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terça-feira, 13 de março de 2012

Apostilas teológicas - ARQUEOLOGIA BÍBLICA


 
     

  ARQUEOLOGIA BÍBLICA

OBJETIVO GERAL:
Analisar  a  Arqueologia é de suma importância para o  estudo  do Velho Testamento, comprovando os fatos bíblicos com a ajuda científica.
DEFINIÇÃO:
Ciência que estudas as coisas antigas, especialmente os  movimentos, inscrições e obras de arte. Estuda raças, povos e  civilizações desaparecidas, documentos, objetos e todos os elementos  encontradas através de escavações.
            A Arqueologia Bíblica ainda é um campo muito restrito, e tem atraído, cada vez mais a atenção de maior número de  investigadores estudiosos e a leitores da Bíblia.
            A Arqueologia Bíblica lança luz sobre o panorama histórico e a vida contemporânea da época em que as Escrituras Sagradas foram produzidas.
            Até o começo do século XIX, muito pouco se conhecia a respeito dos campos bíblicos, exceto o que aparecia nas páginas da própria Bíblia. A Arqueologia moderna teve seu início em 1798, quando as  ricas antiguidades do vale do Nilo foram abertas para  estudo científico pela Expedição de Napoleão.
Exemplo.
  a) A  decifração  da  Pedra  de Roseta - revelou os hieróglifos 
     egípcios.
  b) Decifração da Inscrição da Bahiistum - forneceu a chave para a 
     compreensão dos caracteres cuneiformes assírios-babilônicos.
  c) Pedra  Moabita (1868) - tinha  íntima relação com a história 
     do Velho testamento (II Reis 3:4).
  d) Código  da  Hamurabi (1901) - achado em Susã (levado para lá por um rei  que saqueou a cidade de Babilônia) hoje no Museu  de Louvre em Paris.
  e) Papiro elefantino (1903)
  f) Túmulo de Tutemkhamun (1922).
  g) Textos de  Ras Shamrra (1929 - 1937).
  h) Rolos do Mar Morto (1947).

   CONTRIBUIÇÕES DA ARQUEOLOGIA AO ESTUDO DO VELHO TESTAMENTO:
1 - A Arqueologia Autentica a Bíblia: A Bíblia quando julgada com sinceridade, não necessita de ser provada pela Arqueologia,  pela Geologia ou qualquer outra ciência. Sendo revelação de Deus  para o  homem a sua própria mensagem e significação, as suas  próprias declarações de inspiração e de evidência interna, os próprios frutos  e resultados, que ela produz na vida da humanidade,  são  as suas melhores provas de autenticidade.
            Seja qual for a contribuição que a Arqueologia ou outra  ciência qualquer, faça para confirmar a veracidade da Bíblia, nunca isso poderá tomar o lugar da fé.
            A  autenticação científica pode atuar como uma ajuda para  a fé. E é totalmente insensato alguém adiar a sua fé na Bíblia  até que todos os problemas que ela contém sejam resolvidos.
            A  Arqueologia tem desferido golpes nas teorias radicais  da alta crítica. Ex.
a) Não podemos negar que Moisés podia escrever.
b) Na casa de Belsazar (Dn. 5) foram desenterradas evidências  indicando não apenas a associação de Belsazar com Nabonido no  trono.  Mas demonstrando também que, durante a última parte  do  seu  reinado  este  residiu na Arábia e deixou a direção do  reino  da Babilônia nas mãos de seu filho mais velho.
c) Semelhante caso: Sargão rei da assíria (Is. 20:1).era enigmático antes da moderna Arqueologia. Com a reconstituição da  civilização da antiga Babilônia - Assíria, sepultada sob escombros, foi encontrado o palácio de Sargão. Com a reconstituição do palácio, dos anais reais e outros registros do reino de Sargão (722-705 A.C.),  hoje ele  é um dos mais bem conhecidos monarcas assírios,  particularmente como rei que finalmente invadiu Samaria em 722-721 A.C.

2 - A Arqueologia ilustra e explica a Bíblia: Fazer as Escrituras Sagradas  mais completamente inteligíveis para a mente humana  é, sem dúvida a função real da arqueologia. Do ponto de vista Divino, a Bíblia, sendo revelação de Deus, não precisa de luz arqueológica. Porém, a Bíblia não é apenas um livro divino, mas também um livro humano.  Como produto da revelação de Deus comunica ao homem e através de homens. Do ponto de vista humano, a Bíblia pode tornar-se mais plenamente compreensível, como resultado da luz que jorra  sobre ela, provinda de fontes externas - sejam eles a História antiga, a arqueologia moderna, ou qualquer outro ramo do saber (fontes extra-bíblicas).
Ex.  A longevidade dos patriarcas antidiluvianos (Gn. 5), para  os críticos é ficção. A Arqueologia revela isso como assunto familiar nas tradições remotas do Oriente Próximo. Mesmo depois da  maldição  do  pecado, a contribuição física do homem dispunha  de  tal vitalidade,  que a princípio não se submeteu  a ação  destruidora do tempo, antes que se passassem muitos séculos.

3 - A Arqueologia suplementa a BíbliaSUPLEMENTAR: Ampliar, adicionar, esclarecer, aperfeiçoar. Visto que os autores humano  que escreveram as Escrituras sob inspiração divina não estavam  interessados na História, Geografia e Etimologia Humana, era  natural que  do  ponto de vista de um erudito moderno houvesse,  no  V.T. grandes lacunas nesse ramo.
Ex. Siló - 1º Santuário de Israel na Palestina, onde o tabernáculo foi estabelecido e a arca do Senhor foi tomada durante o longo período dos juízes. A queda da cidade não é narrada em parte alguma da Bíblia, embora Jeremias se refira ao lugar como tendo sido destruída (Jer. 7:12-15; 26:6,7). Escavações feitas pela Expedição dinamarquesa descobriram cerâmicas e outras evidências, demonstrando que essa destruição ocorreu por volta de 1050 A.C., possivelmente pelas mãos dos filisteus, com indícios de um incêndio, ou  guerra ou revolução.
OBS: Além do mais é oportuno adicionar que a Arqueologia tem,  de maneira mais surpreendente, descoberto nações  inteiras e ressuscitado  povos importantes da antigüidade, conhecidos, até  então, apenas por obscuras referências bíblicas.

                    MÉTODOS ARQUEOLÓGICOS:
1 - Escavações  nas  ruínas da cidade (na maioria enterradas pela 
    ação da natureza e do tempo).
2 - Renovação e preservação dos achados (Registros e Fotografias)
3 - Exame de ruínas, nível por nível: a estratificação.  Este método é facilitado pela freqüência com que as cidade eram conquistadas e destruídas no mundo antigo.

                            DATAS:
podem  ser fixadas somente no caso de haver achado escritos,  por exemplo, inscrições em pedras.

                       DATAS RELATIVAS:
Em seqüência cronológica pode ser estabelecida entre um estrato e outro, e entre uma escavação e outra.

                        ESTRATIGRAFIA:
Descrição geológica dos terrenos estratificados(camada sobre cama da).

              IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DO V.T. PARA O CRISTIANISMO:
1 - As citações feitas por Jesus (Mt. 22:29; Jo. 10:34,35; Jo. 2:22).
2 - A compreensão do N.T. só pode ser obtida pelo estudo do Velho 
    Testamento.
3 - Fonte da Revelação Divina (não só como pessoa) nação, mas revelação do governo, dos propósitos.
4 - O V.T. como informação cultural (não só de cunho  científico) mas histórico e geográfico.
5 - Gênesis é citado no N.T. 60 vezes.

      RELIGIÃO E HISTþRIA HEBRAICA, BASE DA RELIGIÃO CRISTÃ:
1 - As cerimônias judaicas são tipos da nossa doutrina e fé.
2 - A purificação da circuncisão (simbolizava o  batismo  acompanhado da fé).
3 - Os fatos da história são fases da nossa vida espiritual: "estou num deserto"  -  "estou na fornalha"  -  "Mar Vermelho"'
4 - O monoteísmo  judaico  fez  a elasticidade da crença num Deus supremo para todas as eras, e todas as nações.
5 - O cristianismo nasceu na história hebraica e ainda hoje estão  interligados.

                          D I L Ú V I O:
INTRODUÇÃO: As descobertas científicas, mesmo contra a vontade de muitos cientistas incrédulos, tem demonstrado que a Bíblia sempre esteve certa sua narração de fatos históricos.
            O dilúvio de Noé é um fato Bíblico científico incontestável, porque suas conseqüências perduram até hoje. Nosso propósito não é demonstrar que a ciência na condição atual para o homem, é a verdade, mas sim, que a Bíblia é a verdade. As descobertas científicas só confirmam a que a Bíblia estava certa quando registrou tal fato.

CAUSAS:

1 - A maldade do homem - Gn. 6:5.
2 - Casamentos anormais - Gn. 6:2.
3 - Violência - Gn. 6:11 e 13.

                           CONSEQÜÊNCIAS:
            Há uma série de problemas ou descobertas científicas, que só tem explicação no fato do dilúvio.
1 - É um fato consumado que a terra passou por um grande cataclisma, que causou uma completa reviravolta na Crosta Terrestre.
    Ex. Como explica-se a presença de grandes cardumes de  peixes  fossilizados em lugares distante de mares e rios, no topo  de  montanhas? Como explica-se a descoberta de milhares de mamutes  congelados  nas  geleiras da Sibéria, em perfeito  estado  de      conservação?  Como explica-se a presença de animais de clima quente, fossilizados, em regiões geladas e vice-versa?
2 - Os cientistas descobriram que houve uma época na história  da    terra, quando havia uma só temperatura em toda a face da  terra, sem grandes oscilações atuais. O clima era ameno e uniforme, altamente favoráveis a vida vegetal e animal.
    Ex. Registrou-se 57º acima de zero no deserto do Saara e  70º abaixo de zero na Sibéria.
  - Antes do dilúvio o homem tinha vida mais longa (969 anos  Matusalém - Gn. 5:27). Gn. 11, veio diminuindo a idade.  Desde  o dilúvio, e duração média de vida tem caído. O salmista  disse  que  a vida vai a 70 anos, hoje a média não alcança 50  anos,  quando consegue é por causa da luta desesperada do homem  contra o campo e a morte. Se não tivéssemos as vitaminas, proteínas,  sais minerais , vacinas, antibióticos,  fertilizantes,     inseticidas, etc. provavelmente a vida teria desaparecido.

             UMA LENTE PROTETORA AO REDOR DA TERRA:
            Existe ao redor da Terra, atualmente, uma substância gasosa, chamada  ozônio, cuja finalidade é a de filtrar os raios  solares letais como os ultra violetas. Se o ozônio da atmosfera, de hoje, protege a terra contra as radiações solares, com mais intensidade antes do dilúvio. O manto dava a terra toda uniformidade de clima e temperatura. Por isso os sistemas ecológicos de antes do  dilúvio eram quase perfeitos.
            Em Gn. 1:6-8. Declaração de que Deus criou o firmamento,  que Ele  chamou de "Céus" para servir de separação entre as águas  de águas, isto é, as águas de baixo do firmamento e as águas sobre o firmamento.
            Gn. 7:11 e 12 - encontramos duas declarações que mostram  que havia grande quantidade de água sobre o firmamento. "As comportas dos céus se abriram".
Comportas: É o dispositivo na barragem de uma represa, que se abre quando a água sobe acima do normal, para que saia. A comporta  só é usada quando há grande quantidade de água represada.
            Hoje  é comprovado pela ciência meteorológica, que as  águas contadas atualmente nas nuvens, não suportariam uma chuva torrencial em toda a face da terra durante 40 dias e 40 noites. Se  começasse chover torrencialmente em toda a face da terra, as  águas das  nuvens se acabariam em questão de minutos e a inundação  não passaria de alguns centímetros acima do nível do mar, como  pois, pôde chover 40 dias e 40 noites? - O manto protetor foi destruído

                 FINALIDADES DO MANTO PROTETOR:
- Prover a terra com temperatura uniforme e clima ameno,  tornando-se semelhante ao jardim do Éden.
- Proteger a Terra em todas as suas formas de vida, filtrando  os raios solares letais, especialmente ultravioletas.
-  Dar condições altamente favoráveis a toda a forma de  vida  na terra no que diz respeito a fertilidade, longevidade, resistência a beleza.
            A destruição do manto protetor da água provocou  transtornos como: temperaturas altamente oscilantes; Clima diferente e desfavoráveis, desertos, geleiras, chuvas líquidas e sólidas, ventos, pequena quantidade  de água nas nuvens e quantidade excessiva na terra  e mares.

              A TEMPERATURA E CLIMA ANTES DO DILÚVIO:
            A ciência descobriu que houve uma só temperatura e um só clima em toda a face da terra. A longevidade dos antediluvianos só pode ser explicada pela temperatura e clima uniformes. O calor emiti do pelos raios solares envelheceram e degeneraram. As  constantes mudanças  climáticas na temperatura abalam a estrutura física  do homem. Tanto o frio como o calor, podem matar. Gn. 11:13-25.
OBS: O caso da bebedeira de Noé, logo após o dilúvio, demonstra a mu dança de temperatura. O vinho não fermentado não embebeda. A fermentação não é provocada pela infiltração dos raios solares. É o calor que azeda os alimentos. Quando a temperatura é amena os alimentos  se conservam em melhor estado. A bebedeira foi um fato  novo para Noé.

         A ARQUEOLOGIA E A ETNOLOGIA TESTEMUNHAM O DILÚVIO
ARQUEOLOGIA - estuda  raças  povos e civilizações  desaparecidas. Estuda documentos, objetos e todos os elementos antigos, encontra - dos  através de escavações. Descobriu-se uma escrita dizendo  que Noé,  babilônico,  enterrou escrituras de barro cozido  antes  do dilúvio.  Assurbanipal, fundador da grande biblioteca de  Nínive, fez referências a escritos de antes do dilúvio.

ETNOLOGIA - Estuda as raças,  povos  e  civilizações vivas,  suas origens, costumes e peculiaridades, que as distinguem uma das outras.  A etnologia diz que quando povos  completamente  separados têm tradições e crenças a respeito de certo acontecimento  passado,  esse consenso geral e tradicional estabelece o fato  de  que houve alguma ocorrência histórica verdadeira que serve de  lastro para tais tradições e crenças.
            A  etnologia registrou 33 raças diferentes e distintas  umas das  outras sem nenhuma comunicação, todas elas com tradições  de um dilúvio

                 DATA ENTRE A CRIAÇÃO E O DILÚVIO
            Quanto ao tempo que mediu entre a criação e o dilúvio,  nada se  pode dizer ao certo, mesmo com os dados de  Gênesis.  Podemos calcular uns 1.600 anos de criação ao dilúvio. Os relatos Bíblicos não obedeceram a qualquer critério  cronológico, sendo relatos em forma  popular, sem qualquer esforço para dar a devida medida  de cada época e suas relações com outros fatos. Dos muitos documentos que nos legaram não podemos defender para qualquer exatidão histórica. Portanto, devemos contentar-nos com datas aproximadas vezes e com meras suposição outras vezes.
DILÚVIO - 3.300 A.C. ou 3.000 A.C.

                    UNIVERSALIDADE E NARRATIVA:
            Sabemos  que todas as raças provieram de Sem, Cão e  Jafé  e que na dispersão levaram esta tradição, e também, outras
            Os  gregos  tinham o seu Deucalião, como Noé no  Dilúvio,  e muito antes que Colombo verificasse que os ameríndios também  conheciam a história, já era ela conhecida na Polinésia, no Tibete, na Austrália e por todo o Oriente distante. Houve uma inundação tremenda que cobriu a terra e deixou marcas em todos os povos antigo

                   ORIGEM DAS NAÇÕES PRIMITIVAS:
1 - Distribuição Etnogeográfica dos Povos: Na providência de Deus, os três filhos de Noé não tiveram descendência antes do  Dilúvio. Terminada  a catástrofe que pôs fim a raça iníqua e começando  um novo princípio, os três filhos de Noé tiveram uma numerosa prole.
    O capítulo 10 de Gênesis dá-nos a lista dos nomes dos descendentes de Noé. Alguns destes ocorrem no plural, mostrando que eles não  se referem antes aos filhos de Noé, mas as tribos ou  nações que se formaram de seus nomes.
    É  importante  observar que toda sorte de  investigações  tem sido feita para averiguar se de fato a terra foi povoada com descendentes de Noé, e se estes nomes se encontram com base das  nações  antigas e modernas. Apenas dois ou três nomes da lista  dos filhos de Noé não tem sido possível identificar.
    O objetivo do escritor de Gênesis é provar, mesmo que indiretamente unidade da raça, e, diretamente traçar a linhagem da  família eleita. Sem é o homem de que há de sair o povo escolhido.
    A Arqueologia muito tem contribuído para a identificação destes nomes bíblicos, alguns dos quais hoje não existem mais.

2 - Descendentes de Jafé: GOMER(seus filhos),Asquenaz, Rifá, Togarma Magogue, Madai, Jave (seus filhos) Elisá, Társis, Quitim e Dodanim, Tubal, Meseque, Tiras. Então filhos e netos, 14 ao todo.

2.1 - GOMER: Deste primeiro filho de Jafé descenderam os Gamir ou Gamiral, ou cimerianos, galos, celtas, e desempenharam papel  importante  em conexão com os assírios. A eles se  refere  Ezequiel 38:8. Pertencem as tribos indo-germânicas, chamados também citas.
    Floreceram muito durante o reinado de Sargão, rei da Assíria, quando  Israel estava em decadência. Entraram em contato  com  os frígios e lédios cuja capital puseram fogo. Foi só mais tarde que foram exterminados.

2.2 - MAGOGUE: Gômer e Magogue aparecem juntos em Ezequiel 38:1-6, e este é o príncipe sobre uma tribo muito importante daquele tempo.  Gogue é abreviação de Magogue, e aparece com o nome de  Gagu nas inscrições assírias.

2.3 - MADAI: Um grande povo, os persas e medos são seus descendente Eram muitos povos que habitavam a Noroeste da Ásia e destruíram a Assíria e Babilônia, se tornando um dos povos mais históricos  da antigüidade. Foi  sob o domínio deste povo que os  judeus  tiveram permissão de voltar a Palestina. Em outras regiões aparecem com o nome de Argos. Uma destas tribos emigrou para o sul e localizou-se nas imediações do Golfo Pérsico, formando a antiga Pérsia que ainda  existe. Na Grécia tem-se encontrado tribos desta origem.  Nas inscrições assírias aparecem com o nome de Cansuti-Plural.

2.4 - JAVÃ: ou  IOUAM dos gregos, de onde veio a famosa tribo  ou raça  jônia, que chegou a ter a preponderância sobre os áticos  e dários. Supõe-se que Chipre tenha sido o berço esta raça. Os quatro filhos de Javã.
Elisá: Uma Grécia. De Elisá, vinha Jacinto e Púrpura (Ez. 27:7).
Társis: mencionado por Isaías. Os tartasenos Espanhos, perto  de Gilbraltar, onde os fenícios e gregos realizavam suas  transações comerciais.  Desta terra os fenícios colonizaram grande parte  da Europa Ocidental.
Coltes ou Quitim: Supõe-se serem os habitantes da cidade de Lamarca, capital de Chipre.
Dodonim: é provavelmente, Rodanim ou Rodes. Calcula-se que seus habitantes  sejam dórios.

2.5 - TUBAL:  Este  foi  o pai  dos Tabalins ou Tabali, que foram guerreiro de peso auxiliares de Xerxes. No tempo de Senaqueribe e Sargão,  dominavam até a Cílícia, onde Senofontes  os  encontrou. Não só foram célebres guerreiros, mas também artífices em  ferro, cobre e prata.

2.6 - MESEQUE: Ou os MAHI das inscrições assírias. Estabeleceram-se na Frígia, Célebres por suas proezas guerreiras. Foram  dominados pelos romanos e reduzidos a tributários. Paulo pregou lhes o evangelho e depois deve ter fundado algumas Igrejas entre eles.

2.7 - TIRAS: É ainda desconhecido. Acredita-se que seja a  trácia mas não está completamente confirmado. Em verdade disse Noé: Dilata Deus até. Toda a Europa e grande parte da Ásia foram tomados  por esta família. "Por estes foram as ilhas e nações divididas. Moisés não tinha um mapa diante de si, mas sua descrição é religiosamente exata nos limites em que esta acha.

3 - Descendentes de Cão (Num): Cusi (seus filhos) Seba, Havilá, Sabtá, Raama (seus filhos)Seba e Dedã. Sabtecá e Ninrode, Mizraim (seus  filhos) Ludin, Anamim, Lesbin, Neftuim, Patrusim, Cesluim (seus filhos) Filisteus, Ceftorim, Pute, Canas(seus filhos)Sidom, Hete, Jebuseus Amorreus, Girgaseus, Heveus, Arqueus, Sineus, Arvadeus, Zemareus, Hamateus.

3.1 - CUSI - Deu origem à Etiópia e a costa sudoeste da Árabia. É o PUM entre os egípcios. Uma raça branca similar à egípcia que entrou em contato por séculos com os núbios. A mulher de Moisés era árabe,  da  descendência desta tribo (Num. 12:1) Os filhos  de  Cusi deram nomes e diversos outros lugares:
Seba estabeleceu-se no sul, na África, Egito, território hoje conhecido pela Núbia e Abissínia.
Sabtá, Havilá ou Sabtecá: estão localizados na Costa da  África perto  do Mar Vermelho e estreito de Mabel-Mendebe até  o  Oceano Índico.
Sebá e Dedã: São localizados a leste da Arábia, no Golfo Pérsico.  Algum localizam Sebá na Acádia Feliz perto do Mar  Vermelho, de onde veio a rainha de Sabá. Há uma tradição de que a  religião judaica foi introduzida no país pela rainha de Sabá.
Ninrode: Foi o rompimento a tornar-se célebre na terra, Miquéias fala da Assíria como a terra de Ninrode. Desta forma deduz-se que Nínive foi fundada por ele. A 18 milhas de Nínive existem  ruínas de um palácio com o seu nome. Há porém dúvidas quanto a edificação de Nínive por Ninrode, pois segundo os historiadores, as assírias eram de origem semita.

3.2 - MIZRAIM: Egito. Pode ser filho de Cão ou descendentes dele. De qualquer forma povoaram o Egito.
Ludim: São os  Lídios,  mercenários usados por egípcios  contra assírios.
Anamim: Habitantes de Heliópolis.
Leabins: São Líbios, dominaram o Egito por algum tempo.
Casluins e Caftorins: Deram  origem  aos fenícios e  filisteus. São encontrados também no Delta do Nilo, e possivelmente  emigraram daí para Creta.

3.3 - PUTE: Terceiro  filho  de  Cão, deu origem à Mauritânia que agora é ocupada por Marrocos. Fez a Argélia. Ezequiel ameaça Pute de ser destruído juntamente com os egípcios e Lídios.

3.4 - CANAÃ: Sidom foi o filho mais velho de Canaã. O  território ocupado por Canaã limita-se a uma estreita faixa de terra ao longo da Costa Palestina, mas foi se dilatando até chegar a  dominar quase toda região. Foi ele que deu nome a terra de Canaã.
Sidom: Deu o nome a toda a terra da Costa do Mediterrâneo. Foi o progenitor de muitas outras tribos, que se encontram em Gn. 10:15-18
Hate: Foi o pai dos heteus, nação poderosa na antigüidade que só agora  se está tomando conhecimento. Sua língua decifrada, trouxe muita luz a história antiga. Seu berço parece que foi a Ásia  Menor, e depois a Palestina. Mas tarde atacou o Egito e também  Babilônia. Foi deles que Abraão comprou o campo para sepultar  Sara (Gn. 23:3,7). Foi talvez o povo mais notável da antigüidade.
Os outros filhos de Cão: Jebuseus, amorreus, girgaseus, heveus, arquesineus, hamateus, arvadeus e zemareus - encontram-se todos na Palestina. Os Jebuseus ocupavam Jerusalém e imediações. Os amorreus no baixo Jordão, girgaseus a Oeste do Jordão, haveus nos montes Hermom e Líbano até Siquém. Os arqueus e sineus, perto do Monte Líbano Os arvadeus, na Fenícia. Os zemareus, os hamateus, principal cidade perto do Orontes. Esta família ocupava toda a Palestina e foi destruída por sua iniqüidade, depois da volta dos hebreus do Egito.

4 - Linhagem de SEM: Elão, Assur, Arfaxede, Lude, Arã e filhos.
    Sem é o pai de todos os filhos de Eber ou hebreus. A primeira vez em que é usado o termo "Hebreus", é em conexão com a  chegada de  Abraão a terra de Canaã, e parece dar a idéia de  estrangeiro ou emigrante.
4.1 - ELÃO: Primeiro filho de Sem, foi o pão dos antigos vizinhos dos persas; aparecem com o nome de elamitas, habitantes do  norte da Pérsia no Tempo de Moisés.

4.2  - ASSUR: Foi o pai dos Assírios, aquele poderoso  reino  que derrotou  as dez tribos do Norte e que foi o mais famoso  império antigo.

4.3 - ARFAXEDE: Pai dos Babilônios ou caldeus.

4.4 - LUDE: Pai dos Lídios na Ásia Menor.

4.5 - ARÃ: Foi  o pai dos Sírios, povo que habitou a noroeste  da Palestina e que diversas vezes entrou em conflito com os Israelitas.  Uz deu o nome de terra onde morava Jó, na direção do  Norte da Arábia. Dos três filhos de Arã só sabemos que formaram  pequenas tribos aramaicas e sírias.
            Dos filhos de Eber o mais importante é Pelegue, que significa "Divisões". O outro filho de Eber, Jotã, teve 13 filhos, dos quais pouco sabemos, mas parece que ocupavam todo o Sul da Península da Arábia.  Destes três: Sabá, Havilá e Ofir, são  mencionados  para designar a terra que melhor ouro possuía. Cusi também tinha um filho com este nome. Os geógrafos crêem que ambos se misturaram. Os babilônios são uma mistura de canitas e semitas. Por este processo muitos antigos povos perderam a identidade.
            Mivlá: havia também um descendentes de Cão com este nome. Os semitas  contudo, se estabeleceram na Costa da Arábia,  perto  do Mar Vermelho.
            As constantes guerra, invasões e emigrações, provocou a destruição ou substituição de um povo por outro. Foi assim que  Sargão II fez com as dez tribos do reino de Israel, levado cativo  o povo e substituindo-se por outro, que trouxe do Oriente, de  onde vieram os samaritanos.
                          A TORRE DE BABEL:
v.3 - Queimemo-los: os  tijolos  eram usualmente secados ao  sol. Isso demonstra o estágio avançadíssimo a que já haviam chegado as artes de edificações antigas.

BETUME: é a mesma coisa que asfalto.

V.4 - "Cujo cume toque o céu". A cidade e a torre tinham a intenção de servir de seguridade defensiva e de domínio político. O hebraico diz literalmente "cujo topo seja o céu". O plano de centralização proposto pelo homem parece ter sido considerado por  Deus como  indesejável. É possível que em seus motivos mais  profundos fosse um ato do auto-suficiência humana e de rebelião contra Deus É altamente significativo que "Babel" (Babilônia)no relato bíblico representa em todas as páginas bíblicas, até o Apocalipse, a idéia de federação humana materialista e humanista em oposição a Deus.

            Argamassa - Reboco, emboço, mistura de cal, areia, água, com que  se ligam as paredes de um edifício.

            Babel: Portão ou corte de Deus: palavra ligada ao verbo  Balal - misturar, confundir.
            A raça humana se havia multiplicado suficientemente e desenvolvido indústrias e artes num modo tão elevado que eventuou-se a possibilidade de construir uma cidade, e especialmente uma  torre cujo topo alcançaria até aos céus.
V.4  - Célebre o nosso nome - desejavam  tornar-se famosos  pelas suas próprias obras. Tal rebelião contra a autoridade divina, e a pretensão de poder imperial, que pertence só a Deus é o  Espírito de idolatria.
V.7 - A confusão da língua - foi  um ato divino e os detalhes  de como foi realizado não são fornecidos, é inútil espetacular.
            Deus não destruiu a torre, Ele confundiu a linguagem e espalhou  o povo. A estrutura que os construtores de  Babel  tentaram erigir,  e que se tornou símbolo da sua desobediência  e  orgulho que desafiavam a Deus, é brilhantemente ilustrado pelos edifícios mesopotâmicos, particularmente as Torres-Templos Sagrados  chamados Zigurates.
a)  A palavra assíria-babilônia-zigurate, designa  um  "pináculo" ou "topo de Montanha". Os zigurates eram gigantescas montanhas  artificiais  de tijolos cozidos ao sol. O zigurate mais  antigo  já descoberto é o situado em Ereque na Bíblia. OBS: Em Ur dos Caldeus, terra natal de Abraão, a divindade era Nanat, deus lua e o seu mais importante  santuário  era localizado na mais alta  elevação.  Em Borsiba, a cerca de 16 km. a sudoeste da Babilônia, a divindade era Nabo. deus do conhecimento e da literatura.
b) O zigurate se espalhou pela Babilônia e se tornou apresentação característica de arquitetura na Mesopotâmia. De cores  variadas, e construídos com vários pavimentos, em forma de degraus, o  mais elevado  zigurate  possuía 7 andares. A forma mais comum  era  de três andares.
c) Por toda planície Babilônica, as suas ruínas ainda  permanecem algumas vezes visível a distância de um dia de jornada geralmente com o aspecto de grandes massas de tijolos não queimados.
d) O zigurate de Uruque era uma enorme massa de barro, muito  bem socada e reforçada exteriormente, com camadas de tijolos e asfalto.  Há estruturas semelhantes em Ur, Babilônia e Borsiba, e  outras localidades Mesopotâmicas.
e) Os edifícios de Babel decidiram estabelecer-se na fértil planície eluvial da bacia do baixo Tigre-Eufrates, e construir uma civilização auto-glorificadora, permitindo-se conforto a prosperidade.
f) No zigurate (Torre-Templo) - No seu último pavimento eram  adorados a imagem da divindade padroeira da cidade.
g) Cada grande cidade Babilônica tinha o seu zigurate, mas nenhum desse se compara a torre de Babel.
h) Mais ou  menos  85  milhões de tijolos foram empregados  nessa construção, que dominava imponentemente todo o panorama.
i) também a Torre de Babel foi obra de escravos. Ali os  chicotes dos  capatazes  eram usados como na construção das  pirâmides  do Egito.
j) Reis Babilônicos  e  Assírios se orgulhavam da altura de  seus templos.
                           M I C S O S:
            Primitivos  invasores do Egito, de origem obscura,  e  cujos chefes conhecidos pelo apelido de reis pastores, dominavam o país invadido (2.000 a 1.500 A.C.), construindo a 15º e 16º  dinastia. Após a rebelião foram derrotados e expulsos.
QUEM É ESTE POVO?
a) Provavelmente eram semitas, conquistaram o Egito, estabelecendo o seu governo na cidade de Zoan.
b) Reis pastores (Beduínos ou Arabes).
c) Alguns Arqueólogos apontaram-nos como um ramo dos Hiteus. O que parece é um grande número de semitas vieram com eles fixar  residência no Egito.
Reinaram de 2.371 a 1.583 A.C.
            - 1733 A.C. José foi levado cativo para o Egito
            - 1710 A.C. Jacó foi para o Egito.
              HICSOS: Talvez foram os primeiros a empregar cavalos  para a  guerra.  A eles provavelmente se deve atribuir a  invenção  de carros puxados a cavalo. Tantas vezes mencionados no V.T.

                           E G I T O:
            Foi  fundada logo após o dilúvio por Mizraim, filho de  Cão. Foi  chamada a "terra de Cão". Desde os tempos remotos as  ruínas do grande Vale do Nilo sempre despertavam o interesse de  viageiros.  As pirâmides, as esfinges, abeliscos e túmulos  chamavam  a atenção  à civilização do povo que os produziu. Um exame  ligeiro das muralhas, colinas e outeiros sugeriu logo que eram ruínas  de cidades e talvez de templos e palácios antigos. Notarem nos monumentos,  uma ornamentação de figuras tão estragas que não  sabiam se eram reais ou imaginária.
            Os egípcios suas tradições de primitivos deuses, semi-deuses e reis longevos. Sabiam usar o ouro, a prata, o cobre, o chumbo e a pederneira; fazia em barcas e navios.

                        POLÍTICA DO EGITO
            Egito  Arcaico: O primeiro Faraó de todo o Egito foi  Narmer do Egito, superior e certamente foi reino rival do Delta,  talvez tivesse  sido  o Manes da tradição posterior e certamente  foi  o fundador da primeira dinastia.
            Os principais acontecimentos políticos é a cada ano eram  registrados em tabletes de marfim. Maneto, historiador Egípcio, cerca de 250 A.C. escreveu uma história do Egito que ele  distribuiu em 31 dinastia, desde Manes, primeiro Rei histórico, a  conquista pelos gregos sob Alexandre. O Grande 332 A.C. e até hoje a história egípcia antiga é comumente referida em termos dessas 31 dinastias na maior parte a exatidão dessa classificação tem sido corroborada pelas descobertas arqueológicas.
            Vamos falar um pouco de cronologia da 10ª Dinastia do  Egito e dos entes contemporâneos dos Israelitas.
            1537 A.C. - Nasceu a mais notável mulher de toda a  história Egípcia, Matashepsup. Quando Moisés nasceu ela tinha 17 anos. Era filha  única  de Totmés I, a sua mãe era a Rainha Amis. Filha  do Faraó Amenstap I, era de puro sangue real.
            Sendo filha da rainha Amis e descendente dos reis que expulsaram os icsos, Matashepsup, recebia o apoio de um grande partido no  Egito que reconhecia no sangue de sua linhagem a único  digna de honras reais. Por causa da sua grande capacidade, o pai Totmés I já associava com ela no governo quando nasceu Moisés. Ela continuou  a ser a verdadeira governadora do Egito durante o reinado  de Totmés II e 16 anos do governo de Totmés III, antes dele se tornar o maior dos conquistadores egípcios. Assim, tudo que é conhecido da biografia dessa mulher concorda com as referências bíblicas à filha do Faraó que achou a criança Moisés na arca de juncos no  rio Nilo.
            Dando ao menino seu nome, ela honrou-o com um nome comum  de sua família, como no nome composto Theth-Mesu, Mesu (Moisés).Desde o princípio ela anunciou a sua intenção de governar como homem, e ela se apresenta muitas vezes vestida de homem. O reinado dela foi caracterizado  por um período de grande prosperidade. Ela  ergueu muitos templos e obeliscos, alguns dos quais permanecem até hoje. Construiu um Santuário em memória de seu pai e é reconhecida como  a mais linda criação em pedra que o Nilo pode mostrar. Construiu o templo  de Serabit na Península do Sinai, quando se associava  no trono com o irmão Totmés III, e nessa época já havia  perseguição aos israelitas. Ela adotou Moisés como filho e devido as circunstâncias  de sua vida ela podia dar a Moisés o trono  dos  Faraós. (Atos 7:22).Quatro ou cinco dos reis do Egito, incluindo o Faraó do Êxodo, oprimiram o estrangeiro. No reino de Totmés I a opressão já era bem severa, quando Moisés nasceu. Totmés III é reconhecido como Faraó da opressão. A pior perseguição iniciou depois da morte  da mãe  adotiva de Moisés. É provável que ele exerceu  influência  a favor dos israelitas, visto que concluiu o templo de Serobit, possivelmente para os hebreus de Gósem.
            Moisés  fugiu da corte de Totmés III, 6 ou 7 anos depois  da morte da princesa, em 1480 A.C. Há uma pirâmide na porta do Templo em Tebas, de 1479 A.C. quando a história das conquistas de Totmés III  na Síria e Palestina. Nesta inscrição consta a história  das conquistas  de Totmés III na Síria e Palestina.  Nesta  inscrição consta a mais antiga referência a Canaã na literatura egípcia. Aparecem nas inscrições os nomes das muitas cidades freqüentemente mencionadas  nas narrativas bíblicas, como Medes,  Megido,  Dotã, Damasco, Betel e Giboé, etc...Depois da morte da princesa, o rei, cheio  de  inveja da irmã, destruiu quase todas as  inscrições  e monumentos  que ela deixou. Se não tivesse caído das paredes  dos templos o estuque usado para encobrir as inscrições de  Matashepsup quase nenhuma informação sobre o trabalho e influência  dessa grande mulher. As inscrições de Totmés III revelam a dureza da vi da  de seus escravos: os exatores com as armas na mão dirigem  os escravos que trabalham arduamente. Totmés III reinou 54 anos, morrendo quando Moisés teve a visão da sarça ardente, e recebeu ordem divina de voltar ao Egito e libertar seu povo em nome de Jeová.
            A Nação Israelita sob o jugo de Faraó: Os primeiros capítulos de  Êxodo descrevem a opressão dos israelitas no Egito depois  da morte de José. Os Micsos eram semitas e parentes dos hebreus.
            Estabeleceram-se no Egito em 2370 A.C., e foram expulsos  em 1580 ou 1537 A.C. Eles eram reis pastores e reinavam no Egito como conquistadores. Pensa-se que um deles "Apepi", foi o Faraó dos dias de José. O prestígio e a influência dos hebreus permaneceram no Egito enquanto os Hicsos ficaram no poder. Uma vez conseguindo a sua expulsão, os egípcios começaram logo a opressão e a escravidão dos hebreus. Não foi feito todo possível para apagar todos os traços  dos odiados hicsos e podemos compreender perfeitamente  a aflição  que os seus amigos, os hebreus, tinham que sofre de acordo  com a narrativa de Êxodo quando Moisés nasceu em 1520 A.C.  O povo já sentira a aflição dos egípcios por um período de 50 a  60 anos. Já perderam a liberdade e se tornaram escravos, sob o governo do terceiro opressor Totmés III, porém, é reconhecido como  Faraó da opressão. Pensa-se que a pior perseguição dos hebreus fosse iniciar depois da morte da mãe adotiva de Moisés. Totmés III é conhecido na história egípcia como o grande edificador de cidades, exatamente o homem que precisava de escravos para a fabricação de tijolos. As inscrições de Totmés III revelam a dureza da vida de seus escravos. Os exatores com as armas na mão dirigem os  escravos que trabalham arduamente. As cidades Pitom e Ramassés, encontradas com  suas inscrições, dá-nos razão para acreditar que ele  foi  o Faraó que reprimiu a Israel.(Ex. 1:11). Ele morreu quando  Moisés teve a visão da Sarça.
            Totmés III foi sucedido por seu filho Amenetep II, o Faraó do Êxodo, ele era fraco, mas também construtor que conduziu e completou os objetivos do pai, ele foi o Faraó que contendeu com Moisés e não deixou o povo de Israel sair.
            Há  quatro etapas no cruel tratamento que Faraó infligiu  a Israel, na sua tentativa para impedir o crescimento  extraordinário do povo:
                        1 - Faraó colocou os Israelitas debaixo dos feitores para afligi-los com cargas pesadas. - Êx. 1:11.
                        2 - Tornou mais pesadas as cargas deles. vs. 13 e 14.
                        3 - Ordenou as parteiras que matassem os recém-nascidos vs. 16.
                        4 - Deu ordem a todos os hebreus para que lançassem  no rio os filhos recém-nascidos do sexo masculino. vs. 12.

                      A IDADE DOS PATRIARCAS:
            O  MUNDO DE ABRAÃO: Diria-se não muitos anos atrás, que  era impossível  haver verdade histórica de Abraão, porque  os  tempos eram primitivos, e não havia escritos. Hoje, a arqueologia provou que  a escrita foi inventada na Bacia do Tigre e  Eufrates  muito tempo antes de Abraão e a cidade de Ur dos Caldeus de onde Abraão antes de sair em sua peregrinação era civilizada e de cultura.
            Os povos da Mesopotâmia: Naquele tempo a raça principal  que ocupava a Mesopotâmia, eram os Sumerianos. Dominavam a região  de 3.000  a  2.000 A.C., quando os emitas ressurgiram  como  rivais. Outra raça, os Hurrianos, entraram na região entre 2.500 a  2.000 A.C. e dominaram algumas cidades. O comércio era intenso e a cultura da região era assimilada em grande parte. As principais cidades eram: Kiah, Niour, Ur, ereque, Mari, Nuzi, eshanunna, Layash.
            Os  costumes Patriarcais: Diziam-se que os atos de Abraão  e Isaque eram historicamente impossíveis; que jamais, houve práticas desta natureza. Agora, nas tábuas de barro de Nuzi e outros lugares acharam  práticas  exatamente paralelas  as dos  patriarcas.  Por exemplo, em Nuzi, de 1.800 A.C. os costumes eram os seguintes:
                        1 - Um casal sem filhos adotava um menino, que seria  o herdeiro, cuidara deles na velhice. Porém, se depois um filho nascesse, o adotado cederia lugar para ele. Isto explica a base legal de Gn. 15:2-4.
                        2  - Os contratos de casamento obrigavam uma  esposa  a dar uma serva ao marido  para ele ter herdeiros. Esses filhos não podiam ser expulsos do lar, de acordo com  a lei, o que explica a apreensão de Abraão em Gn. 21:11; 30:1-3.
                        3 - O contrato entre um homem e seus filhos adotados, a quem ele dá a sua filha em casamento. É declarado que a posse de imagens no lar "deuses" significa liderança familiar. Isto reflete a ansiedade de Labão em Gn. 31:19,30,35. A situação de Jacó se assemelha bem à de um filho adotado nessas condições. No caso de  Labão ele tendo filhos nascidos em casa, as imagens pertenciam por direi to a eles. E a pena de acordo com as leis de Nuzi pelo roubo de imagens seria a morte - isto explica a palavra de Jacó. Gn. 31:32.
                        4 - O noivo pagando o sogro pela noiva, ou em dinheiro, ou em trabalho era costume entre eles - Gn. 29:18. Também era costume o pai dar uma escrava à noiva para serva pessoal, como Zilpa e Billah em Gn. 29:24,29.
                        5 - Abraão dizendo que Sara era sua irmã: dizer  quando em viagem era comum e Abraão caiu na prática geral ao fazer isto.
                        6 - um estrangeiro com direito a residência sofria restrinções, justamente como hoje. Não podia comprar terrenos diretamente de indivíduos. A comunidade havia de dar o "pode". Eis porque Abraão foi aos filhos de Hete para permissão de comprar a Efrom o Túmulo de Sara - Gn. 23:7-12. Nas inscrições, há vários contratos de compra e venda. Comprada, a quantia paga por Abraão foi bem alta.
                        7 - Isaque e Jacó: Vemos Isaque na velhice, abençoando a Jacó  e depois recusando-se a transferir a bênção ao mais  velho, Esaú,  na base, se é que podia mudar o que foi falado. Este  conceito achamos no texto de Nuzi (Gn. 27:).
                        8 - O caso de Gn. 25:27-3* é achado um paralelo nos textos de Nuzi. Existe um contrato escrito, de dois irmãos, Tupkitila e Mupazeh. O primeiro, mais velho, vende os seus direitos da  herança por três ovelhas ao seu irmão mais novo.

                                                A CODIFICAÇÃO DAS LEIS:
            As leis mosaicas têm vários paralelos no mundo antigo.
- As leis Acedianas de Eshununa - 1850 A.C.
- As leis sumerianas de lipit-Istar 2102 a 2092 A.C.
            O  código de Mamurabi 1700 A.C. Provavelmente  contemporâneo de Abraão.
- As leis dos Miteus - séc. 15.
- As leis dos Assírios - Médios - séc. 12.
            De todas estas são as leis Hamurabi que são mais  comparadas aos nomes da Bíblia. Há muitas semelhanças, especialmente nas penalidades por exemplo: Quanto a um boi que fere ou acidentes  que resultam em morte de alheios. Todos os códigos expressam  cuidado pela viúva e órfão. Porém, o Código Bíblico difere em pontos  importantes dos demais:
                        -  Embora  Hamurabi recebeu o reino  e  autoridade  dos deuses, foi ele pessoalmente que formulou as leis do seu  código. Ele  se orgulha do fato. Todas as leis acima proclamam  um  autor humano. Mas as leis Bíblicas foram dadas diretamente por Deus.
                        2 - A ênfase nas outras leis está sobre propriedade nas mosaicas, está sobre pessoas, e o valor da vida humana.
                        3  - A sociedade babilônica do tempo de  Hamurabi  esta dividida em três classes rígidas: Nobres, burgueses, escravos. As leis  reforçam  essas divisões. Lembramos como as  leis  mosaicas providenciam  para a libertação periódica dos escravos, e  que  o israelita, embora escravo, é um irmão de todos os demais.
                        4 - As outras leis só tratam de questões legais em base legal;  nunca declaram uma razão moral ou exortação como base  de sua lei. As outras lei são "modernas" nesse sentido, porém a  lei mosaica é realmente única em combinar valores éticos, ritos religiosos e preceitos judaicos.
                        5 - As leis Bíblicas são mais misericordiosas em muitos pontos, por exemplo: Deut. 23:15.    

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