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segunda-feira, 14 de maio de 2012

O jardineiro de Madalena! (By Gilberto Begiato)



DEDICAÇÃO




Ofereço esta obra

às pessoas que não

possuem alma pequena!


O jardineiro
de Madalena!




Acolher é evangelizar
Acolher é formar
Acolher é amar





Comunidade Acolhimento Bom Pastor
Comunidade Acolhimento Bom Pastor
Estrada Municipal do Varjão, 1641
Bairro Novo Horizonte
CEP 13.212-590 Jundiaí – SP
Fone: (11) 4582-4163

Blog: http://gilbertobegiato.blogspot.com/
Gilberto Begiato

"Quem olha o vento não semeia.
Quem olha as nuvens não sega"
Largitur pluvias, ubi vult divina potestas.

Jundiaí, 25 de dezembro de 2010 - Brasil
Natal do Menino Jesus
Sumário

Esta obra relata a história do Felipe, um jovem órfão de pai e mãe.
Após a trágica morte de seu pai, ele tem um encontro com Emanuel.
Este encontro mudaria totalmente a sua vida.
Emanuel o convida a descobrir o Reino de Deus.
Felipe aceita e inicia uma aventura na qual volta ao passado e vive a história de Adão, Abraão, Moisés, Josué, Caleb, Davi, Elias, Maria, Jesus e outros.
Uma história de ficção misturada com fatos reais que levarão você a sonhar com um mundo melhor.
            A obra não tem pretensão de ser um estudo religioso. É poética e traz uma mensagem espiritual, de cura e amor a você.
Quem é o Jardineiro de Madalena? Leia e se surpreenderá!
PREFÁCIO I

Ao ler o Jardineiro de Madalena, você terá a sensação de estar sentando na poltrona de um teatro, ou talvez numa sala de cinema, em determinados momentos você terá dúvidas se trata da história de Felipe, de alguém que você conhece ou da sua própria história.
O fato é que será impossível iniciar essa leitura sem querer saber o que lhe espera na página seguinte.
Atualmente nos dizem: “Sonhar é perda de tempo, o que precisamos é viver a realidade, ser produtivos e entregar resultados”.
Não levanto a polêmica sobre esse assunto, mas afirmo, é preciso sonhar, é libertador sonhar.
 O Jardineiro de Madalena nos leva a participar do sonho de muitas pessoas, que ao longo da História da Salvação mudaram o mundo através da realização de seus sonhos.
Desta forma, convido a você leitor, a embarcar nesta história e permitir-se o envolvimento passo a passo.
Deus vai falar com você, Deus vai utilizar deste instrumento para lhe curar e lhe acolher em Seu Sagrado Coração.
Você irá descobrir, que pela ótica de Deus, toda situação de tristeza e perda pode ser revertida em alegria e Vida em Abundância.
Você quer ser acolhido pelos braços do Pai? Deixe que ele lhe encontre nesta história.

Quanto ao escritor, tenho caminhado ao seu lado nos últimos 10(dez) anos, o tenho como meu “diretor espiritual”, onde através de sua prática do evangelho e o abundante Dom da Sabedoria, o mesmo é capaz de em poucas palavras me gerar alimento intelectual e espiritual por um grande período; experimente desse alimento você também.

Claudinei Santana
Engenheiro
Coordenador e Vocalista da Banda Católica Coração do Rei
Co-Fundador da Comunidade Acolhimento Bom Pastor
                        Responsável Pelo Projeto Águas Profundas


PREFÁCIO II

Falar deste livro fica relativamente fácil, pois conheço o Gilberto, que é um homem que demonstra claramente que ama a Deus e sua Igreja.
De forma profunda, no decorrer deste livro poderemos observar muitas vezes a expressão: “Reino de Deus”.
Nos últimos meses que tenho ouvido as pregações do Gilberto posso ver nitidamente que ele está no Reino de Deus e vive o Reino Deus cada dia em sua vida. Tenho louvado a Deus por me ter permitido andar do lado de um homem como o Gilberto.
O Jardineiro de Madalena nos leva a uma viajem no tempo ou no Kairós de Deus onde o passado, presente e futuro para Deus é o hoje.
Este livro é uma ficção extremamente animadora, que qualquer pessoa queria e gostaria de viver; é empolgante e cheio de lições que nos faz refletir sobre a vida sem Deus.
Durante a leitura você fará uma viajem pela bíblia conhecendo assim homens e mulheres que se dedicaram ao Senhor de todo o coração, muitos com fraquezas semelhantes às nossas, porém nunca deixando de confiar e amar o Senhor sobre todas as coisas.
O Jardineiro de Madalena também pode ser e deve ser recomendado para aqueles que de alguma forma estão longe de Deus e que não conhece a bíblia e seu poder de transformação.
Que Deus use deste livro em sua vida meu querido leitor e que através dele você possa ter um encontro com o Pai das Luzes para que sua vida seja totalmente iluminada por Aquele que te amou e a si mesmo se entregou, Jesus Cristo.

Pastor Paulo Barcaro
Fundador do Grupo Acolher.*





Grupo Acolher: Grupos de irmãos de diversas denominações religiosas que se reúnem para partilha da Palavra e oração em comum situado na Cidade de Jundiaí – SP.



I - O sonho de Felipe

           
Era uma tarde ensolarada, ele levantou os olhos ao céu e olhou o azul, teto do seu novo lar.
            Felipe estava abatido acabara de voltar do enterro de seu pai e como vivia de favor na casa de sua tia que ofendia a ele e o seu pai resolveu partir sem rumo.
            Sua mãe faleceu ainda quando era criança.
            Desde que sua mãe faleceu vivia com o pai na casa cedida pela tia, que muitas vezes o ofendia e desmerecia sua presença e de seu pai naquela casa.
            Felipe tem dezoito anos! Na poça da água em frente ao banco da praça onde se encontrava refletia sua imagem: loiro de olhos azuis, franzina e cumprido! Tinha os olhos enormes e um sorriso largo que quase nunca usava. Uma das poucas vezes em que sorria era quando seu pai chegava cansado do trabalho e ele corria na rua até a esquina pulava no braço do pai e sorria alegremente, isso quando criança.
            Era justamente isto que Felipe agora via naquela poça d’água o rosto de seu pai. Podia sentir o cheiro do suor que seu pai tinha quando chegava do trabalho, não havia um cheiro melhor do que este. Felipe olhou da praça uma esquina e desejou ardentemente poder abraçar seu pai pelo resto da sua vida, pois nada mais importava para ele do que aquele abraço carinhoso de seu pai.
            Porém, Felipe lembrou-se que seu pai nunca mais o teria nos braços e de seus olhos azuis escorreram lágrimas que pingaram na poça d’água distorcendo sua imagem.
            Assim estava Felipe totalmente transformado pela desilusão e pela solidão que o cercava.
            E por ali ficou horas pensando e refletindo o que fizera de tão mau para merecer o infortúnio que duplamente a vida lhe ofereceu: a ausência de mãe e de pai. E gritou olhando para o céu:
            - Deus porque me abandonou?
            A tarde já declinava e a noite já o envolvia naquela praça quando Felipe se deu conta do que havia feito. Abandonara o lar da sua tia, e agora para onde ir? Onde dormir? O que fazer?
Pouco importava, Pensou ele que, viver já não tinha mais sentido! Sua razão de vida era seu pai!
            Neste instante chorou amargamente a morte de seu pai!
            Deitou-se então no banco da praça. Observou a estátua de um homem com uma ovelha em seus ombros, um cajado em suas mãos e parecia que o olhava atentamente com um leve sorriso enquanto a ovelha parecia estar triste. Na estátua abaixo em uma placa estava escrito: Praça Bom Pastor!
            O cansaço por fim foi vencendo, então Felipe virou-se deitado para cima e enquanto observava as estrelas do céu, seus olhos foram se fechando.
            Neste instante pareceu ouvir:
            - Filho, segura firme na mão do Pai!
            Ao fundo em alguma igrejinha ali ouvia o coral cantar:

Se as águas do mar da vida, quiserem te afogar
Segura na mão de Deus e vai
Se as tristezas desta lida, quiserem te sufocar
Segura na mão de Deus e vai
Segura na mão de Deus, segura na mão de Deus
Pois ela, ela te sustentará
Não temas, segue adiante, e não olhes para trás
Segura na mão de Deus e vai
Se a jornada é pesada, e te cansa a caminhada
Segura na mão de Deus e vai...
Antes que terminasse de ouvir a música dormiu.
Uma luz muito forte e intensa invadiu o sono de Felipe que acordou assustado, não conseguia abrir os olhos direito, era como se alguém tivesse acendido uma lâmpada bem em cima do seu rosto. Lembrou-se de sua tia que quando queria acordá-lo acendia a luz do seu quarto e ele ficava bravo com esta atitude.
            Será que tudo foi um sonho, ou melhor, um pesadelo e que não estava mais naquela praça e que seu pai estava vivo?
            Então sentiu que uma mão segurava a sua bem firme. A impressão que teve era que aquela mão era de seu pai. Ele apertou aquela mão e disse:
            - Pai, que bom que está aqui.
            Ouviu então a voz lhe responder:
            - Sempre estive aqui.
            Neste momento seus olhos acostumaram com a luz e pode ver que ao seu lado havia um estranho e deu um pulo. Olhou ao seu redor e viu a praça onde passara a noite.
            Não era um sonho. Era um pesadelo real!
            Indignado perguntou rispidamente àquele homem quem era e porque segurava sua mão?
            O homem era alto, tinha um semblante sereno e transmitia muita paz! Parecia que reluzia o tempo todo. O homem lhe respondeu:
            - Eu Sou Emanuel!
            Felipe quase nem ouviu a resposta de Emanuel, abaixou a cabeça e foi tomado por uma tristeza medonha, a saudade de seu pai era muito forte e ele não conseguia tirar isso da sua cabeça. Desejava nunca mais sair daquela praça e se pudesse morreria ali de desgosto.
            Emanuel então lhe perguntou:
            - Por que esta tão triste?
            Felipe olhou para ele e os olhos lacrimejaram e respondeu:
            - Não lhe interessa.
            Emanuel com um sorriso retrucou:
            - Pode a tristeza durar até o anoitecer, mas a alegria logo vem no amanhecer.
            Felipe bravo respondeu:
            - Me deixe em paz, vá embora.
            Respondeu desta forma, mas não estava tão certo assim. Desde que Emanuel apareceu naquela praça ele sentia-se aliviado, pois agora tinha uma companhia e além do mais sentia uma paz muito grande.
            - Eu lhe ofereço a paz! Disse Emanuel.
            Felipe então se sentou no banco e outra vez seus pensamentos fugiram para longe e lembrou-se que certa vez estava muito bravo com a vida e pediu que seu pai o deixasse em paz. Seu pai o beijou, abraçou-o fortemente e disse: Estamos juntos filho e isso é o que importa.
            - Juntos... é o que importa...
            Pronunciou Felipe em voz alta e chorou novamente.
            - Felipe não desanima! Tenha fé! Acredite, é possível transformar suas angústias em vitória! - Disse Emanuel.
            - Como posso acreditar se os motivos me fazem pensar ao contrário. - Falou Felipe.
            Neste momento espantou-se pelo fato de Emanuel pronunciar seu nome e disse:
            - Você me conhece? Da onde? Como sabe meu nome? Diga o que você quer?
            Com um sorriso, Emanuel respondeu:
            - Sim eu lhe conheço pelo seu nome. Conheço você antes que fosse formado no seio de sua mãe. Fui eu que lhe dei este nome. Eu quero ser seu amigo.
            Felipe pensou: quem esse sujeito pensa que é? Meus pais me deram este nome e já não tenho mais eles perto de mim.
            - Seus pais partiram e a vida continua pra eles e pra você!
            Felipe espantou-se ainda mais. Como ele poderia saber que seus pais partiram! Estava no enterro? Era algum parente! Um policial que o procurava? Não parecia nada disso. Mas o fato de saber tanto da sua vida fez com que ganhasse a confiança de Felipe que então o questionou:
            - Como posso transformar minhas angústias em alegria?
            - Não disse que podia transformar suas angústias em alegria - disse Emanuel e continuou - Eu disse que você poderia transformar suas angústias em vitória! A ausência de seus pais será sempre lembrada com tristeza por você! Mas se você quiser pode transformar uma aparente derrota em vitória. Mas também se desejar poderá lamentar a vida toda como um coitado.
            Felipe ironizou:
            - O que você sabe sobre sofrer a ausência de alguém? É muito fácil falar de algo que você não está sentindo.
            Emanuel fitou-o com amor e disse:
            - Pode ter certeza, meu amigo, eu sei do que estou falando.
            - O que faço da minha vida? Felipe agora se entregava em seu cansaço.
            - Venha comigo conhecer o Reino de Deus.
            - Reino de Deus? - Indagou Felipe   
            - Sim! Disse Emanuel.
            - O que é isso? E onde fica?
            - É um tesouro valioso e quem o encontra, encontra a própria felicidade. E fica muito mais próximo do que você imagina.
            Felipe pensou que nada tinha a perder, já havia desistido da vida. O que viesse agora não poderia ser pior do que a ausência de seu pai.
            Então lhe disse:
            - Como posso confiar em você! Como saberei se você não me levará em algum lugar perigoso? Que garantia você me dá?
            Emanuel disse:
            - Confiança se adquire com o tempo! Quanto ao lugar não levarei você em nenhum lugar que não queira ir, e como disse, o Reino de Deus está aqui. A garantia você descobrirá quando conhecer o Reino.
            - Podemos começar pela porta do Paraíso! O que você acha? Perguntou Emanuel
            - Porta? Que porta? Disse Felipe.
            - Esta! Emanuel apontou à sua frente e de repente apareceu uma porta que se abriu.

Publicação quinzenal do livro: O jardineiro de Madalena! 

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