofóbicos ou ainda pior, que ele mesmo tire sua própria vida por não suportar a dor do preconceito sofrido! Mas eu quero um filho, aliás, já tenho e, como já disse dois. E a mim não importa que sejam ou não gays. Apenas vou ama-los com todo meu coração de mãe. Vou ama-los. Eu os amo!...


Outro texto relevante ao tema no link Porque Claudia Leitte e não Edmundo(link)

Anja_Arcanja®(link)

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Já que é pra falar a verdade. Eu não quero ter um filho gay! de Rozana Anja_Arcanja é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Brasil.
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25 comentários:

Claudio Nascimento disse...

Realmente é triste para uma mãe que ama o filho vê-lo em uma situação desfavorável, principalmente as mães que nutrem sonhos de ver seus filhos formados academicamente, em bons empregos, mas quem sabe ainda não haverá mães que se orgulharão de seus filhos Gays, vencendo a sociedade.

Anônimo disse...

Anja,
Te entendo perfeitamente. Eu também não. E me espanta que alguém desejasse.
O que se espera dos filhos, ao menos eu, é que vivam cumprindo seu papel social e biológico familiar, e que isso seja realizado com felicidade. Aliás, sua felicidade é o primordial.
Ainda que não seja por opção - eu acredito que a sexualidade humana se distribua naturalmente da homossexualidade à bissexualidade, nos extremos, concentrando-se majoritariamente na heterossexualidade - não há como contestar haver uma dissonância entre a mente e o corpo nos extremos. E isso não gostaria para meus filhos, da mesma forma que qualquer outra disfuncionalidade em qualquer aspecto.
No entanto, mesmo que fora dos padrões majoritários, repito que o mais importante é que sejam felizes. E acredito que ninguém possa ser feliz não dando vazão à sua sexualidade, salvo por opção ideológica, situação em que conheço algumas pessoas.
Por isso, não o amaria nem mais nem menos por ser gay. Respeitaria sua condição da mesma forma com que se respeita todas demais condições orgânicas e comportamentais dos filhos.
Mas, intimamente,lamentaria por ele/ela, não por mim.
(FregaJr)

Joao Marinho disse...

Quando eu adotar um filho, eu até espero que ele seja gay. Entendo que alguns pais e mãoes - detalhe importante: ALGUNS, porque geralmente o motivo NÃO É esse, nem de longe - pensem que é melhor o filho não ser gay para não sofrer - mas, no fim, isso é dar vantagem e razão para os preconceituosos. Em vez de combater o preconceito, desejar que o filho seja conformista e não o desafie. Assim, eu preferia que meu filho fosse não conformista, pois são esses que fazem diferença no mundo... E, se ele não for gay, que seja um não conformista de alguma outra forma.

Anja_Arcanja disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anja_Arcanja disse...

JM meu querido, espero que voce tenha entendido o meu texto-grito!

É apenas o grito de uma mãe que ama o filho, seja ele homo, seja hétero. voce sabe muito bem o que penso a respeito e sabe que eu não faço média, por isto resolvi fazer este desabafo em forma de alerta para uma sociedade cada vez mais homofóbica!

Falar que quero ter um filho gay pra lutar contra o preconceito, é falar que quero ser mãe de um segundo jesus e ver meu filho precocemente morrer de forma violenta! Eu já tenho lutado contra o preconceito da forma que posso e não quero fazer do sangue de meu filho um mártir!

E se um (como ainda são novos 10 e 7 anos) de meus filhos for gay, não vejo o menor problema nisto pois como disse no texto, é mais que natural, é super natural! E se ele se engajar na luta contra o preconceito, ele apenas estará unindo forças a mim e ao Anderson que já o fazemos! Mas espero com firmeza que meus filhos sendo ou não gays, estejam engajados não só nesta luta, mas que seja,m seres humanos e que saibam respeitar a seu próximo!

Grata por seu comentário!!!

Te curto........

Bjux

Anja

Anja_Arcanja disse...

Frega, Claudio, obrigada pela ressonancia!

Anja

Anja_Arcanja disse...

Frega, lhe conhecendo, sei bem o que pensas a respeito, e sei bem o que quis dizer com seu comentário...

Bjux meu conselheiro

Anja

Israel Anderson disse...

que lindo, Anja! Adorei!

Eduardo Medeiros disse...

Anja, para que minha posição fique clara:

não existe ainda nenhuma comprovação científica que alguém nasça gay.

Sou absolutamente contra todo preconceito contra gays, lésbicas, negros, amarelos ou vermelhos.

Sou também absolutamente contra a ideologia gay, o homossexual-ISMO por se tratar de um movimento ideológico que quer impor uma ditadura do pensamento único em relação a eles, ou seja, qualquer um que for contra a prática gay(e não necessariamente contra o gay como pessoa), deve ser censurado ou preso.

A maioria dos gays, infelizmente, tiveram experiências traumáticas na infância que os levaram a manifestar uma sexualidade fora do padrão(mas não "anormal" ou "imoral"). Aqueles que não tiveram experiências traumáticas mas que desde pequenos se viram atraídos por pessoas do mesmo sexo merece credibilidade, ainda que biologicamente, não esteja demonstrada o que causou tal atração.

Não quero que meu filho seja gay por um motivo bem mais "egoísta": eu quero ser avô...

abraços

Ivone Pita disse...

Tenho lido tantos absurdos que vou tentar ser o mais clara possível, numa tentativa de fazer com que algumas pessoas reflitam realmente sobre esta questão: a desculpa que usam muitos pais para dizer que seria melhor não ter um filho gay.
****************
Se uma pessoa negra dissesse que preferiria não ter um filho negro por causa do preconceito, das injúrias e do sofrimento que o filho poderia ter de suportar ao longo da vida, sairiam em defesa deste pai ou mãe? Este tipo de justificativa – o sofrimento possível – iria convencer alguém?

Ora, quantas coisas podemos listar que podem causar ou causam sofrimento às pessoas mas que ninguém deseja “evitar” como característica do filho? E tantas outras que causam sofrimento aos pais? E outras que causam sofrimento aos pais e aos filhos?

Minimizar uma declaração de rejeição à possível homossexualidade de um filho, é falta de maior compreensão e maior entendimento sobre a questão ou muita hipocrisia e muita homofobia.

Anja_Arcanja disse...

Ivone, grata por seu comentário!

Mas talvez por vc não ser mãe, não tenha a noção exata do amor de mãe por isto vou desconsiderar seu comentário pelo simples fato de não saber interpretar o que eu quis dizer.

Se ao menos vc conhecesse a mim e a meus dois filhos eu até poderia lhe dar o direito de chamar-me de hipócrita, e é por isto que não dou este direito a voce.

vc não conhece o mundo em que vivo, minha realidade e muito menos minha família!

Quem conhece, como o Matheus (um querido e íntimo amigo gay que tenho na verdade é meu vizinho e não sai aqui de casa), e o renato Hoffmann por exemplo, não me julgaram como vc e gostaram do texto. Tanto que o artigo sairá no gospel gay.

Mas se contudo, fiz uma má leitura de seu comentário, desculpe-me.

Anja

Ivone Pita disse...

Anja Arcanja, acho uma infelicidade e uma tentativa torpe de desqualificação da observação alheia dizer: como vc não é, vc não entende. Ou seja, todos os estudos antropológicos sobre indígenas, por exemplo, podem ser jogados no lixo se o antropólogo não for índio? Seria por aí? Bobagem. O difícil mesmo é uma mãe reconhecer o preconceito que carrega, a aversão a determinadas questões como em relação a homossexualidade e isso tem um nome: homofobia. Fui muito clara em meu texto e corroboro tudo o que disse, se vc desconsidera é outra coisa e penso que sua rejeição ocorre justamente por um dos motivos que apontei em meu texto, o que não quer dizer que dentre deles o mais acertado é a hipocrisia, esta leitura foi feita por você. Você entendeu que eu a chamei de hipócrita e, acredite, não chamei e deixei em aberto para que a própria pessoa pense se precisa procurar entender melhor todas as questões relativas à comunidade LGBT e refletir sobre elas de maneira mais atenta e aprofundada ou se a pessoa carrega um grau homofobia que ela mesma desconhecia. A questão é a resistência em reconhecermos nossas limitações, nossas fraquezas e nossos preconceitos. Por isso mesmo explico no início do meu texto: falo para que as pessoas REFLITAM.

Por fim, quando alguém escreve um texto acredito que todos sabemos que ele é passível de inúmeras interpretações e que não há como o autor alegar que não quis dizer isso ou aquilo a partir de algo como "você não me conhece, não conhece minha família, não conhece minha vida", ora, o que vale é o que está escrito, o que está sendo dito, como está sendo dito e as interpretações possíveis, ou fica valendo dizer e escrever qualquer coisa, pois tudo dependerá de quem disse.

Anja_Arcanja disse...

Ivone, se fui gorssa, como no comentario eu disse, novamente peço desculpas, não intentei em momento algum ofende-la, mas no calor correria em que estava, tive que tentar escrever o mais rápido possível. Agora sim, qualquer texto é passível de multiplas hemeneuticas e todas são falhas pq despreza a subjetividade de quem o interpreta. por isto, temos tantas interpretações erradas da bíblia, pq no fundo, jamais saberemos oq o autor quis dizer qnd escreveu tal texto.....

REPITO:

TODA IDEIA DE HERMENÊUTICA CORRETA É FALHA, PORQUE DESPREZA A SUBJETIVIDADE DE QUEM INTERPRETA!

Anja

Ivone Pita disse...

Anja, vc não me ofendeu nem agrediu. Quanto às múltiplas interpretações e um texto, não acho que errem por não considerar a subjetividade do autor, todas são legítimas, exceto se fazem correlações irreais e forçadas. Um casal interracial pode torcer para o filho ser branco ou negro, mas não é este o caso, pois foi somente uma alegoria, portanto, descolada da realidade, ignorando totalmente coerências genéticas, os exemplos poderiam ser muitos outros, mas quando fazemos a correlação com negros fica mais fácil e evidente. Novamente: não se tem que considerar a subjetividade do autor para uma interpretação correta do texto, como bem disse Aristóteles: "O texto mata o pai."

Beijos e até a próxima, agora vou para meu lindo domingo de sol! =)

Anja_Arcanja disse...

Ou a mãe rsrs mas insito, a ideia de uma hermeuneutica é falha! O autor e só ele sabe ao ceto o que quis dizer em seu texto. Mas, corajoso lança mão de papel e caneta e põe-se a escrever ficando a mercê dos leitores e sua múltiplas interpretações. Qual a solução? Deixar de escrever?

Não! apenas deixar de tentar explicar a intenção e se deixar levar... enfim, as letras interpretadas não podem e nem devem ser a definição do caráter ou mente de quem escreveu (tirando absurdos casos, claro), pois se assim fossem quantas personalidades ou caráter teria um escritor?



Bjux querida...

Anja

Anônimo disse...

Eu acho que a discussão gira em torno do sentimento materno e não de qual forma o filho deverá se comportar sexualmente, mesmo porque isso é uma coisa intima até para as mães, a não ser que tenhamos o fator édipo relacionado.rs.
Como mães muitas mulheres negras tiveram filhos brancos, será que ela traiu a raça negra, estamos agora falando de raças, e os negros que casaram com mulheres loiras, dois dias atrás eu vi um casal jovem, uma loira linda parecia uma patricinha, e um jovem negro, atlético, e com estilo esportivo. E daí por acaso eles cometeram alguma blasfêmia?
OU seja porque o casal se juntou por causa de um ideal ou de um atração física, pouco importa.
Mas eles não tem poder de decidir se os filhos serão negros, branco, mamelucos, cafuzos.
Assim como um pai e uma mãe não tem poder de decidir se seu filho vai ser engenheiro, advogado, médico, pastor, se vai ser hétero, bissexual, homossexual, transsexual...
Isso é uma questão intima e pessoal, queira ou não queira.
Porem uma pessoa não vira homossexual do dia para noite, quando criança ela já apresenta os sinais de suas preferencias então eu digo para a Anja, não sofra achando que só vai saber quando seu filho estiver adulto e emancipado, isso você vai saber antes, e isso você vai se adaptar com seu amor de mãe, geralmente as mães são mais compreensivas.
Por isso acho que ninguém deve achar nada sobre o futuro das crianças, se elas devem ou não ser isso e aquilo, é uma pressão muito grande sobre as crianças elas estão aprendendo a lidar com o mundo e logo vão fazer suas escolhas.
Essas escolhas não devem ser influenciadas por grupos homossexuais, nem pela tradição heterossexual da família, a criança deve ser orientada sobre as possibilidades e escolher por si só seu caminho.
Não acho justo negar uma mãe de sofrer pelo seu filho ainda mais quando esta não tem poder de decidir o futuro dele, é o instinto materno que entra em jogo, e não a objetividade de grupos interessados.
Qual mãe não moveria céus e terra para defender seus filhos, segundo sua subjetividade, no calor do momento, e qual mãe não sofre a pensar que pode perder um filho por causas de suas escolhas ainda que essas escolhas sejam politicamente corretas, por que, o que há nesses dias é uma guerra travada de fundamentalistas de ambos os lados.
Uma mãe não desejar alago para o filho é ternamente natural.
Temer então pode ser mais natural ainda, apesar de ser precipitado, já que ela pode acompanhar seu filho e seu desenvolvimento e saber o que ele é e o que ele não é.

Claudio do Nascimento Souza

Anja_Arcanja disse...

Claudio, grata por seu comentário...

e complementando,

Eu já sim sei muito bem o que é e o que são meus filhos e não vejo nenhum problema ou nada de errado em um ou em ambos!

Apenas não quis inserir esta ideia ao texto, mas já que vc a trouxe à luz... SIM! a mãe conhece seus filhos desde o primeiro instante.

Bjux,

Anja

Anônimo disse...

COMENTÁRIO FREGA

Ainda sobre o tema. Eu acredito, como disse antes, que a sexualidade humana percorra o caminho que vai, de um extremo, a homossexualidade, a outro, a bissexualidade, concentrando-se em pico modal na heterossexualidade. Mas é uma distribuição contínua, não discreta, como ocorre com as características psicoemocionais.
Dessa forma, acredito sim que o meio possa influenciar. O meio não criará homossexuais ou héteros ou bi, mas pode influenciar na decisão do comportamento a ser adotado, nas hipóteses de tendências combinadas, o que formam a maioria das ocorrências.
Nesses casos, é improvável que a mãe pudesse detectar e saber desde a primeira infância, pois haverá influência do meio no comportamento futuro. (FregaJr)

Priscila Anjo disse...

Muito interessante o seu texto, Anja, e sincero também.

Mas como já foi dito, existem muitos motivos para uma mãe não querer que seus filhos sofram, e isso é bem complicado.

Não sou mãe, mas como filha, não acho justo os pais desejarem o futuro dos/as filhos/as e ficarem frustrados com suas escolhas. Isso realmente me entristece como filha.

Imagine como é para os meus pais, ele pastor da Igreja Presbiteriana Conservadora, ela esposa submissa e que segue a risca esse papel.
Eu, uma ex seminarista presbiteriana, roqueira, tatuada, militante do feminismo e do movimento LGBT, que produzo textos contrários a toda a doutrina que eles defendem, com 30 anos, e já no meu segundo casamento, sem profissão definida, objetivando trabalhos sem garantia de estabilidade e retorno financeiro.
Meu irmão, ex presbiteriano, comunista, envolvido com o MST, casado com uma ateia.
Não precisamos ser homossexuais pra causar desconforto aos nossos pais, e um certo medo pelas nossas escolhas diante da sociedade.

Enfim, por mais que seu desejo seja puro e sincero, acho uma atitude egoísta própria dos pais, que fazem isso com amor, mas que não têm esse direito sobre os filhos.

Você acha que suas escolhas agradam seus pais? Acha que sua mãe ficaria feliz com suas decisões que te fazem sofrer tanto diante da sociedade?

Entendi o que você quis expor em seu texto, mais na intenção de manifestar sua revolta diante de todo preconceito do que de manifestar sua decisão sobre os seus filhos.
Mas leve tudo isso em consideração. Nossas decisões nunca serão aquelas que os nossos pais sonharam.

Parabéns pelo texto, linda!

Anja_Arcanja disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anja_Arcanja disse...

Exatamente por não poder ter direito sobre os sonhos de meus filhos, ou o que escolherão para suas vidas ou como no caso específico, sua orientação sexual é que escrevi este texto.

Mas tentei focar no tema atual no caso, a homofobia, que tem sido agenda de amplas discussões nas redes sociais, igrejas e na sociedade de modo geral!

Eu por exemplo, perdi minha mãe nova demais (aos 12 anos), e nem de longe fui o que meu pai intentou que eu fosse! Se bem que pra ele, mulher tem apenas que arrumar um bom casamento (partido) e esta não foi minha escolha, pelo menos na cabeça dele né? Pois pra mim foi a ESCOLHA, e a escolha mais certa da minha vida! Mas enfim... tentei expor a dor de uma mãe que perde um filho por ser gay e apenas por isto! Pois a orientação sexual é inerente ao ser humano, e foi esta a intenção que quis passar e não apenas me prender a sonhar ter um filho médico, advogado ou pastor ou ainda que siga a profissão do pai e seja militar!
Isto sim é escolha e penso que sim! Um pai e uma mãe pode sim sonhar isto para os filhos, mesmo não tendo o direito de lhes impor, pois no fundo a decisão última deve ser do filho e penso que os pais devem respeitar esta decisão, pois é a felicidade do filho que importa.

Mas em relação a orientação sexual? Esta é inerente a sonhos, desejos e vontades!

E se um de meus filhos for gay? Em que isto será diferente para mim? Te digo: EM NADA! mas no atual momento (que em nada tem de atual)em que as notícias de ataques homofóbicos é uma constante, cada vez que meu filho saísse, eu ficaria apreensiva! Da mesma forma penso que ficaria se ele não fosse gay, pois a violência anda solta pelas ruas, mas em tendo um filho gay, ainda teria um fator a mais para me preocupar!


Bjux,

Anja

Eduardo Medeiros disse...

Ora, a Ivone teceu um argumento inválido. a homossexulidade não está nos gens, não passa geneticamente, como acontece com traços físicos.

Isso sem falar no bla bla bla que "isso é homofobia"...

Ivone Pita disse...

Eduardo Medeiros,

eu não esperaria nada diferente de você, como uma tentativa de desqualificação do meu argumento, haja vista seu comentário absoluta e irrefutavelmente homofóbico anterior e em alto grau de aversão à homossexualidade. Interessante é sempre notar a pretensão da última palavra: embora não haja consenso na comunidade científica, VOCÊ sabe que não há homossexualidade não tem nenhuma origem genética.

Quanto ao argumento em relação aos negros, eu expliquei: alegoria.

Ivone Pita disse...

Anja,

como a discussão aqui não é sobre teoria literária, serei breve, reafirmando apenas que é um engano atrelar o significado do texto à subjetividade do autor e que qualquer teórico pode lhe afirmar isso e listar centenas de exemplos. Além disso, como eu disso: vale o que está escrito e os desdobramentos textuais, ou seja, as possibilidades de interpretação.

Ivone Pita disse...

Anja,

isso: "Falar que quero ter um filho gay pra lutar contra o preconceito, é falar que quero ser mãe de um segundo jesus e ver meu filho precocemente morrer de forma violenta!" é um exagero. Temos tantos militantes que sempre mostraram a cara, a voz, sempre estiveram na linha de frente e estão aí... vivos, bem conhecidos, felizes...E, definitivamente, quem morre precocemente não é quem luta contra o preconceito, mas qualquer um, apenas por ser homossexual.

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