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sexta-feira, 2 de março de 2012

Reimaginar Deus como feminino ( By Priscila Anjo)



Sobre o texto de Carol P. Christ, “Re-imaginando o divino no mundo como ela que muda”,
In: “O Imaginário Feminino da Divindade”, Mandrágora, Ano XI, nº 11, S. Bernardo do Campo, UMESP



Neste texto, Carol P. Christ trabalha a questão de Deusa/Deus não apenas como uma mudança de nomenclatura, mas na forma de pensar e se relacionar com o divino. Ela traz uma nova visão da filosofia processual em contraste com a filosofia clássica.

No lugar de um Deus masculino, imutável, julgador, distante, opressor, tempo uma Deusa/Deus presente, que muda conforme Seu amor pelos seres humanos, e é presente.

Ela apresenta o poder divino como “poder com” e não “poder sobre”. Não é a Deusa/Deus que cria o bem e também cria o mal, e livra da guerra, como a filosofia clássica ensina, pelo contrário, os próprios seres humanos criam o mal e as guerras, mas a Deusa/Deus está presente para nos ajudar a mudarmos essa situação, nos ensinar a viver bem e criar a paz.

Pra mim, é de grande importância a recriação de Deusa/Deus no nosso imaginário, e a idéia de uma Deusa/Deus presente, não-autoritária, ao lado, que não pré definiu todas as coisas, mas re-cria ao nosso lado. Entretanto, talvez por causa de minha educação patriarcal de um Deus que tem tudo sob controle e que pode mudar as coisas sem o nosso “auxílio”, tenho dificuldade em re-criar uma Deusa/Deus tão mutável e sem a onipotência que sempre me trouxe segurança – mesmo que falsa.

A imagem masculina de Deus como “o todo-Poderoso” e “o totalmente Outro”, sacramentada há tanto tempo em nossas culturas e imaginário religiosos, legitima a dominação masculina e a imagem de Deus como aquele que julga, que exclui.

Re-imaginar Deusa/Deus é abrir a possibilidade de alcançar a igualdade, a inclusão e uma real relacionamento com o divino. Não é apenas falar de Deus como feminino, mas mudar a forma de imaginar e se relacionar com Deusa/Deus.

Re-inventar imagens de Deusa/Deus é necessário para que nosso sistema social e religioso seja inclusivo, igualitário, e para que uma nova relação com o divino, agora presente, seja re-estabelecida.

Oh, Deusa, Mãe Criadora, cuidadora, presente em minhas ações.
Me ensina a me relacionar mais com você, a te compreender verdadeiramente e confiar em seu cuidado materno.
Me ensina a sentir paz ao Teu lado, e que, ao me deitar em Teu colo, eu me aconchegue em Teus braços e descanse em Teu amor. Amém

Outro tema de relevância no link: O poder do sangue: deus ou deusa?

Um comentário:

Lôh disse...

Quando eu ainda era evangélico (da presbiteriana), eu perguntei pro pastor se eu podia chamar deus de Mãe, já que se o homem e a mulher veio dele, ele pode ser chamado tanto de pai quanto de mãe. Ele não soube me responder direito, não tinha qualquer versículo pronto e ainda me respondeu vagamente sobre as pessoas precisarem de uma figura protetora mais forte, de um pai... (por favor, façam uma observação sobre a postura dele. hehe)

Hoje eu não chamo de pai e nem de mãe. Prefiro me referir a ele/ela por uma forma mais neutra como: "ORIGEM DO UNIVERSO". O masculino e feminino estão contidos nele, mas como um ser espiritual questão de sexo (material) é o que menos importa.

E outra: Posso não ser mais cristão, mais continuo orando (pela minha família, namorada, pessoas próximas a mim, pelo mundo...). Sou grato pelo que tenho, não me preocupo com ter mais e peço para estar mais forte e mais preparado para superar qualquer problema que possa surgir. Quero continuar vivendo momentos felizes, independente de bens materiais, vida social, etc.

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