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sexta-feira, 6 de abril de 2012

Por Que Esse “Cale-se” (ou cálice)?! - By Levi Bronzeado

Via: Ensaios & Prosas


Por Levi B. Santos


“Quem vê o Filho vê o Pai” ―  quantas vezes ouvi essa frase!
Tu eras forte, e eu brincando, te imitava em tudo.
A nossa intimidade era tanta, 
A ponto de na tua poltrona bela e aconchegante
 Sentir-me como uma extensão de ti.
De uma lúgubre noite, lembro-me bem,
Em que choraminguei bastante
Quando me disseste, que a dureza da vida, teria de enfrentar
Sozinho, cambaleando sem o auxílio de tuas mãos.
Hoje, precisava estar tão perto de ti.
Mas pareces nem notar a minha aflição.
Estou confuso. Da última vez que quis fraquejar,
Tremi diante de tua sentença:
“Você não é mais criança, faça o que bem entender!”
Nenhuma palavra de ânimo, nenhuma ajuda.
Deixaste-me face a face com o meu fardo.
Fizeste silêncio quando mais te queria ouvir
Ah, já sei!.  Um raio de lucidez aportou em mim:
Seria penoso demais para ti, olhar o meu mísero estado.
Seria demais para um pai poderoso
Ter que humilhar-se na pele de um filho escarnecido.
Será por isso que te escondes de mim?
Nunca me senti tão fraco, tão esvaziado e deprimido.
De ti não esperava o agora.
E como uma criança frágil e desamparada,
Temendo que a luz se apague,
Caminho sem nunca chegar ao ponto de onde parti.
Meus projetos e sonhos como bolhas, explodiram no ar.
Por que fui abandonado? Por quê?
És implacável e forte! Tua vontade sempre prevalece
Ao não ter que me dar respostas.


 “Enquanto ele clamava  para que o Pai não o abandonasse, a Mãe estava aos seus pés”  (Mariani Lima)
Leituras adicionais sugeridas que complementam o poema:



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