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quarta-feira, 14 de março de 2012

E se ser gay fosse uma escolha? (By J. Marinho)

 
By João marinho

Você é gay? Se sim, escolheu ser gay? Penso que, como eu, a resposta é "não escolhi" - mas fica a pergunta: e se ser gay fosse uma escolha, isso, por acaso, "justificaria" a homofobia?

Há algo que me soa inegável: o direito que temos sobre nossos corpos, sobre a gerência de nossa afetividade, sobre o nosso sexo, sobre o nosso prazer... É soberano!

É preciso tomar cuidado com este discurso, que pode facilmente se tornar vitimista, de que "ah, eu não escolhi ser assim, então, me respeite (= tenha dó de mim), 'porque, se pudesse, eu seria outra coisa'".

MESMO que ser gay fosse uma escolha, não caberia a terceiros julgar você por isso e nem disparar preconceitos em cima disso. Seu corpo, seu prazer, seu sentimento... São seus!

Então, mesmo que eu, de livre e espontânea vontade, escolhesse ser gay, AINDA ASSIM, haveria de ser respeitado nas escolhas que fiz sobre minha vida particular.

Dessa forma, eu digo, como na minha mini autobiografia: link abaixo

7 comentários:

Lirous K'yo Fonseca Ávila disse...

Nada no mundo justifica a violência!

Prof. Alex disse...

A grande questão é que se trata de um comportamento privado, portanto deve ser respeitado.

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Quando se trata de escolha e não de condição do indivíduo, ainda assim precisamos respeitar a liberdade individual de cada um e, logicamente, não justificaria discriminar, praticar atos de violência, etc. Contudo, paralelamente às questões sobre cidadania, entendo que quando a prática de atos homossexuais passa a ser por pura opção, aí já se torna pecado. E pecado contra o próprio corpo e contra a natureza. Afinal o padrão estabelecido pela vida é o relacionamento entre o homem e a mulher. Então, quem não é sexualmente deficiente não deve procurar uma torpeza destas que se contrapõe aos valores do Reino de Deus.

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Em tempo!

Entendo que o comportamento homossexual, embora deva ser socialmente tolerado, não é bom que seja estimulado.

Homossexualidade por condição é uma exceção à regra da natureza. É um defeito de fabricação. Algo que aconteceu assim como a cegueira, a surdez, a paralisia ou qualquer outrds deficiência.

Entendo que os gays devem ter respeitado o direito de terem uma relacionamento com alguém do mesmo sexo, caso queiram. E, se futuramente, for encontrada alguma cura para tal comportamento de infâmia, devem os governos disponibilizar o tratamento através do SUS para quem assim desejar virar hétero.

Atualmente, nas cidades, busca-se adaptar ruas, prédios públicos e estabelecimentos comerciais para que pessoas portadoras de necessidades especiais possam locomover-se com autonomia e, desta maneira, serem integradas socialmente. E, neste sentido, o mesmo penso acerca dos gays que precisam ser acolhidos pela sociedade como seres humanos tão dignos quanto qualquer outra pessoa.

Todavia, ninguém expõe a cegueira como algo bom ou um padrão desejável. No fundo, ninguém quer ter um filho homossexual assim como nenhum casal deseja um filho cego.

Todos querem filhos e filhas héteros que se casem e gerem netos pelos meios naturais. Mas quando acontece do filho ser homossexual (não importa se por condição ou opção), aí só resta a um pai esclarecido aceitá-lo e amá-lo irrestritamente.

Anja_Arcanja disse...

Rodrigo o João não conseguiu postar o comentário devido algum problema da plataforma do blogger e estou fazendo por ele okay?

Rodrigo,

A noção do que é pecado e do que não é varia de acordo com as religiões, com as convicções pessoais e com o sentimento de cada um com relação ao Deus em que acredita. Se a sexualidade é algo íntimo e pessoal, a religião é ainda mais, mesmo que aqui e ali, muitos gostem de dizer que estão falando em nome de Deus. É preciso perguntar qual Deus, qual livro, qual fé, qual credo, qual linha teológica e qual interpretação. Resulta daí que mesmo que você considere um pecado, isso não “fecha” a questão – pois o optante à sexualidade homossexual, se ela fosse objeto de escolha, tem a sua própria fé, sua própria comunhão com Deus e, para ele, e para o Deus em que acredita (ainda que seja o Deus cristão), tal opção pode perfeitamente não ser pecado – e aí, quem poderá julgar, se, se nos atermos à própria Bíblia, é dito que Deus mantém uma relação íntima com cada fiel e que mesmo entre os apóstolos de Cristo surgiram divergências ao ponto de um deles dizer, à guiza de conclusão, creio que eu também tenho o Espírito Santo?

Ademais, já se sabe hoje, como na época de Cristo, que os padrões estabelecidos nas escrituras cristãs comportam uma parte variável, que muda de acordo com o tempo e com o destinatário da mensagem. Hoje, não existem servos, mas na Bíblia, isso era moralmente aceitável e ela até destina numerosas passagens sobre como tratá-los. A mesma Bíblia que diz, pela boca de Paulo, que as mulheres não ensinem, fornece base para hoje existirem pastoras e diaconisas, e até a questão do divórcio, permitida no Antigo Testamento, foi reformada por Jesus.

Esses exemplos, a que se podem somar numerosos outros, mostram que, para aqueles que têm a fé cristã, uma das grandes missões é procurar entender os motivos históricos das regras e seu significado mais profundo, e, a partir desse significado, propor uma nova forma de entender o tempo em que vivem. O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado, disse Jesus, que, escandalosamente, à época, curava enfermos no dia sagrado dos judeus, em um suposto desrespeito à lei do Deus que fora o mesmo ontem, naquela época, hoje e sempre.

Cont...

Anja_Arcanja disse...

Essa visão que estu lhe apresentando é condizente com vertentes que adotam uma teologia inclusiva, e mesmo com vertentes cristãs tradicionais que têm ressignificado a questão da homossexualidade, um fenômeno patentemente desconhecido em suas causas e efeitos na época dos escritores bíblicos. Portanto, qual o motivo das eventuais restrições (admitindo que existam, pois há quem disso discorde?). O pecado contra o corpo e a natureza? Mas hoje já se sabe que ser homossexual não comporta nem uma coisa e nem outra, sendo antes uma variação totalmente natural, não apenas na espécie humana, mas em centenas de espécies conforme biologia e zoologia avançam em seus estudos.

A “exceção à regra da natureza”, portanto, é, a meu ver, algo que vc precisaria examinar com mais cuidado, pois de leões a golfinhos, de macacos a lagartos, comportamentos homossexuais têm sido observados e, inclusive, participam como uma forma de aliança para cuidado da prole, sobrevivência dos indivíduos, índice de fertilidade das fêmeas (inclui-se aí a espécie humana), interação e determinação social, manutenção de grupos e rebanhos e extravasamento de energia visando à sua união.

Uma “exceção” bastante útil, me parece, o que demonstra que ela não é, afinal, tão exceção assim. Muito menos uma exceção à “regra da natureza”, porque, a rigor, o que existem, se existem, são regraS, no plural – que variam de acordo com a população, com a espécie, com o hábitat. A reprodução sexuada é apenas parte de um universo natural muito mais rico, que comporta diferentes outras estratégias de reprodução. E é apenas parte de outro universo natural igualmente rico segundo o qual a simples reprodução não garante a existência e sobrevida de uma espécie – que precisa de alimento, equilíbrio, hábitat adequado e de proteção de outros, instâncias em que os comportamentos homossexuais têm mostrado algum papel. Sem falar que, em termos de orientação, não existe como dizer que outras espécies tenham orientação homossexual (por isso falo de comportamentos), mas também é impossível sustentar a heterossexualidade. Excetuando-se a humana, o padrão tipicamente hétero de atração sexual, perene, concomitante ao tempo de vida, afetivo, duradouro e existente mesmo em condições impossíveis ou deficitárias de reprodução não encontra paralelo na natureza à luz da reprodução – natureza cujas espécies que se reproduzem de forma sexuada limitam-se a atos físicos no período do cio.

Se hoje temos esse conhecimento, a lógica supõe lançar um novo olhar sobre as escrituras, olhar que seus autores não podiam ter. Afinal, se a própria natureza nada tem contra a homossexualidade e comportamentos homos, tendo sido criada por Deus, por que nós outros haveríamos de ter apenas por resistir a olhar a Palavra que muitos acreditam à luz das descobertas que o próprio Deus nos permitiu encontrar?

João Marinho

Anja_Arcanja disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
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