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terça-feira, 6 de março de 2012

Marketing: estratégias, visões e a verdade.



Há um movimento bastante interessante ocorrendo entre nós. Como forma de podermos reclamar da inação da segurança pública e da ação nefasta de bandidos, há quem deixe suas portas e janelas escancaradas, destrancadas. Mas, mantendo câmeras de segurança, filmam as ações dos bandidos que entram, quase que convidados a entrar que são. Esses vídeos são veiculados, posteriormente, em protesto à bandidagem.

Acontece que, ao veicular a ação dos bandidos, formam-se hostes de adoradores de seus atos, encantados com a riqueza fácil e facilidade de vida. Escolas de bandidos formam-se, adquirem massa crítica. Com mais bandidos, mais filmes são gerados e, na sua vulgarização, a normalidade das ações criminosas é verificada.

Ou seja, divulgar e popularizar a ação dos bandidos mostra-se uma maneira eficaz de aumentar a bandidagem. Um bom fermento.

Estranham? Ficção?

Penso que não.


Quantos de nós não escancaramos as portas e janelas de nossas casas aos mágicos programas de vendas de milagres, Nossas televisões são essas janelas para a teologia dos sabonetes do sangue do cordeiro, para os azeites ungidos e águas do Jordão. Todas poções mágicas, tipo as da Madame Min, usando pêlos de aranhas com pentelhos de bode.

Quantos de nós não ficamos divulgando pela internet a ação nefasta de filhos híbridos da insanidade com a hipocrisia, só pra mostrar suas ridículas interpretações bíblicas.

E o pior de tudo. Gente de bem resolve fazer de suas próprias interpretações verdades tão absolutas quanto as que afirmam serem mentirosas. Tão radicais quanto.


Volta e meia caem na real. Percebem que seu jogo bandido não é diferente, em essência, do jogo bandido dos antagônicos. Resolvem repensar-se, rever-se, reconsiderar-se. Porém, mantêm-se no mesmo propósito, o de convencer e converter aos demais a sua visão revisada. E, nessa visão, suprema inconsistência, tenta esfregar no focinho alheio a justificativa de seus atos, busca a aceitação deles por terceiros, julga, condena e exorciza comportamentos.

Tão incoerente quanto o que condena baseado na Bíblia é o que busca aceitação de seus atos baseado nela.

A Palavra deve calar fundo, sim, mas no coração de cada um. As verdades são individuais. O Reino está no coração de cada um, quando encontrado.

Por isso, creio que deveríamos, sim, fechar portas e janelas. Pura e simplesmente não darmos audiências aos comerciais de milagres que ocupam os espaços de nossas televisões. Pura e simplesmente pararmos de divulgar, via YouTube, por exemplo, essas pantomimas.

Sem audiência, sem influência pelas mídias, talvez contribuamos para a redução da bandidagem e dos autoprofetas. Ou, ao menos, reduzir a importância que lhes damos.

FregaJr.

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