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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Deus Orgásmico




By Frega Junior

Animados e inanimados. Uma classificação fundamental, primeira.

Diferencia-se um do outro pela capacidade de reprodução em novos espécimens com mesmas características. Os meios são diversos, desde uma mera divisão celular à sexual.

Espécies e espécimens cuja capacidade reprodutiva seja prejudicada, extinguem-se. Estima-se que 99% das espécies tenham desaparecido da face da Terra desde o surgimento da vida. E é um fato natural que continua presente. A inadaptação aos ambientes, alterados por ciclos naturais ou cataclismas, extingue espécies. A adaptação promove sua evolução.

Na natureza, nada existe sem uma finalidade. Não há inutilidades naturais. Os processos reprodutivos são eficazes na medida em que mantêm as espécies. Simples assim.

Nos mamíferos, especialmente, a motivação para a reprodução é o prazer sexual, o orgasmo, na receptividade de ciclos hormonais. Em algumas outras, poucas, o desejo descola de tais ciclos, formando quase um fim em si mesmo, sem perder, entretanto, sua finalidade original: a reprodução. Nessas espécies, o ciclo hormonal é menos percebido e, como conseqüência, há necessidade de uma vida sexual mais presente como aumento da probabilidade de sucesso reprodutivo. Também simples assim.

Mas o ser humano é inquieto. Não contente em arvorar-se sabedor da vontade de Deus, ainda quem incluí-lo no meio de suas motivações sexuais. Ao invés de somente reconhecê-lo pelo conjunto da obra, na fusão de criatura-criador, ainda querem colocá-lo em seus colchões.

Se temos prazer sexual é por um motivo muito simples: sem ele, não haveria reprodução por falta de motivação. Desnecessário buscar em Deus, busque-se na biologia. Mas o homem pensa. Seu raciocínio abstrato é uma característica. O homem sonha. O homem busca o prazer, é hedonista.
Então, haverá sentido em buscar explicações, autorizações, permissões, entendimentos, absolvições, seja lá o que for, para usufruir uma característica sua e, se quiserem, criada por Deus, que a tudo criou?
Um parceiro ou 35, que diferença faz além do respeito ao próximo, fundamento de uma vida em sociedade? Torna-se sem sentido a busca de fundamentos sacralizados para o comportamento mundano. Sociólogos, cuidem das organizações relacionais; teólogos, cuidem de tudo aquilo que não faz parte do concreto.

O resto, é buscar atender a própria insegurança pessoal, a muleta e bengala que justifique seus próprios atos.

Coisa de gente mal resolvida, que faz questão de embrulhar o deus que imaginam  em seus lençóis.

Coisa de gente que se culpa pelo prazer que se permite. Ou que não.

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