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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

SALMO 23 CÓPIA DE HINO A OSÍRIS.



By  Miriam Cristina Alves Avila

Roland De Vaux revolucionou os estudos bíblicos, nasceu em Paris no ano de 1903 e faleceu em 1971.Foi diretor da famosa escola Ecole Bíblique de Jerusalém (1945 – 1965), foi arqueólogo, historiador, Dominicano e Doutor em Teologia.

Ele diz que embora com o tempo o salmo DE Osíris tenha sofrido algumas modificações pelas mãos dos bispos, e tenha sido conhecido como sendo da autoria de Davi, ele ainda continua muito semelhante ao original.

     O uso da vara também denominada mangal, e do cajado que no Egito significam disciplina e condução, vem dos primórdios e eaparecia sempre sendo usado por Osíris seguido de Hórus, a partir daí todos os faraós os usavam.             

     O salmo de número 23 da bíblia remonta dos primórdios e originou-se no Egito, onde os antigos escribas faziam suas súplicas a Osíris, e diz mais ou menos assim:


Osíris Amém!  O senhor é o meu pastor e nada me faltará.
Tu me fazes repousar em pastos verdejantes.

Leva-me para junto das águas de descanso no paraíso das terras de Nefér (terras de beleza ou perfeição).

Refrigera minha alma. Guia-me pelas veredas de Maat (da verdade e justiça) por amor de seu nome.
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu Osíris Amém (que está em oculto) estás comigo: a tua vara e o teu cajado me consolam.

Preparas uma mesa no tribunal dos mortos e na presença de meus adversários unges-me a cabeça com óleo, e o meu cálice transborda.

Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias de minha vida; e habitarei em Betel na casa do Senhor para todo o sempre.

Osíris Amém! O senhor é o meu pastor e nada me faltará.

Osíris, além de receber mais de 200 nomes divinos, também era chamado de bom pastor, títulos estes que logo também passaram para Hórus.

A tua vara e o teu cajado me consolam...
Preparas uma mesa no tribunal dos mortos...
E Habitarei em Betel, na casa do senhor para todo o sempre.       

           Plutarco de Queroneia, filósofo grego (46 a 126 DC), estudou na famosa      academia de Atenas cujo fundador foi Platão e assim como muitas pessoas também foi explorar o Egito e escreveu sobre suas descobertas em uma obra denominada Isis e Osíris, Essa obra esta plenamente preservada na nova biblioteca de Alexandria no Egito e também possui muitas semelhanças com a história de Jesus, a obra possui algumas divisões, que podem ser descritas em 14 divisões ou estações, como se segue abaixo.

           O nascimento de Osíris.    
           Coroação e reinado.  
           As andanças pelo mundo.   
           A traição de Set.    
           O sofrimento de Ísis.    
           A procura de Ísis pelo corpo.   
           O encontro de Osíris morto e despedaçado.
           A reconstituição do corpo.
           Lamentações de Isis.     
           Descida de Osíris ao mundo dos mortos e sua ascensão para o reino do céu.
           Anunciação da concepção de Hórus.
           Nascimento de Hórus.                                                                          
           Lutas de Hórus contra Set.(origem da palavra satanás)    
           Triunfo de Hórus.

           Plutarco nos trás a seguinte inscrição dos textos das pirâmides: Nasceu Osíris o cordeiro divino, senhor do mundo no meio do céu do ventre de Nut. Ide e adorá-lo sobre o tufo de papiro onde a divina criança repousa.

           No reinado de Osíris a paz predominava, e segundo os registros da história, ele andou pelo mundo transformando os homens e tirando-lhes os instintos animalizados. Também lhes ensinou a justiça, o conhecimento da terra, o plantio e a colheita, à preparação das uvas para fabricação de vinho, e muitos outros ensinamentos. Devido ao cultivo das uvas, dentre seus inúmeros títulos divinos também era chamado senhor da vinha.

           Conta á história que Osíris tinha poder de curar e era amado pelo povo, e isso também foi uma das causas que deixaram Set ainda mais enciumado e encolerizado, e para tomar o lugar de Osíris, logo planejou a sua morte enquanto ele estava em suas andanças pelo mundo. Após a morte de Osíris, Ísis ainda virgem e grávida de Hórus o mediador alado entre Deus e os homens, portador da lança divina, e própria essência de Osíris que renasceria para acabar com as trevas de Set, teve que fugir e esconder-se para que o menino nascesse em segurança longe dos olhos de Set.

Após a morte de Osíris, os sacerdotes passaram a beber o vinho e comer o pão em uma cerimônia em sua homenagem onde o pão era repartido conforme as partes de seu corpo que fora despedaçado por Set, daí derivou-se a santa ceia. Da mesma maneira, depois do nascimento de Hórus, eles passaram a comemorar o seu nascimento, Natal ou (Navidá), e isso aconteceu milênios antes da era cristã. Além da cerimônia do pão e do vinho em homenagem a Osíris e a comemoração do nascimento de Hórus. Os sacerdotes também encenavam a paixão de Osíris diante dos templos como em um teatro e os participantes da encenação usavam mascaras de diversas divindades envolvidas, enquanto outro sacerdote narrava ás passagens da história.   

(Apostila de pesquisas: Conhecimentos Básicos do Antigo Egito. ainda não concluído; Autora: Miriam Ávila.)       

4 comentários:

Mario Pereira disse...

Acredito que na bíblia, existam muitos outros trechos de "plagio" que remontam o aspecto de transição entre religiões antigas.
Gostei muito do conteúdo do texto!

Anja_Arcanja disse...

Obrigada querido e sim! A bíblia é repleta de plágios, embustes e um apanhado das religiões dos povos vizinhos aos Judeus e ainda, depois dos gregos e romanos muita coisa foi acrescentada! rsrs

Pitágoras disse...

Sempre achei a história de Jesus, uma cópia quase fiel da história de Horus, com trânsito pela de Hercules. Agora V. vem confirmar. Grato.

Eduardo Medeiros disse...

Bom texto mas nada que cause espanto em quem conhece um pouquinho a história das tradições bíblicas e as influências que ela recebeu. Não só o Egito, mas a Pérsia, a Grécia, o Mitraísmo, influenciaram o texto bíblico. Nada mais normal que acontecesse num mundo onde as culturas religiosas dialogavam. O original na tradição bíblica é sem dúvida o monoteísmo radical que se estabeleceu no judaísmo depois do cativeiro babilônico mas que também deve ter tido alguma ligação com o tempo em que o Egito foi monoteísta.

O messianismo judaico também tem características originais com suas pregações apocalípticas de uma renovação da terra e do universo a partir da justiça divina.

Eu não tenho dúvidas de que Jesus de Nazaré foi um personagem histórico, pois o seu perfil de profeta intinerante e missão messiânica era algo comum na palestina do primeiro século e antes com a comunidade dos essênios e antes ainda nas tradições dos profetas messiânicos como Isaías e Miqueias.

Agora, o Jesus Cristo é outra história...rs

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