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quarta-feira, 25 de abril de 2012

O poder, a fama e a verdade (se é que há uma verdade)



                O poder tem um efeito tão nocivo quanto qualquer outra droga, isto é fato. O poder causa dependência e por si só a pessoa é incapaz de abandonar este terrível vício. Com certeza você, caro leitor, deve conhecer alguém que sofre deste mau: toxicômanos, fumantes, alcoólatras assim como, políticos, ministros, diretores de empresas e porque não dizer PASTORES?! SIM! Assim como os dependentes químicos que não conseguem por si só abandonarem o vício, o individuo que alcança o poder não intenta abandona-lo, inclusive os PASTORES!

                Quero me ater nesta ultima classe de indivíduos, os pastores, estes talvez sejam os mais difíceis de tratar, pois, estando no engano, enganam; se libertando do engano, continuam, enganando e se enganando e por quê? PELA SEDE DE PODER! Não querem abandonar todo o “sucesso profissional” que já alcançaram e covardemente, permanecem no auto-engano da religião e continuam iludindo a muitos. Até pode-se dizer de compreensiva tal postura, pois o ser humano é por natureza ambicioso e a ambição é o desejo, a intenção de alcançar um objetivo e em se alcançando, novas ambições nos arrebatam, sendo que em se tratando de poder, quanto mais melhor. A fome por poder se torna insaciável e renegar ao poder é algo extremamente difícil e doloroso.  O homem (indivíduo) que, no exercício da função, alcança o poder no clericato, dificilmente abandonará suas convicções, mesmo que tenha certeza que está no engano ou que, sendo eu mais “light”, descobre não haver uma verdade absoluta ou uma só verdade, dificilmente terá irá  retroceder e abandonar o poder que o mantém vivo ou pelo menos que o mantém como “chefe” da organização que dirige, seja ela qual for.

                […] “Em algumas personalidades (e pastores), a conquista de poder pode ser como apanhar uma 'pedra', semelhante a uma droga", escreveu Dan Bobinski , um especialista norte-americano em liderança, num artigo em 2006 . "Mas eventualmente a 'pedra' passa e a pessoa precisa de uma nova infusão de poder - ou uma posição mais elevada de poder - para voltar a sentir-se estimulado. Nenhuma pessoa é tão grande que não possa cair".

O poder como vício dos vícios é substância mais natural do que a canábis, tem sido abordado pelos autores mais respeitáveis ao longo dos tempos: "O poder é doce: é uma droga cujo desejo aumenta com o hábito", escreveu o filósofo Bertrand Russel a meio do século XX. Edmund Burke já tinha escrito há 200 anos: "Aqueles que foram intoxicados pelo poder... nunca o poderão abandonar de livre vontade”. […] (Vitor de Matos).

                É por isto que digo sem medo de errar que muitos pastores (tele-evangelistas ou não) jamais voltarão atrás em sua teimosa fé (mesmo que isto lhes pareça ser o mais sensato a fazer), pois a sede e o doce sabor do poder lhes impede. Muitos até querem abandonar, mas precisam de uma intervenção de fora, não de deus, que é outro que tem uma sede infindável de poder, mas talvez de especialistas em dependentes químicos, só neles estes encontrarão ajuda.

Anderson Luiz de Souza

Licença Creative Commons
O poder, a fama e a verdade (se é que há uma verdade) de Anderson L. De souza é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Brasil .
Baseado no trabalho em andersonmineiro70.blogspot.com.br.
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