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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Gay vivo não dorme com o inimigo




By João Marinho*

Você pode evitar de se tornar a próxima vítima de violência!

O título deste pequeno artigo é também o de um manual publicado pelo GGB - Grupo Gay da Bahia, cujas dicas são reproduzidas em inúmeros sites na internet. No próprio site do grupo, há páginas em que elas aparecem, como, por exemplo:  www.ggb.org.br/onda_de_assasinatos_2007.html

O ano de 2011, segundo o próprio GGB, somou, no Brasil, 266 assassinatos de LGBTs relatados pela mídia e motivados por homofobia, ou nos quais a homofobia foi um dos principais ingredientes. Os gays são 60% das vítimas.

É um problema, pois, além de a homofobia ser multifatorial, com elementos que vão de problemas sexuais do homófobo a ideologias religiosas, ela, não raro, independe do próprio gay, que se torna vítima pelas mãos de outra pessoa.

No entanto, há uma verdade inconveniente: também não é raro que os gays se tornem vítimas por se colocarem, de livre e espontânea vontade, em situações potencialmente perigosas – muitas vezes, motivados por interesses sexuais.

Sexo é bom, sacanagem é gostosa, mas não custa tomar certos cuidados. Evitar levar desconhecidos para casa, procurar garotos de programa com referência de amigos, não aceitar bebidas de qualquer um, evitar pegações em lugares escuros e isolados, maneirar no consumo de drogas e desencanar um pouco do modelo sexual “macho-alfa-hétero” são algumas dicas que podem fazer a diferença entre viver e morrer. Gay vivo não dorme com o inimigo – e não dá vez à violência. 

Via Sex Boys

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*João Marinho é editor da Sex Boys e colaborador do blog Mundo da Anja

2 comentários:

Eduardo Medeiros disse...

O autor foi verdadeiro. A maioria dos gays mortos são mortos por algum parceiro sexual. Nunca se viu nas estatísticas de um religioso cristão matar um gay.

Joao Marinho disse...

Isso não é bem verdade, Eduardo, e eu não retirei, no artigo, a culpa do cristianismo pela homofobia. Na verdade, é o contrário do que você diz: a maioria dos gays são mortos por homofobia, seja por desconhecidos, seja por parceiros sexuais. E, como as pessoas não têm apenas uma face, não é nada raro que justifiquem a crueldade usando argumentos religiosos cristãos. É realmente difícil, portanto, sustentar que tais homicidas não sejam religiosos, ou, ainda que não sejam, não tomaram da homofobia cristã as bases primeiras de seus atos, sendo, portanto, a religião coautora.

O artigo chama a atenção, porém, para alguns casos em que e exposição espontânea do gay o deixa mais vulnerável à violência.

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