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segunda-feira, 9 de abril de 2012

A Graça de Deus, pela paixão do Cristo, sua ressurreição é a nossa páscoa!

By Daniele Faedda Pusceddu 

Uma época paradoxal vivenciamos, época da páscoa do Senhor! Paradoxal, pois é um tempo de dor e alegria. Sei que para maioria das pessoas o sentido da dor nunca deve ser estimado, afinal, fugimos de tudo aquilo que não nos é prazeroso, e nos esquecemos de que dor e perdas fazem parte da humanidade e, em especial, de nosso crescimento pessoal.

A época da páscoa é singular, e a liturgia cristã nos faz perceber tal singularidade ao começar pela entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Ele vem montado em um burrinho, emprestado! O mestre continua pobre, sem se deixar seduzir pelo ouro e prata dos homens... Alguns, entretanto, diriam: “ah, mas cercado de amigos!”. Em praça pública é aclamado pela multidão que o saúda: HOSANA, HOSANA, HOSANA NAS ALTURAS, BENDITO É O QUEM VEM EM NOME DO SENHOR, HOSANA NAS ALTURAS!






Já reunido com os seus, vai celebrar a páscoa, e alguns diriam: “com seus amigos!”. Na mesa, ele assim os chama, amigos! Entretanto, ele também sabe que não ficará um, um sequer ao seu lado... O traidor é apontado, e Pedro é avisado que seu tão nobre sentimento será transformado em negação e renúncia de uma amizade verdadeira. Mas o que o move não é o dinheiro, nem o poder, nem a exaltação daqueles que o aclamaram. Não, há algo maior, algo que a razão não entende, que a ciência diz ser química, mas, em termos práticos, os resultados são além de qualquer compreensão. Assim já dizia o apostolo: “O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

Ele é traído, preso, açoitado, humilhado publicamente de todas as formas; seu crime é o amor, mesmo por aqueles que o desprezam, mesmo por aqueles que o odeiam, mesmo por aqueles que em amizade o abandonam. Ele já não dá a outra face, na verdade ele se entrega por inteiro, mesmo assim está só, tudo sofre, tudo suporta, e por assim ser, ele concede o perdão aos que o massacram: “Pai perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem!”. Mas a solidão se faz sentir, agora nem só os amigos, mas o próprio pai é ausente: “Por que me abandonaste?”. Já não há alento, tudo é um grande vazio, se não fosse pelo amor, amor que não o permitiu renunciar o destino que a humanidade preparou para ele, quis para ele, amor que mesmo na mais derradeira solidão ele é capaz de continuar sentindo, se entregando...

Não há ódio em seu olhar pela ofensa recebida, mas há a gratuidade do perdão, de um amor incomparável que vai matá-lo, que ceifará a sua própria vida, numa escolha gratuita, oferta voluntária a todos seus algozes, amigos, conhecidos, a todos sem distinção de raça, cor, gênero, sexo ou o que for.

Então, suas últimas palavras ainda é entrega, ainda é oferta gratuita, voluntária: “Pai em tuas mãos eu entrego meu espírito”.






A alegria é o grande paradoxo, ele ressuscitou no coração de cada cristão sincero, que ama a sua mensagem, e procura se tornar melhor a cada dia para com o próximo, a quem ele amou. Mas não haveria ressurreição se não houvesse morte, dor, humilhação e desprezo. A Paixão de Cristo, sua vida, morte e ressurreição é a história de um homem que ama seu próximo de forma pura, capaz de assumir tal amor até a última consequência. A dor e a agonia não são indiferentes aqui. Nem tudo é triunfalismo na Graça, pois a mesma nos diz de uma história de sangue, renúncia, dor, desprezo, humilhação que se foi vivenciada para que na ressurreição eu e você pudéssemos aprender que o dinheiro e o poder não caminham juntos com amor e amizade. Feliz páscoa a todos vocês, Cristo ressuscitou! Aleluia, aleluia:




2 comentários:

JB o Máximo! disse...

Curioso, belo texto orante, professor, mas em sala de aula o senhor é tão cético, e aqui foi tão profundo, como explica isso?

Dellbh disse...

João, sou tão profundo em sala de aula qto nesse texto "orante", a diferença está em que lá tenho que passar um conteúdo específico da formação acadêmica. Aqui são minhas convicções pessoais. Lá, também as tenho, mas de forma acadêmica, aqui o texto é livre, é um diálogo. Não sou professor o tempo todo!

Abraços

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