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segunda-feira, 30 de julho de 2012

PARTE II - O Sexo dos Anjos... Entrevista com Anja Arcanja





By Carlos C. Cavalheiro e Anja Arcanja


Continuação...


Quem não leu a 1° parte, segue o link:


http://omundodaanja.blogspot.com.br/2012/07/o-sexo-dos-anjos-entrevista-com-anja.html 



TRÉPLICA

[Carlos Carvalho Cavalheiro] – Entendo que pela ótica calvinista os seus argumentos são procedentes. Queria fazer apenas algumas colocações em relação ao que você afirmou e mostrar uma outra possibilidade de interpretação. Embora em alguns pontos do que eu afirmei possam estar em consonância com a doutrina arminianista, em essência não me norteio por ela. Concordo com o que disse em relação a graça é favor imerecido, ou seja, não a alcançamos por obras “para que ninguém se glorie” (Ef. 2:8 – 9). Mas pense bem: se está sendo distribuída de graça não significa que eu posso denegá-la? Caso contrário, somos máquinas ao bel prazer de um “deus” que determina tudo. E se esse “deus” determina tudo, por que não criou o homem sem a capacidade de pecar? Se o homem pecou é porque teve escolha de pecar. Agora, se Deus criou o homem para lhe dar tanto trabalho assim, a ponto de ter de providenciar a morte de Seu Filho para redimir essa humanidade que tanto pecava, não parece que tenha o atributo da inteligência suprema, não? Desse modo, penso que o que você defende seria um determinismo mecanicista teológico no qual o homem é uma marionete nas mãos de um “deus” pueril. Por outro lado, a doutrina do livre-arbítrio é muito mais coerente do que a da predestinação calvinista. Todos os versículos apontados por sua argumentação levam a um ponto só: a onisciência de Deus. Isso é ponto pacífico. Deus conhece a cada um de nós, o nosso coração (Is. 49:1; At. 13:22). E Deus faz planos a todos. Porém os homens podem seguir ou não os planos de Deus. Veja o que diz 1Sm. 13: 13: “Então disse Samuel a Saul: Procedeste nesciamente, e não guardaste o mandamento que o SENHOR teu Deus te ordenou; porque agora o SENHOR teria confirmado o teu reino sobre Israel para sempre”. Vemos claramente que Deus confirmaria o reinado de Saul sobre Israel se, e este condicional é essencial para o entendimento da passagem, o rei tivesse guardado o mandamento que o Senhor Deus te ordenou. Vemos o livre arbítrio, ou seja, a escolha e suas consequências em diversas passagens. Em Adão, por exemplo, que pecou porque desobedeceu ao preceito único estabelecido por Deus e por isso foi destituído das benesses do Paraíso. Davi, como já foi dito, era homem de coração de acordo com o próprio Deus, pecou e foi repreendido por Natã que proferiu a sentença de Deus: a espada não se apartará da casa de Davi (2Sm. 12:10). Por seus pecados, Davi não pôde construir o templo, o que foi feito por Salomão, homem que ainda no ventre da mãe, Deus o amou (2 Sm. 12:24). Mas mesmo Salomão recebeu a ira de Deus por ter se tornado idólatra e “desviado seu coração do Senhor Deus de Israel” (1 Reis 11:9). Jesus Cristo foi tentado e a tentação significa que Ele tinha escolha. Poderia escolher entre o bem e o mal. E o que dizer do caso de Ananias e Safira, bem como do mago Simão? Todos convertidos, “aceitos”, andando com os apóstolos (será que como apóstolos não sabiam que estes não eram “predestinados”?). Mas todos esses perderam a sua salvação, porque a salvação não é algo que não se possa perder. Veja o que diz Pedro: “guardem-se para que não sejam levados pelo erro dos que não têm princípios morais, nem percam a firmeza e caiam” (2Pe. 3:17). Diante de todo esse exposto, pergunto: Se o livre arbítrio não existe, como se coadunam todas as passagens aqui expostas que apontam para o contrário? O que diria da afirmação de Agostinho: “Sem o livre arbítrio, não haveria mérito ou demérito, glória nem vitupério, responsabilidade nem irresponsabilidade, virtude nem vício”? Você argumenta, também, que a sodomia era proibida somente no Antigo Testamento, mas os versículos que apontei são todos do Novo Testamento... Como, então, dizer que não são mais válidos? Não seria o mesmo que dizer que o homicídio agora é permitido? E o ponto principal, ou seja, a pergunta inicial: a advertência contra a sodomia no Novo Testamento não é suficiente para afirmar que sodomia sim é pecado ainda hoje?

TRÉPLICA ANJA

Bem Carlos, você tocou num ponto chave, pois muito embora minha resposta esteja baseada na doutrina calvinista (que particularmente eu perceba ter mais embasamento bíblico), também não me norteio por ela e para mostrar que não devemos nos basear por doutrinas feitas por homens e que enaltecem os dogmas e suprimem a vida. Se por um lado a doutrina calvinista nos dá a impressão de sermos marionetes nas mãos de um deus pueril, por outro a doutrina arminiana diz que deus determina (ou predestina) conforme sua presciência, ou seja, deus, de antemão, conhecendo o coração do homem, predestinou, mas a base de tal doutrina, seria as escolhas do homem, ao contrário da calvinista, que diz que deus escolheu e pronto! Nada podemos fazer para mudar os desígnios divinos. Eu pergunto: será mesmo?

A Bíblia não é um livro que se possa ler e ser interpretado de forma literal, e dogmas, sempre devem favorecer a vida, e não a suprimir!

Entende a magnitude disto? Ou temos livre arbítrio, ou de fato, não temos liberdade. E se cabe a resposta de que “se nós temos o livre arbítrio para escolher ou não a Deus, Deus tem o mesmo livre arbítrio para mandar quem Ele quiser para o inferno”. Eu replico perguntando que se, o amor de deus é sobremodo maior que o amor do homem (supostamente ama-me mais que meus pais me amam), jamais se viu um pai ou mãe renegar a seu filho, mesmo que este seja um bandido, ou uma pessoa de má índole (exceto em raríssimas exceções), e deus agiria diferente de nós como pai/mãe? É este o amor de deus?

Quanto a esta sua fala, Carlos: “Mas todos esses perderam a sua salvação, porque a salvação não é algo que não se possa perder”; temos aqui um problema, pois segundo o que dizem ter sido dito pelo próprio Jesus, vemos em João 6:37: “Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora”.

Mas sigamos em frente, e para isto, vamos voltar ao inicio, para que possamos seguir e vejamos o termo hebraico e grego para a palavra:

Na verdade na bíblia nem há o termo sodomia e sim sodomita.

Sodomita

Grego: Arsenokoitesum
Que se deita com um macho como com uma fêmea, sodomita, homossexual

Hebraico: Qadesh
Prostituto de templo masculino

A palavra SODOMIA é encontrada no latim, e refere-se a todo e qualquer tipo de perversão sexual, seja hétero, seja homossexual, e entre eles o sexo anal.

Mas porque eu voltei ao início? Simplesmente para citar o que você, Carlos, diz: “Você argumenta, também, que a sodomia era proibida somente no Antigo Testamento, mas os versículos que apontei são todos do Novo Testamento... Como, então, dizer que não são mais válidos?”

Exato! A lei serviu apenas para mostrar que ninguém capaz de cumpri-la, e quanto aos textos que você cita serem encontrados no Novo Testamento, eu pergunto-lhe: sendo Paulo um fariseu, conhecedor de TODA a lei, não lhe parece que ele possa ter estado preso a tais conceitos ao escrever suas cartas?  Os escritores bíblicos não poderiam escrever presos a tais conceitos da época? Qual seria de fato a vontade de deus? Qual o motivo dele (Deus) ter em Jesus humanizado? Seria para nos ensinar como sermos divinos? Ou para nos mostrar como sermos de fato humanos? 

Se formos sempre fazer uma análise rasa dos textos bíblicos, e interpretá-los no sentido literal, teremos grandes problemas. Desde nossa alimentação, até as nossas vestimentas. E devemos sempre ter em mente que a Lei foi escrita para o povo Judeu. Qual foi a intenção de Deus ao passar estes estatutos e leis aos hebreus? O que significava este código de santidade passado ao povo judaico?

Este conjunto de leis e código de santidade para nada mais serviam a não ser para mostrar a total incapacidade e inabilidade em cumprir tal aliança firmada entre Deus e o povo escolhido, fazendo-se necessário, portanto, a Cruz, o sacrifício vicário de seu Filho Jesus. Estas leis e a aliança firmada com o povo judeu apontavam para Jesus, nada mais.
Paulo não tinha o ministério da incircuncisão? Por acaso ele obrigava os gentios a se circuncidarem? NÃO! 

Vejamos: Romanos 3:29,30
29 - É porventura Deus somente dos judeus? E não o é também dos gentios? Também dos gentios, certamente, 30 - Visto que Deus é um só, que justifica pela fé a circuncisão, e por meio da fé a incircuncisão.

Somente no judaísmo pregava que as relações sexuais tinham como único fim a máxima exigida por Deus: “Crescei e multiplicai-vos”.

E como então poderemos hoje querer aderir ao ministério da circuncisão e exigir que passemos a observar certos preceitos que foram entregues somente aos judeus, não sendo exigido aos gentios que observasse uma vírgula sequer desta lei? Entende onde quero chegar quando digo que “ou devemos cumprir toda a lei, ou então, pela graça que nos foi derramada por intermédio do sangue de Cristo, não cumprir nada”? Ou tudo, ou nada! Simples assim!

Façamos agora (e pra finalizar) uma análise dos termos hebraico e grego:
Lemos no original Grego: Arsenokoitesum que literalmente significa: que se deita com um macho como com uma fêmea, sodomita, homossexual.

Mas no Antigo Testamento (todo escrito em hebraico e aramaico) lemos: Qadesh

Que significa: prostituto de templo masculino. (não interprete como sendo um costume apenas dos gentios, mas sim do povo Judeu, pois era costume entre os judeus, misturar o culto ao deus hebreu com diversas formas de cultos pagãs, o que mostra que a lei se referia apenas ao povo judeu).

Percebe a sensível diferença? PROSTITUTO DE TEMPLO! Pessoas que usavam a prostituição como forma de culto, e, portanto, eram tidas pelo deus hebreu como sendo abomináveis.

Mas não devemos deixar de lembrar que a palavra sodomia que se apresenta no latim apenas, e abre o leque para perversões sexuais, seja entre homossexuais, seja entre heterossexuais, e nada mais foi que um dos muitos erros não somente de tradução, mas de interpretação contidos na bíblia. Muitos mitos são construídos sobre pesados escombros, consequentemente, basta removê-los para que o alto edifício dos velhos e falsos conceitos caia por terra. O significado de sodomia que hoje lemos nos melhores dicionários não passa de produto de um equívoco que dura há séculos e insiste em permanecer de pé.

Finalizando, eu repito que deus humanizou para que fôssemos humanos, demasiadamente humanos e é pela igreja nos impor seus dogmas e religiosidade que descri do deus da igreja. E tenho comigo que, se existe um deus que conspire contra a liberdade humana, eu repudio este deus, ele é meu inimigo, e eu dele.

Muitos hoje me dão o rótulo de ateia, até mesmo eu  faço isto, mas não gosto de rótulos, de caixas e de algemas, sou livre, vivo livre, sendo humana. 

Anja_Arcanja®

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Escritora e poetisa amadora e teóloga. Autora do blog “O mundo Da Anja” (http://omundodaanja.blogspot.com.br/), um blog que conta com diversas parcerias e articulistas, voltado a discutir religião, filosofia, teologia, ateísmo, homossexualidade, sexualidade humana, entre outros temas de relevância; e do blog “Poemas e contos eróticos da Anja” (http://anjaarcanja.wordpress.com/), um blog de cunho erótico. Escreve ainda para os blogs “confraria teológica Logos & Mythos”, "Vida Sofista" e   “Fragmentos Ativos”, além de ter textos publicados em vários blogs e sites.

Carlos Carvalho Cavalheiro - Nasceu em São Paulo em 09 de maio de 1972. Formado em História, Teologia e Pedagogia. Pós-graduado em Gestão Ambiental e em Metodologia do Ensino de História. Professor de História na rede pública municipal de Porto Feliz. Escritor e poeta, escreveu os livros: "A greve de 1917 e as eleições municipais de 1947 em Sorocaba"; "Folclore em Sorocaba", "Salvadora!", "Decobrindo o Folclore", "Scenas da Escravidão", "Histórias que não se contam mais - vol 1", "A História do Preto Pio e a fuga de escravos de Capivari, Porto Feliz e Sorocaba", "Histórias que não se contam mais - vol. 2", "O Peregrino do Caminho do Sol", "Moda da História de Sorocaba", "Vadios e Imorais", "O Mistério Revelado", "Memória Operária", "Folia de Reis em Sorocaba".
Foi co-diretor, juntamente com Adilene Cavalheiro, do documentário "Cantos da Terra".
Produziu os cds "Cantadores - o folclore de Sorocaba de Sorocaba e região" e "Passarela da Saudade" (Diolindo e Almeida).

Gimnomorfose




“Se os homens vissem o que está sob a pele, assim como acontece ao lince da Beócia, sentiriam calafrios ante a visão de uma mulher. Toda aquela graça consiste em mucosidades e sangue, em humores e em bile. Se se pensa naquilo que se oculta nas narinas, na garganta e no ventre, não se achará senão imundície. E se te repugna tocar o muco ou o esterco com a ponta do dedo, por que desejaríamos abraçar o saco que contém o esterco?”

O Nome da Rosa; Umberto Eco



João Maria acordou no meio daquela tórrida noite, sobressaltado, ofegante e coberto de suor. Ergueu parte do corpo e deixou-se estar, assim, por um estúpido tempo, naquela pseudo-amnésia, misto de sonolência, cansaço e calor: lânguida, que não o deixava saber onde estava, para onde iria, que malditas horas da noite eram, quem ou o que ele realmente era.

Percebeu em meio à escuridão, a respiração lenta e pesada de sua mulher, perdida em seus ignotos sonhos femininos. E com um zelo que não lhe era habitual, levantou-se com cuidado, e pé ante pé, foi ao banheiro.

Olhou-se no espelho. Tinha uma aparência febril, a careca reluzia de suor. Jogou água fria no rosto, na vã esperança de melhorar seu estado, ou limpar um pouco sua confusão. Confusão tão quente, tão umidamente quente, que era quase sexual. Mas não melhorou nada. Talvez até tenha piorado, pois surpreendeu-se sentado no vaso sanitário, urinando, à moda das senhoras.

Riu-se, contudo não por que achou divertido. Sentia um desconforto no peito. Quase que uma coceira, uma alergia, mas a sensação em si não se definia com nenhum nome, talvez porque jamais a sentira antes. Removeu o pijama, e viu, refletidos no espelho, que seus mamilos, em meo aos grossos pêlos, ambos, estavam visivelmente inchados, túrgidos, sensíveis ao toque. Algum tipo de inflamação? Talvez devesse agendar uma consulta com um médico no dia seguinte.

...

No dia seguinte, esqueceu completamente as preocupações da noite anterior. Que dissiparam-se no ar como fumaça de sonhos esquecidos. Sentia-se ótimo. Mas “ótimo” não explicava corretamente seu estado de espírito, antes era uma aproximação bastante vaga. Nunca sentira tão bem em toda a vida. Sorria. Como não era seu costume. Antes sempre sisudo, cara-fechada, não chegava a ser um mau-humor, mas ninguém se preocupava em notar a diferença. Mas agora, exultava. Não leu o jornal do comércio, perdeu alguns minutos, talvez muitos, escolhendo a sua melhor roupa, fez um nó perfeito na gravata, borrifou um pouco de perfume – que nunca usara, a não ser em ocasiões especiais. E saiu para o trabalho, não sem antes beijar a mulher – que recebeu o beijo não sem alguma estranheza – como já não fazia desde os tempos de namorados. Bons tempos...

E era um dia como outro qualquer. A não ser pelo fato de que sentia-se intimamente bem. Não produziu muito naquele dia. Em contraposição, não lembrava de outro dia em que recebera tantos elogios. Principalmente das colegas, que o notaram particularmente bem vestido, senão cheiroso.

...

E outros dias cheirosos e suaves se seguiram àquele primeiro. Sucessivamente. E agora, abolira a gravata, e comprou diversos viros de perfumes, caros, sem a ajuda da mulher, em lojas especializadas. E recebeu com alegria as notícias que o espelho lhe dava, e apaixonava-se perdidamente pelo espelho, e via a barriguinha de “cerveja”, tão cuidadosamente cultivada com os amigos, desaparecendo lentamente, a pele suavizando-se, e o melhor de tudo, a princípio alguns poucos – só olhar bastante treinado e detalhista, como o dele vinha se apurando – fios de cabelos começavam a crescer em sua calva, ao que se seguiram muitos, fortes, viçosos.

E tudo ia bem em família. Convesava cada vez mais com a mulher. A parede invisível que os separava, e que o levara no princípio da vida em comum, a procurar uma amante – tentativa esta frustrada pelo hábito e pela indiferença que o tempo sempre traz –, agora estava derrubada. Falso muro de Berlim. Achava graça em seus diálogos. A entendia melhor, e sempre trazia na boca algumas palavras de carinho que a faziam sorrir. E aquela, a princípio confusa, agora parecia também estar entusiasmada pelas mudanças, para a melhor, e desdobrava-se em agradar ao marido. E ele retribuía, sempre arrajava tempo para acompanhá-las nas tarefas domésticas. Parecia ter se tornado um perito na alma feminina e seus desejos, como tudo feminino: secretos, ocultos.

Preocupou-se no entanto, no dia em que flagrou-se tentando esconder, ou melhor, esconder não seria a mlehor palavra, antes seria a pior: flagrou-se tentando dar destaque, como se isto fosse instintivo, natural, ao peito. Estacou. Confuso, indeciso. E só então percebeu como estavam protuberantes cada um deles. Eram já quase seios de muher adolescente, ninfa, que vê, num desabrochar sangrento, aflorarem e abundarem todos os frutos de seu sexo. Estavam firmes, levemente apontando para cima os mamilos cheios e vermelhos. Os pêlos da área estavam minguando, desapareceram miteriosamente. E isto também o fez lembrar de que aparava as barbas cada vez menos nos últimos tempos, sem que esta no entanto lhe sobressaísse. Antes tão espessa e grossa que chegava a incomodar, agora era rala, e seu rosto estava macio a maior parte do tempo.

Só foi ao médico quando imaginou ter notado, numa minuciosa inspeção –  coisa que nunca fez outrora –  que seu pênis diminuíra sensívelmente de tamanho e de espessura.

...

O doutor ouviu pacientemente, por detrás de seus grossos óculos, a estranha história de João. E por detrás de sua fria e meticulosa concentração, os agora agudos e penetrantes sentidos do paciente, perceberam uma certa curiosidade quase mórbida, uma paixão lasciva pela ciência e seus recantos mais obscuros. Mas era tavez apenas uma impressão, como a das mulheres, passageira e sem fundamentos em fatos.

Após desculpar-se por tê-lo tratado, quando este entrou no consultório, por “senhora”, e após ter ouvido pacientemente o relato, longo, e permeado de impressões pessoais e subjetivas. O médico disse com precisão de máquina:

-Alguns quadros como o teu já foram descritos nos anais da história médica. Ainda não me arrisco a fornecer um diagnóstico completo, parece haver algo de hormonal envolvido, além de alguns fatores psicológicos, que devem ser levados em conta. A princípio, gostaria de ter em mãos alguns exames, que vou passar em uma lista. Talvez seja precipitado, mas também vou receitar um ansiolítico leve. Confesso que esta não é minha especialidade, porém, gostaria muito de acompanhar o teu caso – e seus olhos brilharam, por um segundo ou menos, talvez.

Perguntou:

-Acaso... Veja bem, isto é entre médico e paciente. Lhe asseguro que está sob o sigilo e a ética profissionais. Acaso, tomou drogas recentemente. Me refiro, mais especificamente a um tipo que apareceu nas ruas recentemente, que é vendida por mendicantes, ou por uma dessas seitas...

Respondeu evasivamente que não. Contudo, não se podia saber se dizia a verdade ou não.

E completou, a princípio, constrangido, depois, com sua habitual roboticidade:

-Retire as roupas, por favor, quero fazer um exame mais completo... – e apontou para um compartimento do consultório.

Sentiu uma vergonha, antes não experimentada, mas fez o que o doutor ordenava.

Sentiu também os olhos, passeando por seu corpo, e não sabia explicar o que sentia. Percebeu também que seus quadris estavam mais largos, os pêlos do corpo iam se rarefazendo, quando antes eram abundantes, os braços – muito embora nunca tivesse sido fã dos exercícios – haviam perdido o tônus.

Terminou dizendo.

-Aparentemente o senhor goza de boa saúde. Mas, gostaria realmente dos testes. Eram horas. Podia vestir-se. Imprimiu num aparelho eletrônico o receituário, apôs sua assinatura ilegível, e despediu-se mecanicamente.

...

Naquela noite. Percebendo certa preocupação no ar, seu marido cabisbaixo, a esposa achegou-se a João, e pôs os braços em torno do pescoço agora mais delgado, perfumado. Este resolveu fazer algo que já não se lembrava a quanto tempo não fazia. Faria amor com a mulher.

Despiu-a lentamente. Apagou as luzes, acendeu velas. Colocou uma música suave no “cd-player”, que antes não gostava, mas agora agradav-lhe deveras. Ela, antes tão distante nestes momentos, agora parecia deveras receptiva, e começou a participar da brincadeira.

Entre risinhos, desabotoava seus botões, abria a braguilha das calças novas. E afogaram-se em beijos cálidos todas as suas preocupações.

E tudo era passado. E não preocupou-se nem quando não conseguiu manter uma ereção por mais que poucos segundos. Ao invés de possuir a mulher, por pouco minutos, queria gozá-la, usufruí-la por horas a fio, e o que poderia parecer uma fraqueza, era uma força renovada. E ela não parecia sentir falta nenhuma daquilo. Deu-se a beijá-la, a acariciá-la com dedos ágeis. Suas mãos agora tão aveludadas quanta a pele que tocava. Ao que a mulher respondia, com gemidos e sussurros ao seus ouvidos, aventurando-se às vezes, até a pequenas mordidinhas. Mostrou-se mais a vontade do que jamais estivera. E hoje, nada mais soava falso, como sempre suspeitara. Descobriu o poder misterioso e genital da ponta dos dedos e da língua. E chupou-lhe os mamilos, rijos, e podia sentir o corpo dela, tremendo ante todos os estímulos, por menores que fossem. E o suor que lhe brotava da pele, o enfeitiçava com um odor quente e doce. E imaginou como seria aquilo. E afundou-se, de corpo, alma – e principalmente boca – no sexo úmido dela. E perderam a noção do tempo, ou melhor, vivenciaram aquele tempo extático e infinito em toda sua lentidão.
...

Alguns dias depois, retornou ao médico. De posse dos exames requisitados. Sentia-se bem. Muito bem. Algumas pessoas lhe atiravam assovios na rua. Em vez de sentir-se irritado, sentia-se poderoso. Neste meio tempo, passara a usar um sutiã, não por gosto, embora também não lhe causasse repulsa a idéia, e sim por necessidade, uma vez que os seios, grandes como estavam, soltos, moviam-se demais sob as roupas, ficando em posições desconfortáveis, e os mamilos, hipersensíveis, chegavam até a machucar-se contra os tecidos mais grossos.

Entrou no consultório, já pressentindo algo estranho no ar.

Sua intuição não falhara. Deu um grito. Correu assustado embora, sem explicar-se à secretária gorda, de óculos fundos, uma expressão de mau-humor que parecia tatuada em suas faces pálidas e flácidas.

Só muito depois, em casa, teve coragem de reviver o acontecido: entrara no escritório, de luzes frias que cortavam o ar frio, dando em paredes gélidas. No chão, projetava-se a sombra, ainda balançando, para lá e para cá, do médico, que de calças arriadas, o pênis ainda ereto, enforcara-se, acidentalmente talvez, pois o banquinho estava caído, os olhos injetados de sangue quase para fora das órbitas, as faces muito roxas, a língua pendendo pavorosamente da boca escancarada num grito surdo e sufocante, as mãos, com unhas arrancadas, dedos sanguinolentos, que rasgaram o pescoço numa tentativa última, infantil e involuntária de soltar-se do aperto fatal. De sua cabeça, saíam fios, que ligavam-se a um aparelho de eletroencefalograma, que cuspia folhas cheias de rabiscos tão tortuosos quanto a sua assinatura. Não viu mais nada.


Não mais procurou nenhum médico. Afinal, sentia-se ótimo.

Mesmo quando seu queixo afinou-se, as maças do rosto se tornaram mais protuberantes. As carnes perderam os músculos, mas tornaram-se mais cheias, mais suaves. Cabelos loiros, vivos, volumosos, lhe enchiam a cabeça. Pêlos, agora só na região genital e um pouco sob os braços, que cortou, sob o pretexto de que lhe incomodavam.

Mesmo quando seus lábios tornaram-se mais cheios, carnudos, as coxas grandes, a voz um profunda e sensual, mas essencialmente de mulher, bela como o das cantoras negras.

Mesmo no dia em que sentiu uma dor, pungente, mas rápida, que ao tentar identificar a origem, teve de retirar as calças, e a princípio assustado, verificar que seu órgão havia se desprendido na roupa íntima. Deixando em seu lugar, apenas um pequeno corte, no qual se insinuavam pequenas lábios, rosadas. Se é que podia chamar aquele pequeno e decaído horror de órgão. Era quase uma casca, amolecida, retorcida, mirrada, escura e seca. Sentiu o coração bater mais depressa. Pegou em suas pequenas e bem cuidadas mãos. Sentia agora mais nojo que medo. Atirou depressa no vaso sanitário e apertou a descarga, sem remorsos.

Despiu-se e entrou no chuveiro, para limpar-se daquela mácula, e dos vestígios gosmentos que restavam sobre sua pequena e infantil vagina, sob a penugem macia, sedosa e levemente loira que a circundava e protegia. Qual rosa e suas pétalas. E sentiu um calor doce, um formigar excitante, ao passar o jato d’água em suas novas partes íntimas. E demorou-se no banho, experimentando aquelas novas e deliciosas sensações, logo após o pequeno susto.

...

E sua outrora esposa, atual amante fervorosa, parecia preferir o marido de agora ao de antes. Tanto que, como jamais o fizera, partiu de si a iniciativa certa noite. E apalpou os seios do marido, não como os de mulher madura, e sim de jove, firmes, apontando em direção aos céus, sensíveis. E pôs-se a beijá-los. E realizá-va as fantasias mais novas e secretas do marido. E sugava os mamilos com lentidão, e estes enrijeciam. Apalpava suas coxas, e deslizava os dedos por seu ânus, e esfregava seu pequeno e ardente corpo no dele. E o atrito dos sexos, úmidos, quentes, inflamados, lhe fazia suspirar e gemer. E os suspiros eram sufocados em beijos ainda mais úmidos e quentes. E respiravam o hálito febril um do outro. E ele queria... queria... e seus pensamentos foram atendidos. Sua mulher mergulhou a cabeça em seu sexo, e aprovou a mudança, sorriu um riso assanhado, cheio de segundas e terceiras intenções, assim como os olhos brilhantes. E deslizou a língua cuidadosa pelos pequenos lábios. O que ele sentia como uma massagem erótica e surpreendente, afastou-os levemente com os dedos e penetrou-lhe. E a tensão em seu corpo ia aumentando e aumentando. Podia sentir a pressão no bater de seu coração, que retumbava em seus ouvidos, embalados pela música pulsante ao fundo. E sentiu os olhos umedecerem. Sentiu como que um pequeno choque, quando beijaram-lhe o botãozinho que sobressaía, meio que escondido, da parte de cima de sua vagina. Corou violentamente. E pôs as mãos sob a cabeça de sua amante e mulher, e forçou-a para baixo, enquanto erguia a e arqueava o corpo. E pedia mais, e mais, e mais. Ao que a mulher, por maldade, parava, só para recomeçar depois o jogo de chupar aquele botãozinho, como botão de minúscula rosa. Até que a pressão era tanta que ele explodiu. Numa sensação que jamais havia experimentado, e só podia descrevê-la como líquida e fervente e delirante. E não parou, e se sucederam outras e outras explosões. E entendeu a suprema, profunda e penetrante desnecessidade do pênis. E pareciam não parar, e queria e não queria, e não sabia mais o que desejava e quem era, até caírem de exaustão, malditos e suados, na calada da noite, e dormiram abraçados e felizes, como irmãs que partilham fraternais segredos.

...

Até que um dia, corroído de cíumes, brigaram, o que era esperado. Uma briga lacrimosa, com ranger de dentes, e profundos remorsos, e ameaças vazias. E talvez fosse apenas a menstruação, que naquele fatídico mês, custava a chegar.

E a raiva borbulhou o seu sangue como nunca, e era uma raiva semelhante à uma noite maldita de amor.

E foi até o quarto. E pegou um vestido da mulher. Vestiu. Os olhos lacrimosos. Qual menina, nova e tola, que na petiz ânsia de mimetizar a fêmea mais próxima, ou seja, sua mãe, pega suas cores brilhantes, suas maquiagens, e transforma a pequena boca, numa pequena e vermelha vagina, úmida, entumescida, como num encontro carnal, e deixa as bochechas coradas, como de excitação, e ressalta os olhos, que ficam dilatados e úmidos como o dos amantes. E torna-se uma lasciva palhaça ou uma cômica e anã prostituta, e prenuncia, por instinto e brincadeira, o futuro.

Louca prostituta.

João foi a uma danceteria. Deixou a mulher chorando na sala. Estava prestes a desistir do intento. Seja ele qual fosse, não sabia, agia por impulso. Mas ver a outra, ali, prostrada, fraca, soluçando, lhe deu mais vontade de abusá-la, e fazê-la sofrer o que ele sentia. E foi.

E tudo transformou-se em brilho, e em cor, e em música. Vibrante. E dançava em meio a tudo isso. E embebedou-se. Devia estar desacostumado ao álcool, pois algumas poucas doses o puseram em tal euforia, que já não mais se reconhecia – se é que alguma vez se reconheceu. E no meio do salão, sentia-se apalpar, por mãos grossas. Nas coxas, serpenteando até as nádegas. Faces lúbricas. Risos ameaçadores. Empurrões brutos. E sentia corpos se resvalarem no seu. E ouviu grosserias em seus ouvidos. E não gostou de nada disso. E tentava futilmente se afastar. Se ao menos fosse mais delicado... Mas já estava tão bêbado, que como disse, já não mais se reconhecia, se é que alguma vez o fez.

Da luz, colorida, cegante, do som ensurdecedor, sentiu-se oscilar, cambalear, e cair, numa depressão silenciosa, num abismo, numa vaginal escuridão...

...

Acordou em casa. Roupas apenas trapos. O corpo dolorido, uma dor de cabeça violenta. A boca amarga. Ressaca. Mais terrível que a dos mares orientais após o maremoto. Levantou-se e vomitou.

E os vômitos e mal-estares se seguiram com mais e mais freqüência.

...

João Maria. Estava num manicômio. Uma cela só para ele. Acolchoada. Os olhos, antes sem graça, depois, belos, agora vidrados. Baba escorrendo pela boca. Longos cabelos desgrenhados.

Pela janelinha de vidro, na porta, alguns médicos e estudantes, curiosos, olhavam.

Na plaquinha, uma advertência, dizendo para não aplicarem sedativos em excesso. A razão:

A paciente estava grávida.

Assim Na Terra Como No “Céu”



By Levi B. Santos

Quis o destino que o patriarca e a matriarca da grande família partissem juntos dessa, para outra. Os amigos e os familiares do casal de velhos, depois de muitos entreveros, concordaram em fazer cerimônias fúnebres distintas, obedecendo aos ritos religiosos de cada um deles. É que o senhor Celestino de Jesus era um renhido protestante seguidor do Filho de Maria, e a senhora, Maria Anunciada da Conceição, uma católica devota de Nossa Senhora.

A um simples olhar, denota-se que a ancestralidade cultural dos pais dos defuntos está bem presente nos nomes que eles deram aos seus filhos, nascidos quase que na mesma época (1924 e 1926).


O gerente da maior empresa funerária da cidade, como sempre costumava fazer, perguntou ao familiar (contratante do enterro), qual era a religião que o casal professava, para preparar o ambiente de acordo com as tradições e rituais próprios dos falecidos. Ficou pasmo e quase sem fala, quando ouviu que deveria preparar dois velórios: um para o católico e outro para a protestante, em um só salão, ainda mais com a alegação extravagante de que as cerimônias seriam simultâneas, pois os velhos, nunca tinham deixado de viver juntos, se separando apenas nas ocasiões dos seus obsessivos cultos religiosos.

Depois de pedir um tempo para pensar, o vendedor de enterros chegou finalmente a uma genial solução: cobraria um preço mais alto e inovaria a indumentária de sua funerária, ao adquirir um biombo (espécie de cortinado retrátil de PVC na cor dourada) para separar os dois ambientes “pré-celestiais”, tudo em conformidade com os ricos castiçais e candelabros banhados a ouro de sua empresa.

Todos nós sabemos que um fato inusitado como esse, chega rapidamente aos ouvidos da população. E foi justamente o que aconteceu.

O prefeito da cidade, eleito pelas duas maiores comunidades religiosas rivais, temendo grande tumulto por ocasião da dupla cerimônia fúnebre agendou uma reunião de urgência com sua equipe multi-denominacional de fiéis. Chegaram então a um consenso, afinal: nas cerimônias simultâneas nem o padre rezaria “Santa Maria, rogai por nós”, nem o pastor falaria que “só Jesus é o único intercessor entre Deus e os homens”. Ficou acertado, também, que uma história bíblica não poderia, em nenhuma hipótese, ser ventilada na dupla encomendação dos mortos: a parábola que mostra o pobre mendigo, Lázaro, sendo recebido no céu e um rico avarento nas chamas do inferno, gritando para que lhe molhem a língua. Ainda, duas passagens da Bíblia não poderiam ser tocadas: O pastor estaria proibido de ler uma parte que seus fiéis adoram muito ― àquela que os evangelistas atribuem a Jesus −, numa ocasião em que estava sendo importunado por sua mãe, quando assim falou veementemente: “Mulher, que tenho eu contigo?!”. O padre, por sua vez, estaria terminantemente proibido de citar a parte inicial do “Magnificat”: “Bendita és tu entre as mulheres”.

Quanto ao uso dos símbolos religiosos não houve questionamentos: o defunto protestante portaria a Bíblia sobre o pedestal funerário atrás do seu caixão, e a católica morta exibiria o Cristo crucificado num altar acima de sua cabeça. De maneira nenhuma seria permitido a cruzada, isto é, a passagem dos adeptos da Mãe de Deus  para o outro lado da cortina, reservada aos fieis do Filho de Deus, e vice-versa.


domingo, 29 de julho de 2012

O Sexo dos Anjos... Entrevista com Anja Arcanja




By Anja Arcanja e Carlos C. Cavalheiro



Muito se diz dos "sexo dos anjos" no sentido de que não tendo esses seres sexualidade, não haveria o que se discutir. Utilizando desse mote, e do uso no nick Anja Arcanja pela teóloga Rozana Madalena F. Souza, conhecida escritora, poeta, blogueira e controvertida e polêmica articulista, pensou-se numa entrevista com temas relativos à sexualidade, discutidos sob a ótica religiosa/teológica. A série de perguntas segue uma dinâmica fixa: cada tema possui três perguntas e três respostas. As perguntas serão todas feitas por Carlos Carvalho Cavalheiro, historiador, teólogo, poeta e folclorista. As respostas serão todas dadas por Anja Arcanja.


Acompanhem conosco o andamento e o resultado deste inusitado trabalho.


Grato


Carlos C. Cavalheiro.

PRIMEIRO TEMA: COITO ANAL

Algumas traduções bíblicas, como a de João Ferreira de Almeida, muito popular no Brasil, traz o trecho de 1 Tm 1:10, no rol de pecados e profanações, a sodomia. Também na primeira Epístola aos Coríntios, capítulo 6, versículo 10, aparece o sodomita como um daqueles que não herdarão o reino dos céus. O Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa define a sodomia como “coito anal entre indivíduos do sexo masculino ou entre um homem e uma mulher”. Podemos, então, afirmar que sob a ótica bíblica o coito ou relação sexual anal é pecado?
(Carlos Cavalheiro)

Carlos, vou tentar responder sua pergunta de forma sucinta e objetiva, mas fugindo um pouco do que havia lhe proposto, isto porque você não especificou se tratar de relações apenas homoeróticas e sim de forma mais ampla e geral (tanto homo como hétero), mas isto é apenas por enquanto certo? Em chegando ao ponto de tratarmos apenas da questão homoafetiva, estarei abordando o tema de forma mais profunda, mas por enquanto, vamos começar assim, dando o pontapé inicial. Vamos lá?

Você cita o verso 10 do capitulo 1° da 1° carta a Timóteo que diz:

I Timóteo 1:10
10 - Para os devassos, para os sodomitas, para os roubadores de homens, para os mentirosos, para os perjuros, e para o que for contrário à sã doutrina,(…)

Mas deixa eu citar outro texto para que possamos entender um pouco mais do que se trata de fato:
I Corintios 6:9
9 - Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas,
10 - nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.

Então aqui podemos observar uma sentença: não herdarão o reino do céu!
Bem, sua pergunta se refere a palavra sodomia ou sodomita, e se é pecado; pois bem, tomando por base a bíblia (mas especificamente a LEI MOSAICA), posso afirmar que sim! Sim, é pecado! Mas sendo pecado posso afirmar que todos que praticam tal ato estarão condenados e não herdarão o reino do céu? Sim! Posso dizer seguramente que todos que praticam tal ato, estão condenados, mas não só quem tais atos praticam, mas também os que praticam idolatria (seja ela qual for), adúlteros, ladrões, avarentos, bêbados, maldizentes, etc., ou seja, pela lei, todos estamos condenados, pois não há um justo sequer: Romanos 3:23
23 - Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;

Então se TODOS pecaram e destituídos estão, isto inclui sodomitas e fofoqueiros, ladrões e beberrões, idólatras e devassos, chicos e Franciscos! Mas então qual a solução para este entrave? Se estamos TODOS desligados, o que haveria de nos RELIGAR? O SANGUE DE CRISTO!

O Sangue de Cristo é o Re-ligare, e por intermédio deste sangue, somos justificados a alcançamos o beneplácito, o favor divino. Deus ao olhar para seus eleitos, não vê suas atitudes, não vê sua orientação sexual, não vê nossas falhas e pecados, mas sim, vê apenas o precioso sangue de seu Filho, sangue este suficiente para que Deus não impute sobre os que Ele escolheu, a sua Justiça, mas sim seu beneplácito. “Pois a Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade por intermédio de Jesus Cristo”. (evangelho de João 1:17).  Este é o grande evento da Bíblia, toda a Bíblia aponta para este fato: a Verdade que se revelou em Cristo Jesus, Ele é a verdade. E por intermédio de seu Sangue, nos foi dada a graça e a lei se cumpriu em Cristo Jesus. Não necessitamos, portanto, estarmos sujeitos à letra da lei para nos achegarmos a Deus, não mais precisamos de sacrifícios. “porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras para que ninguém se glorie”. (Efésios 2:8,9). Nada podemos ou precisamos fazer para merecer a graça, pois graça é favor imerecido. Onde antes havia pecado, segundo a lei, hoje superabundou a graça. Deus vê todos na mesma condição, seja homo, seja hétero.  Mas o Sangue de Cristo nos purifica de todo pecado.

Bem, você poderá dizer que temos que procurar uma vida de “santidade e pureza” e que devemos nos abster de tais atos, porém eu replico: I Coríntios 11:6
6 - Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também. Mas, se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu.
(Não só este verso de 1Co-11 mas todo o capítulo)

Quem hoje segue este preceito a não ser em poucas igrejas? Este é o ponto! Devemos procurar ver e entender o contexto histórico-crítico e cultural e não apenas o contexto imediato em que foi escrita a Bíblia para termos de fato uma visão clara sobre a questão. Não podemos de forma alguma nos prender a textos sem nos basear no contexto para termos o pretexto de privar-nos em dar e receber prazer.

Lemos em Tito 1:15
15 - Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados.

O senhor criou nossos corpos e nenhuma parte deles é naturalmente imperfeita. Deus nos criou para que tenhamos vida em abundância e vivamos com prazer, sexo anal é apenas uma das maneiras de se chegar a este fim (seja numa relação homossexual ou heterossexual).

Não há mal nenhum em se praticar sexo anal, desde que haja respeito entre o casal (homo ou hétero) desde que haja o principal na relação: RESPEITO! Porque da condenação, já estamos livres.

RÉPLICA

[Carlos Carvalho Cavalheiro]: Entendo perfeitamente o seu ponto de vista, mas gostaria de aprofundar o debate sobre alguns pontos, especialmente aqueles que divergem da teologia tradicional. Você citou o livro de Romanos para falar sobre o pecado que atinge a todos. Pois bem, Paulo em Romanos inicia o debate dizendo que todos estamos destituídos da glória e que seremos condenados, porque todos pecamos.  Esse discurso ele continua nos capítulos seguintes e vemos em Rm. 5.12 a repetição: “assim a morte passou a todos os homens por isso todos pecaram”. Seguindo a lógica do seu discurso, Paulo diz que o pecado entrou no mundo por um homem (Adão) e faz a analogia com Cristo, o homem pelo qual o pecado foi tirado do mundo. Diz ainda que a graça superabundou sobre o pecado. Mas no capítulo 6, Paulo inicia assim: “Que diremos pois? Permaneceremos no pecado para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele? “. Adiante, no versículo 6 do capítulo 6 do referido livro de Romanos, Paulo ensina que “o nosso velho homem foi com ele crucificado para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado”. Bom, sendo assim, e tendo dito o mesmo Paulo em outras oportunidades que a sodomia é pecado, não devemos entender que o homem que aceita Cristo como seu Salvador deva abandonar tal prática? Com relação a sermos salvos pela fé e pelo sangue redentor de Cristo, isto se coaduna com a teologia tradicional (basta se reportar ao mesmo livro de Romanos, 3:24 -27). Entretanto, um ponto básico da Hermenêutica diz que não devemos ver um assunto isoladamente, senão se comparada a tudo o que a Bíblia diz a esse respeito. Desse modo, Walter A. Henrichsen[1] afirma que uma doutrina não pode ser considerada bíblica a não ser que resuma e inclua tudo o que a Escritura diz sobre ela. Com relação a doutrina de salvação, num contexto mais amplo, veremos que a fé e o sangue de Cristo dependem de outros fatores, como aceitação e arrependimento do pecador. O arrependimento, por exemplo, foi a tônica do discurso de Pedro no dia de Pentecostes (At. 2:37 – 38). Portanto, reconhecendo que a sodomia é uma prática pecaminosa de acordo com a Lei – e a Lei revela o pecado ao pecador (Rm 7.7), parece-me que justamente para que ele se arrependa – não haveria a necessidade, para se obter a graça da salvação, o arrependimento dessa prática? Por fim, se não há necessidade agora de observarmos nenhum preceito em relação ao pecado, por que Deus providenciou a expiação pela morte redentora de Seu Filho? Se o pecado seria tolerado depois de Cristo, qual foi a função de sua morte?



[1] HENRICHSEN, Walter A. Princípios de interpretação da Bíblia. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 1997.

Réplica anja

Carlos, muito pertinente sua pergunta e sua avaliação, trazendo a tônica, a doutrina arminiana, que diz que devemos ser dignos de merecer a graça, algo contraditório, uma vez que a graça, é favor imerecido, concorda? Sendo assim, começo minha réplica citando alguns versos que trazem à tona a doutrina calvinista, esta sim, com muito mais embasamento nas Escrituras:

Salmos 139:16
16 - Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia.
João 17:8,9
8 - Porque lhes dei as palavras que tu me deste; e eles as receberam, e têm verdadeiramente conhecido que saí de ti, e creram que me enviaste.
9 - Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus.
Lucas 18:7
7 - E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles?
Romanos 8:33
33 - Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.
Romanos 9:11
11 - Porque, não tendo eles ainda nascido, nem tendo feito bem ou mal (para que o propósito de Deus, segundo a eleição, ficasse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama)
Romanos 11: 5,6 e 7
5 - Assim, pois, também agora neste tempo ficou um remanescente, segundo a eleição da graça.
6 - Mas se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça. Se, porém, é pelas obras, já não é mais graça; de outra maneira a obra já não é obra.
7 - Pois quê? O que Israel buscava não o alcançou; mas os eleitos o alcançaram, e os outros foram endurecidos.

Pois bem Carlos, note que citei vários versos procurando dar mais ênfase a carta aos Romanos, trazendo assim a tônica que nada podemos fazer para ser merecedores da graça e nem o arrependimento, somos capazes de ter se este não nos for dado por Deus:

Atos 5:31
31 - Deus com a sua destra o elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados.
Ezequiel 36: 26,27
26 - E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne.
Ezequiel 36:27
27 - E porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis.

Ezequiel 11:19
19 - E lhes darei um só coração, e um espírito novo porei dentro deles; e tirarei da sua carne o coração de pedra, e lhes darei um coração de carne;

Tendo citado estes versos para mostrar nossa total incapacidade, pergunto, se Deus escreveu TODOS os meu dias em teu livro antes que nenhum deles existisse, como poderei fugir disto? Seria Deus tão injusto de por em meu coração um desejo em que, para estar em comunhão com Deus, devo abdicar de tal desejo?


NÃO!

Voltando um pouco mais, você me perguntaria: Mas você mesmo não me disse que sodomia é pecado? SIM! Pecado na lei mosaica, e para que serviu a lei? Simplesmente para mostrar nossa total incapacidade de cumprir os padrões pré-estabelecidos por deus, fazendo-se necessário,  o sacrifício vicário de Cristo.
Ou voltamos à Lei e a cumprimos na íntegra (sem tirar uma vírgula sequer), ou deixamos de fora toda a lei! Pois em se tentando cumprir a lei, falharmos numa vírgula sequer, seremos culpados por não termos cumprindo-a, entende? Então, como saber o que devemos cumprir e não devemos cumprir? Fácil! Tudo aquilo que me angustia a ponto de atrapalhar minha comunhão com deus, deve ser repensado, caso contrário, faça sexo anal, oral, homoerótico etc. e não carregue a menor culpa por isto.

Continuação da parte final da entrevista com o 1° tema na próxima postagem NÃO PERCAM!

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Carlos Carvalho Cavalheiro - Nasceu em São Paulo em 09 de maio de 1972. Formado em História, Teologia e Pedagogia. Pós-graduado em Gestão Ambiental e em Metodologia do Ensino de História. Professor de História na rede pública municipal de Porto Feliz. Escritor e poeta, escreveu os livros: "A greve de 1917 e as eleições municipais de 1947 em Sorocaba"; "Folclore em Sorocaba", "Salvadora!", "Decobrindo o Folclore", "Scenas da Escravidão", "Histórias que não se contam mais - vol 1", "A História do Preto Pio e a fuga de escravos de Capivari, Porto Feliz e Sorocaba", "Histórias que não se contam mais - vol. 2", "O Peregrino do Caminho do Sol", "Moda da História de Sorocaba", "Vadios e Imorais", "O Mistério Revelado", "Memória Operária", "Folia de Reis em Sorocaba".
Foi co-diretor, juntamente com Adilene Cavalheiro, do documentário "Cantos da Terra".
Produziu os cds "Cantadores - o folclore de Sorocaba de Sorocaba e região" e "Passarela da Saudade" (Diolindo e Almeida).


Escritora e poetisa amadora e teóloga. Autora do blog “O mundo Da Anja” (http://omundodaanja.blogspot.com.br/), um blog que conta com diversas parcerias e articulistas, voltado a discutir religião, filosofia, teologia, ateísmo, homossexualidade, sexualidade humana, entre outros temas de relevância; e do blog “Poemas e contos eróticos da Anja” (http://anjaarcanja.wordpress.com/), um blog de cunho erótico. Escreve ainda para os blogs “confraria teológica Logos & Mythos”, "Vida Sofista" e   “Fragmentos Ativos”, além de ter textos publicados em vários blogs e sites.



sábado, 28 de julho de 2012

Livros recomendados - estante da Anja



Amigos leitores, neste espaço permanente, estarei apresentando livros que pessoalmente recomendo.


Apresentando escritora e mestrando em ciências da religião e autora do livro Maria Madalena, Priscila Anjo; e o escritor, historiador, teólogo e pedagogo, autor de vários títulos, entre eles "O Mistério Revelado", Carlos Cavalheiro

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O Messias (By Giba)


                                                                                                              By Gilberto Vieiera (Giba)*

 Era uma linda e próspera cidade do interior, onde a agricultura e a pecuária traziam a riqueza da boa vida rural para todos os seus moradores. Estes de boa índole, trabalhadores e de grande fé.

Uma boa notícia chegou a um casal de felizes moradores. Teriam em breve um filho, o primeiro herdeiro, talvez até, o primeiro de muitos.

Criança linda e saudável, criada com o mais puro e sincero amor, educada em colégio particular, administrado por uma instituição religiosa, onde todos os dias uma professora vinha ensinar as glórias de se ter uma vida cristã.

Cresceu entre muitos amigos e familiares, se tornando um rapaz querido e respeitado. Bonito, educado e de sorriso fácil ele logo se tornou uma referência para todos aqueles que o conhecia.

Ótimo aluno, sempre tinha as melhores notas e não se negava a ensinar seus colegas, quando estes sentiam dificuldade em alguma matéria.

Trabalhava com alegria nas terras dos pais e não faltava em nenhum culto dominical.

Sua fama era tanta que até em cidades vizinhas se escutavam histórias de sua conduta e do bom exemplo que era para todos.

Em meados de abril, aos 20 anos de idade, ele proclamou ter recebido a revelação. Sim, Deus o havia contatado e lhe dado uma missão divina, agora ele era o iluminado pastor das ovelhas, o discípulo vivo que veio trazer a redenção e o caminho da vida eterna ao lado de Deus.

A notícia logo se espalhou rapidamente e vieram pessoas de todos os cantos para ouvi-lo. Ele pregava as palavras da revelação em praça pública, onde centenas de pessoas se aglomeravam para ouvir suas palavras.

Ele virou uma referencia entre a fé e os anseios da população daquele lugar.
Lançou livros, criou regras, mudou hábitos. As pessoas lhe procuravam para ouvir seus conselhos e pedir bênçãos.

Ele atendia a todas aquelas pessoas, que formavam imensas filas ao redor de sua casa.

De tempos em tempos vinha uma nova revelação, em forma de profecia, que ele lançava ao povo como parábolas. Todos se encantavam e a fé crescia de forma arrebatadora.

O comercio da região cresceu e prosperou, houve uma farta expansão imobiliária e o prefeito da cidade logo providenciou infra-estrutura para que os visitantes fossem bem acolhidos.

A maior parte da produção local, que antes era vendida para outras cidades, logo passou a abastecer o comercio local, onde nenhum deles dava conta de atender o grande número de clientes diários.

Pensaram a principio na construção de um templo, mas logo alguém alertou que, além do jovem Messias ficar mais alegre quando pregava ao ar livre, o templo teria que ter proporções enormes, como os de uma catedral, para conter todos os fiéis que lhe procuravam e os custos, deste tipo de construção, para eles naquele momento era inviável.

Decidiu-se então que, com a ajuda de todos, comprariam um belo sitio e ali seria o local de pregação. Todos se reuniram, juntaram suas economias, fizeram rifas, bingos, pediram doações.

Enfim conseguiram reunir o dinheiro necessário para comprar o sítio, o melhor da região, bem amplo, bonito, de fácil localização e que o dono fez questão de vender abaixo do valor de mercado, como que para também colaborar com o grandioso projeto.

Todos se reuniram e em mutirão realizaram obras de melhoria, pintando as cercas, plantando muitas flores, aparando a grama, melhorando a iluminação para as reuniões noturnas e deixando dentro da casa vários presentes para seu jovem ídolo.

Depois de tudo pronto, no dia dos pais, todos os moradores da cidade e seus visitantes saíram em romaria, levando o jovem a conhecer seu novo local de pregação, entoando por todo caminho, hinos alegres de louvor e agradecimento.

Todos começaram a freqüentar o local que vivia sempre cheio de pessoas das mais atentas e subservientes.

Em um belo dia de outono, todos ali presentes ouviram a mensagem que finalmente os libertaria de todas as suas angustias e lhes proporcionariam a paz eterna e a recompensa a tanto esperada.

O jovem rapaz anunciou a grande revelação divina:
“- Para Deus, toda riqueza do mundo não tem nenhum valor.
- Todo bem material que vocês juntaram durante suas vidas, apenas serve para corromper seus corações e desagradar ao Pai.
- Aquele que ostenta riqueza não merece entrar no paraíso.
- A verdadeira vontade do Pai é que vocês, os filhos escolhidos para ouvirem a revelação, vendam tudo o que tem e tragam o dinheiro para cá, para que com as notas, façamos a fogueira sagrada.
- Meus irmãos, a revelação final se dará aqui, em trinta dias, a contar de hoje.”

As pessoas que ali se encontravam saíram sem questionar e começaram a vender tudo o que tinham, e no dia combinado, pegaram todo dinheiro que tinham e levaram junto contigo ao sítio.

Após se apresentarem ao messias, cada um pegou seu pacote de dinheiro e arrumando onde seria a grande pira sagrada.

“- Antes de acender o fogo – disse o messias – daremos graças a nosso Deus e tomaremos o néctar sagrado, que preparei segundo as orientações do Pai”.

E assim como recomendado, todos ali presentes tomaram daquela porção.

Aos poucos todas aquelas pessoas foram perdendo suas forças, caindo ao chão e em alguns minutos nenhuma delas estava respirando, pois todas foram envenenadas.

Ao ter certeza de que todos ali haviam morrido, o jovem pegou todo aquele dinheiro que estava empilhado, jogou em seu carro, mudou-se dali e nunca mais se ouviu falar dele.

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Apresentando o mais novo colaborador do blog:


Gilberto Vieira, o Giba, é paulistano e mora em São paulo, agnóstico,  radioamador, não gosta de futebol, abomina modinhas, apaixonado por literatura, fotografia e tecnologia, é técnico em sistemas de TV digital, estuda Gestão em TI na UNIP, idealizador e administrador dos blogs CozinhaMasculina.com.br e Gibanet.com




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