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terça-feira, 8 de maio de 2012

Desconstruir & Reconstruir






“Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque, na sepultura, para onde tu vais, não há obra, nem indústria, nem ciência, nem sabedoria alguma” Eclesiastes cap. 9 vs. 10

Desconstruir & Reconstruir. Duas palavras intimamente ligadas diante das casualidades, intencionalidades e adaptações patrocinadas pelos movimentos da vida.

Desconstruir parece ser fácil quando se está distante de processos psicológicos geradores de grande tensão e desconforto, e que resultam inevitavelmente em rupturas sejam elas internas ou externas.

A dificuldade encontrada em desconstruir, está relacionada ao fato da valorização do que foi agregado e atribuído ao que se edificou, fruto do esforço e sofrimento que só quem se prontificou a dedicação e trabalho, tem a dimensão exata da energia tanto física como emocional empreendida para se chegar ao que se objetivou.

Em contrapartida, a reconstrução carrega consigo também as mesmas dificuldades com agravantes somados, pois, além do processo psico-pedagógico da desconstrução, exige-se agora o esforço e a habilidade de resignificação e reinvenção daquilo que um dia habitava o status da perfeição e idealização dentro das nossas concepções, que nada mais eram de frágeis certezas e meros absolutos.

É por essas entre outras razões, que encontramos uma imensa dificuldade em divorciarmos do que um dia foi, para se dar a oportunidade do que se apresenta como possibilidade de agora ser. Trocando em miúdos, deixar ou ser forçado pelas circunstâncias a abandonar o conhecido ou habituado, para aventurar-se ou permitir-se ao desconhecido, não convencional ou não conveniente, não é tarefa tão fácil como se pensa.

A grande insatisfação que ocorre quando não se consegue fazer a transição da descontrução para a reconstrução, é não achar-se dentro de si mesmo ficando refém no cativeiro de ruínas emocionais com amargas lembranças cáusticas, impedindo que o ser caminhe em direção ao novo que pode ser belo, quando é absorvido e assimilado sem as retrancas da utopia idealizada, abrindo-se para novas percepções e oportunidades que os descaminhos nem um pouco amigáveis, nos oferecem nos desencontros e desencantos da vida.

Vários são os exemplos daqueles que fizeram das suas agruras, a matéria prima da felicidade, das pedras, os degraus do crescimento e maturidade, dos espinhos, a coroa de glória, do sofrimento, o alento e contentamento em ser instrumento de vida e do bem, na existência dos relegados ao desdém.

Não obstante, destruir e reedificar em alguns casos se faz necessário, para que o “know-how” e a realidade ganhem verdade e densidade.

Pois é, temos duas opções que embora tomadas consciente ou inconscientemente, nos levarão a sensações inevitáveis: Prazer em Viver ou Nostalgia em Sofrer.

Portanto... Alegre-se com as coisas simples do dia-a-dia vs. 7 – É preciso encarar os desafios com realismo e otimismo e exorcizar o pessimismo. Faça da alegria a opção de quem escolheu a vida!

Não queira sorrir com a dentadura dos outros vs. 9 – Disse o Buda: que “A origem do sofrer é o querer”. Quanta gente insatisfeita sofrendo por aquilo que não tem, não aproveitando o que já possui! Pois então, desfrute do que já está posto como realidade e que Deus tem lhe dado!

Disposição e Prontidão é a recomendação vs. 10 – Mãos à obra! Não faça nada além nem tampouco aquém das suas forças. Se precisar de ajuda peça, mas não se exclua do processo com auto-comiseração, terceirizando a parte que lhe cabe enfrentar. Derrubar e reedificar, desconstruir e reconstruir, faz parte do aprimoramento daqueles que encararam a aventura de viver!





Um comentário:

rodrigo disse...

Eis ai um belo texto! Verbo ad verbum... Parabéns ao autor.

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