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sábado, 10 de março de 2012

Oziel Pereira dos Reis, um amigo que se vai precocemente




Dedico ao nosso amigo Oziel, que falaeceu num trágico acidente de carro e presto minhas condolências a Nati, sua esposa e seu filho Adrian.

Oziel Pereira dos Reis, um amigo que se vai precocemente



Queria poder lhe dar mais do que aquele último abraço apenas um beijo, olhar em teus olhos e dizer: és meu amigo. Mas fui impedido e não ousarei dizer que foi a vontade de deus, apenas direi que quando Jesus nos disse QUE NO  MUNDO  teríamos-mos aflições, esta era uma delas. A morte! Em meu lamento não encontro conforto para a Natiele e o Adrian, para você? Apenas a esperança de vê-lo novamente e relembramos nossos causos, nossas brigas e principalmente nossos momentos alegres.... Mas nem sei se se isto seria possível, pois na certeza de sabermos sobre o que não se tem como saber, erramos em afirmar que existe vida após a morte e há céu e inferno. Eu apenas não sei...[sic]

Jamais falávamos de morte, pois a morte  na juventude é ladra que nos rouba precocemente a vida, a alegria de ver o filhos crescer, o singular prazer de ter um neto em nossas mãos e envelhecer ao lado da pessoa amada… há morte cruel que a ninguém e nenhum desejo respeita... a Deus que nos abandona [sic] te pergunto onde estavas? Contou-lhe seus dias e os determinastes? NÃO! NÃO CREIO! Minha indignação ao parecer ser com Deus é com os que assim pensam. Mas insisto, onde está Deus? O Deus que protege e cuida dos seus….

Ele estava com o bota (Oziel) dentro dele, mas por algum motivo (que não seja dias contados), resolveu não agir, ou não podia e nem tinha como agir! Decidiu leva-lo(?)… foi assim é assim e sempre o será.

Podia ser eu ou outro, mas foi você, para nossa saudade doída, nosso pranto amargurado… nossos olhos vagos com sua imagem em nossas mentes. Vou guardar seu sorriso, tua alegria e tudo de bom que passamos (até as brigas foram boas). Não ousarei dizer que deus estava no controle te conduzindo a morte, isto seria banal e sórdido, mas direi que você foi um exemplo de como viver nossa humanidade sem medo do fogo do inferno. Você soube viver enquanto pôde e sempre estará vivo em nossos corações e bota, eu sei que irei ter contigo um dia de novo………… eu sei, mesmo não sabendo, mas o que nos resta é esperar até que chegue o fim... o fim de nossos dias! Então saberei! Sem querer saber, saberei...

Natiele, meus sentimentos, Adrian, seu pai foi um grande homem… lembre-se sempre disto!

Anderson Luiz de Souza, seu eterno amigo e família: Rozana, Samuel e Thiago

Nati e Adrian, Peço a Deus que conforte seus corações
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Encerro com esta meditação de meu pastor Ricardo Godim

HÁ CONSOLO NO LUTO?

Ao abraçá-la, senti seu corpo magro. Notei que seus olhos baços me contemplavam sem entusiasmo. Na primeira palavra, percebi a voz quebrada de uma mulher sofrida. Eu imaginava, mas não alcançava a angústia que minha amiga atravessava. Ela experimentava a hora mais dolorida e mais terrível da existência: a hora do luto.
A morte é sorrateira, insidiosa, traiçoeira. Alguns, desenganados, recebem o bilhete fatal e dispõem de tempo para arrumar a casa antes da partida. Mas para minha amiga a guilhotina desceu sem aviso. A morte não respeitou sequer possíveis imaturidades de sua alma; serpenteou, deu o bote, feriu e carregou quem escolheu. O que dizer, diante de uma mãe que chora, de uma esposa que perdeu o chão e que não sabe mais se terá forças para achar um norte?
As respostas aparentemente confortadoras se esvaziam. “Deus tem um plano”; “Ele leva para si os bons”; “Chegou a hora”. Tais frases, funcionam como aspirina que alivia sem curar o problema. Em um esforço medonho de não parecer professoral, procurei oferecer-lhe outro modelo de como perceber os atos misteriosos de Deus. Mas logo notei que meu esforço era inútil. Minha amiga esperneava dentro da cerca teológica que fora educada. “Deus governa e como um dramaturgo celestial, conduz o desenrolar de nossas vidas. Deus não permite que nada aconteça sem que esteja previsto em seu roteiro”.
Silenciei, abraçado. Depois, voltei ao hotel e chorei. Por horas não consegui apagar o sofrimento daquela mãe. Além de ter que aprender a repetir a litania fúnebre do “nunca mais”, ela terá de brigar com o seu Deus. Que tristeza! Deitado, insone, escutei sua indignação lacerante: “Por que Deus é tão obscuro em seus planos? Por que, tão indiferente? Vou ter que esperar quanto tempo até entender seus motivos para levar (“levar” não passa de um pobre eufemismo para “matar”) um pai precioso, um amigo querido, um filho especial?”. Debulhei-me em lágrimas.
A morte baterá em outras portas e continuará a subtrair vidas. Não distinguirá justos de injustos. Traficantes viverão mais que mulheres bondosas. Pais enterrarão seus filhos, quando o certo deveria ser o contrário. Acidentes eliminarão de uma só tacada, jovens e idosos. Os amigos de Jó erraram nas conjecturas sobre o sofrimento universal. O justo Jó via-se arrasado por todo tipo de infortúnio, mas eles continuavam sem a menor idéia dos porquês. Não, não me arvoro a decifrar o enigma dos enigmas.
Contudo, prefiro a revelação bíblica de um Deus que não é um títere a puxar cordões de marionetes. Chamo-o de Emanuel: O Deus presente em nós. Jesus encarnou e viveu a sua humanidade até as últimas consequências. Semelhantes a ele, no espaço de nossa liberdade, também estamos cercados de perigos, e sempre à beira do derradeiro suspiro. Deus não arbitra quem morre e quem vive segundo critérios inacessíveis, mas se compromete a revelar seu amor quando o soluço da perda for asfixiante. Deus se mostra em cada abraço, em cada palavra de solidariedade e em cada gesto de lealdade. “A nossa dor dói em Deus”, disse Isaías. Sim, Deus é cheio de compaixão – Segundo as duas raízes de “com-paixão”, Deus “sofre junto”.
Nada sei e nada posso especular sobre a morte, mas minha intuição avisa que reconhecer a companhia fiel de Deus traz mais conforto do que ficar questionando o porquê.

Soli Deo Gloria


2 comentários:

Renato Suhett,Rev.Anglicano disse...

Meus sinceros sentimentos.."..Preciosa é,ao Senhor,a morte dos seus santos.."sl 116(15)

Pra. Ana Paula disse...

Amiga, ano passado um amigo meu se foi e sei a dor que se passa no coração de uma amiga. Sabemos que tudo está na permissão de Deus e que nos basta entender que 'para morrer, basta está vivo'. Que a família e amigos possam reconhecer a soberania de Deus, mesmo que as vezes não entendemos o propósito.

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